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segunda-feira, 18 de março de 2024

LUCROS BANCÁRIOS
ONDE ESTÁ O ESCÂNDALO?

Março é, habitualmente, mês de divulgação de resultados, de empresas, bancos, etc.
Vem sendo anunciada a enorme subida de lucros dos bancos nacionais, excessiva para uns, escandalosa para outros, pornográfica para outros.

Perguntam-me ? Não o choca?
Respondo, clarinho para militar perceber como se diz na tropa: deixa-me perplexo e preocupado. 
Explico, sinteticamente, não sem antes deixar claro que não sou banqueiro, bancário, financeiro, político, economista, sindicalista, gestor. 

Penso pela minha cabeça.
E penso em coisas concretas, bem reais, como por exemplo,
- o aperto do meu filho mais novo com a prestação da casa, 
- a conversa há dias com o meu neto mais velho ( 20 anos, no 2º ano da licenciatura em Direito) e as dificuldades que ele vê pela frente, 
- e as dificuldades que encaro para o que gostava de fazer aqui em casa e não só.

É público e notório que milhares de famílias estão a passar pessimamente, em planos diversos e diferentes.
É público e notório que os lucros anunciados são exorbitantes.
É público e notório, e raia o escandaloso, os lucros atingidos pelos maiores bancos com a CGD à cabeça.

É público e notório que uma das grandes razões para estes lucros assenta na famosa margem financeira.
É público e notório que os juros que os bancos pagam pelos depósito são vergonhosos de tão pornograficamente irrisórios.
É público e notório que já deve faltar pouco para os bancos nos cobrarem uma qualquer despesa de manutenção só pelo arrojo de entrarmos um dia numa dependência bancária.

O nível estratosférico dos lucros deixa-me, como disse acima, perplexo e preocupado.
Perplexo porque, quanto aos lucros, SIM, isto não está em linha com a economia, com as famílias com o país.

E preocupado, pois não me incomodaria este tipo de lucros se os juros que a banca nacional paga fossem muito superiores à miséria actual.
Mas mais, o que me preocupa é que a maioria destes lucros não vão parar à economia nacional, não vão estimular a economia, vão muito pouco apoiar indústrias, negócios, famílias.

Não é tanto o assalto que fazem mas o que deviam fazer com esses dinheiro e, estou convencido, nada ou pouco farão de útil à sociedade.

Resta dizer duas coisas:
1. naturalmente que os banqueiros, e estou convencido com Paulo Macedo à frente, são excelentes gestores; a sua gestão contribuiu certa e parcialmente para este tipo de lucros. Mas não me venham dizer que  a gestão foi a principal razão para os lucros.
2. Naturalmente, admito estar a ver mal o problema.

AC

segunda-feira, 13 de março de 2023

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

BES, BANCO BOM, BANCO MAU, NOVO BANCO, COIMAS, BANCO DE PORTUGAL, FUNDO DE RESOLUÇÃO, TRIBUNAL DE CONTAS, AUDITORIA, PREJUÍZOS, DEFESA DO INTERESSE PÚBLICO, DINHEIROS DO ESTADO, VISÕES LIMITADAS.

PERCEBERAM ?   NÃO ?   É NATURAL! 

Sabe-se superficialmente a história. Muito superficialmente.

Mas, quem devia pugnar pela transparência não o faz, esconde, e com aqueles que no Parlamento hostiliza violentamente, cá fora nas negociatas e nos diversos "affaires"conluem-se e abafam as coisas. Democracia, interesse do Estado, secreto, etc.

Alguns dizem que a realidade não é tão negativa como a estamos a percepcionar! A realidade neste caso são vários mil milhões a voar. Há quem fale em 8,3 mil milhões.

Há uns anos, parece que o Tribunal de Contas terá feito umas recomendações. Foram seguidas, cumpridas? Recentemente uma nova e atrevida auditoria. Um atrevimento inaudito. Teve à perna o Banco de Portugal e não só.

Naturalmente o Tribunal de Contas não passa de um "bronco" quanto às questões da banca e do financiamento da economia, não é verdade 

Por isso se atreveu a tecer comentários e elaborar relatórios esgrimindo que não foi acautelado o interesse público. Não lembra o careca!

Obviamente, como argumentou aqui há umas semanas o famoso Banco de Portugal, o Tribunal de Contas não pode limitar a definição de "interesse público" a uma única dimensão. O Tribunal de Contas pelos vistos não vê bem a realidade, nem o contexto Europeu, não percebe que nesta matéria há várias dimensões.

A propósito de realidade, é que além dos pelo menos 8,3 mil milhões, que já voaram, dizem por aí, que o tal Banco Mau deveria pagar umas coimazitas de vários milhões mas terão sido perdoadas para não reduzir o activo do banco. É certamente uma dimensão da definição de interesse público.

Enfim, dimensões, realidades, que nos dizem não serem tão negativas como as percepcionamos. Isto não explica tudo, mas explica muito deste pantanal.

E não há por agora mais, pois pintassilgos não são pardais!

AC

sábado, 28 de novembro de 2020

 O NOVO  BANCO

A propósito "desta coisa" estando a poucos minutos de me deitar dei comigo a imaginar não bem um trocadilho mas uma coisa qualquer dessa família, e é assim:

NOVO BANCO - não é novidade as sucessões de poucas vergonhas

VELHOS IMBECIS - de todas as cores, também não é novidade.

AC