O antigo chefe de gabinete de António Costa quer que a justiça lhe devolva os seus queridos 75 000,00 Euros que estavam dispersos e armazenados entre livros e dossiers no seu gabinete de trabalho.
Apenas porque ainda não tinha podido deslocar-se ao banco para os depositar! Muito e insano trabalho.
Dinheiro ganho arduamente, pois mantém que esse pequenino pecúlio é fruto dos seus trabalhos no estrangeiro.
Neste caso não é preciso que ele prove, a máquina do Estado / o sistema de justiça e fisco que provem que aquele modesto e pequenino pecúlio não foi honestamente e arduamente obtido!
No que se refere a Luís Montenegro, embora respeite SEMPRE a opinião de outrem, neste caso a sua, desculpará Dr Montenegro, mas acho tudo isso da sua empresa um pouco estranho, pouco esclarecido.
Não percebo aliás porque é que antes de tomar posse como PM não resolveu o que me parece devia ter solucionado juridicamente.
Mas nestes dois casos, há para mim uma notável coisa.
No caso do actual PM e que é reivindicado pelo PS, pelo execrável (opinião pessoal naturalmente) CHEGA, pelo PCP, pelo BE, pelo Livre (livra!) pelo PAN:
- toca de inverter o ónus da prova, o sr é que tem de explicar-se, não é o sistema de justiça, nem o fisco, nem as câmaras municipais, nem a ordem de advogados que têm que demonstrar as suas eventuais e alegadas maroteiras, aldrabices, maroscas.
Já para o caso do dito Escária, alto lá, para ele basta dizer que é inocente, que trabalhou arduamente no estrangeiro; provem o contrário, se quiserem, mas devolvam os €€€ ao homem!
Bom já nem quero falar num célebre habilidoso!
Já nem quero falar do muito conveniente desaparecimento de certos registos!
E é isto, Portugal sempre no seu melhor!
À jurista Leitão isto não incomoda?
AC
Ps: esta coisa do ónus da prova lembra-me sempre Jorge Sampaio, que um dia disse que se devia usar isso: vários gabirus caíram-lhe logo em cima, CLARO.
Lembro-me bem dos nomes que "dispararam" contra ele, a esmagadora maioria do seu clube ideológico e do seu clube profissional.
E ao que sempre estiveram ligados!
Havia de ser lindo, tanta malta a ter de explicar como tinham arranjado tanto dinheirinho, tanta fortuna.
Certamente apenas trabalho árduo!
Ah, talvez e apenas duas ou três liberalidades!
Óbvia cortesia social!
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