CULTURA
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Saber que será má a obra que se não fará nunca.
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Tenho fome da extensão do tempo, e quero ser eu sem condições.
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Já vi tudo que nunca tinha visto.
Já vi tudo que ainda não vi.
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Na cadeira, onde me recosto, esqueço a vida que me oprime. Não me dói senão ter-me doído.
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Julgo, às vezes, que tudo é falso, e que o tempo não é mais do que uma moldura para enquadrar o que lhe é estranho.
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António Cabral

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