sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

EXCLUI - NÃO EXCLUI - EXCLUI - NÃO EXCLUI
Presidenciais: Seguro declarou ficar contente com apoio de Pedro Nuno, disse que não exclui ninguém. Esta frase fica sempre bem.

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo tinha revelado que, numa eventual segunda volta das eleições em que não estivesse, não excluía o apoio a qualquer candidato. Primeiro e passando-lhe qualquer coisa pela cabeça, mencionou Ventura.

Admitindo como sempre poder estar a ver mal as coisas, uma coisa me parecia provável antes de 18JAN, parecia-me que a porcaria que inundava a chamada campanha para a primeira volta, mais o "poucochinho" que na minha opinião eram todos os candidatos, e a  provável chuva nesse Domingo, podiam ter como resultado uma grande abstenção. E, daí, poderiam advir SURPRESAS!

Enganei-me, houve pouca chuva e felizmente maior votação que no passado.

Não tenho bola de cristal e engano-me muitas vezes.
Que acontecerá a 8 de Fevereiro quanto ao nível da abstenção?

Pessoalmente estou convencido que nesta 2ª volta a abstenção será maior. Eu gostava que a votação fosse enorme.

Aguardemos.
Deixo um miminho do passado.
AC

SEMPRE  A  OBSERVAR  COM  ATENÇÃO
O que vejo á minha volta?
Vejo coisas boas, vejo outras que me desgostam.
Mas, contrariamente a muitos, não nego o que vejo.
Pondero.
António Cabral  (AC)
CIVISMO e CIDADANIA de 1ª Qualidade
Palavras para quê?
Os serviços da câmara tinham estado no dia anterior ao desta fotografia a apanhar "monos".
Pois logo depois uns cidadãos conscenciosos (??) logo resolveram espetar com mais isto na rua. 
Não poderiam antes destes despejos ter telefonado para os serviços a alertar que tinham monos que não tinham possibilidade de manter em casa?
Não há serviços camarários que resistam à falta de civismo e de cidadania.

Bom dia, boa 6ª Feira e início de fim de semana.
Saúde e boa sorte. 
AC

Ps: há poucos dias, em sessão/ reunião de câmara onde vivo, na parte final aberta aos munícipes, um deles perguntou para quando a câmara equacionaria substituir estes contentores e os moloks por contentores metálicos enterrados.
Creio também que era bem melhor para a cidade por diversas razões mas à volta da parte superior desses novos equipamentos e que são  bem mais pequenas que estes actuais de plástico, certos imbecis continuariam a acumular tudo o que lhes apetecesse.

IMBECILIDADE E CRETINICE EM CRESCENDO

Quem não vota Seguro não é democrata, dizem alguns

Quem votar em Seguro é traidor à pátria, dizem outros

Pqp a todos!

AC

CULTURA
AC
ESTA  COISA  DE  SER  DEMOCRATA . . . 

Há por aí uns figurões dos "salões" que, 
- lá porque tiveram alguma secundária participação nisto ou naquilo têm a mania de que são donos disto,  
- têm a mania de rotular de não democratas todos os que não sigam a sua rosácea cartilha, 
- têm a mania de que quase só eles conhecem livros, bons vinhos, música erudita, bons locais de descanso e lazer, por cá e no estrangeiro.

Alguns destes irritantes (a que reconheço capacidades, cultura, decência, e educação, e ferozes inimigos de Cavaco Silva porque no passado possa não lhes ter feito as vontadinhas), sem explicitamente o dizerem apontam Cavaco e outros como exemplos de democratas porque irão votar em António José Seguro na 2ª volta.

Sem o dizerem com todas as letras afirmam-no - quem não vota em Seguro que é um homem moderado e razoável (COM o QUE CONCORDO), não é democrata.

Pois elucido esses irritantes que ser democrata inclui pensar pela própria cabeça, não ir em modas, poder errar e estar portanto enganado, ter divergências com o "main stream", por vezes profundas.

Desde 1974 nunca falhei uma eleição.
Raras as vezes em que votei BRANCO, creio que foram duas.
NUNCA destruí um boletim de voto com palavras, riscos etc., nunca portanto o tornei NULO.

Na quase totalidade das eleições ocorridas coloquei a cruz, e andei sempre nas áreas moderadas. 
E continuo a considerar-me um moderado.

E um moderado muito zangado com o PS e com o PSD, pois foram as suas inações incompetência e poucas vergonhas que na minha opinião trouxeram Portugal ao estado actual, quase na cauda da Europa.
Foram as inações e a incompetência do PS e do PSD e é bom frisar as sucessivas bancadas dos seus deputados apoiantes que trouxeram Portugal para o estado actual, com escandalosas desigualdades sociais, com níveis de pobreza e indigência horríveis e intoleráveis, com um despovoamento do território inaceitável, etc.

Tenho o legítimo direito de estar muito zangado, porque sempre votei e porque além disso, na minha vida de adolescente, na minha vida cívica e profissional, e depois como reformado, sempre me pautei pela decência. E como cidadão nunca me conformei e sempre protestei ao meu nível, e sempre procurei ajudar dentro do meu exíguo campo de actuação cívica.

Em síntese, recordo aos irritantes que na segunda volta das eleições presidenciais, como aliás em qualquer votação, se pode votar de diversas maneiras.

Nesta 2ª volta das presidenciais pode votar-se: 

- em Ventura, o que, acredito, não será conveniente para o país, 

- em Seguro que, como escrevi já em outros textos, considero uma pessoa decente mas . . . . 

- lamentavelmente, tornando NULO o boletim de voto,

- legítima mas na minha opinião lamentavelmente, não indo votar,

- em BRANCO

Pergunto aos irritantes qual das cinco possibilidades não é democrática?

Não vou conseguir saber a opinião das Exmas Excelências, mas a minha é de que todas as cinco possibilidades são DEMOCRÁTICAS.

Resumo:

- muitos o têm feito ao longo dos anos, mas considero lamentável, muito lamentável, criarem votos NULOS;

- é legítimo mas discordo que se fique em casa e não se vá votar; sempre critiquei o meu falecido sogro que barafustava furiosamente contra os políticos e o estado do país mas nunca se dignou votar;

- tenho as maiores dúvidas que seja bom para Portugal ter Ventura em Belém, bem como eventualmente um dia PM;

- face ao seu passado demasiado cinzento e sempre ao lado de certas personagens, embora nele aprecie a decência e a serenidade por exemplo, tenho algumas dúvidas sobre as capacidades de Seguro para Belém; 

- como cidadão muito desconsolado com Portugal quase na cauda da Europa, desta vez quero democraticamente manifestar o meu veemente  protesto, coisa tão legítima e tão democrática como os entendimentos dos irritantes que pensam o que pensam e legitimamente o defendem, mas que me parece persistirem numa postura de que julgam que só eles e os predestinados como eles sabem comportar-se nas urnas, ou à mesa a comer com talheres de prata, Christofle e outra palamenta.

Quero protestar e fácil é ver a materialização desse protesto. Ir ao local de votação, dobrar com cuidado o boletim de voto em quatro e depositar na urna.
Naturalmente que faltam uns dias até 8 de Fevereiro.

Uma coisa me martela a cabeça: Seguro em Belém deixará a palhaçada á Marcelo, de andar sempre na rua ou passará a exercer a sua magistratura de influência longe dos jornalistas, e dentro dos corredores dos vários poderes e, portanto, a não comentar diariamente tudo e mais alguma coisa incluindo coisas verdadeiramente patéticas, mas a exercer pressão?

Por isso escrevi num outro texto que considerava importante até ao dia da votação ouvir nomeadamente de Seguro como se relacionaria na sua magistratura de influência com, a Assembleia da República, Governo, os vários tribunais superiores, Procurador-Geral da República.

Passem bem.
AC  

IRÃO

Enviaram-me este boneco que presumo circulou nas ditas redes sociais.

Não faço ideia se o autor do boneco queria significar que o aiatolá devia ir-se embora, ele e todos os outros, ou se queria significar que o aiatolá e os outros clérigos estão receosos e podem estar a preparar-se para se pirarem.

É um profundo exagero (opinião pessoal naturalmente) imaginar que algo ocorrerá agora semelhante ao acontecido aquando da fuga do Xá da então Pérsia. 

Nessa altura, particularmente nos últimos 2/ 3 anos de poder de Pahlevi, as mesquitas fervilhavam de conspiração, os clérigos organizavam-se apesar de perseguições da polícia política. 

E Khomeini lá regressou do seu exílio dourado Parisiense.

A propósito, relembrar que a França sempre fascinou facínoras e ditadores nomeadamente asiáticos e africanos, e como a França sempre os tratou bem. Não deve ter tido nada a ver com o depositar em bancos franceses das "pequeninas poupanças" desses ditadores, Bokassas e quejandos.

Creio que não haverá mudança de regime no Irão.

Embora muito pouco se consiga saber daquele "antro de liberdades" é legitimamente admissível que já foram massacradas milhares de pessoas. E continuará a ser assim, é a minha opinião. Mais mortes em contenção de manifestantes, muitas prisões, julgamentos (???) de muitos e eliminação física seja por enforcamento ou por morte morrida.

Coisa que me parece incomodar muito pouco o mundo, e nomeadamente os países grandes fornecedores de centrais nucleares, como me parece nada incomodar às defensoras histéricas por esse mundo fora os "tantos de polé" a que são submetidas as mulheres no Irão.

Enfim, basicamente o costume.

AC

23  JANEIRO  2026
> 1368 - China, início da dinastia Ming
> 1556 - China, terramoto terrível na província de Shanxi, terão morrido centenas de milhares de pessoas
> 1898 - Nasce Sergei Eisenstein
> 1905 - Faleceu Rafael Bordalo Pinheiro
> 1915 - Governo ditatorial do general Pimenta de Castro
> 1942 - Estreia do filme Pátio das Cantigas
> 1943 - Tropas Britânicas capturam Tripoli
> 1944 - Faleceu o pintor Eduard Munch
> 1995 - Jacques Santer assume a presidência da Comissão Europeia
> 2011 - Eleições presidenciais, vence Cavaco Silva
> 2020 - China, cidade de Wuhan entra em quarentena
AC

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026
"Carlos César e Marques Mendes e Inês Sousa Real são outros que dão apoio a Seguro".

Carlos César, um dos maiores Costistas, anunciou o apoio a Seguro.
Todos apoiam ao mesmo tempo que esgotam n farmácias as pastilhas "Rennie".

AC
40  ANOS  de  EUROPA
Intervenção do Presidente da República na Sessão Comemorativa dos 40 anos da Adesão de Portugal e Espanha às Comunidades Europeias

Senhora Presidente do Parlamento Europeu, Ilustre amiga,
Bem-haja por este honroso convite pelos quarenta anos da adesão de Portugal e da Espanha às Comunidades Europeias.

Majestade Rei das Espanhas, Felipe VI, ilustre e muito querido amigo,
Senhor Presidente do Conselho Europeu, ilustre e velho amigo,
Senhoras Deputadas, Senhores Deputados,

Excelências,
En primer lugar, quería transmitir a Su Majestad el Rey Felipe y al pueblo de España mi solidaridad tras la tragedia del pasado domingo, que se cobró tantas vidas inocentes.

O Reino de Portugal nasceu em 1143, vai para nove séculos, e viu a independência reconhecida, em 1179.
Nasceu na Europa e nasceu de linhagens europeias.
Nasceu na Europa, na Costa banhada pelo Oceano Atlântico.
O nosso primeiro Rei tinha por Mãe uma filha do Rei de Leão, um dos Reinos que, séculos mais tarde, formaria o Reino de Espanha.
Tinha por Pai um irmão do Duque de Borgonha, um ducado que, séculos mais tarde, ajudaria a formar o Reino de França.

Mas nasceu também de linhagens vindas de outras Europas, do Norte, do Sul, do Oeste e do Leste. E de África e das Ásias. Mais tarde das Américas e das Oceanias. Num caldo de etnias, culturas e religiões.
Somos europeus desde as raízes.
E essas raízes mesclaram-se, logo à partida, com as de outros continentes, de outros universos.
Por isso não há portugueses puros, há portugueses diversos, na sua riqueza cultural.
Somos europeus, na língua, na cultura, na História, e, porque europeus, universais.

A nossa vida foi, do século XV aos séculos XIX e XX, uma saga constante na Europa Continental e fora dela – porque desde o século XV atravessámos oceanos e tocámos ilhas e continentes.
Uma saga em que deixámos uma diáspora por todo o mundo.
E fomos, muitas vezes, mais felizes a navegar pelo mundo do que nas guerras europeias.
Com os vizinhos, que eram nossos parentes, conquistámos independência, guerreámos para a mantermos, perdemo-la e recuperámo-la.

Até ao século XVII foi um desassossego constante. Como o foram as guerras continentais em que nos envolvemos.
De tal modo que, no século XIX, a nossa independência teve de ser garantida, com a capital do Império no Brasil.
Éramos europeus, mas a Europa, que nos iluminava, não foi sempre portadora de boas notícias.

Excelências,
O que há de verdadeiramente diferente e notável é que a integração europeia do século XX, que culminou na adesão há quarenta anos, no mesmo dia da Espanha, com papel cimeiro de Mário Soares e Felipe Gonzalez, veio mudar a História.

Mudou a História europeia. Mudou a História nas relações com o nosso único vizinho por terra. Mudou a nossa História. Mudou para a Liberdade, mudou para a Democracia, mudou para o Estado de Direito, mudou para o Desenvolvimento, mudou para a Justiça Social.

E, depois de séculos de independência baseada nos Oceanos e do inevitável, mas tardio, fim do Império, com a formação da multicontinental e multioceânica Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Portugal e a Europa, Portugal e a Espanha, Portugal e os Estados de sucessivos alargamentos europeus, começaram uma nova História. Que dura há quase cinquenta anos e que não teria sido possível sem a Europa, à margem da Europa, contra a Europa.

Exemplo singular desta mudança é a fraternidade entre Portugal e Espanha, a Espanha e Portugal, aqui eloquentemente testemunhada pelos dois Chefes de Estado unidos, em representação das respetivas Pátrias e dos respetivos Povos.

Excelências,
É, hoje, moda do momento, esquecer, minimizar, diminuir a Europa e o seu papel no mundo.
Não percamos um segundo a hesitar, a duvidar, a autoflagelarmo-nos. Temos mais Liberdade, Democracia e Estado de Direito do que tantos outros. Muitos de nós estão em lugar cimeiro do Desenvolvimento Humano e dos padrões de igualdade social. Temos um mercado dos maiores do mundo. Garantimos condições de vida comparativamente superiores à generalidade dos Estados. Somos um destino sonhado por tantos, de todos os continentes. Mas sabemos que tudo isto não basta e que perdemos, por vezes, tempo e que temos de fazer mais e melhor.

Precisamos de mais juventude, de mais conhecimento, de mais ciência, de mais tecnologia, de mais segurança comum, de mais crescimento, de mais justiça, de mais capacidade de mudança dos nossos sistemas políticos, económicos e sociais, precisamos de mais unidade, precisamos de mais futuro.

Precisamos.
Mas então tratemos disso. Com prioridade e com urgência. Contemos, antes do mais, connosco. Nós próprios, que temos de acreditar na Europa Livre, Igualitária e Democrática.
Reconstruamos a Europa. Sem medos. Sem inibições. Sem complexos.

Temos aliados? Temos. Para além da União Europeia, Portugal tem o Reino Unido, há quase 650 anos, e preferiríamos que estivesse ainda mais com a União Europeia do muito que já está.
Temos os Estados Unidos da América, cuja independência Portugal foi o primeiro Estado europeu, salvo a França, portanto o primeiro Estado neutral, a reconhecer, mas preferiríamos que fossemos sempre aliados a cem por cento e não com hiatos, intermitências ou estados de alma.
E, num e noutro, temos Comunidades fortes, históricas, jovens e pujantes.

Mas isso não é o essencial.
Nós, Portugueses, nós Portugal, já éramos Pátria independente há muitos séculos, ainda não existia a maioria dos Estados do Mundo, nem dos mais poderosos de hoje.
Fomos assim, somos assim. Sempre na Europa. Nos últimos 40 anos, mais na Europa e com a Europa. E, por isso, no universo e com o universo.

Reconhecidos às Comunidades Europeias. Reconhecidos à União Europeia. Tudo o que se possa dizer das Comunidades Europeias, hoje União Europeia, de crítico, de falível, de errado, de insuficiente, e há muito, é nada comparado com aquilo que lhes devemos.
Europeus sempre. Transatlânticos sempre. Universais sempre.

Avancemos, pois, recriemo-nos no que for necessário, que os aliados e os parceiros, que desejamos, virão, como sempre vieram, quando perceberem que não há senhores únicos no globo, que não há poderes eternos. E que as nossas alianças e parcerias valem mais do que a espuma, mesmo espetacular, mesmo sedutora de cada dia.

Digo-vos mais. Não há quem consiga hoje refazer pela força a divisão do mundo em hemisférios como no passado e sonhar controlar o seu hemisfério, ou resolver problemas do mundo sozinho. Falhará quem o tente no século XXI, como falharam outros no século XX.
E não se invoque o biliteralismo, que, verdadeiramente, é unilateralismo, que é uma forma de enfraquecer o multilateralismo e as instituições internacionais, sem que, quem deseja exercer essa hegemonia, esse controlo, tenha condições para o fazer como sonha ou afirma.
E não há como fazê-lo ignorando a Europa, o seu papel nos valores, o seu papel na justiça social, o seu papel na economia mundial. Porque a Europa ainda é e será sempre berço da Democracia, ainda é e será sempre farol de Liberdade, ainda é e será sempre esteio de Estado de Direito, ainda é e será sempre referência de Estado Social.
Foi assim no passado. Será assim no futuro.

Por isso, nós portugueses, por isso, nós europeus nunca, mas nunca mesmo, desistiremos do nosso papel fundamental no universo.
Porque desistir do seu papel universal seria, para a Europa, desistir dos seus valores, desistir de si própria, desistir de todos os que lhe dão vida.
Por isso, nós portugueses, nunca, mas nunca mesmo, desistiremos da Europa. Porque desistir da Europa seria, para Portugal, desistir de uma parte essencial e insubstituível de Portugal.
Neste dia de 40 anos de adesão da Espanha e Portugal, de Portugal e da Espanha, à Europa, viva Portugal, viva a Espanha, viva a Europa
!

Para quem tem a gentileza de me seguir sabe que procuro ser rigoroso e isento e, quando me engano ou erro e disso me apercebo depois por mim próprio ou porque outrem teve a gentileza de educadamente isso me apontar, dou a mão à palmatória, emendo, retrato-me, faço sempre como o grande matemático Bento de Jesus Caraça, que por esta mesma postura não temia ás vezes errar.

Para quem tem a gentileza de me seguir neste modesto blogue, que continua a ser a minha única rede social, sabe o que venho há anos dizendo do comentador sem contraditório Marcelo Rebelo de Sousa, há quase dez anos inquilino em Belém. 

Para quem tem a gentileza de me seguir sabe que sou forte crítico do Presidente Marcelo, sabe das minhas opiniões, sabe do que eu escrevi várias vezes sobre o que de muito positivo Marcelo trouxe à política e á Presidência da República durante pouco mais de três anos do seu primeiro mandato, e como depois consistentemente apalhaçou a Presidência da República.

Para quem tem a gentileza de me seguir, sabe que aplaudi sempre que Marcelo teve na minha opinião um bom desempenho como Presidente da República. Infelizmente, na minha opinião, foram poucas as vezes.

Isto referido, esta intervenção do Presidente da República Portuguesa (representando Portugal, representando os portugueses, e não apenas parte como diz o inarrável Ventura) no Parlamento Europeu é, para mim naturalmente, uma das suas melhores prestações.
Marcelo confirmou aqui as suas capacidades que infelizmente nem sempre colocou ao serviço da sociedade portuguesa. Confirmou como consegue ser brilhante quando quer, e representou-me/ representou-nos de forma excelente.

Como está já muito longo o texto, e como quero tecer mais algumas considerações sobre o que Marcelo afirmou a espaços, fico por aqui e farei outro postal.

António Cabral (AC)
THE  BOSS
AC
. . . . . 
Um aluno que dá erros, neste momento, é possivelmente um dos melhores alunos da turma. Não porque erra mais, mas porque ainda se autoriza a pensar. Porque ainda arrisca uma resposta que não é garantida, ainda se expõe à possibilidade de falhar, embora com o peso de sentir que não sabe tudo ou que não é capaz. É aquele que ainda resiste ao facilitismo, à inteligência artificial, que é honesto e que se esforça, que pensa, que arrisca e que resiste à ideia de que aprender é sinónimo de acertar.
. . . . . (Filipa Chasqueira)

Absolutamente de acordo

AC

PRÉMIO  ANEDOTA  da  SEMANA

Vencedor - o autor da frase - gostam muito de mim na Gronelândia


Bom dia, tenham uma boa 5ª Feira
Saúde e boa sorte

AC

CULTURA
AC 

ÁRVORE, . . . TORTA, . . . . SEM FOLHAS . . . 

Faz-me lembrar qualquer coisa . . . . 

AC

ELEIÇÕES  PRESIDENCIAIS  2026
Um bom amigo lembrou-me um facto curioso e que tanto ele como eu ainda não vimos nenhum pé de microfone chamar à atenção para isso.

Na 2ª volta, em 8 de Fevereiro próximo, vai muito provavelmente acontecer o mesmo que na 1ª volta.

Refiro-me à sondagem à boca das urnas: em 1º lugar ficará o vencedor, e em 2º o que ficar a seguir ao 1º.
AC

O  VOTO  É  SECRETO . . . . tem dias !

A esmagadora maioria dos meus concidadãos são tratados como imbecis, como crianças, como embrutecidos, a quem tem de se explicar tudo e, particularmente, como devem votar. 

Por quem são assim tratados?

Na minha opinião é por exemplo o caso de certos ex-ortodoxos convertidos aos encantos dos salões e às alcatifas dos corredores dos vários poderes e de várias instituições, é o caso de dirigentes de diversas agremiações a recomendar enraivecidos como se deve votar na 2ª volta das eleições presidenciais, é o caso de múltiplas Komentadeiras e pés de microfone, é o caso de mandatários e outras personagens dos candidatos falecidos na 1ª volta, é o caso de esquerdas caviar com participações secundárias em processos políticos ou amigos de SUV do passado, é o caso de ex e actuais titulares de órgãos de soberania. Todos a recomendar Seguro.

Eu gostava era de ver uma campanha entre Seguro e Ventura que fosse, empolgante, decente, civilizada, esclarecedora, em que argumentassem com elevação (creio que isso é difícil em Ventura), que referissem sempre e em detalhe os três tipos de competências que a CRP estabelece para o Presidente da República.

E como nesse quadro tencionam comportar-se a partir de Belém.

E que claramente dissessem, que liderariam pelo exemplo, que serviriam a sociedade portuguesa mas que não se serviriam do cargo, nomeadamente para fomentar alterações constitucionais inaceitáveis face aos valores e princípios da nossa CRP.

E que claramente dissessem que a partir de Belém não iam tentar fortalecer a oposição ao governo que estivesse.

Que claramente dissessem como tencionam dialogar com a Assembleia da República, com  o Primeiro-ministro, com os Presidentes dos Tribunais (STJ, TC, STA, TContas) e com o Procurador-Geral da República. Como tencionam exercer o seu legítimo magistério de influência.

Uma campanha em que nenhum dirigente partidário, seja de primeira segunda ou terceira linha, abrisse a boca sobre o que quer que fosse.

TODOS CALADINHOS, sem recomendação alguma. CALADOS.

Uma campanha dinamizadora, para incitar e convencer a esmagadora maioria dos portugueses que andam fartos das palhaçadas de Ventura e outros e das inações dos moderados, com Seguro e Ventura nas ruas, e um série de debates nas TV entre os dois, mas sem as perguntas tontas que creio existiram por parte dos moderadores (???) durante a 1ª volta. Com Seguro a lutar sem tibiezas, sem poucochinho, com assertividade.

Finalmente, um no dia 6 outro no dia 7 de Fevereiro, o PR e o PM a dirigirem-se aos portugueses pela televisão com uma mensagem muito clara e curta: portugueses, é importantíssimo que no Domingo vão votar.

Depois, esperar pelo resultado. Isto, para mim é democracia pura e dura em eleições.

Era pedir demais não era? 

Isto seria próprio de um país maduro, organizado, democraticamente saudável, não seria?

Mas não, temos e teremos o Portugalinho do costume, mansinho, subserviente, pobrezinho, rasteirinho, inculto, onde existem uns doutos sapientes que nos têm de tudo indicar e chamar-nos à atenção que se não pensarmos como eles não somos democratas. 

Obrigadinhos meus senhores, por tão bem cuidarem de mim e me ensinarem!

Enfim mas, como sempre, admito poder estar a ver tudo mal.

Quanto aos doutos, fiquem descansados, não seguirei as vossas recomendações, de Cavaco Silva a Carneiro, de Catarina a Raimundo, de Montenegro a Rui Rio, de João Jardim a Rui Moreira, de Miguel Júdice a Tavares ou a Inês e tantos mais.

Metam as recomendações onde mais vos aprover. 

Há quatro hipóteses de voto, eu sei qual é a que quero, e não é nenhuma das que o Komentariado fala.

Não quero ser prisioneiro, mesmo numa prisão sem grades!

A 8 de Fevereiro lá estarei se Deus quiser. 

AC

ESTE MELÃO NÃO É DE ALMEIRIM,
PELO TAMANHO PARECE MAIS DO ENTRONCAMENTO
AC
22  JANEIRO  2026
> 1462 - Diogo Gomes descobre a ilha de S.Vicente, Cabo Verde
> 1506 - Criada a Guarda Suíça, corpo de guarda responsável pela segurança do Papa e Vaticano
> 1808 - Família Real portuguesa chega ao Brasil depois de fugir às tropas napoleónicas invasoras de Portugal
> 1901 - Reino Unido, faleceu a rainha Vitória
> 1905 - São Petersburgo, Domingo sangrento, manifestação pacífica em frente ao Palácio de Inverno do czar Nicolau II é massacrada pela guarda do czar, matando centenas de pessoas
> 1961 - Paquete Santa Maria é sequestrado por exilados políticos portugueses e espanhóis comandados por Henrique Galvão, sendo um deles Camilo Mortágua, pai das manas do BE; houve feridos e um morto
> 1970 - Primeiro voo comercial do Boeing 747, de Nova Iorque a Londres
> 1972 - Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Irlanda assinam o Tratado de Bruxelas e entram para a CEE
AC

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Presidente da República no Parlamento Europeu

A convite da Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, o Presidente da República discursará amanhã no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, juntamente com o Rei Felipe VI, para assinalar o 40.º aniversário da adesão de Portugal e de Espanha às Comunidades Europeias, hoje União Europeia.

Estão também previstos encontros com os eurodeputados portugueses e com a Provedora de Justiça da União Europeia, bem como com o Secretário-Geral do Conselho da Europa.

Então, também se vai encontrar com Costa e Úrsula, certo?

AC