segunda-feira, 11 de março de 2024

ALEMANHA, UCRÂNIA, RÚSSIA, sarilho crescente

Até ao presente, que me tenha apercebido, quer EUA, quer outros países da NATO e da UE foram fornecendo armamento à Ucrânia, mas sem grandes capacidades para atingir a Rússia muito para lá das suas fronteiras terrestres.

De qualquer forma, a Ucrânia por si só ou, provavelmente, com orientação Ocidental, tem feito alguns ataques a localidades dentro da Rússia. Já causaram também danos na ponte que liga a Crimeia à Rússia. Devem andar a querer repetir mas com mais eficácia. Diz-se que andam por lá muitos militares britânicos a ensinar.

Nas últimas semanas creio que se vem assistindo a uma crescente discussão sobre fornecer ou não outro armamento designadamente ao nível de mísseis, mas que tenha a capacidade real de ferir bem dentro da Rússia.

Adicionalmente, no que se refere à (in) capacidade aérea da Ucrânia, julgo corresponder à realidade se disser que os "famosos" caças prometidos a Zelensky continuam ainda longe de poderem estar em zona de combate. O abate de aviação Russa creio que tem sido conseguido  sobretudo por defesas antiaéreas.

Por outro lado ainda, parece bem real que a Ucrânia está com fraca capacidade de resistência ao longo da linha de combate que terá bem mais de 1200 Km de comprimento. Parece real a escassez de munições de vários tipos.

Os números reais quanto a fatalidades militares, de um lado e do outro, continua como de costume, Zelensky a anunciar 31000 mortos Ucranianos em dois anos (como é que isto conjuga com estar aparentemente a recrutar/ mobilizar em força?), e número de mortos Russos brutais, várias vezes superiores aos da Ucrânia. Estou convicto de que de ambos os lados mentem, escondem a realidade.

Nos últimos dias também, Macron pôs-se em bicos de pés e quase disse - estou a aqui estou a colocar as minhas tropas aí - o que fez o chanceler Olof e outros a diplomaticamente o mandarem dar uma volta ao bilhar grande. Se foram sinceros, isso é para outro filme.

Mas tenho as maiores dúvidas que, na Alemanha, como aliás em outros países, e particularmente naqueles que antes estiveram na esfera soviética e estão pertinho da Bielorussia e Rússia, seja absolutamente pacífica a questão de aumentar o apoio à Ucrânia e designadamente fornecer armamento mais letal capaz de causar danos profundos à Rússia.

Não sou especialista / comentador como os que vejo há 2 anos nas TV, onde aliás há apenas um que me parece homem conhecedor e consistente e coerente, enquanto outros e umas senhoras me suscitam as maiores dúvidas quanto a conhecimentos reais e imparcialidade.

Isto dito, este deplorável conflito iniciado por Putin com a sua operação militar especial (????) tem aspectos que, por um lado, me recordam antecedentes e me fazem pensar. Por outro lado, continuo a não encontrar explicação cabal para vários deles:
- porque não consegue a Rússia danificar consistentemente isto é, arrasar tudo, as infra-estruturas de energia, depósitos de combustíveis, linhas férreas principais, aeródromos?
- porque não conseguiu até hoje a Ucrânia destruir todas as ligações da Crimeia à "mother Russia"?
- porque até hoje a Ucrânia não conseguiu destruir mais navios Russos no mar Negro?
- Porque não conseguiu até hoje a Rússia estrangular completamente os portos Ucranianos no Mar Negro?

Esta coisa dos participantes directos no conflito que cada vez mais parece estar em equação, dá-me vontade de rir.

Do lado Russo imagino a timidez do Irão, da China, da Turquia, por exemplo, em continuar a fornecer material pela porta do cavalo. 
Nada de participação directa!

Do lado Ucraniano, Reino Unido, Alemanha, França, Holanda, EUA, polónia, etc., fornecem sem parar o mais diverso material, estando ainda ao que parece apenas vedado a material de longo ou muito longo alcance. Naturalmente, nenhuma participação directa no conflito.

Até à II GG houve a declaração de guerra de alguém contra alguém.
Daí para cá, não mais declarações de guerra e ficarmos neste folclore em que desde que não haja "botas" nossas no terreno não estamos a participar directamente no conflito.

É tudo ajudas beneméritas, de ambos os lados.

Na Alemanha, aparentemente, têm andado preocupados com a semântica. Estão naquela de empunhar a pistola mas - por favor aperte o meu dedo que eu não quero matar ninguém!

A palhaçada prossegue, com as patéticas declarações de ambos os lados, com as ameaças de todos os lados, e não passamos disto.

Bem, não é exactamente assim, cada vez morre mais gente, e a área absorvida pela Rússia creio que continua basicamente a mesma.
Nos EUA pensam sobretudo em Novembro, e que sarilhos crescentes podem rebentar no Médio Oriente. 
Ahn, e mais o Mar vermelho, e o golfo de Aden, etc. 
E o petróleo a subir, devagarinho.

Nós por cá contentinhos, cheios de dinheiro no cofres, como ouvi hoje um rapazinho dizer num canal de propaganda.
AC

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