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terça-feira, 30 de novembro de 2021

A  TRANSPARÊNCIA  NA  POLÍTICA
A ausência de transparência na política não é um monopólio da política em Portugal. Mas interessa-me é o que se passa em Portugal.

Natural e obviamente, para mim pelo menos, certas conversas entre determinados titulares de órgãos de soberania, certas decisões em determinadas épocas da vida nacional, histórias, encontros, certas negociações, certos compromissos, certos episódios, não devem na altura em que se desenrolam vir a público. Por razões que me atrevo  imaginar, a esmagadora maioria das pessoas reconhecerão como razoáveis, porventura indispensáveis, em determinada altura, nessas alturas.

Isto dito, já me parece pouco razoável que passados por exemplo, sei lá uns 20 anos sobre uma dada decisão, evento, nomeação, compromisso, história, tanta coisa continue nos segredos dos conluios por baixo da mesa. É extremamente curioso observar defensores da opacidade mas sempre quanto aos da sua cor. Curiosa a defesa dos limites para a transparência, como se fossemos todos muito burros e não percebêssemos o porquê de algumas dessas defesas.

E um dos porquês leva a que fique na sombra, por exemplo, a construção de certas carreiras sabe-se lá à custa de quê e de quem. Temos exemplos variados disso. Uma das várias razões porque o Portugal democrático se transformou naquilo que se vê, pobre e miserável, e com uma população desgraçada, bastando apenas olhar seriamente e comparar por exemplo com os que se juntaram à UE depois de 1990.

Viva os democratas da transparência quanto baste. 

AC

sábado, 10 de agosto de 2019

COMO SE VÃO CONSTRUINDO NOMES,
e muitos deixam-se enganar anos a fio, sobretudo por uns quantos farsolas.
> Uns, ainda que muito novinhos, antes do 25 de Abril, já não comungavam de ingenuidade alguma embora, mais tarde, continuem a falar e a escrever tomando sempre os seus concidadãos por esmagadoramente ingénuos.
> outros, aos 14, também já não eram ingénuos, e eram fervorosos políticos, antifascistas e democratas.
> outros, ganhavam ares de seriedade enquanto alteravam a casa à conta dos contribuintes, ou jogavam por fora da bolsa com coisas lá inexistentes.
> outros, modestos no 25 de Abril, morreram com património exorbitante que os salários do Estado à sombra de que sempre viveram deram obviamente para não poder comprar.
> outros, passaram muito tempo a inventar notícias, ou a não abrir a porta para ajudar.
> outros, tão sérios sempre foram que, não viram nada, não desconfiaram de nada, não souberam de nada, embora sempre estivessem nas mesmas reuniões.
> outros, negociaram anos com certas empresas mas que agora afirmam nunca terem conhecido.

E assim se cimenta a seriedade, sobretudo quando a maioria não tem arquivos nem memória.
Há que respeitar as instituições, há que respeitar o bom nome!!!
AC