quinta-feira, 5 de junho de 2025

A  PROPÓSITO, AUTARQUIAS e ELEIÇÕES
Ex-deputado do PS deixa partido e concorre contra socialista à Câmara de Gondomar. Carlos Brás, de 56 anos, desvinculou-se e apresentou-se nesta terça-feira à corrida autárquica. É agora adversário directo de Luís Filipe Araújo, candidato socialista à Câmara de Gondomar.

As cambalhotas, os cambalachos, as piruetas, as pouca vergonhas, são uma constante em quase todas as câmaras municipais, em quase todas as juntas de freguesia, de TODOS os partidos. TODOS.
Quanto a independentes, talvez se esteja um pouco melhor.

Tivemos recentemente o final de um longo e triste folhetim lá pelo Norte. Não pretendo ser injusto mas a sensação que sempre tive é de uma descarada ausência de vergonha na cara, resistindo o mais que pode, saiu quando a lama chegava já à boca.

Temos agora o que diz a notícia que acima transcrevo.
Mas temos constantes peripécias que não chegam aos OCS.

Ainda ontem se soube que na CMMontijo a PJ andou a vasculhar coisas, aparentemente apenas referentes ao período 2021-2023, ou seja, quando era presidente o homem socialista que saiu antes do fim de mandato, e foi para os euros garantidos de outro conhecido cargo. 

Ficou a senhora que pertencia à sua vereação. 
E não é que houve logo comunicado a referir o tal período ou seja - não é nada comigo, que eu só estou há pouco tempo, e a isso fui forçada.

Mas, na mesma autarquia, se analisarmos as corridas em preparação e trajectos pessoais para as autárquicas deste ano, há semelhanças ao que a notícia em cima reflete.

Corre também ao cargo primeiro o ainda presidente da junta de freguesia do Montijo, socialista, mas que a máquina socialista local a que pertencia não o quer. Vai como independente.

E várias comadres andam assim ao barulho, colando-se até a interesses suspeitos para muita gente, e como sempre tratando mais da vidinha do que da vida e dos problemas dos munícipes.

Sim sim, agora, um pouco por todo o lado, começa a ver-se mais varridela de ruas, mais tapar buracos nas estradas municipais que estavam há anos uma vergonha, o abandonar de projectos nada claros e consensuais "ah, porque entendo que deve ser discutido na campanha eleitoral autárquica" (depois ficam aparentemente admirados que várias pessoas os destratem).

Não saímos disto.

Não interiorizam que há uma diferença abissal entre, SERVIR a sociedade ou, SERVIREM-SE dos cargos que venham a obter nas urnas.

Não saímos disto.
António Cabral (AC)

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