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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

18 JUN - 18 NOV = 5 meses

E em 18 NOV passado completaram-se cinco meses. Vergonhoso? Inacreditável?

Não, na nossa língua rica não há adjectivos que cheguem para classificar esta situação. 

Por aqui se pode aquilatar do que é o poder de certas organizações que conseguem manter de pé certas criaturas. Por aqui se pode ficar com a noção clara do que é e em que se transformou a instituição que devia velar pela nossa segurança.

Isto não está podre, está pestilento, e o cheiro chega de certeza aos Urais.

AC

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

TÃO CERTEIRAS
... Ficaram, como novos centros de excelência, os manipuladores de imagens, os promotores da reivindicação e, ao que se diz, as organizações secretas - ou seja, entidades auto-referenciadas e auto-geridas, que apenas dependem das suas audiências das suas clientelas ou dos seus irmãos.........
....O que acontece numa sociedade, de bom e de mau, é feito por essa mesma sociedade, é o resultado dos seus vícios e das suas virtudes....
......Depois da venda das últimas jóias, ainda será mais impossível ao Estado Português resolver o problema do endividamento que é alimentado pelas políticas distributivas a que se obrigou...
(Joaquim Aguiar, Expresso, por altura de quase trinta anos de democracia portuguesa)
AC

terça-feira, 12 de março de 2019

OS HOMENS, AS PALAVRAS, AS COISAS
(recupero um belíssimo texto, tem anos, mas cada vez mais actual).
" Entre os homens e as coisas estão as palavras. Quem usa as palavras supondo que são as coisas,  ou os homens, ilude-se. Mas também ilude (e quer decididamente iludir) os outros, levando as multidões a acreditar que entre as palavras e as coisas não há um complexo, difícil, muitas vezes duro, e sempre necessariamente persistente, caminho a percorrer. As palavras são importantes para explicar as coisas aos homens. Se não forem as mesmas as palavras que motivam os homens para irem até ás coisas e as palavras que explicam as coisas aos homens, a crise é inevitável. Ficam os manipuladores das imagens, as organizações secretas, as clientelas, os irmãos. Na democracia Portuguesa há muito que as palavras não correspondem ás coisas.
AC

Nota: este texto está cada vez mais actual. 
Repesquei-o por variadas razões.
Porque gosto dele.
Porque retrata, a meu ver naturalmente, a crescente podridão nacional.
Porque me parece cada vez mais importante chamar à atenção para as falsidades, para a ausência de rigor, para os desavergonhados como Marques Mendes e outros e outras das esquerdas, que dizem coisas numa dada altura e o seu exacto contrário tempos depois, como se pode verificar, por exemplo, nos comentários de MM a propósito do BES e agora Novo Banco.
Porque me parece importante chamar à atenção para a mitomania, qualquer que seja a cor, para os megalómanos, para os de ambição desmedida sem olhar a meios e muitas das vezes à lei.
Porque me parece importantíssimo chamar à atenção para esta coisa, em que os donos de várias coisas ficam irados se os contrariam com factos, pelo que tentam depois arrasar tudo e todos; só não chegam ao assassinato físico, por enquanto.