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quarta-feira, 28 de junho de 2023

A  COBERTO  do  FUTEBOL . . . .
Chamou-me à atenção que andou por aí um certo burburinho à conta de uma coisa chamada BSports. Embora, como sempre acontece, já esmoreceu um pouco no seio dos OCS. Se percebi bem, é uma coisa internacional, com ramificações ou o que se quiser chamar, em vários países. Se li bem o que vi nos jornais, aparentemente uma organização para atrair e desenvolver jovens. 

Percebi mal ou a maioria, pelo menos na sucursal Tuga em Famalicão, seriam jovens (algumas crianças mesmo?) de regiões do designado 3º mundo? À cautela (??), passaportes e outra documentação estavam apreendidos, ou seja, parece que os jovens estavam cativos. Significativo. 

Para a coisa ter rebentado com rebentou, certamente bronca das grandes, e com suspeitas de monta que voam pelos OCS. A novela deu na demissão de um "maioral" da coisa, que por sinal era presidente de um orgão social importante da Liga de futebol, e chamou à colação a PJ, SEF, PSP, GNR, segurança social e etc. Interessante também, para mim naturalmente, saber-se de certos nomes associados à coisa.
No presente, a Liga já fez vigorosas declarações.

Como sempre, nesta e em muitas áreas, sempre que surge algo esquisito aparecem aquelas declarações do tipo - "aquilo" não é"…. - neste caso, aquilo não é o futebol, que não tem nada com as formações no futebol, com a beleza do desporto.
Vamos aguardar por investigações, etc.
AC

domingo, 11 de dezembro de 2022

CITIZEN  KANE
Não, não me estou a referir a coisa famosa cinematográfica de há décadas.

Estou a falar da bola no Katar/ Qatar/ Catar !

Como sempre ao longo do tempo aqui escrevi, vejo de vez em quando futebol pela TV. Não piso um estádio de futebol desde 1983 se a memória não falha, e ali estive na sequência de obrigações profissionais. Foi no estádio de Alvalade. Antes disso, na segunda metade da década de 70 do século passado estive uma vez no estádio em Setúbal e em finais de 1973 no estádio do Montijo.

Segui os jogos da selecção durante o Europeu de 2016. Vi poucos jogos do anterior mundial. Normalmente vejo as finais europeias. Deste mundial vi os primeiros jogos da selecção, vi a segunda parte do jogo com a Suíça, e vi o jogo contra Marrocos. Fomos bem eliminados, opinião pessoal naturalmente.

Escusam de me vir com queixas do árbitro, mais o patético Fernando Santos a referir que os jogadores queriam muito, etc. Fomos bem eliminados, não jogaram NADA. 
Tiveram azar o Pepe que podia ter marcado um belo golo de cabeça, e o Fernandes com a bola na trave. 
E se tivessem rematado a sério, coisa que não fizeram?

Ontem vi o resumo do jogo entre a França e a Inglaterra. 
Não preciso dos comentadores para avaliar o que é bom futebol, as imagens do resumo mostram o que é jogar bom futebol, o que são duas equipas a jogar bom futebol. 
E, lá está, a França não precisou do Mapé para marcar golo! Tem vários para isso.

E agora volto ao "citizen Kane, o capitão inglês, que marcou primorosamente o primeiro pénalti, e falhou estrondosamente o segundo.
Pois é, a França falhou menos. Mereceu, ponto final.

Confesso que me estou completamente ”a borrifar” para quem vá ganhar o Mundial. 
Presumo que vá haver nos jogos que faltam algum bom futebol, pelo menos a França pratica-o.

Confesso que me estou completamente a "borrifar" para as telenovelas que se desenham já após a nossa eliminação. Fomos bem eliminados. 
Naturalmente, não me deu gozo nenhum a minha selecção sair já do mundial. Mas tudo na vida tem vantagens e inconvenientes.

Querem uma vantagem? 
Menos uma oportunidade para o patético comentador abrir a goela!
Querem outra? 
Algum descanso para os aviões Falcon!
Querem outra? 
Menos uma coisa para anestesiar a população!

Tenham um bom Domingo. Saúde.
António Cabral

Ps: depois de escrever este texto lembrei-me de um outro facto.
Estive num jogo de futebol, no estádio de Alvalade, em 2014 ou 2015, pois penso que nessa altura ainda que muito doente, a mãe do meu genro estava viva, e o jogo calhava no final de Agosto no dia de aniversário da senhora, pelo que me foi perguntado se quereria usar o lugar cativo. 
Fui. 
Do que vi, pois fiquei perto do topo do estádio onde a claque berrava e saltava e usava altifalantes, jurei nunca mais pôr os pés num estádio de futebol.

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

FUTEBOL  e  REALIDADES
Ligo muito pouco a futebol. Quando se desenrolam os campeonatos de futebol, Europeu e Mundial, e a nossa seleção participa, procuro acompanhar alguns jogos.
Não há muito tempo houve uns energúmenos que apedrejaram um carro em que seguia a família do treinador da equipa do Porto.
Procurei perceber melhor os contornos da coisa e por isso gastei algum tempo a navegar na NET.

Qualquer pessoa minimamente decente como me considero também, sente a maior das repulsas por coisas destas, REPUDI-AS SEM HESITAÇÃO. Agora, deixem-me dizer algumas coisas.

Admitindo como SEMPRE poder estar completamente equivocado, as minhas conclusões são estas:
1ª - nada me espanta; está na mesma linha dos apedrejamentos a autocarros, na vandalização de restaurantes e estações de serviço, etc.
2ª - nada desculpabiliza este tipo de actos, mas as chefias dos clubes deviam meditar bastante se ao longo dos anos não têm contribuído para a galvanização de hostes de energúmenos. De vez em quando há  uns arrufos e fingem que vão meter na ordem a canalha, como se estará a passar no presente por exemplo com o Sporting.

Sempre que há excessos de vandalismo, porque vandalismo há sempre mesmo com aparente calma à entrada e saída dos estádios, aparecem dirigentes e outros como foi o caso do treinador do Porto, a reclamar da postura das autoridades, acusando-as de passividade.

Como digo, acompanho quase nada estas coisas do futebol mas interrogo-me se lá fora há esta coisa das "caixas" para adeptos nos estádios e "caixas" para adeptos à saída e entrada de estádios. Para já não falar no caricato do acompanhamento/ policiamento de autocarros e as TV's atrás de autocarros dos principais clubes de futebol.

Depois admiram-se.
AC

terça-feira, 27 de setembro de 2022

CLARO

Claro que faço bem em ler. Estava até há momentos a ler/ reler Orwell.

Claro que faço bem em ocupar o meu tempo das mais variadas maneiras e claro que faço muito bem em quase não ver televisão.

Parei de ler quando agora me vieram dizer que Portugal/ selecção de futebol foi eliminado de um torneio entre nações. 
E, claro que ao recordarem-me que algures no fim de semana passado um desses vários/ muitos aficionados do futebolês terá dito que a Portugal bastava empatar um jogo com a Espanha puxei do teclado para escrever isto.

E parte do "isto" já está, mas falta acrescentar que os tais aficionados se esquecem sempre que mesmo bastando uma coisa qualquer o fundamental é não ser eliminado. 
Esqueceram-se pelos vistos que a Espanha podia ganhar. 

Lembro-me dos meus 15/16 anos quando o meu avô materno me dizia - meu filho a bola é redonda, e mesmo com o Eusébio as coisas às vezes não saem bem (era Benfiquista).

Embora ligue muito pouco ao futebol, naturalmente que o meu país ter sido eliminado nisto ou outra coisa qualquer não me alegra. 
Não gosto de perder nem a feijões. 

Mas, se parece verdade que o senhor contratado chorudamente pelo chefão do futebol português é um homem simpático, a realidade não vai lá com simpatias. 
É preciso mais qualquer coisa, de substantivo. 
Realismo, profissionalismo, eficácia, eficiência, pundonor. 
Ganhámos uma vez um campeonato Europeu e o palrador-mor delirou. 
E tem distribuído medalhas e honrarias e discursos. Mas...

No caso português, na bola, há mais do que a bola redonda.
Há prosápia a mais. 
Há dinheiro a mais. 
Há muita coisa esquisita a mais. 

E de certeza que não somos os melhores dos melhores. 
Que prebendas vai agora o palrador-mor distribuir? 
Que comentários fará?

Vou regressar a coisas mais úteis. Claro!
AC 

quinta-feira, 3 de março de 2022

F U T E B O L

Alguns chamam-lhe o desporto rei. Não o é para mim. Chamam-lhe uma indústria.......será! Dizem dele muita coisa, por cá e lá fora.

Recentemente dei com uma pequena brochura panfletária com o título - 5ª Edição do Anuário do Futebol Profissional Português.
Deste "Anuário" os meus olhos fixaram-se mais em certos aspectos e neles fiquei a pensar, aspectos para os quais gostava de ter mais informação, informação clara, transparente 100%. Só para perceber.

É que nestas coisas do futebol tenho sempre na cabeça por exemplo, o nome Havelange, ser na Suíça que está a sede da cabeça mundial do futebol, as tramóias da FIFA e da UEFA quanto a organização de campeonatos, as vergonhas descobertas sobre vários sacripantas no topo das organizações do futebol mundial e nacional, durante décadas o BES financiou certos clubes (fora o que não se sabe publicamente), as centenas de milhões de Euros de dívidas de vários farsolas à banca nacional (será só?), as fugas ao fisco por cá e lá por fora, as jantaradas oferecidas em certos estádios antes de certos jogos, as borlas em bilhetes e viagens a chamados dignitários na maior parte uns reles farsolas, as prováveis ligações menos claras a muitas autarquias, os imobiliários, etc.

No dito anuário estão coisas curiosas, para mim naturalmente. Fala-se em alavancar a actual fase de maturidade do sector, nomeadamente através da industrialização (??) e internacionalização do futebol profissional português. Refere o anuário o impacto directo do futebol profissional nas vertentes económica, cultural e social. E salienta o impacto directo do futebol na geração de riqueza (??), no emprego, e nas contribuições fiscais. 

Acho imensa piada a referência a esta parte da fiscalidade, porque me lembro o que anda no ar há anos sobre compras e vendas de jogadores, sobre empresários desta "indústria", sobre SAD's, sobre trapalhadas várias desta........dita "indústria".

Há até quem escreva que é uma "indústria" líder! Ah, e que o PIB nacional foi tremendamente reforçado com o volume de negócios de centenas de milhões de Euros. Fala-se em capacidade de reinventar. E salienta-se que o futebol tem a capacidade de inspirar e unir comunidades. Unir comunidades!

Esta parte, a da união de comunidades, é para mim muito curiosa, das mais curiosas. É certamente pela união que, há cada vez mais agentes de polícia à volta dos estádios durante os jogos de futebol profissional, cada vez há mais contingentes policiais a "configurar" as tais caixas para adeptos que visitam estádios de equipas adversárias, que nos estádios há separação forçada entre adeptos de equipas adversárias, que há constantes apedrejamentos de autocarros de vários clubes etc.

Mas há mais coisas a que acho piada. Na parte em que no "Anuário" se referem os impostos aparecem indicações a jogadores, treinadores, funcionários e..........outros não especificados. Mas na parte referida a postos de trabalho já só aparecem, jogadores, treinadores e funcionários. Pois!

Mais coisas curiosas constantes do dito "Anuário".

- a Liga Portugal tem desafiado os seus associados no processo de normalização e rigor do reporte financeiro. Haverá melhor prova que esta para se pensar no que deve ser a vergonhosa realidade, de que muito se fala, mas os poderes ocultos tudo conseguem esconder?

- Tem-se assistido a um gradual agravamento da tributação aplicável às sociedades desportivas. Se calhar ainda longe do que devia ser.

- Na época 2020/2021 registaram-se 2335 incidentes no desporto, tendo o futebol sido responsável por 88%.....União de comunidades, certo?

Pelo que parece, sobraram 6,2 milhões de Euros para distribuir pelas sociedades desportivas. Certamente falha minha, mas não encontrei em lado nenhum a listagem completa e detalhada de "quem e quanto receberam". Deverá ser interessante.

AC

sexta-feira, 5 de junho de 2020

A  HABITUAL  TUGOLÂNDIA
Acabo de perceber que estamos já ao melhor nível quanto ao futebol e quanto aos colaterais do futebolês. E ainda agora recomeçou.
Bendita pandemia Covidiana, que me trouxe sossego durante 3 meses.
Autocarro foi atacado, aparentemente ou por energúmenos benquistas zangados com a actuação da equipa, ou por outros energúmenos disfarçados de adeptos benfiquistas.
Em qualquer dos casos, altamente reprovável, mas nada disto é de espantar.
Os governos todos e este então com aquele sujeito com a tutela do desporto têm a maior das culpas nestas coisas.
Energúmenos, escumalha e outros piropos são poucos para classificar as turbas à volta do futebol. Um clássico dessa turba até pede orientações à DGS. Só para rir.
Claro que quase todos os políticos, jornalistas, comentadores e todos os dirigentes do futebol virão dizer, como acontece há anos, que isto não representa o mundo dos adeptos e das claques e dos  apoiantes dos clubes de futebol.
TRETAS, representa completamente. 
Naturalmente, é a minha opinião e, naturalmente, tudo continuará como sempre e eu é que estou enganado.
Último detalhe, acho lamentável que tivessem dito que foi no Seixal. Isto é discriminação do pior.
Devia ser dito - foi em Lisboa - que é o que tem acontecido no âmbito da pandemia. Nada de discriminar regiões, isso é muito feio, além  disso o rigor não interessa para nada.
Não era preciso este lamentável episódio, mas só reconfirma, este rectângulo não tem concerto.
Claro que no fim vamos ficar todos bem!
AC