.............."O que foi amnistiado não foram crimes mais políticos que os de sangue, o que foi amnistiado foram crimes que ainda hoje são crimes, e bem, independentemente de se invocar motivações políticas ou não para o seu cometimento.
A invocação de uma diferença para os crimes de sangue é pura política, assente na certeza de que provada que a actividade criminosa da associação terrorista, seria muito mais difícil saber quem, em concreto, puxou o gatilho ou pôs a bomba que matou ou feriu pessoas.
Pode argumentar-se que a amnistia pretendeu pacificar a sociedade, eu discordo, mas admito o argumento (também discordo e admito o argumento), não se pode é dizer que apenas se amnistiaram os crimes mais políticos porque não há nada de político que possa alterar o carácter criminoso de uma associação terrorista que pretende derrubar uma democracia para a substituir por uma ditadura.
Também pela necessidade de isso ser bem claro, muito obrigado ao Manuel Castelo Branco e outros, que se têm esforçado por reequilibrar a memória colectiva das FP25, contando a história a partir do ponto de vista das vítimas e não deixando prescrever a indignação em relação à forma como o regime protegeu, de facto, um bando de criminosos". (Henrique Pereira dos Santos)(sublinhados da minha responsabilidade).
António Cabral (AC)
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