terça-feira, 1 de setembro de 2026

ANACOM multa Meo, Nos e Vodafone em um milhão por publicidade nas gravações
Publicidade nas gravações de TV motivou processo da Autoridade da Concorrência, mas também da Anacom. Operadoras levam tudo para o Tribunal de Santarém. Cerca de três milhões de famílias penalizadas (Público, 31AGO2026).

De vez em quando, os OCS dão-nos notícia da actividade (???) dos "reguladores" Tuga.
Como é público e notório, a regulação em Portugal é um dos melhores, exemplares e ilustrativos tópicos de uma sociedade justa organizada e equilibrada (!?!?!?!).

E, imagino eu, a maioria dos meus concidadãos é capaz de pensar, "boa, juízo neles".

Se os OCS cumprissem realmente a sua missão de informar os cidadãos, publicariam com rigor e amiúde o que acontece há anos com estas decisões, neste caso da ANACOM, seguindo e explicando por cada decisão (como esta) a evolução do processo, contestação/ recursos das operadoras, e explicando direitinho todo o caminho e, FINALMENTE, se foi pago e quando alguma coisa das multas de que há anos se vem tendo noticia.

AC

REPETINDO UM TEXTO MEU COM ALGUM TEMPO

LIDO  no  SAPO
(meus comentários no final)


Chega levou ao Parlamento uma proposta para desclassificar dados sobre FP-25Livre e BE alargaram a conversa à violência da extrema-direita, com o PCPPAN e JPP a acompanharem as iniciativas.

PS e PSD, durante o plenário de quarta-feira, 20 de maio, concordaram na ideia de que não se pode desclassificar os documentos relativos às Forças Populares 25 de Abril (FP-25) e à rede bombista de extrema-direita. O tema foi levado ao Parlamento pelo Chega, com uma iniciativa que recomendava a desclassificação de “todos os registos, documentos, dossiers e arquivos dos serviços de informações relativos à organização terrorista de extrema-esquerda FP-25”. No entanto, o debate foi alargado – com um projeto de lei do BE e com um projeto de resolução do Livre – a movimentos de extrema-direita, como o Exército de Libertação de Portugal (ELP), Movimento Maria da Fonte e Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP).

Em desacordo com a desclassificação destes documentos, o deputado socialista Pedro Delgado Alves, depois de atribuir ao debate um intuito "provocatório" por parte do Chega, assinalou um dever que todas as bancadas devem ter "perante todas as vítimas da violência política, da extrema-esquerda, da extrema-direita, de onde quer que ela venha, dos seus familiares e de todos aqueles que investigaram os crimes cometidos em vários momentos, e que foram, todos eles, objeto de repúdio e de condenação", de não instrumentalizar este debate "para abrir guerras culturais e para dividir aquilo que a democracia portuguesa teve a sabedoria de ser capaz de construir".

"A pergunta que devemos fazer é: 50 anos é tempo suficiente para não recearmos abrir os documentos?", perguntou, de forma retórica, o deputado do PS, respondendo: "Não sei. E na dúvida, perante as intenções declaradas de querer abrir uma guerra cultural, perante o momento de radicalização e de extremismo e de vontade de voltar a cavalgar estes temas, eu acho que não devemos fazer este exercício de viajar no tempo para fazer mal agora, em 2026, o que fizemos bem em 76, nos anos 80, nos anos 90. E, portanto, a razão, a primeira, pelas quais não acompanhamos os projetos é esta mesma: eles não são úteis à democracia em 2026. Mas mais do que isto, elas também oferecem problemas jurídicos", concluiu.

Com a justificação de que esta "desclassificação é muito mais complexa, muito mais grave e exige muito maior atenção que a própria classificação", o deputado do PSD António Rodrigues lançou dúvidas sobre a pertinência de se fazer este debate agora sugerindo que "alguns querem fazer contas com a história porque não estão satisfeitos com aquilo que aconteceu". 

"Nós não estamos satisfeitos, mas temos a noção daquilo que aconteceu. Mas aquilo que está em discussão é verdadeiramente uma questão de Estado. Estamos disponíveis para pôr em causa o Estado naquilo que é mais sagrado, naquilo que é o segredo de Estado, naquilo que nós nos importamos no Parlamento, naquilo que é feito por órgãos próprios que foram escolhidos para esta Assembleia, ou queremos tornar isto uma chicana política, uns contra os outros, a reviver a história que está à volta, que está à vista e que está a ser tratada?", interrogou o deputado social-democrata, vincando que "o que se quer com estas propostas, com estes projetos de resolução ou com este projeto de lei é voltar a criar a confusão e o caos político em Portugal".

A premissa do documento do Chega, apresentado por Diogo Pacheco de Amorim, assenta numa notícia com um ano, do Expresso, que dá conta de que o Serviço de Informações de Segurança (SIS) "está a considerar a desclassificação de centenas de documentos do seu espólio de entre 1985 e 1990, contanto que não seja colocada em causa a Segurança Nacional", explicou o deputado.

De acordo com Pacheco de Amorim, o Chega entende que "não é apenas o período final das FP-25" que "importa conhecer, mas, isso sim, todo o período decorrido entre abril de 1980, data da sua fundação, e 1 de março de 1996, data da aprovação parlamentar da amnistia dos condenados da FP-25".

"Pelo que o acesso a todos os documentos e a todos os factos compreendidos dentro desse espaço de tempo se torna essencial. Quanto à Segurança Nacional, não se vislumbra qualquer interesse superior nesse campo a salvaguardar", afirmou, observando que BE e Livre "estão certos" nas inicitivas que apresentam para "tornar extensivo este pedido a todos os movimentos acusados de utilização de violência desde o 25 de Abril de 1974 até à aprovação da amnistia parlamentar".

Por seu turno, o deputado único do BEFabian Figueiredo, alertou para um "silêncio que dura há meio século" em Portugal "sobre quem pôs a bomba que matou o padre Max e a jovem de 19 anos, na Cumieira, sobre quem armou as Forças Populares 25 de Abril. Sobre a contabilidade do terror que, dos anos 70 aos anos 80, fez mais de duas dezenas de mortos, da extrema-direita bombista à extrema-esquerda armada". 

Argumentando que "os documentos existem", mas "estão guardados", sem que ninguém possa consultá-los – como aconteceu , observou, com o jornalista Miguel Carvalho, quando escreveu o livro Quando Portugal Ardeu –, Fabian Figueiredo considerou que "as melhores obras sobre estes anos foram escritas por quem teve de procurar a verdade fora dos canais oficiais e há famílias que enterraram os seus sem nunca saberem por ordem de quem". 

Tendo em conta que o projeto de lei do BE propõe uma comissão multidisciplinar afeta ao Parlamento para desclassificar os documentos em causa, o deputado bloquista explicou que "este projeto faz uma coisa simples e uma coisa difícil. A simples: cria uma comissão independente que abre tudo, as FP25 e a rede bombista, sem exceção, sem escolher metades. A difícil: pede a esta câmara a coragem que meio século de democracia nos exige, com toda a disponibilidade de melhorar a proposta na especialidade".

Para o líder do Livre, Rui Tavares, "ser contra a violência política e que todos os partidos sejam é importante".

Com uma mensagem para o Chega, por só contemplar no projeto de resolução a desclassificação dos documentos relativos às FP-25, Rui Tavares considerou que "querer apenas dirigir os esforços da transparência para um lado é apenas utilizar a condenação da violência política para caricaturar adversários ou para fazer, digamos, gincanas políticas convenientes".

A líder parlamentar do PCPPaula Santos, confirmou que a bancada comunista está "de acordo com a desclassificação dos documentos, quer quanto ao terrorismo bombista das forças reacionárias contra o 25 de Abril, quer quanto às FP-25", argumentando que "haverá certamente muitas informações que ajudarão a compreender quem é quem e que poderão surpreender os mais incautos, mas também deixará cair a máscara a muitos que compactuaram, direta ou indiretamente, com as ações bombistas e terroristas".

Para a deputada comunista, o Chega, com esta iniciativa para desclassificar os documentos, apresenta-se com o único propósito de "ocultar a ação terrorista bombista entre 1975 e 1977, desencadeada contra o processo de institucionalização do regime democrático". 

"Sobre isto, nem uma palavra do Chega, mas já agora, também, nem uma palavra do CDS. O terrorismo bombista das organizações de extrema direita, que não se conformavam com Abril e que ambicionavam o regresso à ditadura, o MDLP, o ELP, o Movimento Maria da Fonte, a FLA [Frente de Libertação dos Açores], a FLAMA [Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira], elegeram o PCP como alvo político principal a liquidar", sustentou Paula Santos numa nota dirigida ao líder parlamentar do CDSPaulo Núncio, que criticara numa intervenção o PS e PCP por terem votado favoravelmente a amnistia às FP-25, afirmando que foi algo que "contribuiu para o branqueamento político e moral do terrorismo de extrema-esquerda".

Sobre a rede bombista, Paula Santos lembrou que "estas organizações terroristas foram responsáveis por 566 ações, de entre as quais 310 atentados bombistas, 136 assaltos, 58 incêndios, 36 espancamentos, 16 atentados a tiro, mais de 10 pessoas foram assassinadas".

Comentários:

1º - Segundo se lê por aí PS e PSD estão contra a desclassificação dos documentos. E há certamente muitos documentos, relativos à criminalidade das FP 25 de Abril, relativos aos personagens que integraram esse tumor da democracia, relativos à criminalidade do ELPMDLPMaria da Fonte e outros, verdadeiros tumores da democracia.

2º - É legítimo eu ponderar: porquê esta recusa destes dois partidos?

3º - É legítimo concluir que não querem que se venha a saber certas coisas. Certas ligações a personagens do passado desses dois partidos. É por demais evidente que sabem que existem coisas muito incómodas e muito provavelmente desmentiriam muitas narrativas.

4º - Fica para mim claro que não querem que se venha a saber muito do que tragicamente aconteceu, muitos dos apoios que tiveram e que nunca assumiram.

 - Era bom por exemplo desmascarar as vergonhosas negociações por baixo da mesa que levaram à amnistia concedida aos dirigentes das  FP 25 de Abril.

 - Era muito importante desmascarar o que a extrema direita fez incluindo a bombista.

 - E as pouca vergonhas acontecidas nas ilhas?

 - Há muito para esclarecer, explicar, mas não querem que se saiba. O Chega gostaria que se soubesse apenas sobre  extrema esquerda.

 - Não, há muito por explicar, esclarecer, de uma ponta a outra ponta. Existiram bombas, sedes partidárias destruídas sobretudo do PCP, assassinatos, roubo de dinheiro, assaltos, e houve muita cumplicidade e a todos os níveis, institucional, político (de todos os quadrantes) militar (aqui então ficava-se a perceber muita coisa) religioso e quase certo com o envolvimento de certas embaixadas em Lisboa.

Não querem trazer a podridão à luz do dia. Mas não me venham com a treta de que era a revolução, não foi só a revolução. 
Já bem basta o que não está registado, escrito, gravado, como certas fugas para Norte, ou o que veio buscar um célebre "importante", etc.

Bom dia.
Saúde, o Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

António Cabral (AC)
2  Candeeiros  de  Rua  e  a  LUA

AC

"EU  CONHEÇO  o  meu  PAÍS..... "

Mais bem dito, eu conheço muito do meu país, conheço mais profundamente a parte Continental do País, e menos as ilhas, Açores, Madeira e Porto Santo. 

Nunca estive nas Selvagens nem nas Desertas. 
Conheço mal a Graciosa e as Flores. 
A Porto Santo não vou desde 1980. Não vou ás Berlengas desde 1967.

Desde principalmente 1992 que os meus carros fizeram sempre imensos Km, havendo um recorde de um deles que passou os 300 000,00, percorridos em vias diversas e diferentes deste rectângulo à beira mar plantado, a saber, AE, IPs, ICs, nacionais, municipais, caminhos de terra batida. 

Conheço, portanto, um pouco mais que poucachinho (Costa dixit) disto e das suas gentes, pois procuro falar nas aldeias, nas vilas pequenas, onde paro, caminho, observo, e fotografo.

Aprendi há muitas décadas, na minha profissão, que na avaliação de recursos humanos quando semestralmente ou anualmente analisamos subordinados, a boa regra geral é enunciar e listar as características positivas e valorizá-las e, em segundo lugar, chamar à atenção para o que possa não ter corrido bem no período da avaliação, salientar o que é necessário corrigir. Não escorraçar, incentivar.

Esta regra deve aplicar-se, considero eu, a tudo na vida, puxar pelo bom do País, das famílias, da sociedade, das instituições, mas não esquecer de salientar o que não corre bem, o que precisa de ser alterado, sob pena da sociedade se degradar se isso não for apontado e, com isso, a vida das pessoas gradualmente piorar.

Vem isto a propósito, naturalmente, do presente que vivemos.
Para mim o presente é tudo a seguir a 1991, fim do primeiro Cavaquistão.

Naturalmente, como em todo o lado, existem e existirão sempre, pessoas que só sabem salientar o bom e o lindo (Sol, praias, generosidade, dieta mediterrânea). 

Existem e existirão também certapessoas que não têm o cartão partidário mas estão sempre na órbita partidária, até ás vezes em governos, e porque usufruem de muitas sinecuras à conta da sua cor preferida periodicamente exaltam ou a ministra da saúde ou o da educação, ou o PM, ou, ou, ou, esquecendo-se de salientar o que se lhes pode também apontar de menos bom ou mesmo mau. 
E existem pessoas que se entretêm apenas a dizer mal de tudo sobretudo se não for do agrado à sua cor. A dizer só mal ano após ano.

Mas também existem muitas pessoas que sabem reconhecer o que é bom e está bem independentemente de cores e ideologias e de governos, mas não se esquecem de salientar o que precisa de ser melhorado. 

Incluo-me nesta última lista, e não me coíbo de criticar sempre que me parece justo, apontando o que me parece errado, mau; nem me coíbo de aplaudir o que deve ser aplaudido, independentemente de cores e ideologias e poderes instalados.

E tenho sempre presente que ninguém deve estar acima da lei nem do escrutínio público, do escrutínio democrático.

E tenho sempre presente que somos todos da mesma massa.
Mas não somos todos iguais. 
Pois não saímos todos da mesma fôrma

O que é imprescindível é sermos iguais perante a Leiiguais no acesso a oportunidadesiguais nos deveres para com os nossos e para com a sociedade, e iguais nos direitosdireitos que devem vir sempre depois dos deveres.
Que mais não fosse até por ordem alfabética.
Mas neste desgraçado Portugal, como já antes do 25 de Abril, grita-se sempre por direitos, como se tudo caísse do Céu.

Um dos maiores exemplos de melhoria verificada na sociedade portuguesa depois do 25ABR74, como é sabido, e a que aqui no blogue por várias vezes fiz referência, é a evolução positiva na taxa de mortalidade infantil. Era trágica, agora estamos entre os melhores do mundo.

É sabido que temos vários nichos de excelência, na tecnologia, nos texteis, na indústria dos moldes, no calçado, no software, na energia, na engenharia, na área da saúde e estamos a ter nos drones. 

Temos teoricamente excelência nas eólicas mas, parece, o custo desta energia versus proveito é muito discutível e, parece, a energia produzida para a rede está imensamente longe daquilo que teoricamente anunciavam. 
O que parece certo é a engorda financeira dos do costume. 
Quanto às barragens........ao plano Sócrates............

E aqui está um exemplo acerca do qual os comentadores encartados com ou sem laço sempre se esquecem de referir com minúcia e denunciando os escândalos associados, o escandaloso das rendas e toda a tramóia engendrada no tempo de Sócrates por gentinha bem conhecida.

E, portanto, em Portugal há muita coisa que me enche o coração, a alma, que me orgulha enquanto português

Mas referir só isto não chega
E a sociedade portuguesa está muito enferma, e nada tem a ver com a COVID. Vem muito lá de trás.

Eu conheço razoavelmente o meu país. 
Estou a lembrar-me por exemplo da fantástica e enorme empresa de moldes que visitei em 2003 exportando para Mercedes, Audi, BMW, etc. 
E continua a laborar e bem. Um exemplo entre outras coisas boas.

Mas estou a lembrar-me também das aldeias desertas na Beira Baixa, no topo Norte do Minho e Trás-os-Montes.

Estou a lembrar-me por exemplo da pensão de sobrevivência de uma idosa fixada na quantia de 361,92 € em 2011 na sequência do falecimento do marido.

Estou a lembrar-se da mulher que passado mais de dois anos foi finalmente operada ás amígdalas evitando assim ter de apanhar ás vezes injecções de penicilina.
Estou a lembrar-de por exemplo de decisões e mescambilhas em Castelo Branco, em Setúbal, e etc.

Podia continuar por muitas páginas, com coisas boas, várias, e outras que não o são e existem, e persistem. Várias.

Eu conheço alguma coisa do meu País e não é nada poucachinho

Conheço alguma coisa da máquina do Estado, uma parte decorrente da profissão, e uma parte pelas relações pessoais e familiares.

Conheço alguma coisa de certos agentes do Estado, de várias autarquias, e como foram sendo feitas algumas coisas. 
E como continuam a ser feitas algumas coisas, com o maior descaramento e na maior impunidade. 
Fico por aqui.
AC
1  SETEMBRO
Entramos no primeiro dia de Setembro. 
Faltam portanto 4 meses para se chegar ao fim deste ano.
Faltam 122 dias para o ano se finar!
Isto está a passar muito depressa. 
Demasiado depressa!

AC
1  SETEMBRO  2026
> 1513 - Portugal reapodera-se de Azamor
> 1912 - Alberto Sanches de Castro efectua o primeiro voo comandado por piloto português
> 1939 - Tropas Alemãs invadem a Polónia, início da II GG
> 2006 - Publicado o último número do jornal O Independente
AC

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

ELEVADOR DA GLÓRIA

A Carris vai apresentar esta 2ª Feira uma nova solução.
Está noticiado que segurança, engenharia e preservação do património estão no centro do projeto.

Tem-se como seguro . . . . perdão, seguro não, tem-se como certo que o sistema será instruído no sentido de que ESTÁ PROIBIDO DE SE PARTIR!

AC
CAMINHADA,  MATANDO  SAUDADES 
AC

REPETINDO-ME

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

QUE  QUEREM,  CHATEIA-ME

O quê? Várias coisas.

Por exemplo uma que, sendo insignificante perante os problemas difíceis da vida, é para mim muito irritante e já tive episódios caricatos à conta desta insignificância.

Refiro-me à forma como se me dirigem. A mim e a outros.

Mas começo pela forma como me dirijo aos outros concidadãos.

E começo por exemplos de hoje, enquanto fui tratar de coisas várias enquanto a minha cara-metade tentava descansar um pouco do tormento agora surgido.

Na pastelaria, ainda nem 0900 horas eram - Bom dia, arranja-me um café cheio, por favor. Bebi, paguei - obrigado, tenha um bom dia.

Na papelaria - Bom dia Zé, pode por favor ver estes Euromilhões atrasados e depois dê-me duas apostas da máquina se fizer favor, separadas. Recebi, paguei, perguntei por uma revista, paguei - obrigado, então passo cá depois, até logo.

Na farmácia - Bom dia, preciso de uma caixa de ****. Recebi, dei o NIF, paguei - obrigado, tenha um bom dia.

Volto agora à tal irritante insignificância.

Decidiram os meus pais eu ficar com dois nomes - A*****o A*****o - e dois apelidos, o primeiro pelo lado da mãe - Rodrigues - o outro pelo do pai - Cabral.

Mas desde há bastante tempo que em vez de me chamarem sr António Cabral como acontecia antigamente ou apenas o correcto António Cabral logo que digo que é esse o meu nome ou mostro o meu documento de identificação saltam logo, seja homem ou mulher, novos ou menos novos - sr António - o que deseja, ou em que lhe posso ser útil, ou o que vai tomar, ou então hoje - não quer levar uma couves que estão fresquíssimas?

Mas ainda o mais irritante é que por diversas vezes quando me atiram com - sr António - e eu riposto - António Cabral - ficam a olhar para mim. Enfim.

Mas delicioso foi já me terem perguntado - mas não posso tratá-lo por sr António? E eu respondi - Só António não deve, pois por exemplo eu podia já ser seu avô, vejo que está habituada a usar - sr António - mas o meu nome é António Cabral.

Não há dúvida, os apelidos das pessoas quase desapareceram. Não interessa escolaridade, idade, etc.

A minha opinião, discutível certamente, é que a boçalidade e tontice alastram, aumentam.

Será que isto advém do antigamente, onde se tratavam com excessiva e para mim despropositada deferência os mais letrados, e o resto da malta era o João ou o Silva?

E a propósito lembrei-me agora de outra parvoíce que por aí vou ouvindo cada vez mais. 

Outro dia, após pagar o pequeno almoço que circunstancialmente fomos tomar bem cedo numa pastelaria, ao começar a virar as costas para ir para a saída ouvi atrás de mim - continuação!
Parei, e perguntei à empregada - desculpe, disse continuação? Mas, continuação de quê? Ficou paralisada, muda, atónita a olhar para mim.
Como nada saía da boca dela - Bom dia - e saí porta fora.

É como estamos, num crescendo de imbecilidade, de politicamente correcto, de policiamento de mentes. Tontos e imbecis que julgam que andámos todos ao mesmo tempo na escola e que somos todos iguais.

Não somos todos iguais, irra.
Nascemos da mesma maneira, pelo mesmo local, onde aliás fomos "depositados", somos todos da mesma massa, mas não somos todos oriundos da mesma fôrma.

Onde temos de ser iguais, TODOS, é perante a lei, e temos de ter na sociedade políticas que garantam igualdade na formação e igualdade de acesso a  oportunidades. 
Mas não somos todos iguais. 
Nem no cabelo, irra.

A CRP explica bem o que há a fazer e a respeitar.

Bom dia e bom início de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.
AC
“Nós podemos não acertar sempre, mas acertamos quase sempre.”
Luís Montenegro

Em que âmbito estamos a falar?
Tiro ao alvo, com espingarda de pressão de ar?
Tiro ao alvo, com arco e flechas?
Caça às rolas?
Batidas aos javalis?
Resultados da jornada de futebolês?

Haja democrática paciência

AC

 

GRILAM,  PALRAM,  TAGARELAM,  mas não passa tudo de uma enorme e desgraçada tristeza.

Desgraçados de nós cidadãos comuns.

AC

O  MAR

AC

Noite na aldeia
AC

31  AGOSTO  2026
DIA INTERNACIONAL DA SOLIDARIEDADE
> 1833 - Publicado o decreto das indemnizações
> 1852 - Brasil, baile oferecido pelo imperador D. Pedro
> 1890 - Braga, início da construção do Santuário do Sameiro
> 1936 - Nasce Otelo Saraiva de Carvalho
> 1941 - Pastorinha Lúcia revela ao Bispo de Leiria os dois primeiros segredos de Fátima
> 1951 - A Alemã Deutsche Grammophon apresenta o primeiro LP
> 1958 - Che Guevara parte em direcção a Havana
> 1990 - Assinado o Tratado de Unificação Alemã
> 1997 - Paris, Lady Di (Diana) faleceu na sequência de acidente automóvel
> 2018 - Aldeia de Monsanto, inaugurado o "Espaço do Cidadão"
AC

domingo, 30 de agosto de 2026

A  LUA  SOBRE  A  ALDEIA
AC
 
PENEDOS
AC
COM  FERRO . . . . .

No uso das suas competências, o Tribunal Constitucional olhou para o que Seguro lhe enviou para escrutinar, escrutinou detalhadamente e, por unanimidade decidiu: Oh Presidente, está tudo bem!

Imagino que não deve ter gostado. E foi vindimar!

O actual inquilino em Belém usou o que a UE tem decidido e feito e regulamentado.

Pois o Tribunal usou isso mesmo, também, e o resultado está aí.

Pode lembrar-se aquela frase popular que começa com o que titulei estas linhas?

E agora, depois da vindima, vai usar veto político pois o que quererá é mimar os meninos e meninas, e a imigração à Costa é que é bom?

Aguardemos.

AC

 RECORDAÇÕES

AC

DEMOCRACIA, LIBERDADE e LIBERTINAGEM

Não há Democracia sem liberdade, real.

Não há Democracia verdadeira, consolidada, sem liberdade, sem direitos assegurados, sem deveres cumpridos pelo Estado e pelos cidadãos.

A Constituição (CRP) lista vários direitos, desde os fundamentais a outros que uma sociedade de direito democrático desenvolvida e harmoniosa deve ter, deve perseguir e prosseguir. 

A CRP quase não fala de deveres, e onde pouco fala é só para o nebuloso Estado. 

Nunca na CRP se define Estado, o que materializa o Estado que, naturalmente,  é fundamentalmente materializado pelos titulares dos órgãos de soberania e pela pesadíssima máquina administrativa que nos sorve o dinheiro. 

E, na minha opinião naturalmente, também por pouca cultura e formação para imensos dos meus concidadãos Estado é o governo que está, e o salvador é o Presidente da República que estiver.
 
E o que muitos dos senhores e senhoras fazem nas suas vidas enquanto estão nos cargos para que foram eleitos e nomeados (e em que muitos, mais se servem dos cargos do que servem a sociedade) é exactamente o que o Estado nos vai fazendo. 
Muito do que o Estado nos vai fazendo é mau, pois deriva do não cumprimento da LEI, deriva dos arrogantes terem a mania de interpretar a LEI a seu modo.

Não é só, mas muito do pernicioso na sociedade deriva da célebre orientação por muitos copiada - para amigos TUDO, para inimigos e adversários NADA, aos outros apliquem a Lei.

E assim ora andam com o que não deviam, ora fingem não ter casa, ora não cumprem o preceituado no Código do Procedimento Administrativo, ora não declaram o que deviam, ora prometem e não cumprem, ora guardam dinheiro entre os livros nas estantes dos gabinetes, etc.

Liberdade não é ter casa como alguns dizem, ou ter carro, ou ter sustento, etc. Casa e muitas outras coisas constituem-se como
 DIREITOS.

Mas a CRP só por si nada garante.

O estar lá escrito não significa, automaticamente, que todos tenham casa, médico de família (como se vê), dinheiro para alimentação e remédios, ou para comprar livros, ou para passear, ou para formar os filhos ou para cuidar dos ascendentes, ou para ter segurança e igualdade no acesso de oportunidades, ou justiça para todos e não para poderosos e amigos, etc. etc. etc. 

A Democracia implica esforço, respeito pelos outros, respeito pelo património que é de todos, respeito pela nossa história e estuda-la, trabalho, organização, cultura, estudo, reconhecimento de erros e sua correcção.

Democracia implica ir melhorando em tudo, implica liberdade de opinião e de expressão, implica existência de partidos políticos e instituições, e sindicatos, e ordens profissionais (sindicatos e ordens que cumpram os estatutos em vez de fazer política, como tantas vezes Vital Moreira refere), e separação de poderes. ETC.

E a Democracia permite até que se digam disparates, e que políticos, titulares de órgãos de soberania, e chefias as mais diversas aldrabem muitos concidadãos. 

Infelizmente muitos continuam a deixar-se aldrabar.
Em Portugal isso continua a ser uma grande tragédia, pois muitos engolem demagogia e mentiras com facilidade.

O contrário do que acima refiro dá uma Democracia formal.
Não uma Democracia verdadeira, consolidada, sadia.

Como se tem visto nos últimos 35 anos. 
Ou estou enganado e a ver mal as coisas?

Bom Domingo
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida
Boa sorte, felicidades
AC
ANTÓNIO   GUTERRES
Todas as pessoas têm qualidades e defeitos.

Depois, de ser humano para ser humano, tudo depende da proporção entre defeitos e qualidades. Uns têm mais defeitos que qualidades, outros mais qualidades que defeitos.

António Guterres não foge a isto.

Foi um excelente aluno no Instituto Superior Técnico.
Dizem que foi um fervoroso católico com Marcelo.
Dizem que foi um grande conspirador de sótãos.

O que sei é que acabou a chefiar o PS, foi PM a seguir a Cavaco Silva, foi um trágico PM (opinião pessoal naturalmente), ajudou a crescer o pântano e, depois, fruto das suas ligações na internacional socialista e outras, foi mas é tratar da vidinha, os tugas que se lixassem. E andou anos por África e regiões desgraçadas como agente da ONU. 
Foi preparando o caminho para ver se conseguia ser SG na ONU.

Conseguiu.
Está perto de acabar o segundo mandato.

Não tenho competências para o avaliar nem no plano cultural nem científico onde tenho a certeza que está muito acima da média.
Não tenho competências para o avaliar no respeitante ao seu desempenho na ONU.

Mas a noção que tenho é que, como SG da ONU, tem sido basicamente um desastre.

Nos últimos dias fez umas declarações sobre as grandes potências.
Porque não o fez logo a meio do primeiro mandato?
Pois!

Agora foi visitar e cumprimentar o "Jolani" lá na Síria!
Com que intuito?
Apenas para conhecer um bocadinho da famosa Damasco?

Que resultados positivos desta jornada a Damasco, em que basicamente deu apoio internacional a Ahmed al-Sharaa/  na realidade Abu Mohammed Jolani, enquanto vomitava desejos de paz e estabilidade para “o povo sírio” e segurança para a soberania e integridade Sírias. Vacuidades diplomáticas de meia tigela partida!

O católico Guterres não se importou portanto de sancionar Jolani, que tem elevados créditos nos morticínios e massacres vários sobre, por exemplo mas não só, cristãos. É apenas uma pergunta! 

Guterres, nas suas periódicas e as mais das vezes destemperadas arengas, foi lembrando os direitos humanos mais a liberdade e a democracia.  Enfim.

Já o tínhamos visto por cá.
Os que o elegeram há basicamente 10 anos não investigaram bem este dito (creio que por Marcelo) o melhor de nós todos.
Olha se não era o melhor!
Patético, trágico, inarrável.
AC