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quinta-feira, 12 de março de 2026

APANHA  ILEGAL  DE  BIVALVES

Esta autêntica telenovela ao melhor estilo mexicano arrasta-se há talvez 20 anos ou quase, ou talvez até mais de 20 anos. Em bom rigor não sei. Mas passa-se há muitos anos.

Há pelo menos 16 anos que os observo a apanhar as chamadas amêijoas japonesas.

Este período tem a ver com uma pastelaria que abriu em Alcochete e onde passei a vir de manhã tomar um café e depois fazer uma caminhada. E observo essas dezenas e dezenas de empreendedores (brasileiros, do Leste Europeu, asiáticos) que tanto puxam pela economia nacional.

Ao longo dos anos aqui fui publicando alguns textos sobre o assunto e diversas fotografias.

Volto agora ao assunto depois de ter lido a página 13 d' O Setubalense, onde se toma conhecimento de mais um exemplo do esforço árduo e profícuo de deputados do PS eleitos por Setúbal.

Deles saliento os deputados António Mendonça Mendes e Eurídice Pereira!

E o que fez este grupo de deputados do PS

Apresentou no Parlamento um projecto de resolução que recomenda a definição de uma estratégia até ao final do ano, para resolução definitiva do problema ilegal de bivalves no estuário do Tejo.

Mais, eles entendem que deve ser criado um grupo multisectorial para monitorizar e propor uma estratégia integrada de acção relativa a esta problemática.

Que bonito, que esforço, que tremenda trabalheira a destes representantes do povão de Setúbal!

Ah, eles próprios, os queridos deputados, reconhecem que esta ilegal actividade está identificada há muito tempo . . . . Ups, quereriam ter confessado isto ? . . . . tenho a impressão que não foram a tempo de pedir a revisão de provas antes da publicação do jornal.

Há muito tempo . . . . quer dizer, certamente, que não deve ter começado em 2024 pois não sra Pereira e sr Mendes?

Estes deputados a mim não me espantam. Eu estou no distrito de Setúbal a viver desde 1 de Março de 1974. Sei muita coisa, tive amigos influentes em Setúbal, um deles infelizmente já desaparecido.

Enfim, típico desta gente, em vez de trabalharem (irem estudar a legislação aplicável, investigarem as dificuldades no âmbito por exemplo da autoridade marítima, capitania do Porto de Lisboa, Polícia Marítima, GNR, etc.) recomendam um grupo de trabalho para acabar definitivamente com esta ilegalidade.

O cansaço de 8 anos e semanas a virar páginas não deixou resolver este assunto. Não tiveram tempo. E este Mendes e a mana estavam no governo!

Portugal não está como está por puro acaso.

AC

sábado, 26 de abril de 2025

FORMA SUSTENTÁVEL DE ALIMENTAÇÃO

Página 18, caderno de economia, 28 de Março do ano em curso, jornal dito de referência, tem uma fotografia mostrando amêijoas e com a legenda - as amêijoas são uma forma sustentável de alimentação , enquanto melhoram a qualidade da água do mar.

Quem sou eu para duvidar disto.

Talvez esteja aqui uma das explicações para o insano trabalho diário e uma das alavancas da economia portuguesa, de centenas de empreendedores das amêijoas, em pleno Tejo, malta altamente qualificada, toda a viver legalmente no nosso país.

De certeza!

AC

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

MÉDICOS, POLICIAMENTO e etc
Samouco é uma localidade/ freguesia do concelho de Alcochete, que conheço bem. Conheço aliás bastante bem grande parte do distrito de Setúbal.

Falo da localidade que é vila há 19 anos a propósito de um artigo do jornal semanal "O Setubalense" de que reproduzo a página 12 do jornal do passado 26 de Janeiro.


Nesta página há uma notícia que dá conta da celebração / cerimónia do 19º aniversário da elevação do Samouco à categoria de vila mas, também, pela voz do presidente da junta de freguesia, referência a  diversas questões/ problemas.

Recorda o dito presidente que a população do Samouco tem aumentado devido a dois factores, a existência da ponte Vasco da Gama e a (ele não o diz mas digo eu, crescente) chegada de população migrante. 
O presidente diz que essa população migrante é principalmente tailandesa e que se dedica (dedicação?) em grande parte a trabalho no sector agrícola e à apanha da amêijoa.

O presidente da junta de freguesia queixa-se que o crescimento populacional criou crescentes problemas, no âmbito dos cuidados de saúde (há uma médica reformada) e na falta de policiamento.

É muito curioso que logo a seguir à referência à falta de policiamento, o presidente trata de afastar logo qualquer relação com a população migrante e até diz que estão muito bem integrados.
Pelo que eu conheço, fico com a certeza de que o senhor deve ir estudar o que é e como se faz integração de pessoas numa sociedade a que não pertenciam.

Diz, também, que há indivíduos que vêm de outras localidades e fazem assaltos no Samouco onde há população muito idosa. Conclusão minha: ninguém de dentro do Samouco se comporta mal designadamente assaltando idosos.

Queixa-se ainda o presidente de outros problemas como a higiene urbana e a não descentralização de certas comparências por parte da câmara municipal de Alcochete.

Basta atravessar a Ponte Vasco da Gama para perceber as dezenas e dezenas de barcoitas que estão fundeadas em frente ao Samouco.
Basta conhecer alguma coisa desta questão dos ameixoeiras no Tejo (há asiáticos de nacionalidade diversa e pelo menos brasileiros também, todos certamente entrados pelo três principais aeroportos nacionais) para saber que esta vergonhosa telenovela se arrasta há vários anos. Demonstração diária da inexistência de autoridade do Estado.

Basta conhecer alguma coisa desta questão dos ameixoeiras no Tejo para saber que até não há muito tempo havia imensas dessas embarcações fundeadas na zona do pontão-cais em Alcochete e que de há alguma tempo a esta parte foram deslocadas.
Maioritariamente estão em frente ao Samouco e em frente da zona da antiga seca do bacalhau. 

Basta conhecer alguma coisa desta questão dos ameixoeiras no Tejo, para perceber que a fiscalização que devia existir sobre essas barcoitas é basicamente inexistente. 
Há uns anos assisti a cenas verdadeiramente caricatas protagonizadas por agentes da Polícia Marítima a correr (como podiam, pois água pelos joelhos) atrás de malta da amêijoas que fugiam.

Basta conhecer alguma coisa desta questão dos ameixoeiras no Tejo, para se aperceber (como periodicamente se vê acontecer à frente de quem passa) da candonga miserável inerente a esta basicamente ilegal actividade, chegando-se a assistir por vezes à pesagem dos sacos que trazem da água às costas. 

Basta conhecer alguma coisa desta questão dos ameixoeiras no Tejo, para se aperceber da normal passividade das autoridades mais diversas perante esta vergonhosa e certamente criminosa actividade.
Assiste-se a viaturas inarráveis a passar nas calmas nas barbas de agentes da autoridade e nem um vi algum dia a ser parado.
Se fosse eu a passar, a deitar aquele fumo, ou com o pará-choques a quase roçar no chão, ou com seis tipos dentro do carro, ou com o carro completamente adornado certamente por causa da óptima suspensão, se calhar era mandado parar.

Enfim, Portugal e o estado em que está.
AC

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

A  POUCA  VERGONHA  AUMENTA

A pouca vergonha continua, a pouca vergonha aumenta. Mais uma vez refiro, a vergonha que se passa no Tejo. As bases deles são maioritariamente na Margem Sul, Seixal, Moita, Rosário, Montijo, Samouco, Sarilhos Grandes, Alcochete. São os ameijoeiros. Deles, 99,99 % são estrangeiros. Do Leste Europeu (romenos, russos, búlgaros etc), brasileiros, asiáticos. Vivem e dormem (!?!?) aos montes nos casebres velhos em péssimo estado de conservação nos cascos velhos das localidades. Conduzem carros em péssimo estado de conservação. A GNR passa por eles e, à vista dos transeuntes, nunca os manda parar para verificação dos documentos nomeadamente quanto a inspeções e seguros. Algumas pessoas olham para os parabrisas dessas limousines e ficam logo elucidadas. Uns poucos, com evidentes sinais de serem controladores da corja, conduzem viaturas um pouco menos ordinárias. Conheço de vista um que conduzia um BMW 525, com aqueles escapes que mais parecem um cano de esgoto tal a dimensão. Ninguém os questiona. Há muito tempo que não assisto a pesagens das amêijoas à frente de toda a gente.

Presumo que seja este tipo de negócio (que muitos dizem vai maioritariamente para Espanha) que também contribui para a economia nacional.

Presumo que é este tipo de negócio que muito contribui para a saúde pública na sociedade.

Presumo que é com este tipo de gente que vamos melhorar os nossos problemas de trabalho, emprego, natalidade, etc.

Entretanto temos por aí na chamada máquina do Estado coisinhas como : ministério do ambiente, ministério da administração interna, GNR, autoridade marítima, SEF, polícia marítima, capitania do porto de Lisboa, autarquias, tudo atento a este e outros problemas.

Como dizia um alarve conhecido - isto não interessa para nada

Além disso, nas incontáveis dezenas de tipos que andam nisto não deve haver um único que por cá esteja ilegal, não é verdade? E questões de criminalidade nem pensar, não é verdade? Dizem até certas pessoas - deixe-os andar nisto porque se forem travados a criminalidade nestes locais aumenta logo!

E assim estamos neste Portugal à beira mar plantado!

AC

terça-feira, 29 de setembro de 2020

 A ESTUPIDEZ e a AUSÊNCIA de RIGOR

Com esta moda asquerosa do politicamente correcto e do controlo das mentes e das opiniões, onde campeiam gentes bem conhecidas, hoje em dia quase nada se chama pelos devidos nomes.

Vem isto a propósito de ter lido no jornal da região ""O Setubalense" de 25 de Setembro, na página 9, uma notícia em que o presidente da junta de freguesia do Samouco, concelho de Alcochete, se lamenta de roubos constantes, de insegurança de pessoas e bens, assaltos em plena luz do dia. Este presidente, ainda de acordo com o que se lê, queixa-se de que a GNR não cumpre o seu dever por falta de meios humanos, e diz ainda o presidente da junta de freguesia que a dita é vítima de uma questão que a GNR não tem capacidade para resolver.

Acrescenta ainda o senhor, que solicitou uma audiência ao ministro Eduardo Cabrita e diz - vamos continuar a questionar e a fazer jus aos direitos que as pessoas têm.

Para o presidente - uma maior actuação e uma maior proximidade da GNR em fazer policiamento mais próximo é muito importante para que não se verifiquem estas enxurradas de furtos na freguesia!

Uma coisa acho notável nisto tudo, nenhuma palavra sobre a quantidade de gente de Leste e não só, que se arrasta pela zona Alcochete incluída, gente que arrasta à amêijoa, gente que vive em condições inacreditáveis em zonas dos cascos velhos das várias localidades da orla a Sul de Lisboa ocupada pelo Barreiro, Moita, Montijo, Alcochete, Samouco, Sarilhos, gente que se despe em lugares públicos à frente de idosos, crianças, de quem passa, gente que anda em veículos sem nenhum controlo uns a cair de podre outros a caminhar para lá, etc. 

Tudo sabido há anos.

E quanto à GNR dispenso-me de comentar, a não ser que ás vezes vejo um carro patrulha parado na zona da Praia dos Moinhos, ás vezes vejo dois guardas a cavalo pachorrentamente andando na marginal de Alcochete. E assim vivemos e estamos.

AC