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sábado, 1 de maio de 2021

C U R I O S O

…..Uma coisa é haver crimes que, pela sua natureza, só podem ser cometidos no exercício de determinadas profissões - militares, médicos, magistrados…..(Miguel Sousa Tavares, Expresso, 1 Maio 2021)

Curioso ! Porquê ?

Porque, por exemplo, podia ter escrito - militares, médicos, magistrados, etc.

ou,

Porque, por exemplo, podia ter escrito - militares, médicos, magistrados, advogados, banqueiros, etc.

Curioso, não acham ?

AC

terça-feira, 6 de abril de 2021

ESTA SEMANA

Esta semana, 5 a 11 de Abril, promete.

A 6 começa a respirar-se ligeiramente melhor, ainda que através da máscara é sempre uma coisa aborrecida. Bem, a ver pelo que se observou este fim de semana à beira Tejo por exemplo entre Algés e Oeiras, máscaras nos rostos eram poucas. Vamos aguardar pelo final deste mês para ver os resultados.

A discussão sobre a história dos apoios sociais deve continuar, não sei se com mais algum ministro a vir a público dizer os recados que Costa quer atirar a Marcelo como fez a senhora que antes era do turismo.

Chuva em princípio não deve incomodar muito, talvez perto do fim de semana.

Pode passear-se para fora do concelho. Assim farei já esta 5ª Feira se não sobrevierem mais súbitos falecimentos ou outras chatices grossas.

Ah, e entre coisas certamente bombásticas, há a grande probabilidade de se concluir que a população é que o roubou, quando tudo foi furto do trabalho dele. Vamos aguardar. Deixando a brincadeira, e apesar de haver creio eu jurisprudência dos tribunais superiores quanto à questão "prova indirecta", estou cheio de curiosidade para saber o desfecho disto ainda que virão as recorrências para tribunais superiores pois, segundo se diz por aí, o despacho de Ivo Rosa tem uns milhares de folhas.

AC

domingo, 28 de março de 2021

ESTA É UM POUCO MÁZINHA…MAS…..

Certa vez, quatro meninos foram ao campo e, por 100€, compraram o burro de um velho camponês.
O homem combinou entregar-lhes o animal no dia seguinte.
Mas, quando eles voltaram para levar o burro, o camponês disse-lhes:
- Sinto muito, amigos, mas tenho uma má notícia. O burro morreu.
- Então devolva-nos o dinheiro!
- Não posso, já o gastei todo.
- De qualquer forma, queremos o burro.
- E para que o querem? O que vão fazer com ele?!...
- Vamos rifá-lo.
- Estão doidos?! Como vão rifar um burro morto?...
- Obviamente, não vamos dizer a ninguém que ele está morto...
Um mês depois, o camponês encontrou-se novamente com os quatro miúdos e perguntou-lhes:
- E então, o que aconteceu com o burro?
- Como lhe dissemos, rifámo-lo. Vendemos 500 rifas a 2 € cada uma e arrecadámos 1.000 €.
- E ninguém se queixou?!
- Só o vencedor, mas devolvemos-lhe os 2 €,…..e pronto!...

Os quatro meninos cresceram e hoje são políticos.

Terá esta história ajudado o juiz Manuel Soares da Associação Sindical de Juízes a dizer o que disse a propósito de enriquecimento ilícito?

AC

A POUCA VERGONHA

"Há pessoas que entraram pobres na política, sairam ricas e riem-se de nós" (Manuel Soares, Associação Sindical de Juízes).

Deve estar a lembrar-se de vários que todos conhecemos da vida pública, incluindo uns que já faleceram.

AC

terça-feira, 12 de março de 2019

ENRIQUECIMENTO
Uns gostam de dizer enriquecimento injustificado.
Eu gosto de chamar os nomes pelos bois, enriquecimento ilícito.
Há quem enriqueça com os ordenados mensais de dezenas de milhares de euros por exemplo, sendo péssima atriz nos televisores, ou quem assim fique com as bonificações e distribuição de dividendos bancários e outros, ou alguns com dinheirão ganhando nas bolsas nacional e internacionais.
Nada contra, nada contra os ricos que tenham empresas e criem emprego (mas que sejam decentes quanto às questões laborais, onde não estamos lá muito bem), sendo que é para mim verdadeiramente pornográfico pagar-se o que dizem se paga a certos artistas da TV, da bola e etc.
Nada contra, querendo com isto dizer que se sabe de onde vêm esses pecúlios. Essas pessoas podem indicar sem problemas as contas de somar respectivas.
Mas por cá, na Tugolândia, existe o ónus da prova, o Estado é que tem de provar que se é ou não bandideco.
Coisa fácil está bem de ver, com os meios não atribuídos ao MP, à PJ, e com as leis dilatórias que fazem, por exemplo, o caso "Homeland" se arrastar desde 2009, creio. Sem fim à vista e sem engaiolar o tipo.

Vem isto a propósito de parecer que os nossos estimados deputados quererão fazer que passe a vigorar legislação que puna criminalmente a ocultação intencional de rendimentos nas declarações obrigatórias dos titulares de cargos políticos, e acrescentando uma "punição" fiscal dos rendimentos injustificados acima de certo montante com um taxa de 80% independentemente de obviamente o MP achar eventualmente razões para investigar qualquer crime já previsto no Código Penal, como seja a corrupção, o tráfico de influências, e por aí fora. 

Não sou jurista, mas continuo com a convicção, e de há muitos anos, de que a nossa legislação foi feita por, 
> muitos "conceituados" de Coimbra e Lisboa, 
> muitos "conceituados" dos escritórios, 
> forma a dar dilações no tempo de anos ou décadas, 
> forma a arrastar e arrastar processos com recursos atrás de recursos,
> forma a fazer caducar certas coisas ao fim de certo tempo, certos que estão os seus autores, de que à máquina do Estado nunca serão entregues os meios necessários para descobrir as coisas antes dessas metas processuais, 
> forma a que pudessem ir ganhando muito dinheiro durante anos e anos.

Nunca me convencerão da bondade de não poder haver a inversão do ónus da prova.
Sampaio uma vez descaiu-se com esta questão e sugeriu que sim, devia haver em certos casos, mas logo lhe caíram em cima, levou logo na cabeça de certos senhores, e meteu a rabeca no saco, designadamente depois de certas criaturas terem até ido a Belém "que é isso, pá?".
Por isso, também, estamos como estamos.

Confio que os senhores deputados e senhoras deputadas agora vão colocar um pouco mais de decência na indecência geral que por aí existe há anos?

NÃO, NÃO CONFIO.  NÃO ACREDITO NESTA GENTALHA, NEM NA SUA SUPOSTA HONESTIDADE POLÍTICA E INTELECTUAL.
AC

quinta-feira, 7 de abril de 2016


A propósito do mar, divagações.
"O tempo dirá tudo à posteridade. É um falador. Fala mesmo quando nada se pergunta" (Eurípedes)

Vivemos numa sociedade em que, estou em crer, a maioria acredita no que vê na TV ou lê em jornais e revistas. 
Esquece a questão da cor da vida. 
Tal como no mar que, quando o olhamos, ora parece verde, azul, ou cinzento, há muito colorido nas coisas da vida, por sombria que esteja. A cor do mar também depende da profundidade, dos fundos, das algas, da temperatura, etc. Na vida, a cor depende também da profundidade com que olhamos as coisas, e das "algas" que nos tolhem na sociedade.
A doutrina do "politicamente correcto" sustenta a ideia de que é perfeitamente possível pegar num pedaço de bosta pelo lado limpo. Não é.
Tal como não é possível que o mar seja sempre belo e manso. Que não agrave a erosão costeira, que não vire barcos "maltrapilhos", que não maltrate irresponsáveis. 
Há sempre quem não respeite o mar, quem não se prepare antes de se fazer ao largo. 
A falta de respeito traz sempre consequências trágicas, porque o mar aguarda sempre a conjugação de mais do que uma imprudência ou má preparação para mostrar o seu poder. 
Também na sociedade, a falta de respeito pelas pessoas é o detonador de descontentamento colectivo. Há quem sempre ignore estas coisas básicas da vida. Depois surgem as tragédias. E os OCS retransmitem muitas vezes coisas erradas, não estudadas, não aprofundadas, deturpadas, e muitas vezes como favores a quem lhes paga. Total desrespeito pelo cidadão.
Como o mar, sempre presente, malfeitores e delinquentes de natureza vária continuam por aí. 
Há imensa gentinha que devia, de facto, ser julgada pelas consequências das suas negligências, irresponsabilidades, malfeitorias, inações, roubos, fraudes, a pouca vergonha com que exerceram cargos públicos, com que não serviram a sociedade. 
Mas só possível se estivessemos num País a sério. 
Designadamente porque, a titularidade de cargos públicos deve pautar-se pela excepcionalidade do discurso, pela coerência das acções à luz de projectos anunciados e sufragados, e deve ter em conta a responsabilidade assumida para com os seus concidadãos os quais, têm quer o dever como o direito inalienáveis de exercer, desde o primeiro dia, escrutínio constante relativamente à legitimidade de exercício desses cargos. O que não acontece por cá. 
E a amoralidade verificada no desempenho de cargos públicos têm décadas, por muito que os OCS digam o contrário, e apesar de agora se assistir a sucessivos e grotescos episódios de branqueamento dos passados.
O mar recua e avança. Tal como o mar sempre lembra, convinha não esquecer aquela outra gentinha que devia ser igualmente responsabilizada pelos desmandos e patifarias que também anteriormente promoveram, e pela situação a que nos conduziram, pelo respectivo descalabro na sua legitimidade (??) de exercício. 
E dar-lhes até a oportunidade democrática para explicarem de forma cristalina, como foi possível estarem agora tão financeiramente ricos, comparativamente com a sua situação pessoal à data dos anos 1970. Isto para os "meninos" actuais, e os de idades várias que estão para trás. Alguns dos que estão para trás, têm alguma razão em partes do que dizem hoje (creio), mas querem passar pelos pingos da chuva. E vão passar, pois a maioria dos meus concidadãos isso promove, e amnesicamente aplaude. Dessas criaturas, muitos têm a mania que são os donos de todos nós, que são os puros, os éticos, os honestos. Enriqueceram muito laicamente.
Mar, marés, rebentação das ondas, água salgada que esteve está e estará lá, sempre. Um vai e vem. 
A propósito, é aliás exercício curioso verificar o trajecto da esmagadora maioria dos figurões da política, dos negócios, dos escritórios, das lojas, das corporações, dos OCS, e os saltos que em décadas têm dado, mudando de poleiros, mas sempre dentro do sistema, incluindo cargos no estrangeiro. O vai e vem destas marés que nos ensopam. Lindo, como sempre. 
AC

(reproduzo a 99,9% este meu post de mais de dois anos, a propósito da porcaria que nos inunda cada dia que passa)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A pouca vergonha continua.
"É triste chegar aos 56 anos sem nada".
Bem, mais uma mentira. Tem pelo menos acesso privilegiado ás TV.
A pouca vergonha continua.
Ele e outros como ele, acham que somos todos carneiros, tolinhos, atrasados mentais.
E eu cada vez mais preocupado por ver passar o tempo sem surgir "papel" concreto, com a acusação, forte, detalhada, comprovada, contra esta criatura.
AC