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sexta-feira, 12 de março de 2021

Na  PRÓXIMA  2ª FEIRA,  CSDN

De acordo com o que se lê por aí, na próxima 2ª Feira, 15 de Março, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa reune o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN).

De acordo com a CRP, Título X respeitante à Defesa Nacional, no Artigo 274º, está expresso (nº 2) que - o CSDN é o orgão específico de consulta para os assuntos relativos à defesa nacional e à organização, funcionamento e disciplina das Forças Armadas (FA), podendo dispor da competência administrativa que lhe for atribuída por lei.

Lê-se também por aí que terá sido convidado o inenarrável ministro Cravinho jr para a próxima reunião do Conselho de Estado que creio reunirá a 19.

Portanto, sou levado a crer que a grande reforma (???) deste ministro será então apreciada e designadamente no CSDN. Vou arriscar, com pouco receio de falhar, que esta magnífica reforma (???) terá a benção do CSDN e do Presidente o qual, a muito curto prazo, deverá voltar a dizer publicamente "os melhores dos melhores". 

As FA estão muito necessitadas de melhoramentos cosméticos na sua organização e funcionamento não é ?

E assim continuaremos com palhaçadas cosméticas, ao sabor de patéticos caprichos por exemplo de quem em tempos não conseguiu o que queria e agora aconselha a criatura, e assim continuaremos a adiar tudo o que precisa de ser resolvido a sério e não com cosméticas ou estrangulamentos de meios humanos e financeiros sem nexo e, neste caso, tal como referi no meu post de há poucos dias (8 de Março) em vez de parvoíces  era necessário - FINALMENTE propor à discussão na AR a questão central da organização do Estado em termos de defesa e ponderar em seguida o pilar militar da DN ou seja, que FA deve Portugal ter, e definir então a estrutura superior das FA, assunto sempre adiado desde o início desta III República.

Mas aguardemos para ver se me engano. Se aprovarem esta reforma do ministro Cravinho jr não me enganei, continuam ufanos, todos eles, a encanar a perna à rã. Lamentável. 

Estadistas de apenas um metro de altura, com e sem farda.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

PR, GOVERNO, PARTIDOS, MILITARES
De entre os meus amigos muito chegados tenho 4 grandes amigos militares. Um deles, o mais próximo de mim, é como meu irmão gémeo. Temos visões semelhantes sobre a vida, interesses similares etc.
Este amigo /irmão gémeo conta-me coisas que cada vez mais me fazem estarrecer, e pensar, mas que País é este?
De há muito que ele me refere por exemplo a degradação salarial dos militares, e a crescente dificuldade em atrair recursos humanos para as Forças Armadas. E muitas outras coisas com que não quero maçar os meus leitores e amigos.
Quanto à matéria salarial, explica-me o meu amigo, que a função pública recuperou no final de 2018 dos congelamentos dos tempos da Troika, e nomeadamente quanto a progressões nas carreiras. As progressões implicam, designadamente, subida de vencimento no final do mês, aumento do nº de euros a levar para casa.
De acordo com o meu amigo, com os militares isso continua por acontecer. E, segundo me diz, a inversão desta situação continua a ser barrada na Assembleia da República, terá acontecido há bem poucos dias, pelas mãos dos do costume, PS, PSD, CDS. Não fui verificar mas acredito.
Tenho de confessar que compreendo o meu amigo, sobretudo lembrando-me dos discursos de Marcelo, alguns bem patéticos (os melhores dos melhores), dos telefonemas de Marcelo, dos discursos de Costa e das deslocações deste PM ás nossas forças em África, etc.
Com estes senhores a bota nunca bate com a perdigota.
O meu amigo pergunta-me - já te deste conta que não existe sobre isto uma tomada de posição conhecida por parte das chefias militares (são quatro), nem de Marcelo que até há bem poucos dias recordou que é o comandante supremo das Forças Armadas?
Eu rematei-lhe, é como estamos, é a coerência desta gente, é a descarada ausência de vergonha na cara, é o que dá a desonestidade política e intelectual. A destruição da instituição militar em Portugal parece prosseguir lenta mas inexoravelmente.
sim, atente-se nos discursos grandiloquentes, periódicos mas estéreis como "virar o cabo Bojador", desconsideração concreta e diária na realidade das coisas, crescentes dificuldades operacionais e que a curto prazo se agravarão, cativações vergonhosas nas tristemente famosas leis de programação militar que programam muito há décadas mas de que pouco se concretizou/ concretiza.
Mas há sempre uns idiotas úteis que tentam justificar o cada vez mais injustificável. Idiotas úteis mas com carreiras bem amparadas, tá claro!!
AC

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

 PRESIDENTE  da  REPÚBLICA

Quase diariamente pesquiso o “sítio” da Presidência.

Como no passado já aqui referi, a prolixa actividade ali listada é, na minha opinião naturalmente, um boa coisa que Marcelo decidiu fazer. 

Mas, por outro lado, e também aqui o referi por mais de uma vez ao longo do tempo, algumas coisas que lá vejo deixam-me perplexo.

Como sempre, respeito as opiniões de outrem, concorde ou não com elas mas, felicitar a Sra D Ursula pelo seu discurso não será excessivo?

É que se formos ver bem o discurso, e olhar a realidades e decisões passadas da UE............se calhar....................

Bom, mas aqui no sossego da aldeia, dei-me ao trabalho de gastar 26 minutos e seis segundos a ouvir o discurso de Marcelo no Instituto Superior Militar. Que querem, ás vezes passo-me da cabeça!!!!

Ouvi..........e vê-se que fala bem, .........mas depois de tantas loas e outras peças, e presente que é o comandante supremo das Forças Armadas como fez questão de lembrar logo no início do discurso, comecei a lembrar-me de várias coisas relativas a Forças Armadas, coisas que vão sendo noticiadas como há dias no DN acerca do estado deplorável a que os socialistas deixaram chegar o Arsenal do Alfeite. Comecei a lembrar-me de muitas coisas que vários amigos bem conhecedores dos assuntos me contam periodicamente. Tenho uma noção razoável do que se passa nas FA e até acompanho o que as associações militares dizem e informam.

E, de facto, a bota não bate com a perdigota senhor Presidente, sempre grandes discursos sobre os melhores dos melhores mas, depois, como se verifica, esquece-se.

É como estamos, grandiloquentes, discursivos, mas as coisas a afundarem-se.

AC