segunda-feira, 1 de junho de 2026

DOMINGO, 

REFLEXÕES,  COGITAÇÕES,  PROVOCAÇÕES
Um título saído da mistura da preguiça Domingueira com a leitura de um artigo da revista deste último Expresso (há meses que não o comprava). 

O jornal semanal tido como o da democracia, tido como o de referência. 
Jornal que, como muitos outros, com artigos interessantes, com outros que cheiram a encomenda que tresandam, e prenhe de jornalistas do sistema, como aliás quase todos senão mesmo todos.

Quando se olha atentamente o estado da sociedade política nacional pode dizer-se que, em grande parte, tudo tem sido uma mistura de vaidades, arrogância e aflições de espírito e aflições de dinheiro? 

Quando se olha atentamente o estado da sociedade política nacional pode dizer-se que temos sofrido dos dislates e incompetência e inação de grupos vários e coloração diversa?

Quando se olha atentamente para o carrossel que tem sido a sociedade política nacional dos últimos 35 anos pode dizer-se que temos tido narrativas diversas, narrativas de poder, narrativas de subserviência, narrativas de aristocracia falida?

Se, como nas obras identificadas no dito artigo, cortássemos longitudinalmente a sociedade política nacional destes últimos 35 anos, que encontraríamos?
Derramamento e perda de oportunidades, situações as mais sombrias, padrinhos manhosos, paragens temporárias no desgraçado caminho para o abismo, aflições as mais dramáticas?

Tal como no artigo se refere, também a sociedade portuguesa devia acordar, e definitivamente aprender.

Mas continuam a iludir-nos com futebolês, telenovelas, entrevistas deprimentes, programas televisivos deprimentes, e a acenar-nos sempre de que Portugal é um sítio lindo, estável, cheio de Sol, seguríssimo, com turismo e turismo e turismo e turismo e turismo.

Portugal tem isso tudo,  tem turismo de massas/ pé descalço em demasia, e se não tomarmos atenção aos políticos a breve prazo podemos  perder liberdade. 
Formal existe, muita, completa.

Na realidade da vida, hoje, é mentira, não temos condições materiais, culturais e organizacionais que permitam sermos de facto livres.

Como sempre, admito poder estar a ver tudo isto mal.

António Cabral (AC)

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