(um comentário lido) (sublinhados da minha responsabilidade)
O legado de António Costa (AC):
Crescimento económico em convergência com a UE, e sempre acima da média europeia (desde 2015, Portugal cresceu em média 2% o que significa dez vezes mais do que nos 10 anos anteriores em que a taxa média de crescimento foi de 0,2%);
Desemprego: quando o Governo de AC tomou posse, em Novembro de 2015, o desemprego afectava 12,4% da população activa, taxa que se foi reduzindo permanentemente e está, neste momento, nos 6,1%;
Emprego: população empregada em máximo histórico, tendo ultrapassado a barreira dos 5 milhões no 3-º trimestre de 2023, em que havia mais 639 mil pessoas a trabalhar do que em 2015;
Aumento de rendimentos: aumento do salário mínimo de 50,5% entre 2015 e 2023, dos salários (a remuneração bruta aumentou 25% nos últimos 8 anos), das pensões (pela primeira vez em 2 anos consecutivos, 2023 e 2024, foi cumprida a fórmula de actualização das pensões) e das prestações sociais;
Carga fiscal: Portugal registou em 2022 uma carga fiscal de 35,8% do PIB, 4,2 pontos percentuais (p.p.) abaixo da média da União Europeia (UE) e 5,1 pontos inferiores à da zona euro, estimando-se que vá subir para 37,2% do PIB em 2023, ainda assim muito abaixo da média da UE e da ZE;
Finanças públicas equilibradas (“contas certas”) com dois superavits (2023 e 2024) o que acontece pela primeira vez em democracia;
Redução da dívida pública em percentagem do PIB em quase 30 pontos percentuais, de 131,2% em 2015 para os 100% estimados para o final de 2023. Com este resultado, Portugal deverá sair pela primeira vez desde 2010 do pódio dos países da UE com maiores rácios de dívida, passando a ficar abaixo da França, Espanha e Bélgica, para além da Grécia e da Itália;
Ratings dívida: Portugal recupera os “ratings de risco da dívida da República Portuguesa” colocando o país, pela primeira vez, no nível A, desde 2011 (ao fim de 12 anos);
Exportações: em 2022, pela primeira vez as exportações superaram 50% do PIB, uma meta que em 2018 foi apontada para ser atingida em 2025, objectivo que era considerado então demasiado optimista;
Educação: a taxa de abandono escolar diminuiu para menos de metade desde que o primeiro Governo de AC tomou posse. Apesar de entre 2015 e 2016, ter havido uma subida de 13,7% para 14%, a taxa não parou de descer desde então. No ano passado (2022), 7 em cada 100 pessoas entre os 18 e os 24 anos (6,5%) tinham desistido dos estudos antes de terminar o ensino secundário, que é o número mais baixo de que há registo, desde 1992;
Mais portugueses acima do limiar da pobreza: há menos portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza agora do que havia em 2015, quando AC tomou as rédeas do poder executivo — e isso verifica-se mesmo quando se olha para os números de pessoas consideradas pobres antes ainda das transferências sociais. Quando o primeiro-ministro AC foi eleito, cerca de 46% da população era considerada pobre se não recebesse apoios sociais — uma percentagem que descia para os 19% após transferências sociais. Ambos os valores diminuíram até 2022, para perto de 42% e 17%, respectivamente. Significa que há agora uma maior parte da população a viver acima do limiar de risco de pobreza — mesmo que o valor de referência para o seu cálculo tenha aumentado ao longo dos anos, dos 5269 euros em 2015 para os 7095 em 2022;
Menos emigrantes, o dobro da imigração: apesar da subida da emigração de 2021 para 2022, com o número de emigrantes a aumentar de 6,3 para 6,9 por mil habitantes, os executivos de AC conseguiram colocar travão a um fenómeno que chegou a atingir os níveis registados em meados dos anos 60. A emigração já tinha sofrido uma queda significativa de 2014 (12,9 emigrantes por mil habitantes) para 2015 (9,7) — mas, durante a liderança de AC, essa queda foi bem mais expressiva, baixando para 6 emigrantes em cada mil residentes em 2021. Enquanto a emigração estancava, a imigração mais do que duplicava: o número de imigrantes por mil habitantes aumentou de 3,7 para 7,5 entre 2015 e 2022, não se encontrando valor superior pelo menos desde 1980.
São factos, não narrativas!!!
Factos e narrativas.
Crescimento económico em convergência com a UE, e sempre acima da média europeia (desde 2015, Portugal cresceu em média 2% o que significa dez vezes mais do que nos 10 anos anteriores em que a taxa média de crescimento foi de 0,2%);
Desemprego: quando o Governo de AC tomou posse, em Novembro de 2015, o desemprego afectava 12,4% da população activa, taxa que se foi reduzindo permanentemente e está, neste momento, nos 6,1%;
Emprego: população empregada em máximo histórico, tendo ultrapassado a barreira dos 5 milhões no 3-º trimestre de 2023, em que havia mais 639 mil pessoas a trabalhar do que em 2015;
Aumento de rendimentos: aumento do salário mínimo de 50,5% entre 2015 e 2023, dos salários (a remuneração bruta aumentou 25% nos últimos 8 anos), das pensões (pela primeira vez em 2 anos consecutivos, 2023 e 2024, foi cumprida a fórmula de actualização das pensões) e das prestações sociais;
Carga fiscal: Portugal registou em 2022 uma carga fiscal de 35,8% do PIB, 4,2 pontos percentuais (p.p.) abaixo da média da União Europeia (UE) e 5,1 pontos inferiores à da zona euro, estimando-se que vá subir para 37,2% do PIB em 2023, ainda assim muito abaixo da média da UE e da ZE;
Finanças públicas equilibradas (“contas certas”) com dois superavits (2023 e 2024) o que acontece pela primeira vez em democracia;
Redução da dívida pública em percentagem do PIB em quase 30 pontos percentuais, de 131,2% em 2015 para os 100% estimados para o final de 2023. Com este resultado, Portugal deverá sair pela primeira vez desde 2010 do pódio dos países da UE com maiores rácios de dívida, passando a ficar abaixo da França, Espanha e Bélgica, para além da Grécia e da Itália;
Ratings dívida: Portugal recupera os “ratings de risco da dívida da República Portuguesa” colocando o país, pela primeira vez, no nível A, desde 2011 (ao fim de 12 anos);
Exportações: em 2022, pela primeira vez as exportações superaram 50% do PIB, uma meta que em 2018 foi apontada para ser atingida em 2025, objectivo que era considerado então demasiado optimista;
Educação: a taxa de abandono escolar diminuiu para menos de metade desde que o primeiro Governo de AC tomou posse. Apesar de entre 2015 e 2016, ter havido uma subida de 13,7% para 14%, a taxa não parou de descer desde então. No ano passado (2022), 7 em cada 100 pessoas entre os 18 e os 24 anos (6,5%) tinham desistido dos estudos antes de terminar o ensino secundário, que é o número mais baixo de que há registo, desde 1992;
Mais portugueses acima do limiar da pobreza: há menos portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza agora do que havia em 2015, quando AC tomou as rédeas do poder executivo — e isso verifica-se mesmo quando se olha para os números de pessoas consideradas pobres antes ainda das transferências sociais. Quando o primeiro-ministro AC foi eleito, cerca de 46% da população era considerada pobre se não recebesse apoios sociais — uma percentagem que descia para os 19% após transferências sociais. Ambos os valores diminuíram até 2022, para perto de 42% e 17%, respectivamente. Significa que há agora uma maior parte da população a viver acima do limiar de risco de pobreza — mesmo que o valor de referência para o seu cálculo tenha aumentado ao longo dos anos, dos 5269 euros em 2015 para os 7095 em 2022;
Menos emigrantes, o dobro da imigração: apesar da subida da emigração de 2021 para 2022, com o número de emigrantes a aumentar de 6,3 para 6,9 por mil habitantes, os executivos de AC conseguiram colocar travão a um fenómeno que chegou a atingir os níveis registados em meados dos anos 60. A emigração já tinha sofrido uma queda significativa de 2014 (12,9 emigrantes por mil habitantes) para 2015 (9,7) — mas, durante a liderança de AC, essa queda foi bem mais expressiva, baixando para 6 emigrantes em cada mil residentes em 2021. Enquanto a emigração estancava, a imigração mais do que duplicava: o número de imigrantes por mil habitantes aumentou de 3,7 para 7,5 entre 2015 e 2022, não se encontrando valor superior pelo menos desde 1980.
São factos, não narrativas!!!
Factos e narrativas.
Quer do lado do PS, dos seus eleitores e militantes e simpatizantes, quer do lado dos eleitores, simpatizantes e militantes de todos os outros partidos e agremiações em bicos de pé, sempre me incomodou a ausência de rigor e não se dizer tudo sobre seja que tema for.
Pela minha parte procuro sempre isso fazer, procuro olhar a todas as vertentes de um dado tema, ou pelo menos o mais possível, apontando o que é de louvar mas, também o que me pareça estar mal, por fazer, ou esquecido.
Quando erro e nisso reparo ou, quando não reparo e outrem têm a gentileza e dignidade de educadamente me chamar à atenção, corrijo, reconheço erros.
E respeito sempre a opinião de outrem, podendo dela discordar ou concordar.
Isto dito:
1. Crescimento económico - se me parece ser de realçar positivamente o crescimento referido, talvez não ficasse mal explicitar que nos tais 10 anos anteriores, Sócrates e PS começaram em 2005 e já decorria muito 2011 quando o governo PAF começou, fazendo o que tinha sido negociado pelo PS no memorando, e fazendo também, infelizmente, uma série de coisas estúpidas e inconcebíveis.
2. Emprego e desemprego - Creio que, infelizmente o desemprego se ficará em 2023 nos 6,3% e não 6,1%. Mas o mais importante para mim e isso há décadas que não é explicitado, é a enumeração dos empregos sazonais e de baixa formação.
3. Aumento de rendimentos - verdade, creio, mas talvez fosse importante salientar que se os preços aumentam mais que a percentagem da subida de rendimentos, na prática fica-se como?
Pois. . . . .
4. Carga fiscal - creio que os números apresentados estão corretos. Mas isso é pouco para mim.
O importante para mim, verdadeiramente importante, é verificar como é que as verbas conseguidas com os impostos são aplicadas.
Como pr esta via se combatem as desigualdades.
E olhemos a exemplos práticos, como nos países Nórdicos, que têm cargas fiscais muito elevadas, mas as infra-estruturas e o bem estar das populações é efectivamente assegurado.
E, por exemplo, buraco que apareça na estrada e não seja rapidamente tapado e rebente com um carro, o cidadão é tratado adequadamente e ressarcido dos prejuízos. E cá?
5. Finanças públicas - Sim, superavit.
Mas, estou a ver mal ou foi o próprio Pedro Nuno Santos que não há muito tempo fez uma referência a esta questão, salientando que há muito por onde aplicar o dinheiro?
As cativações iniciadas e concretizadas por Mário Centeno e inicialmente continuadas pelo sucessor, que estragos conseguiram nos serviços públicos? Creio que por decência se deve referir e olhar a isto.
6. Dívida pública - Esforço de redução da dívida em função da percentagem do PIB é de aplaudir.
É o meu entendimento.
Mas, desgraçadamente, não se explica aos portugueses que, apesar deste progresso, o total bruto do que devemos não parou de aumentar, e portanto, a sociedade devia estar bem consciente deste machado sobre as nossas cabeças, pelo que havia que ter juízo, trabalhar mais, e aumentar a riqueza para a poder distribuir com a indispensável equidade. Ou estou enganado?
7. Rating - Sim, ainda bem que estamos a ser menos mal considerados. Mas convinha ao mesmo tempo lembrar que a desgraça começou com o . . . . . PS.
8. Exportações - É muito bom que as exportações aumentem.
Mas creio que era igualmente ou mais importante que, paralelamente, as empresas nacionais tivessem cada vez mais voz lá fora.
9. Educação - Estatíisticamente a taxa de abandono escolar desceu. Bom, mas se não há exames e etc., muita maltosa não deixa de pacientemente ir às aulas.
E que ensino se vem ministrando?
Esqueceu o PISA e outras avaliações?
Esqueceu os longos intervalos nas escolas, porque forçados, pois não há muitas aulas?
Que formação global está a ser dada às novas gerações?
10. Pobreza - Sobre este complexo problema, interrogo-me sempre: se não existissem os vários subsídios criados ao longo dos anos, que classe média teríamos, que classe baixa teríamos?
Que pobreza real existiria? O que está mascarado?
Os sem abrigo não vão aumentando?
E os bairros degradados?
11. Emigração - engraçado reconhecer que a emigração estava a começar a diminuir em 2014.
12. Imigração - Está ou não descontrolada?
As centenas ou milhares dos que andam a ser explorados pelo Alentejo, ou em outras regiões do país, por estufas, por diversas actividades agrícolas, ou as centenas nas amêijoas do Tejo etc., chegaram todos de avião a Lisboa Porto e Faro?
Há quem fale em invasão silenciosa numa referência à imigração. Fenómeno que não é português, está um pouco por toda a Europa.
Depois há uma coisa que sempre considerei interessante, os que defendem a imigração particularmente porque temos o problema da natalidade e o problema da falta de mão de obra.
Eu respeito sempre a opinião de outrem, podendo discordar de umas e concordar com outras.
Não sou nem nunca fui de nacionalismos patéticos mas não gosto de assistir a uma certa destruição de modo de vida e de valores.
Na pastelaria onde habitualmente vou de manhã, em Alcochete, um dos excelentes pasteleiros é Ucraniano, tem o filho a combater na Ucrânia. Ao balcão há três raparigas, uma filha da dona, branca, uma outra branca muito delicada e atenciosa, e uma negra que é fantástica de boa disposição e educação e de um profissionalismo difícil de bater.
Felizmente muito bem de saúde depois de uma recente intervenção cirúrgica.
Mas confesso que lastimo imenso o gradual desaparecimento de electricistas portugueses, canalizadores, pedreiros, etc.
Há quem aprecie ser atendido por chinês, como num café que abriu aqui há dias e não consegue explicar o que tem á venda.
Para mim é lamentável que as políticas dos últimos anos tenham levado á situação actual.
É lamentável que os salários continuem tão baixos mas são bem recebidos pelos explorados africanos, asiáticos, brasileiros, etc.
Essa exploração não incomoda?
A mim incomoda-me. O incómodo não é esbatido porque há uma boa componente para a segurança social. Mas há também muitos que estão à margem da legalidade, e são imensos.
António Cabral
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