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sábado, 30 de setembro de 2023

MARCELO REBELO de SOUSA e BALSEMÃO
Republico em baixo um curto "post" de há tempos, recordando um comentário de Pinto Balsemão acerca de Marcelo, transcrito numa página de uma antiga revista do Expresso por ocasião de um aniversário do jornal.
Lembrei-me disto e também de ir reler umas afirmações de Balsemão no seu grosso livro acerca do cata-vento político Marcelo.

E lembrei-me disto tudo a propósito da queixa apresentada há dias ao MP por parte de um grupo de concidadãos (não publicamente identificados) indignados com um recente programa da SIC de Balsemão protagonizado por Ricardo Araújo Pereira e equipa, onde foram feitas algumas afirmações que, de facto, creio que pecaram por manifesto exagero.

E lembrei-me de tudo isto porque me continuo a interrogar se, para lá do exagero que refiro em cima, não haverá aqui algo mais fundo, do passado e do mais recente.
Que querem, interrogo-me.
AC

Manteiga, Comentador, Presidente perdão,  Comentador
… é na Assembleia Nacional, no princípio dos anos setenta, que o deputado Pinto Balsemão o conhece. "O Marcelo aparecia nas galerias da Assembleia a apoiar as intervenções dos deputados liberais. Depois vinha falar connosco a dar manteiga . . . . 
AC

domingo, 24 de setembro de 2023

LIBERDADES, de OPINIÃO e EXPRESSÃO.
HUMOR, CHACOTA ou ORDINARICE ?

Em Portugal, particularmente na nossa era democrática, ocorrem periodicamente cenas várias em que determinadas pessoas se atiram a certos titulares de órgãos de soberania. Com humor, ou tentativas bacocas de suposto humor, com críticas fortes, etc.

Estou desde já a recordar o título de palhaço (salvo erro) que um conhecido jornalista atirou ao então Presidente da República Cavaco Silva. 
Se a memória não me falha, a coisa deu origem a processo em tribunal mas julgo que foi considerada na esfera das liberdades de expressão e de opinião que, FELIZMENTE, a Constituição da República Portuguesa (CRP) consagra. Palhaço ficou.

Exactamente porque a CRP me confere essas liberdades, de há muitas décadas e não só desde 25 de Abril de 1974 que não tenho a menor dúvida em afirmar que a sociedade portuguesa nesta matéria como em muitas outras viveu/ vive sempre desequilibrada, e há muito pouca isenção na apreciação de situações e factos.

No Estado Novo, na época Marcelista, havia um humor extraordinário (opinião pessoal naturalmente) por exemplo, nas revistas no Parque Mayer que fintavam com categoria a censura, ou em outra vertente no ZIP ZIP ou, ainda e num modo diferente, na bonecada normalmente picante de José Vilhena na sua "Gaiola Aberta".

Se há "tiros" a alguém de esquerda ou que agrade à esquerda há aqui Del Rei. 
Se há "tiros" a alguém de direita ou que desagrade à esquerda temos então as liberdades de opinião e expressão.

Vem isto a propósito de que vi na comunicação social que concidadãos não publicamente identificados entregaram no Ministério Público (MP) uma queixa-crime contra Ricardo Araújo Pereira e contra a SIC pela rábula à volta de dichotes recentes e públicos do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

Pelo que vejo por aí, a queixa assenta na consideração de estar em causa a prática de “crimes de ofensa à honra do Presidente da República” e “ultraje de símbolos nacionais e regionais”. 
Se percebi bem são nomeadamente apontadas frases como  -“é o magistarado da nação” e “Marcelo Rebarbado de Sousa”.

Haverá certamente investigação, inquérito, provavelmente um processo contra o dito humorista e a SIC de Balsemão. 
SIC que, creio, ganha bastante com o programa de Ricardo Araújo Pereira.
Balsemão que designadamente em livro bateu forte e feio em Marcelo Rebelo de Sousa. Bateu forte mas só os distraídos ficaram espantados.

Vi muitos programas da primeira série protagonizada por Ricardo Araújo Pereira e, desta segunda série, este em que Marcelo é atacado foi o primeiro.

As frases do dito programa e acima reproduzidas parecem-me exageradas.
Mas, mal que pergunte, a triste realidade protagonizada por Marcelo não é deplorável?
As declarações de várias deputadas e vários deputados e muitas outras pessoas de posicionamento ideológico diverso relativamente ás crescentes e patéticas cenas de Marcelo como as do Canadá não são justas e certeiras?

Por mim, mais importante que rir-se e comentar decotes e outras coisas, é a lamentável degradação e achincalhamento da instituição Presidência da República que Marcelo vem promovendo, e que é uma das razões para o lamaçal desgraçado em que estamos atolados.

Enfim.

Ah, ainda a propósito dos meus direitos constitucionais, creio ter o direito de imaginar que Marcelo nunca pessoalmente fará como Cavaco Silva, queixar-se de Ricardo ou de outros humoristas, críticos, jornalistas, políticos. Não é que não lhe apeteça.

Creio ter o direito de imaginar que nunca na comunicação social aparecerão os nomes dos queixosos. 
É que era bom, para se saber que ligações políticas e de amizades têm. 
Legítimas, naturalmente. Mas era só para se saber, com transparência!

Creio ter o direito de imaginar que a queixa de certos concidadãos é exclusivamente da sua vontade e de forma alguma foi combinada.

Creio ter o direito de imaginar que a queixa em causa nada tem a ver com as críticas violentas de Balsemão a Marcelo.

Creio ter o direito de imaginar que o conteúdo da página 34 do primeiro caderno do Expresso de 22 de Setembro do corrente ano - O Inimigo Público - onde um boneco representando Marcelo com a mão direita quase em cima da nádega, ou a frase - ainda apanha um escaldão nos glúteos, já viu bem o fio dental - poderá dar origem a nova queixa/ investigação/ processo.

Tenham um bom serão Domingueiro.

AC

quinta-feira, 21 de julho de 2022

MARCELO  e  BALSEMÃO

Grandes amigos (!?) de longa data, vividos mais ou menos nas mesmas áreas (Cascais, Lisboa, Quinta da Marinha, os mesmos salões), pertencentes ás elites nacionais, o Expresso de 15 de Julho passado trás um "podcast" / conversa/ entrevista com o actual residente no Palácio de Belém.

Lê-se rápido e, opinião pessoal naturalmente, pouco interessante. Um dos intuitos poderá ter sido amenizar os azedumes, por exemplo resultantes do livro de Balsemão em que Marcelo é posto a nu.

Ao que se sabe é a primeira entrevista de Marcelo ao Expresso desde que está na Presidência. Repito, para mim pouco interessante. Primeira entrevista, mas Marcelo tem por lá quem difunde o que pretende seja passado para a opinião pública.

Já se sabia mas ele confirmou, pela-se por ir ao Brasil, o que é natural, tem lá o filho. Afirmou que se não tivesse sido a pandemia só teria feito o primeiro mandato! 

À sexta pergunta e concretamente a parte - não acha que está a falar de mais? - divagou divagou e não respondeu em concreto. Está mortinho por ir a Kiev. Zelensky deve estar ansioso por essa visita. Está descansado pois diz que os portugueses percebem tudo, e ele explica tudo. É um pica miolos e um pica balões.

Conhece Costa desde os 19, portanto, Costa cumprirá a legislatura!

Reconhece que nunca lhe chamaram lé lé da cuca!

Marcelo terá presente o que Balsemão disse dele em 5 Janeiro de 2013, página 61 da Revista do Expresso, comemorativa dos 40 anos do jornal?

Eu lembro o que está sublinhado - É na Assembleia Nacional , no princípio dos anos setenta, que o deputado Pinto Balsemão o conhece: "O Marcelo aparecia nas galerias da Assembleia a apoiar as intervenções dos deputados liberais. Depois vinha falar connosco, a dar manteiga"
AC

terça-feira, 27 de março de 2018

O BOM AMIGO PINTO BALSEMÃO
O actual governo tem 17 ministros. Somando o intrujão-mor dá 18.
Mas a cadeia de propaganda de Balsemão noticia 20 a desbravar florestas, matos, e por aí fora.
Talvez isto tenha explicações. Uma poderá ser encontrada em discursos passados. Já não me lembro da data exacta, não está apontada, mas vejo em arquivo que, num colóquio antigo sobre comunicação social o sr Francisquinho disse, entre outras coisas: ....os meios de comunicação devem ser veiculadores de opinião, uma opinião selecionada, hierarquizada, subjectivada e devem contribuir para a construção de um novo modelo cultural. É preciso inventar outro modelo".......
Tá claro Francisquinho!!
António Cabral (AC)

terça-feira, 1 de março de 2016

HÁ UMA SANHA PERSECUTÓRIA SOBRE OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Esta frase é, segundo li, da autoria de Pinto Balsemão, proferida há dias.
Há muito tempo que critico duramente jornalistas e donos de OCS. E creio que tenho grande parte de razão. Mas, também, creio nunca me ter esquecido de colocar nesses textos críticos o meu pensamento sobre o papel indispensável que uma comunicação social livre e independente tem numa democracia. Uma democracia nunca será sadia e madura e forte sem uma comunicação social decente.
Com respeito pelas opiniões diferentes, continuo a pensar que em Portugal continuamos muito longe disso.
Pinto Balsemão terá dito que o enfraquecimento de OCS é um rude golpe na democracia. Concordo.
Mas, já agora, mal que pergunte, como tem estado a IMPRESA no tocante a pagar bem, como defende Pinto Balsemão, para que haja jornalismo de investigação, jornalismo de qualidade?
É que, por um lado, tiradas grandiloquoentes mas, depois, conviria ver a prática destes doutores/ senadores (??).
Além disso, interessante as reservas no que se refere a tratar de obter transparência quanto à propriedade dos meios de comunicação social. Diz Balsemão, que isso tem obrigações que se tornam de difícil cumprimento. Pois.
Para já, vê sair vários dos seus antigos queridos para a RTP3.
Ah, bendito serviço público salvador.
Claro que foram para lá ganhar o mesmo ou menos do que ganhavam no grupo IMPRESA. Só para comprovar as queixas e teorias de Balsemão!!!
AC