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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

QUALQUER PESSOA NORMAL PERCEBE
António Filipe, do PCP "- ....... "a despenalização da eutanásia, não é uma guerra de trincheiras, de direita ou de esquerda, de iluminados ou obscurantistas, ou sequer de discutir a dignidade individual, o país não pode criar mecanismos legais para ajudar a morrer quando não garante condições materiais para continuar a viver".
Creio que qualquer pessoa normal percebe isto.
E dos 230 iluminados, quantos percebem/ perceberam?
Relembro que sempre defendi e defendo e digo e escrevo, que não existe democracia sem partidos políticos, sem Parlamento, e sem OCS livres, assertivos, investigando.
Mas destes 230 iluminados, quantos considerarão que o que o PCP defende e António Filipe mais uma vez declarou, é uma treta?
Pelos vistos uma grande maioria. 
Infelizmente, na minha opinião naturalmente.
AC

domingo, 10 de janeiro de 2016

Malfeitores. ilusionistas. ilusões. Desconsolo. Incertezas. Insegurança.
Ou, em outra versão, já vi executivos a chorar.
Volto à carga. Não pretendo maçar quem tem a gentileza de me visitar/ ler. Mas,.....relevem,.........
Recordaria que, malfeitor é aquele que comete crimes ou actos condenáveis, e ilusionista é o “artista" dedicado a produzir ilusões. 

A maioria dos meus concidadãos, presumo, associa as duas categorias à criminalidade muito ou pouco violenta mas eu, há décadas, que tenho nesta lista a (maioria da) malandragem dos escritórios, dos aconselhadores, dos comentadores, dos assessores, dos senadores da República, dos empreendedores, da nata política à nata dos servidores em cargos públicos (autarcas, por exemplo), e por aí fora. Não todos, mas muuiiiitttoooos.

Lembrando o blogue que durante muitos anos me acolheu, e onde não terei sido sempre feliz nas minhas considerações, porventura injusto algumas vezes, creio que a realidade se tem encarregado de mostrar a justeza global da minha revolta, e ali periodicamente partilhada, quanto à banditagem que vai alegremente destroçando Portugal. Ou estou enganado?

Baseio-me tão somente no que sempre tem sido feito, e continua, variando apenas e consoante os “artistas”, quer a dose quer os tons, com que essa gentinha injectou e injecta na nossa sociedade as ilusões, que procuram e conseguem quase sempre, vesti-las como realidades alcançáveis.
Alimentam esperanças que o tempo vai mostrando serem vãs, para não dizer, trágicos desfechos.
Na realidade vão, TODOS, nomeando “boys e girls” com contratos mais alargados no tempo para que a banditagem que vem a seguir, se os despedir, ter que lhes pagar chorudas indemnizações.
E a desgraça, como repito periodicamente, é que a esmagadora maioria das pessoas acredita nas ilusões, para não ter que (presumo) reconhecer que essas esperanças são mesmo irrealizáveis.
A característica que mais evidencio, e é comum nestas gerações de malandros, TODOS, é o desprezo total e absoluto pela verdade. Dizendo isto ainda mais rigorosamente, têm um desprezo total e absoluto pelo cidadão comum. Valores? Vá de retro satanás"

Os malfeitores tanto nos mandam ter cuidado, como nos atiram à cara que estamos bem demais e acima do que merecemos, como nos querem fazer crer que o que deles ouvimos nas TV não foi o que eles disseram, como o inefável e ainda actual inquilino de Belém. Os ilusionistas tanto nos apontam o dedo para encolher o cinto como nos dizem do alto das suas cátedras que, afinal, quem nos mandou apertá-lo, estava completamente tolo e não mediu as consequências. E a esmagadora maioria dos meus concidadãos continua a acreditar em tudo isto. E culpam o costume, a troika, a Alemanha, o liberalismo, e por aí fora.
A esmagadora maioria dos meus concidadãos parece continuar a privilegiar o - é deixar andar, melhores dias virão. Pois! E o terrível é ouvir isto de pessoas bem informadas e com formação mais do que universitária. As ilusões em Portugal, e na Europa, prosseguem. 
Temos a Ucrânia que para a maioria dos europeus - isso é lá com os ucranianos e a Rússia temos a desindustrialização brutal na Europa e os europeus acham - ah, o estado social aguenta o desemprego - temos a diminuição da natalidade mais ou menos generalizada e os europeus - ah preciso é ir de férias para a neve ou Sul de Portugal e Espanha - temos a Síria, o Iraque, o Daesh, o terrorismo e as vagas de assalto à Europa e por aí fora - ah, não há-de ser nada. O inconformismo, o encolher de ombros.

Os malfeitores e ilusionistas riem-se disto tudo, riem-se de todos, enquanto amealharam/ vão amealhando fortunas com as formações que quase não deram nas suas empresas, enquanto rebentaram/ rebentam com as fábricas da competição, enquanto engordaram/ engordam na especulação na bolsa, enquanto preservam (e desde o tempo de Salazar) propriedades lá fora algumas até em países que eram da esfera comunista. 
Entretanto, receberam/ recebem dividendos brutais, enquanto colocam há anos lá fora fortunas colossais. Se alguém lhes aponta o dedo - isso não é verdade, prove.
E depois, alguns ilusionistas políticos, de todos os quadrantes, e muitas vezes até após extenuantes jornadas parlamentares anunciam, por exemplo, legislação para combater a corrupção. Dá vontade de rir? 

Onde está a legislação (por exemplo):
- que permita deitar imediatamente abaixo o construído à margem da lei, leia-se, PDM´s e legislação vária sobre regras para a construção civil? Entre dezenas de tristes exemplos, veja-se o que se NÃO passa na ilha de Faro e noutros locais do Algarve;
- que impeça a acumulação por parte dos autarcas das várias empresas que as câmaras criam?
- que obrigue quem de repente evidencia fortunas não condizentes com salário do agregado familiar, a provar de onde lhe veio esse brutal e repentino provento?
- que impeça que para o mesmo caso os mesmos defendam o Estado e a seguir os opositores do Estado?
- que crie regras duras impedindo as falcatruas autárquicas como a passagem despudorada de terrenos agrícolas a urbanizáveis?
- que elimine a maioria das fundações, institutos, e observatórios, que se constituem como um dos grandes centros de parasitagem e sorvedouro de dinheiro público?
- e por aí fora, que a lista nunca mais acaba!

E o terrível, é que a esmagadora maioria dos meus concidadãos continua eufórica por terem vindo a lume parte dos nomes de portugueses com fortunas não declaradas, sediadas na Suíça - “estão a ser apanhados. Euforia, também, com a sucessão de casos mediáticos na justiça. A maioria nunca perceberá que os vários ex-PM do nosso País, e muita outra gentinha, sabem destas coisas há anos, que existem há anos perdões fiscais, e não percebem que a legislação (códigos, etc) bem favorece a malandragem. 
Nunca perceberá que “offshores” não é uma coisa da Europa, é uma coisa a nível mundial, que não vai acabar. Um dia, na UE, se ela ainda existir, decisões talvez sejam tomadas para minorar certas fugas aos impostos. Mas a Holanda e o Reino Unido, por exemplo, continuarão a privilegiar os negócios e a ter portanto políticas fiscais mais acolhedoras. É olhar para a história, e ver quem, séculos atrás, financiou guerras na Europa e não só. Os interesses obscuros, persistem, prosperam. Comem à mesa do orçamento, há décadas.

Os malfeitores e ilusionistas, no passado, estiveram-se nas tintas para o arrancar das vinhas, para a destruição da frota pesqueira, etc, etc, etc, tudo sempre à conta da engorda dos subsidiozinhos, da formação fantasma, e dos fundos. 
Serviços, Sol, turismo, sim, é importante, mas creio insuficiente para sustentar o estado social, que eu gostava que vigorasse e melhorasse, e não o contrário. 
Mas eu não tenho ilusões, e não me conformo com o deixa andar.
Ah, meu caro senhor, mas lá fora passa-se mais ou menos o mesmo. Não se martirize!!!! 
Sim, creio que sim, mas em que é que isso resolve os problemas na sociedade portuguesa?
AC