sábado, 3 de janeiro de 2026

CULTURA.   

JORGE de SENA 
Nasceu em 1919 e faleceu em 1978. 
Licenciou-se em engenharia civil, no Porto.
Andou por muito lado, África, Brasil, Europa e Estados Unidos.
Colaborou na Seara Nova, Comércio do Porto, Primeiro de Janeiro, Mundo Literário, Árvore, Cadernos de Poesia, etc.
Homem que se atirou para as letras, debruçou-se muito sobre poesia portuguesa clássica.
Na sua "Peregrinatio ad Loca Infecta"atira-se à grandiloquência da oratória política, denuncia a política sórdida.

Se fosse vivo, olhando estes nossos tempos contemporâneos, creio que tinha muito por onde espraiar a sua combatividade, a sua audácia, a sua argúcia, e satirizar com assertividade estes tempos bafientos.

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. . . . 
. . . . . . . . a minha poesia, se representa alguma coisa, representa um desejo de independência partidária da poesia social; um desejo de comprometimento humano da poesia pura; um desejo de expressão lapidar, clássica, da libertação surrealista, ( . . . . ) e sobretudo um desejo de exprimir o que entende ser a dignidade humana . . . .

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Natal de quê? De quem? 
Daqueles que o não têm? 
Dos que não são cristãos?… 
Ou de quem traz às costas 
as cinzas de milhões? 
Natal de paz agora 
nesta terra de sangue?
Natal de liberdade 
num mundo de oprimidos?  
Natal de uma justiça
roubada sempre a todos?”
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AC

R E P U B L I C A N D O


terça-feira, 30 de maio de 2017

O PR e o seu irmão gémeo, o Cte Supremo das FA
O Presidente da República esteve hoje na Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA) e fez uma intervenção.
Pelo que leio nos jornais uma intervenção bonita mas........

O actual titular do órgão de soberania Presidente da República (Artº 110º CRP) é um bom palestrante, é um excelente comunicador, fala muito bem, é de uma inteligência superior. 

Inteligente como é, e sendo um homem do regime desde o 25 de Abril e filho de um político importante de antes 25 de Abril, defende-se. Percebe-se.
Mas, porque doura tanto a pílula? Sublinhados meus.

Terá afirmado -  houve uma desatenção em relação a estes heróis”, combatentes da guerra colonial, e que “o Estado português está aos poucos a fazer-lhes justiça, é muito lento, já passaram mais de 40 anos, mas continuamos a lutar por essa justiça, eles continuam a lutar por essa justiça, e o Presidente da República continua a apoiá-los nessa luta”.

O PR terá também dito - ....“homens que, com sentimento patriótico e espírito de altruísmo, defenderam o seu país quando a isso foram chamados”.....“O Presidente da República manifesta aqui perante todos vós a rendida admiração, penhorada, de todos os portugueses”.
Um remate final terá sido - “Mesmo quando alguns dos mais responsáveis demoraram ou demoram a fazer-vos integral justiça, Portugal, que o mesmo é dizer milhões de portugueses, não vos esqueceram, não vos esquecem, não esquecem a vossa doação nacional. Não esquecem hoje, e nunca esquecerão no futuro. Muito obrigado”.

Como sempre respeito as opiniões alheias. Oxalá respeitem as minhas.
Antes de continuar, sou um dos milhares de felizardos que não trouxeram sequelas especiais da guerra em África.

Mas muitos milhares de portugueses não tiveram essa sorte, e muitos portugueses morreram em África. E muitos corpos por lá ficaram

Começo por aqui. 
Antes do 25 de Abril, o que fizeram os políticos às famílias enlutadas?
O que fizeram pelos estropiados, física psicológica e moralmente?

Mas continuo perguntando, e depois do 25 de Abril, o que lhes fizeram os políticos do regime, com especiais culpas para todos os deputados mas particularmente para os políticos e governantes do CDS, PS e PSD partido a que pertence Marcelo Rebelo de Sousa? 

E o que fizeram os sucessivos Presidentes da República depois de Ramalho Eanes?

De maneira que, quando leio certas partes do discurso do actual PR sinto algo que não sei bem descrever. Muito afecto, nada de concreto. Mas há muitos que gostam.  
Pode dizer-se, outros houve que não se sensibilizaram. Certo. 

Alturas houve que os representantes das várias associações de militares entre elas a ADFA, nem lugar sentado lhes atribuíam nas tribunas durante cerimónias militares. 
Mas é esta ternura que resolve os problemas aos deficientes?

Justiça lenta? Qual, em concreto?
Os portugueses não vos esqueceram, nem esquecem?

Eu não me esqueço, e anualmente falo sobre isto.
Uma coisa tenho como segura, a esmagadora maioria dos políticos desde 25 de Abril de 1974 esteve e está-se........(como é que dizia aquela criatura que é formalmente a 2ª figura do Estado?.....pois) para as Forças Armadas, para os deficientes das FA, para os traumatizados.
Um claro exemplo do Portugal no seu melhor.
AC
ANTES do MAU TEMPO que FAZ
Algumas das vistas daqui

AC
 
“Rússia tem plano para atingir toda a Europa”, afirma Chanceler alemão. Friedrich Merz, avisa que Vladimir Putin pode não ficar pela agressão à Ucrânia.

Sendo certo (opinião pessoal naturalmente) que Putin é dos fdp mais execráveis à superfície terrestre, em que é que Friedrich se baseia?

Estará consciente de que com esta conversa, só assim, irá engrossar cada vez mais o número de alemães e outros cidadãos como eu que percebem perfeitamente que esta conversa da treta da parte dele e de outros como ele, assim a seco, é só para ver se aceitamos mais docilmente o rearmamento e o histerismo, e o estado social a ser progressivamente mais apertado?

A quererem que caminhemos para a loucura?
AC 
3  JANEIRO  2026
> 1521 - Papa Leão X excomunga Martinho Lutero na sequência das 95 teses que escreveu onde se opunha às indulgências
> 1960 - Álvaro Cunhal e outros evadem-se do forte de Peniche
> 1980 - Sá Carneiro nomeado PM do VI governo Constitucional
AC

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

ALDEIA
Sexta-feira, segundo dia do ano, são 1420 horas, está bem feio, chove e está bastante vento. Fui ao café jogar o Euromilhões e regressei rápido a casa, o guarda-chuva quase virou. Safa, como dizia o outro!

AC
Eu sei, eu sei, é sempre assim, estes amigos dos pobres, que estão mais interessados em acabar com os ricos que com os pobres, acabam sempre, sempre no papel de amigos, sim, não dos pobres, mas da onça. (Henrique Pereira dos Santos)

EXACTAMENTE.
Mas, em muitos casos, batendo sempre no peito com exorbitante e inigualável superioridade moral, acabam depois caladinhos e reconfortados sempre amigos de si próprios e orgulhosos dos seus umbigos. 

As crescentes desigualdades sociais são inaceitáveis, intoleráveis, mas convinha olhar para elas com rigor e decência, coisa que me parece as esquerdas e as direitas continuam a não fazer.
Parece-me ou é mesmo a triste realidade?

Recordo a propósito parte do que já aqui publiquei, extraído de um artigo de André Macedo, no JE: 
. . . . . . 
a esquerda, toda ela, perdida nos nevoeiros longínquos dos famélicos e dos amanhãs que cantam, não entendeu nada. . . . não percebeu nada nem quer perceber. . . . .

AC
A S P I R A Ç Õ E S

Bom dia.

Natal passou,  2025 virou 2026 e, como tradicionalmente, fazem-se conjecturas, formulam-se desejos, aspira-se a que este novo ano seja melhor que o que findou.

Figuras públicas mundiais, desde o Papa a outros, formulam os mais diferentes desejos mas, sobretudo, batem em duas ou três teclas. 

Todos querem a Paz, só lhes faltando dizer: IMEDIATAMENTE.

Quase parece que todos nos querem fazer querer que não integram as elites mundiais, que todos estão próximos dos poderes mundiais, que sempre definiram e definem os seus interesses e sempre os defenderam e defendem muitas vezes de forma terrível e trágica.

Muitas vezes a sua voz vem vestida de roupagens lindas, suaves, como se nada tivessem a ver, ainda que muitos indirectamente, com as atrocidades mundiais e as trágicas e crescentes desigualdades à superfície terrestre.

Naturalmente que não foi este Papa nem Francisco nem Bento XVI  que instigaram atrocidades mundiais, guerras, genocídios. 

Mas convinha olhar à história.

Olhar à Europa particularmente desde a conferência de Berlim ao tempo de Bismark.
Olhar à Santa Sé. 
Olhar à doutrina Monroe e suas consequências. 
Olhar ao expansionismo soviético e suas consequências
Olhar a Bandung.
Olhar ao fim dos impérios, ao colonialismo e ao seu fim formal com as independências das colónias Francesas, Espanholas, Britânicas, Holandesas, Italianas, Alemãs, Belgas, Portuguesas.
Nada do que acontece hoje surgiu do acaso.

Um dos palradores que por exemplo "me encanta" com as suas profecias é Durão Barroso. Giríssimo o palavreado de Marcelo de há dias acerca deste "goraz", ou "garoupa" . . . . ai não . . . "CHERNE".

O Natal continua a ser um símbolo de grande e forte religiosidade  para os cristãos, é uma data festiva, mas é uma data que também se "vestiu" de um crescente e insuportável carácter comercial.
É a minha opinião.

Eu, e "todos todos" parafraseando Francisco, desejamos paz, harmonia, solidariedade, felicidade, fraternidade, ânimo, amizade entre todos, concórdia. 
Queremos todos afastar os horrores das guerras.
Queremos viver em sossego, dignamente.

Se o "Natal é sempre que um homem quiser", a realidade é que os votos . . . . "leva-os o vento".

Mas a esperança não deve ser perdida.

Exija-se o fim da guerra.
Exija-se respeito pelos direitos humanos.
Exijam-se políticas que combatam de facto as até agora crescentes desigualdades sociais. Crescentes, deploráveis, inaceitáveis.

Que 2026 não nos traga mais contrariedades.

Tenham um bom segundo dia do ano.
Saúde, boa sorte, felicidades. 

António Cabral (AC)

 AC

Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.

Que vantagem tira o homem que se afadiga debaixo do Sol?

Uma geração passa, e outra lhe sucede: mas a terra subsiste sempre firme.

(Eclesiastes, (cap. 1, 2-4))

AC

Ana Catarina Mendes anuncia apoio a Seguro e apela a mobilização da esquerda.
Depois de José Luís Carneiro afirmar que Seguro contará "com todo o apoio" dos socialistas, a antiga ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares anunciou a sua intenção de voto
.

Os execráveis camaleões sucialistas estão palrando. 
Será com a mão atrás das costas a fazer figas?
Nunca se sabe!

E Mariana Vieira da Silva, não manifesta apoio?
Olhe que até o trauliteiro já confessou que . . . talvez . . . sim. . . !
AC
2 JANEIRO 2026 
DIA DE SÃO BASÍLIO
> 1554 - João Manuel, filho de D. João III, torna-se príncipe de Portugal, após morte dos seus quatro irmãos mais velhos, tendo-se casado e tido o filho D. Sebastião, que veio a assumir o trono ao fazer 14 anos; aos 24 anos, D.Sebastião desaparece numa desastrosa aventura em Marrocos
> 1941 - "Le Soir Jeunesse" apresenta pela primeira vez o "capitão Haddock", da banda desenhada Tintin
> 1950 - Militão Ribeiro morre na penitenciária de Lisboa
> 1953 - Inaugurado o Centro de Aviação Naval Comandante Sacadura Cabral no Montijo
AC

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

1  JANEIRO  2026

Fez agora um ano que escrevi isto.

1  JANEIRO  2025

O que aí virá?

Não sabendo, a garrafa do tinto das Vinhas Velhas aberta para o almoço do primeiro dia do ano serviu para acompanhar o excelente repasto caseiro, e serviu para ajudar a recordar algumas coisas que passaram, e a ponderar o que por aí poderá aparecer pela frente.

2024 não me deixou saudades, NENHUMAS!

Aguardemos.

AC

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E para este ano 2026 que agora começa, o que virá aí?

2024 não me deixou saudades nenhumas.

2025 não teve grandes melhorias com excepção de uma, familiar, muito importante, FELIZMENTE.

Na vertente interna basta olhar, 

- ao aeroporto de Lisboa, as filas, as decisões (???) políticas,

- às vacuidades dos titulares de órgãos de soberania, 

- à palhaçada à volta dos boletins de voto para 18 de Janeiro,

- à incompetência do Tribunal Constitucional, 

- à incompetência da Assembleia da República/ partidos políticos que estão há meses sem nomear substitutos para diversas entidades da pesada máquina dos Estado, 

- às vacuidades sucessivas de Marcelo Rebelo de Sousa e ao cada vez mais deprimente final do seu segundo mandato,

- à inarrável situação nos portos nacionais, 

- ao que se passa no SNS particularmente e quase só abaixo do Mondego,

- ao que se passa na inabilidade e incompetência e arrogância com que o governo (copiando os anteriores) olha para os assuntos que devia resolver designadamente quanto a trabalho, emprego, leis,

- à palhaçada quanto a contractos para meios aéreos de combate a incêndios, 

- à palhaçada como o governo (mais ou menos copiando anteriores) olha para as questões da defesa nacional e para as questões das forças armadas (apenas uma componente da defesa nacional).


É preciso enumerar mais aspectos ?

Olhando a isto e muito mais, e sobretudo olhando aos actuais titulares dos órgãos de soberania (PR, AR, GOV, Tribunais) não auguro nada de bom para 2026.


Se olhar a seguir para a vertente externa, o que posso imaginar?

- que a guerra na Ucrânia vai parar?

-  E Médio Oriente? Síria, Iémen, Gaza, Líbano, Irão, Iraque?

- Nigéria? Líbia? Sudão?


Hummmmm

Aguardemos, mas não auguro nada muito promissor.

Oxalá esteja COMPLETAMENTE ENGANADO.

Que 2026 não nos traga mais contrariedades.

António Cabral (AC)

JOAQUIM  AGUIAR

Faleceu Joaquim Aguiar. INFELIZMENTE.
Tentarei explicar em poucas palavras o meu INFELIZMENTE.

Sou obviamente um dos milhares de portugueses não abalizados para falar deste meu/ nosso concidadão. Do que ele era e foi.
Refiro-me concretamente á sua vertente profissional e muito especialmente à vertente de analista político e observador da sociedade portuguesa no que era, creio, um homem SUPERIOR.

Há poucos como ele. INFELIZMENTE.

Na minha opinião, um homem decente, honesto e, como outros também afirmam, muito crítico de muitos pantomineiros que há
décadas desgraçam Portugal.

Analista brilhante a meu ver, sempre tratou de olhar com rigor os caminhos que em Portugal foram sendo seguidos, e identificando as consequências (muitas infelizmente bem visíveis), e apontando sempre o que devia ser invertido e porquê.

E como outros também agora referem sempre explicitou que Portugal podia ser melhor, e explicava como sê-lo.

Sou um dos vários que tive o privilégio em dada altura da minha carreira de estar numa sala reservada sentado com uns poucos a escutar as suas conferências. 
Uma delícia, de conhecimento profundo, de rigor, de linguagem simples e directa e clara, misturada com esquemas e gráficos. 
A espaços adicionava o seu inexcedível e elegante humor. 

Joaquim Aguiar faleceu. INFELIZMENTE.

Muitos homens públicos o ouviram e leram ao longo do tempo mas, na prática, com as suas decisões e rumos traçados, INFELIZMENTE sempre o desprezaram. Aí estão os resultados.

Que eu saiba, nunca foi um facilitador à Mendes e outros (como este advogado que creio nunca nada defendeu em tribunal), nunca foi assíduo frequentador de Vichissoises e Vernissages e banquetes, e creio que não era dado a selfies e não debitava vacuidades.

Joaquim Aguiar, descanse em Paz. RIP.

António Cabral (AC)

Ps: ouvi-o como conferencista; tenho livros dele; ao longo dos anos fui lendo os seus artigos de opinião publicados em jornais e revistas.
Tenciono aqui reproduzir algumas coisas dele, como aliás no passado já fiz.

 

Final de tarde cada vez mais feia. começou a chover, a máxima hoje foi 8ºC

AC

No salto 2025 para 2026 houve muito disto aqui na aldeia.
Não foi aqui em casa, foi na casa ao lado de uns amigos. 
Éramos onze à mesa. Belo jantar. Boa entrada em 2026.

Sobretudo boa disposição, muita conversa, sobre a Beira-Baixa, a aldeia, e concelho onde se insere, e as nossa famílias e amigos.
Nada de Marcelo, Dom Luís, presidenciais, futebol, nada, conversas LIMPAS! 
LIMPAS!
AC

Conselho de Estado (CE) não terá Pedro Nuno Santos, mas Ventura e Marques Mendes vão lá estar.
Marques Mendes fala em “polémica sem sentido”. Já Ventura, apesar de ter pedido ao Presidente para adiar reunião para depois da segunda volta das presidenciais, participará no encontro
.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem.
Mas na minha opinião o que não faz sentido é os vómitos de Marques Mendes e Ventura, e por decência , que não têm, não deveriam comparecer no dia 9 de Janeiro.

Mas acima de tudo não faz sentido nenhum:
- marcar este CE para meio da campanha eleitoral,
- marcar um CE que basicamente é para Marcelo de alguma forma ajustar contas com Don Luís, 
- tratar da Ucrânia, quando a política externa e a política de defesa são prerrogativas dos governos, como bem disto tem tratado vital Moreira,
- o CE estar há tanto tempo sem que sejam designados os novos conselheiros.

Isto tudo constitui,
- mais uma das deploráveis facetas da triste realidade da política nacional, 
- do "excelente" funcionamento das instituições, 
- da deplorável postura de Marcelo, Mendes, Ventura,
- e sobretudo mais um eloquente exemplo do deplorável estado a que isto chegou.

António Cabral (AC)

A PROPÓSITO de CULTURA e NÃO SÓ

. . . . . . 
Não se deve confundir Portugal com Lisboa. Lisboa não presta para nada. Lisboa é o pior que há. Portugal não é assim.
. . . . . . 
(António Victorino d' Almeida, JE)

Ressalvando um ligeiro exagero concordo a 95%

AC
UMA  das  VISTAS
Ontem, perto das 1630 horas
AC 
REPUBLICANDO


domingo, 29 de janeiro de 2017

DOMINGO.
Boa tarde a todos os meus estimados, amigos, conhecidos, e desconhecidos, que me dão o gosto de visitar. 
O que agradeço.
Entre outras relíquias nos meus milhares de fotografias, estive a olhar para alguns dos "destroços" nacionais, precisamente porque me lembrei desta coisa dos 30 (que já foram 31) monumentos em ruína que se diz deverão vir a ser recuperados. 
Parece que a geringonça quer abrir concursos para, no âmbito privado, e a ser-lhes pago quase por inteiro e a deles receber rendas simbólicas, conseguir reabilitação e fruição no âmbito turístico.
Não tenho certezas, pode haver aqui muita coisa discutível mas, deixar cair completamente o que ainda está parcialmente visível é capaz de não ser boa escolha.

Este é um dos muitos tristes exemplos como desde antes de 25 de Abril se tratou do nosso património. E nunca há responsáveis. 
"Houve um conjunto de circunstâncias que para isso contribuiu", ouve-se de uns quantos pantomineiros, que o afirmam sem se rir, com a maior cara de pau.

O 31º teve de sair da lista para não ofender o PCP.
Por mim, não tenho dúvidas nenhumas que não se deve autorizar seja o que for que mansamente fosse apagando o que ali se passou, em Peniche. 

Mas, mal que pergunte, não seria possível, preservar grande parte do forte de Peniche e, designadamente, as celas onde amargaram Álvaro Cunhal e mais uns quantos e algumas áreas tristemente emblemáticas, e assim manter viva essa triste parte da história, mas afectar boa parte do forte para o que inicialmente se pensou?
Se calhar não era impossível.

Bom, quanto a destroços, por esse País fora conheço uma grande parte. Só há um castelo onde ainda não fui, pois quando estava programado ir, tive que atender a dever social triste.
Deixo aqui um exemplo de "destroço".
AC