sexta-feira, 29 de maio de 2020

AS ENGENHARIAS FINANCEIRAS em PORTUGAL
A minha idosa vizinha na aldeia chama-lhes cambalachos!

E remata, cambada de trafulhas e vigaristas.
E creio que tem toda a razão.
Sobretudo, mas não apenas, depois do 25 de Abril de 1974, que temos assistido a uma série de artistas a governar-se à grande e à francesa como é uso dizer-se.
Desde aquele início de fundos europeus para formação nas fábricas e que deu muito dinheiro a um certo senhor e nunca lhe tocaram nem nunca houve inspeções à coisa, fazendo ele depois disso sucessivas e estrondosas mais valias conforme ia avançando nos grandes negócios nas maiores empresas na Tugolândia, e sempre com grandes encómios da parte de titulares de orgãos de soberania (que a terra lhe seja leve), ou fundos para construir barcos de pesca que depois se esfumaram e barcos NADA, etc., temos tido de tudo um pouco.
Perdões de dívidas são constantes ao longo de décadas.
Lembro-me de um secretário de Estado de quem se dizia ter feito um despacho especial perdoando milhões a certa gente.
Depois da política virou banqueiro, mas acabou por estoirar.
Dizem alguns que acabou mal, coitado, mas eu discordo completamente, porque quem tem sempre acabado mal é o cidadão comum a quem esmifram sempre à conta das patifarias constantes de certa gentalha.
Perdões constantes.
A alguns ainda não foram outorgados perdões, coitadinhos deles, que só têm ou uma bicicleta ou uma modesta mota de água, ou mesmo só a roupita no pêlo.
Agora noticiam que ao rei dos cogumelos perdoaram 54 milhões.
Agora noticiam que para continuarem as cablagens parece que serão perdoados mais uns valentes milhões.
E estamos nisto.
Mas o PR, o PM, como aliás todos os seus antecessores, sempre muito caladinhos e unidos. Porque será?
Como dizia o Sócrates,...ah.....isso não interessa nada.
AC

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