Mostrar mensagens com a etiqueta Joana Marques Vidal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Joana Marques Vidal. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 11 de julho de 2024

MAIS UM ELOQUENTE EXEMPLO

Presidente da República recorda Joana Marques Vidal
09 de julho de 2024

Joana Marques Vidal desempenhou um relevante papel na sociedade portuguesa, como jurista ilustre, magistrada com profundas preocupações sociais e funções de liderança, nomeadamente enquanto Procuradora-Geral da República.

Granjeou o respeito e o apoio de pares, subordinados e da sociedade em geral, nunca deixando de se dedicar a uma pedagogia democrática, com destaque para a participação cívica e a defesa dos direitos fundamentais, neles avultando o papel da mulher e a defesa dos mais frágeis e discriminados.

O Presidente da República, que ainda há duas semanas, acompanhou, no Porto, a sua luta pela vida, apresenta à Família e aos muitos Amigos e Companheiros de jornadas os mais emocionados sentimentos.

Mais um eloquente exemplo da incoerência política do professor, mais um eloquente exemplo de ausência de vergonha na cara.

Granjeou o respeito e o apoio de pares, subordinados e da sociedade em geral - pois, mas não o suficiente que me levassem a entregar-lhe  um segundo mandato como PGR -  não é professor?

AC
PLENAMENTE DE ACORDO
(SUBLINHADOS DA MINHA RESPONSABILIDADE)

(Euclides Damaso)Procurador-geral adjunto jubilado, ex-diretor do DIAP de Coimbra e ex-procurador-geral distrital de Coimbra

Joana Marques Vidal (in memoriam)

Intuitiva e dinâmica, a primeira mulher a ocupar o cargo de procuradora-geral saía do gabinete e ia ao encontro da equipa, sempre de modo afável e simples. O brilho dos seus olhos vai fazer-nos falta.

Morreu hoje Joana Marques Vidal, mas o seu nome ficará para sempre ligado à história do Ministério Público. Desde logo porque foi a primeira mulher a ocupar o cargo de procuradora-geral da República. Mas também porque, após longa carreira nessa magistratura, desempenhou o cargo cimeiro com uma energia e uma inspiração dificilmente igualáveis.

Intuitiva e dinâmica, a todos galvanizou para o alcance de objetivos que soube traçar e prosseguir, não se isolando. Saía do gabinete e ia ao encontro da sua equipa, que eram todos os magistrados e funcionários do Ministério Público. Não houve recanto do país judiciário que não percorresse, Procuradores com quem não falasse, assunto que não analisasse e discutisse com afã, comunicando com inteligência e empatia e elevando assim o prestígio do Ministério Público e da Justiça em geral a níveis incomuns. E sempre de modo afável e simples, sem poses majestáticas, porque a sua grandeza era toda interior.

Liderou uma equipa dirigente, a que tive a honra de pertencer, onde o diálogo era aceso e do confronto de ideias chispavam soluções, por vezes plasmadas em Diretivas, que marcaram de forma indelével a história judiciária do País na década passada.

Não vou agora dizer que foi perfeita. Ninguém é perfeito e muito menos nesta ingrata arte em que a matéria é de tal modo volátil que não raro se confunde o objeto com a própria sombra. Mas nunca, numa história de séculos, estivemos tão perto de realizar a quimera da igualdade dos cidadãos perante a Lei.

O brilho dos seus olhos, pura manifestação do entusiasmo que foi apanágio de toda uma geração marcada pela utopia que emergiu logo depois de Abril, vai fazer-nos falta!

E acrescento eu, Serviu, não se serviu!

AC

sábado, 29 de julho de 2023

As VERDADES  DELES
Uma recorrente questão na política e sociedade portuguesas é nunca se esclarecer, com rigor, o que aconteceu, com "isto ou aquilo".

Por exemplo, no que respeita à substituição da antiga PGR Joana Marques Vidal.

Recentemente, o comentador Júdice que, é bom recordar, é um dos maiores "artistas" nacionais (recorde-se com quem esteve ligado nas fases iniciais da democracia, etc.) afirmou publicamente que tinha informações seguras de que Marcelo era o grande responsável pelo afastamento de Joana Marques Vidal.

Antes de continuar, recorde-se que Marcelo, Júdice e Santana Lopes já foram muito próximos, e aliados, e exímios na manipulação, tendo tido muita responsabilidade na ascensão de Cavaco Silva dentro do PSD. 

Ora depois da proclamação de Júdice, Marcelo achou oportuno dizer - 
«Sempre defendi que o PGR só deveria exercer um mandato, a última PGR, como a atual»

O comum dos cidadãos, que na minha opinião significa a esmagadora maioria dos portugueses e que, como recorda sempre Costa estão-se borrifando para a maioria das coisas que acontecem no país, não terá reparado nas palavras de Júdice e nem sabe muito bem quem é/ era Joana Marques Vidal, como aliás nem sabe quem é a pastosa criatura que agora está no "Raton".

O que aconteceu na realidade? Não se sabe. 
A afastada Joana nada diz/ disse/ dirá.
António Costa certamente não apreciava Joana. Pediu a Marcelo para a afastar? Nunca se saberá.
Marcelo, terá perguntado a Costa - ouça, não é melhor afastar a Joana e mantemos a narrativa de um só mandato? Nunca se saberá. E o que Marcelo acaba de elucidar vale ZERO,

Conclusão: tudo isto é um nojo. 
As realidades parecem confirmar que foi muito conveniente para muita gente e muito malandro afastar Joana Marques Vidal.
Mas que tudo isto é um nojo parece haver poucas dúvidas.

Por estas e por muitas outras razões, a estes titulares de órgãos de soberania não tenho respeito algum.
António Cabral (AC)