Dizem - PSP e GNR não têm acesso a autodeclaração emitida pelo SNS24, pelo que é necessário um médico para atestar baixa.
Em vários eventos nomeadamente para já no FUTEBOL, houve falta de elementos das forças de segurança, não houve o habitual policiamento.
Sucederam-se inúmeras manifestações de protesto, por todo o país Continental, o MAI chamou os chefes da PSP e GNR, estes (diz-se por aí) andam a tomar medidas para obviar novas cenas como as que já ocorreram.
Costa escreveu uma carta, Marcelo chamou à atenção das forças de segurança para não perderem o apoio dos portugueses!
Ah, e do lado governamental / tutela quer-se (querem mesmo?) apuramento do que aconteceu, designadamente apuramento de responsabilidades e neste âmbito responsabilidades relativamente às baixas.
Quem as obteve estava mesmo doente, dezenas e dezenas, todos ao mesmo tempo? Nenhuma coincidência?
E afinal, parece que houve algumas autobaixas.
Houve? Se sim, de quem?
E neste dia estamos com a evolução da uma já autêntica novela que decorre entre, o que se ouviu nas TV, o que dizem que queriam dizer, o que legitimamente se pode concluir do que se ouviu, e distinções entre alertas e ameaças. Palhaçada e desfaçatez é o mínimo que se pode dizer.
Afinal houve ou não autobaixas?
Legalmente não podem recorrer a isso, mas houve ou não?
A PSP e a GNR vão identificar e punir quem a isso recorreu?
Nisto tudo, para lá de evidente desproporção salarial entre diversos corpos da máquina do Estado, para lá das diferenças várias, há uma coisa clara: a maioria dos agentes das forças de segurança estão legitimamente descontentes e nada satisfeitos.
Nisto tudo pode equacionar-se porque é que Costa em mais de oito anos de suposta governação deixou chegar-se a esta situação.
Nisto tudo temos também o lado dos médicos.
Leio, e fico estarrecido com as declarações do bastonário da ordem dos médicos.
No que é noticiado fica-me uma certeza, CLARA.
Não vai haver apuramento nenhum sobre como os polícias se sentiram escudados com as baixas legais ou eventualmente ilegais.
Por outras palavras, não vai ser apurado com rigor quem estava doente de facto, quem passou baixas.
Não vai querer-se descobrir eventuais fraudes. NADA!
Lê-se os OCS e fica-se com a certeza clara, a ordem dos médicos escuda-se em formalismos, portanto não se vai apurar NADA.
NADA quanto a eventuais ilegalidades, da parte de doentes e de eventuais falsos doentes, e da parte de médicos.
Nada de apurar comportamentos médicos, pois há que ponderar muita coisa e o bastonário não quer fazer juízos de valor.
O português comum observou o que se passou com dezenas e dezenas de agentes mas para certas pessoas há que tratar das burocracias e nada de juízos de valor. Sigilo médico.
Possíveis declarações fraudulentas? Nem pensar!
NADA de ponderar sobre eventuais falsas declarações sobre o estado de saúde, seja pelos próprios ou da parte de médicos. NADA!
É tudo muito difícil, complexo, complicado, moroso, e é preciso ordens de tribunal!
Quanto ao "princípio da confiança" tão apregoado, pela minha parte é muito claro o que penso da ordem dos médicos, do PM Costa, do Presidente, de sindicatos e plataformas. Fico por aqui.
Sei alguma coisa sobre a nossa história desde o século XIX, antes da I República, sobre dita a I República, Estado Novo, a Democracia.
Não mudamos.
Siga-se a saga do Porto, do Pinto, do que lhe quer suceder, do macaco, ou para onde vai Sérgio no próximo Verão.
Para quê apurar estas coisas, para quê maçadas, para quê apurar o que realmente se passou e quem colaborou, para quê apurar a natureza de todas as dezenas e dezenas de baixas e se foram de facto atestadas por médicos, para quê a verdade?
Vamos mas é resguardar a confidencialidade, o segredo médico, o sigilo, o código deontológico,
Os médicos não podem dizer que uma pessoa está doente quando não está. E outras coisas!
Mas eu posso dizer que estou cada vez mais convicto de que a sociedade portuguesa dá crescentes sinais de que, INFELIZMENTE, não está de boa saúde.
E o funcionamento das instituições deixa muito a desejar, cada vez mais. Aguardemos os próximos episódios.
António Cabral (AC)
António Cabral (AC)
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