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segunda-feira, 14 de março de 2022

ANSIEDADE  e  EXPECTATIVA

Pelas chancelarias por essa Europa fora e mesmo nos Estado Unidos, o dia de amanhã será de grande ansiedade, particularmente o final da tarde será um período de grande expectativa e tensão.

Marcelo reune o Conselho de Estado e o ponto único da agenda - a guerra na Ucrânia. Ansiedade e expectativa que aumentarão se o comunicado final da reunião demorar a ser divulgado.

Nas chancelarias interrogam-se, já hoje, quais vão ser as decisões de Marcelo, e onde se inspirará. Será:

- no decreto de 9 de Maio de 1854, de Saldanha, a propósito da guerra de então na Crimeia?

- no decreto de 1870 a propósito da guerra Franco-Prussiana?

- no decreto de 1898 a propósito da guerra Hispano-Americana?

Aguardo com ansiedade as directivas e consequências tonitruantes da dita reunião.

AC

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

A  PROPÓSITO  de  MULHERES  de  PR

Li em tempos na "blogosfera" um texto e certos comentários a esse texto que me fizeram recordar uma época, 1995/ 1996, vivida pelo meu melhor amigo militar, época relativamente à qual ele me tem contado imensas coisas.

O texto que refiro era sobre as mulheres dos Presidentes da República em Portugal, e o papel das chamadas primeiras damas. 
O autor desse escrito referia-se também, e entre outras coisas, à "condição feminina", ao hoje "género", à "progressista", à "feminista", às "mulheres de Presidentes da República", às "mulheres de presidentes de tantas outras coisas".

O autor do texto escreveu que o papel das chamadas primeiras-damas com direito a gabinete e colaboradores não tem respaldo jurídico algum, nem constitucional, nem outro. Claro que ele, o autor, eu e o meu amigo podemos estar enganados e haver algures um texto elaborado (eventualmente a partir do consulado de Eanes?), para as mulheres dos PR terem gabinete, secretária, colaboradores, carro, etc. Mas de facto não encontrámos respaldo jurídico de acesso público. Talvez falha nossa.

Isto parece muito uma americanice. Há muito disto também lá por fora. É legítimo pensar que esta situação vigente na prática tem em vista a ocupação de tempo para as senhoras, dado que os maridos enquanto PR andam muito ocupados isto é, andam sempre em passeio, e é forma de lhes obviar um potencial tédio. Tadinhas! Acresce reconhecer que, se calhar, dá jeito elas acompanharem os maridos pois, muito provavelmente, muitos serão bacocos a fazer malas e preparar as coisas para viagens.

As senhoras acabam assim a ter também um certo papel de representação. Tal como Manuela Eanes, algumas dedicam-se a saúde materno-infantil, aos desvalidos, à segurança social, ao apoio aos idosos etc. E, claro, à moda. 
Mas como o autor do texto recordava, certas áreas da sociedade não se encontram normalmente dentro dos interesses que publicamente são conhecidos por parte de primeiras damas.
Sindicatos, indústria, comércio, administração pública etc. Pouco ou nada disto.

E, engraçado, normalmente nenhuma feminista se terá insurgido contra estas tarefas das primeiras damas, tarefas a roçar muito daquilo que normalmente criticam e, confesso, em boa parte têm razão.

Mas voltando à tal época no início referida e exactamente a propósito de senhoras, estou a lembrar-me de uma coisa concreta.
Um belo dia tornou-se necessário equacionar a compra de uma tribuna militar para acolher dignitários em cerimónias e desfiles e colocaram o assunto nas mãos do meu grande amigo para, em primeiro lugar como lhe competia, desbravar o que havia a desbravar para tentar concretizar  o que se pretendia. Consultar o mercado, avaliar alternativas, ponderar qualidade de materiais, preços e, portanto, ajuizar/ propor um tipo de tribuna tendo em conta a lista de protocolo de Estado. 
O meu grande amigo pugnou por uma dada dimensão de tribuna atenta a tal lista de protocolo de Estado ou seja, equacionou uma tribuna com um determinado nº de lugares que lhe pareceu adequado por ter uma quantidade de lugares sentados apropriada, mas teve de engolir a sua recomendação. 

Basicamente foi adquirida uma tribuna quase com o dobro do que seria porventura necessário, uma tribuna com 4 corpos, para que tivesse capacidade para sentar também muitas senhoras, e desde logo, a mulher do PR, do presidente da AR, do PM, de uma série de titulares de órgãos de soberania, de altas entidades as mais diversas, civis e militares. Ou seja, basicamente uma duplicação de cadeiras/ lugares, duplicação de trabalhos e despesas.

E assim, daí para a frente, nas cerimónias do 10 de Junho, no 25 de Abril, nos dias da PSP, da GNR, da Marinha, do Exército, da Força Aérea, etc., lá são montadas tribunas suficientes para se observar os rituais e os desfiles mas, sobretudo, o desfile de visons e outra bicharada, e o desfile de Mercedes, BMW, Audi, tudo a ser pago pelo contribuinte, e para gáudio de senhores e senhoras.
Ainda assim, com o passar dos anos alguma coisa foi mudando. Pois com a crescente penúria nacional, acabaram por exemplo as grandes e habituais recepções e almoçaradas depois de certos dias festivos.
Mas muito há ainda por onde cortar. Nítida aristocracia pindérica e falida. 

Voltando ás designadas primeiras damas, gostava de conhecer a documentação de suporte para o seu papel e o conjunto de apoios logístico e administrativo. O que apenas advogo é que as coisas sejam claras. Que eu saiba, o protocolo de Estado nada diz sobre o assunto.
Nesta matéria, protocolo, a Lei das Precedências do Protocolo do Estado Português, Lei nº 40/2006, de 25 de Agosto nada elucida sobre a questão. Não é por dar lugar em tribunas que se dignifica o papel da mulher na sociedade, como é indispensável acontecer, mas mais uma vez devo ser eu que vejo mal as coisas.
De concreto, referindo conjugues, encontro o artigo abaixo indicado.
AC

Lei nº 40/2006
Art. 8º
Equiparações
1 - As altas entidades públicas não expressamente mencionadas na lista constante do artigo anterior serão enquadradas nas posições daquelas cujas competências, material e territorial, mais se aproximem.
2 - Aos cônjuges das altas entidades públicas, ou a quem com elas viva em união de facto, desde que convidados para a cerimónia, é atribuído lugar equiparado às mesmas quando estejam a acompanhá-las.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

PAN, CARROÇAS, CHARRETES e, por exemplo, CIGANOS
As preocupações de certa gente.
Toca a proibir de andarem na via pública todos os veículos de tração animal.
Constou-me até, que o PAN vai propor que em Portugal a potência das viaturas automóveis deixe de ser designada em "cavalos" e passe a ser indicada i.e. : fracos 60, razoáveis 90, pujantes 150, fenomenais 250, fascizantes 450!
Voltando às carroças e quejandos.
É certo que ao longo de décadas houve acidentes vários envolvendo veículos de tração animal. Muitos, infelizmente, com mortes a lamentar.
Pelo que se lê, autoridades competentes na matéria consideram - não se poderá considerar um problema grave de sinistralidade rodoviária” e salienta que as “baixas velocidades” destes “dificilmente constituirão um perigo especial para os demais utentes da via”.
Isto verificado, a coisa suscita-me para dois aspectos.
1º O PAN quer que em dois anos se arranjam veículos de substituição para entregar aos das carroças, charretes, atrelados, etc.
2º não sei se o PAN tem em conta que além de ciganos, quase todos, têm também veículos de tração animal, camponeses, e muitas pessoas humildes em aldeias.
Isto dito, estou já a imaginar uma dotação orçamental para comprar carros eléctricos a cada família cigana e cada família camponesa, que ainda usem o burro ou a mula ou o cavalo.
Estou também a imaginar muitas esganiçadas a revoltarem-se contra este ataque ao modo de vida de várias minorias.
Vai ser engraçado, acompanhar o desenvolvimento deste premente tema da sociedade portuguesa.
Drama para o qual, milhões de paspalhos como eu,  ainda não tínhamos dado a devida atenção.
Que tristeza, não olhar para um dos maiores dramas da nossa sociedade. 
AC