domingo, 11 de fevereiro de 2024

Quantos  REFORMADOS . . . . . ?

A desonestidade intelectual de algumas pessoas é impressionante, pode dizer-se mesmo que é desprezível de tão ordinária. 
Pessoas a raiar a animalidade grotesca do "ser das cavernas".

Quando se pretende avaliar o tecido social de um país, avaliar a sociedade desse país, há múltiplas formas de o fazer e diferentes e diversos aspectos a considerar. 

Um elemento é certamente olhar para as instituições desse país, olhar a tudo o que é estruturante na sociedade, quais os pilares que a sustentam e a suportam.

Outro aspecto, verificar que problemas existem na sociedade, que políticas em vigor estão focadas, no desenvolvimento, na prossecução do bem-estar das pessoas, na luta intransigente das desigualdades sociais, no porfiar criar condições de oportunidades para todos.

Um aspecto ainda, olhar ao que se tenha vindo a fazer na adaptação da sociedade/ do país à inexorável passagem do tempo e inerente alteração da envolvente. E, portanto, olhar ao que após décadas de democracia continua por definir e alterar, tendo presente que passaram 50 anos, e as circunstâncias e os desafios no país e no mundo são completamente diferentes.

Neste aspecto e olhando a Portugal, e pensando na nossa história recente ou seja nestes quase 50 anos, como se foi adaptando Portugal ao longo destas décadas?

Como e quanto se evoluiu no respeitante a, por exemplo,
- regime, órgãos de soberania, organização política, partidos, 
- exercício da autoridade do Estado, 
- ensino (primário, secundário, técnico, universitário), 
- ordenamento territorial, 
- ordenamento florestal,
- ocupação territorial, 
- industrialização do país, 
- rede ferroviária, 
- assistência na saúde, 
- transportes urbanos e sub-urbanos, 
- transportes aéreos, 
- rede viária, 
- telecomunicações, 
- agricultura, 
- sistema bancário, 
- sistema de justiça, 
- política externa, 
- forças armadas, 
- assistência social, 
- controlo de fronteiras, 
- emigração,
- imigração, 
- captação de investimento estrangeiro, 
- exportações,
- energia, energias limpas, 
- descentralização,
- fiscalidade,
- ambiente, poluição,
- segurança, 
- sistema prisional, 
- liberdade de imprensa, OCS, 
- liberdade de associação, 
- alterações climáticas, 
- marinhas, de pesca, mercante, desportiva, recreio,
- proteção civil, 
- habitação, etc.

No país, todos os dias nascem seres, crescem, brincam, estudam, arranjam uma profissão, em todas as áreas há pessoas que, trabalham, controlam, dirigem, investigam, produzem, protegem, cuidam, etc. 

Todos os dias, milhões acordam, tomam (ou não) banho, arranjam-se, comem, saem de casa para ir, trabalhar, passear, levar filhos às escolas e creches, visitar familiares doentes ou não, distrair-se, etc.

No país todos os dias nascem pessoas, crescem, têm vida activa, envelhecem, reformam-se (a maioria), jubilam-se (alguns), morrem.

No país, em cada momento, existe um quantitativo X de crianças, Y de adolescentes, Z de adultos activos, W de reformados/ jubilados.

No nosso país há muitos reformados, há envelhecimento da sociedade, temos o problema da natalidade.

Tudo dito, podemos apreciar Portugal olhando a todas as áreas acima indicadas, e outras. 
Podemos apreciar o país olhando também à dívida externa, à produtividade, à limpeza de cidades vilas e aldeias, ao abandono de terras, às aldeias sem gente, à sobrecarga orçamental que decorre do crescente número de aposentados/ reformados/ jubilados, etc.

Podemos observar o país/ a nossa sociedade, também, pelo estado da comunicação social, pela postura dos lideres políticos, pela postura dos titulares de órgãos de soberania, pelos comentadores, etc.

Respeito, como sempre, as opiniões de outrem, discordo de umas, concordo com outras.
Pessoalmente procuro ser rigoroso, reconheço se me engano e corrijo, procuro avaliar as situações, as dificuldades, os serviços, o desenvolvimento do país com seriedade, olhando a antecedentes, olhando a políticas, olhando a resultados e consequências.

Será que o sistema de justiça denota os problemas que se conhecem apenas porque há imensos juízes e magistrados do MP jubilados? 

Será que o SNS está como está apenas devido à enorme quantidade de médicos reformados?

Será que o ensino está doente apenas porque há uma enormidade de professores aposentados e poucos a lecionar?

Será que as forças armadas estão no estado que se conhece apenas porque há imensos oficiais e sargentos e cabos reformados?

Não será verdade que em praticamente todas as profissões existe um elevadíssimo número de reformados? 
Se calhar, . . . . e há razões que o explicam, ou não?

Apreciar as coisas sem rigor, sem honestidade intelectual, sem sectarismo, sem isenção, denota a meu ver um lamentável espírito.

Isto recorda-me que existem diferentes tipos de inteligência, e que existe quem não tem nenhuma nem vergonha na cara.
AC

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