Tenho por rotina rever/ reler certos artigos/ textos/ notícias/ livros o que, não raras vezes, me leva a debruçar outra vez e mais atentamente sobre coisas e assuntos aos quais não dedicara especial atenção numa primeira fase.
É o caso de uma notícia de tempos atrás que indicava que a "Ordem dos Advogados" (OA) iria apresentar queixa ao Ministério Público contra o juiz Rui Rangel, acusado na Operação Lex, por suspeita da prática ilícita de atos próprios dos advogados.
Aparentemente, parece que o actual bastonário da OA, Luís Menezes Leitão, além da queixa contra Rangel, terá decidido pedir aos conselhos de deontologia da OA a averiguação de eventuais práticas ilegais por parte de causídicos envolvidos no processo, incluindo a averiguação da eventual responsabilidade disciplinar dos visados.
Sobre este assunto do juiz Rangel que, ao que leu agora sobre a recente cerimónia de posse no tribunal da Relação de Lisboa, houve duras referências ao estado calamitoso a que chegou esse tribunal (e a Relação do Porto?), parecendo ainda pelo que se lê, haver acusações gravíssimas e designadamente também para os dois advogados visados agora pela OA. Fala-se de recebimentos indevidos de vantagem, testas de ferro, acusações de corrupção passiva para ato ilícito e corrupção ativa para ato ilícito, de abusos de poder, falsificação de documentos, fraudes fiscais, branqueamento de capitais. Um rol lastimoso, vergonhoso.
Aparentemente, parece que o actual bastonário da OA, Luís Menezes Leitão, além da queixa contra Rangel, terá decidido pedir aos conselhos de deontologia da OA a averiguação de eventuais práticas ilegais por parte de causídicos envolvidos no processo, incluindo a averiguação da eventual responsabilidade disciplinar dos visados.
Sobre este assunto do juiz Rangel que, ao que leu agora sobre a recente cerimónia de posse no tribunal da Relação de Lisboa, houve duras referências ao estado calamitoso a que chegou esse tribunal (e a Relação do Porto?), parecendo ainda pelo que se lê, haver acusações gravíssimas e designadamente também para os dois advogados visados agora pela OA. Fala-se de recebimentos indevidos de vantagem, testas de ferro, acusações de corrupção passiva para ato ilícito e corrupção ativa para ato ilícito, de abusos de poder, falsificação de documentos, fraudes fiscais, branqueamento de capitais. Um rol lastimoso, vergonhoso.
De facto, a confiança no sistema de justiça nacional não pode deixar de estar abalada. Claro que está abalada, mas não é de agora com o caso Rangel, já vem muito lá de trás. Só se tem agravado.
Pela minha parte é o que se passa, pessoalmente não tenho dúvidas de que a corrupção está no topo dos poderes instalados. Está há muito, mas que os últimos anos refinaram. Não encontro outra explicação para o que sucessivamente acontece.
O ridículo plano de combate à corrupção da inenarrável ministra da justiça, deixando de fora o enriquecimento ilícito, o financiamento dos partidos, e olhe-se também por exemplo para o que se passa com o tal orgão de fiscalização dos políticos, juizes e etc., sem instalações e pessoal e meios para funcionar, tudo é a a confirmação do que digo, uma podridão contínua, imensa, com a mansidão dos titulares de orgãos de soberania.
Aguardemos para ver o que vai sucedendo.
Mas não estou nada descansado, e ainda que não me oriente por rumores e calunias, a realidade é que não me surpreende nada o que se ouve por aí sobre reuniões secretas para conceber certos diplomas.
Uma coisa me parece evidente, a corrupção está aí, à vista, e as patéticas declarações de que estamos num mar de rosas com apenas uma maçã podre no cesto só dá vontade de rir e qualifica, eloquentemente, os autores e as autoras de tais profecias.
Porque de profecias não passam.

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