segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

MÉDICOS, POLICIAMENTO e etc
Samouco é uma localidade/ freguesia do concelho de Alcochete, que conheço bem. Conheço aliás bastante bem grande parte do distrito de Setúbal.

Falo da localidade que é vila há 19 anos a propósito de um artigo do jornal semanal "O Setubalense" de que reproduzo a página 12 do jornal do passado 26 de Janeiro.


Nesta página há uma notícia que dá conta da celebração / cerimónia do 19º aniversário da elevação do Samouco à categoria de vila mas, também, pela voz do presidente da junta de freguesia, referência a  diversas questões/ problemas.

Recorda o dito presidente que a população do Samouco tem aumentado devido a dois factores, a existência da ponte Vasco da Gama e a (ele não o diz mas digo eu, crescente) chegada de população migrante. 
O presidente diz que essa população migrante é principalmente tailandesa e que se dedica (dedicação?) em grande parte a trabalho no sector agrícola e à apanha da amêijoa.

O presidente da junta de freguesia queixa-se que o crescimento populacional criou crescentes problemas, no âmbito dos cuidados de saúde (há uma médica reformada) e na falta de policiamento.

É muito curioso que logo a seguir à referência à falta de policiamento, o presidente trata de afastar logo qualquer relação com a população migrante e até diz que estão muito bem integrados.
Pelo que eu conheço, fico com a certeza de que o senhor deve ir estudar o que é e como se faz integração de pessoas numa sociedade a que não pertenciam.

Diz, também, que há indivíduos que vêm de outras localidades e fazem assaltos no Samouco onde há população muito idosa. Conclusão minha: ninguém de dentro do Samouco se comporta mal designadamente assaltando idosos.

Queixa-se ainda o presidente de outros problemas como a higiene urbana e a não descentralização de certas comparências por parte da câmara municipal de Alcochete.

Basta atravessar a Ponte Vasco da Gama para perceber as dezenas e dezenas de barcoitas que estão fundeadas em frente ao Samouco.
Basta conhecer alguma coisa desta questão dos ameixoeiras no Tejo (há asiáticos de nacionalidade diversa e pelo menos brasileiros também, todos certamente entrados pelo três principais aeroportos nacionais) para saber que esta vergonhosa telenovela se arrasta há vários anos. Demonstração diária da inexistência de autoridade do Estado.

Basta conhecer alguma coisa desta questão dos ameixoeiras no Tejo para saber que até não há muito tempo havia imensas dessas embarcações fundeadas na zona do pontão-cais em Alcochete e que de há alguma tempo a esta parte foram deslocadas.
Maioritariamente estão em frente ao Samouco e em frente da zona da antiga seca do bacalhau. 

Basta conhecer alguma coisa desta questão dos ameixoeiras no Tejo, para perceber que a fiscalização que devia existir sobre essas barcoitas é basicamente inexistente. 
Há uns anos assisti a cenas verdadeiramente caricatas protagonizadas por agentes da Polícia Marítima a correr (como podiam, pois água pelos joelhos) atrás de malta da amêijoas que fugiam.

Basta conhecer alguma coisa desta questão dos ameixoeiras no Tejo, para se aperceber (como periodicamente se vê acontecer à frente de quem passa) da candonga miserável inerente a esta basicamente ilegal actividade, chegando-se a assistir por vezes à pesagem dos sacos que trazem da água às costas. 

Basta conhecer alguma coisa desta questão dos ameixoeiras no Tejo, para se aperceber da normal passividade das autoridades mais diversas perante esta vergonhosa e certamente criminosa actividade.
Assiste-se a viaturas inarráveis a passar nas calmas nas barbas de agentes da autoridade e nem um vi algum dia a ser parado.
Se fosse eu a passar, a deitar aquele fumo, ou com o pará-choques a quase roçar no chão, ou com seis tipos dentro do carro, ou com o carro completamente adornado certamente por causa da óptima suspensão, se calhar era mandado parar.

Enfim, Portugal e o estado em que está.
AC

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