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sexta-feira, 27 de setembro de 2024

O COSTUME 
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, convidou os emigrantes portugueses nos Estados Unidos a investir em Portugal, prometendo-lhes impostos mais baixos, licenciamentos simplificados e menos burocracia.

As promessas do costume, dos sucessivos PM.

Tenham uma boa 6ª Feira. Começa o fim de semana. Saúde.

AC

domingo, 9 de janeiro de 2022

PORTUGAL, COMPETIVIDADE, FISCALIDADE
Não sou economista, fiscalista, mago da macro ou da micro.
Mas leio coisas diversas, por cá e lá por fora, tento não me deixar enganar.
Rui Rio veio apresentar o seu programa, manifestou as suas preocupações, salientou e muito bem a meu ver, as várias incertezas que temos no horizonte próximo. Falou relativamente claro, mostrou alguma prudência. Mas…... não estou ainda convencido. Uma coisa me parece evidente, não é tão aldrabão como o oponente.

Do que tenho lido parece não existir dúvida de que Portugal está pessimamente cotado (âmbito OCDE e UE) no que respeita aos impostos sobre, as empresas (IRC), as pessoas (IRS), o consumo (IVA), e nada brilhante também quanto aos impostos sobre a propriedade (IMI). Parece já indiscutível que a esmagadora maioria dos países que pertenceram á cortina de ferro e entraram na UE (2004) muito depois de nós já estão à nossa frente. E isto depois de tanta página virada. Em suma, estamos com uma competitividade e economia excelentes!

Pela minha parte, além de ler e ouvir e pensar pela cabeça verifico coisas práticas da vida e do dia a dia. E por aqui avalio as páginas viradas, e a ordinarice de certa gentalha (Vitorino dixit).
Por exemplo:
> as embalagens de produtos para limpezas, para máquina de lavar a roupa, para máquina de lavar a loiça, cada vez estão com menos produto dentro,
> embalagens de cereais idem, 
> latas de grão e feijão idem, 
> há quase um ano enchia o depósito do carro (gasóleo BP Ultimate) com cerca de 69,00 €, agora passa ligeiramente dos 80€,
> em Abril passado, duas botijas de gás daquela enormes (creio 45Kg) aqui para a casa na aldeia custaram-me salvo erro 196,00€; na passada 2ª Feira duas chuparam-me 226,80€, 
> etc. etc. etc. etc. etc. etc.

Ouço António Costa, a actriz Catarina, o tio Jerónimo, o inarrável e insuportável Ventura, o Rui à procura de emprego depois de ter saído da Europa, o rapaz do Colégio Militar, a senhora das estufas que não são estufas e mais o senhor que não foi do BPP, e interrogo-me: o que vai ser minha vida depois de 30 de Janeiro próximo?

Bom, por agora, vou descarregar umas fotografias da D 90.
Tenham um bom Domingo.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

PAÍS de FAZ de CONTA,
MAIS UM, das CENTENAS de EXEMPLOS  
Presumo que milhares/ milhões de concidadãos andem a receber  um texto/ mail assinado por um tal de Manuel Gonçalves Cecílio.

No meu caso, foi directamente para o lixo.
Mas, aposto, vai haver muitos dos meus concidadãos que lhe vão dar alguma atenção.
Aspectos que isto me evoca:
> o meu computador não está a filtrar adequadamente a "jorda" que vem através de electrões coxos;
> o fisco e concretamente o tal de Cecílio está a borrifar-se para aquela minudência que é o RPDG; 
> os vários cidadãos/ contribuintes sem computador/ internet, receberão cartinha do tal de Cecílio?
Bem, estou a gastar muito tempo com cretinos.
AC

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O IMI, o ANAFADO, a MENTIRA.
O IMI é algo que me parece complexo. Não é justificação para dizer apenas umas coisas dispersas, mas o assunto é árido e não sou especialista/ fiscalista. Sou como muitos, apenas, sofredor em certos períodos do ano.
Tenho a certeza que existem belíssimas casas que deveriam pagar muito mais IMI.
Pelo que conheço de certas aldeias, provavelmente, num sistema justo e equilibrado, muitos desgraçados cidadãos não deveriam pagar NADA.
Existem de certeza muitas disparidades.
Não vou falar do meu caso pessoal.
Nem da casa da minha falecida sogra, quase com 50 anos, e que tem um valor patrimonial elevadíssimo decidido em gabinete; apenas dizer que nem por 60 000,00 € abaixo desse valor conseguimos que alguém a compre. Por este exemplo se pode aferir a realidade com o que vai na cabeça destes verdadeiros filhos de uma grande .....PORCA.
Pelas notícias, parece que o diploma em causa deixa grande margem de discricionaridade.
O que agora quero realçar é o facto do secretário de estado dos assuntos fiscais, inchado na sua soberba, ter a lata de dizer que o Estado não pode pedir reavaliações. Onde se encaixam as CMunicipais? São empresas privadas?
Além disso, tem ainda a lata de dizer que não visam aumentar receita. Então se aumentam os coeficientes a receita vai diminuir?
Em bom português chama-se MENTIR. Como é do PS, segundo consta amigo e protegido do novo messias desculpa-se, não é?
AC

segunda-feira, 4 de abril de 2016

ARESTAS
Vejo muito pouco televisão.
Descobri há pouco tempo que no Canal Memória foram passando de novo uma série interessantíssima, "Yes Minister". Consegui ver alguns dos episódios.
Aliás, um blogue que aprecio, "Delito de Opinião", concretamente Pedro Correia, tem traduzido vários excertos. Peças notáveis. Por ele soube da repetição.
Salvo melhor opinião é uma excelente série.
E, também, para lá dos inúmeros momentos de fino humor, quem se quiser dar ao trabalho de ponderar sobre o que se vai ali discutindo, a forma, as artimanhas, a burocracia infernal, a máquina dominada, as astúcias e jogos de bastidor, poderá encontrar, creio bem, múltiplas parecenças com o que por cá se passa.
Quando tanto se fala da promiscuidade política/negócios, deputados, corrupção, etc, penso que a série ajuda a confirmar muitos dos podres que por cá temos.
E das arestas que precisávamos de limar, e dos fios que precisávamos de cortar ás marionetes que por cá se passeiam.
- "sim, eu sei, lá por fora a coisa não anda melhor mas, mal que vos pergunte, fará mal tentar corrigir, se não mesmo tentar eliminar, alguma da porcaria que por cá persiste? 
Sim, eu sei, os "leaks todos" que se vão descobrindo,.........mas,.... vá lá, ....deixem-me ter pequenina esperança que parte da porcaria podia ser eliminada, OK?
AC

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A PROPÓSITO DO ANUNCIADO REGRESSO DO IMPOSTO SUCESSÓRIO
Não sou fiscalista. Não sou político. Não estou/ nunca estive inscrito em qualquer partido. Nunca fiz campanha por ninguém, não me é indiferente a envolvente nacional e a internacional. Sou e sempre fui muito interessado pelo que se passa no meu País.
Sou um cidadão comum, já fora da vida activa laboral. Sou dos muitos que "paga e não bufa".
As circunstâncias da vida, os meus esforços para paulatinamente ir corrigindo as minhas deficiências e atenuando alguns dos meus defeitos, e porventura ainda algum mérito relativo na profissão, ditaram que eu esteja hoje entre alguns daqueles que está com menos dificuldades na vida.
Conheço aquela definição usada por certa gente quando lhe fazem a pergunta - é rico? - e a resposta é essencialmente - não, aquele tem muito mais dinheiro que eu.
Nesta perspectiva, sou mais rico financeiramente que muitos, a começar pela minha idosa mãe, que aufere a brutal pensão que por vezes já ilustrei em posts. No meu caso, recebo pensão da CGA, consegui acabar com as dívidas bancárias do andar onde resido há muitos anos. Tenho portanto um andar a pouco mais de 30 Km de Lisboa, e tenho uma pequena casa numa aldeia na Beira-Baixa. Ah, tenho carro. Sou é riquíssimo no que à família respeita.
Isto vem a propósito do anunciado imposto, da sua re-introdução.
Porque não me alheio, estou a procurar perceber alguns contornos sobre este assunto, numa fase em que praticamente nada se sabe. Foi nomeadamente o que fiz toda esta manhã.
O que se sabe?
1. que o programa do PS/ messias António Costa dizia sobre o assunto uma determinada coisa.
2. que o programa do governo actual diz uma coisa um pouco diferente, que me parece mais vaga.
3. que existem por esse mundo fora, designadamente na Europa, sistemas diversos quanto a esta matéria e, a questão sucessória está incluída num regime fiscal que varia de país para país.
4. que em Portugal o imposto sucessório foi pela primeira vez criado (não com o nome actual) em 1911. Em muitos países ele existe há muito mais tempo do que cá.
5. Que a receita obtida com este imposto enquanto vigorou foi muito relevante nos primeiros anos de vigência, tendo em conta o global da receita fiscal.
6. a percentagem do obtido com o sucessório no quadro total das receitas fiscais foi diminuindo cada vez mais ao longo dos anos, e creio que no último ano da sua existência seria qualquer coisa parecida com 0,4% desse total.
7. Quando se aborda esta questão, deve ter-se em conta todo um conjunto de outros temas como doações, heranças, etc.
8. Na Europa em que vivemos, existe um sistema de ausência de fronteiras, livre circulação de pessoas e bens, e uma luta porventura fratricida entre países para conseguir proporcionar um melhor regime fiscal que os outros todos. É uma realidade que conviria não ser esquecida e sobretudo negligenciada. Porque quer uns quantos queiram ou não, existe por esse mundo fora e cá também, quem se debruce sobre a lei civil, o planeamento sucessório, o planeamento fiscal, a tributação dos rendimentos, e quem veja a coisa até como luta de classes.
8. mexer no sucessório de "per si" será suicidário. Porventura o que haveria a fazer era olhar para todo o regime fiscal, imposto de selo (que não é/ era só sobre papel como alguns julgarão) IVA, IRC, IRS, IMI, etc. Olhar de uma vez por todas ao edifício fiscal todo, e acabar com esta mania portuguesa de quase todos os anos alterar uma série de coisas no domínio da legislação fiscal.
9. o atrás referido é tanto mais importante quanto é certo que um recente regulamento europeu sobre estas matérias saiu muito recentemente e vai baralhar ainda mais as coisas.
10. A ideia da recriação do sucessório seria para equilibrar uma evidente quebra de receita que as recentes acções do pessoal messiânico está/ vai originar? Parece-me uma ideia lunática, sem qualquer sustentação. Mas corre por aí que a razão principal destes novos arautos fiscalistas e moralistas assentaria nisso.

Não sei o que concluir ainda por cima sobre um mundo de incertezas.
Uma certeza tenho, estou em Portugal, governado por uma cambada que muitas vezes despreza os conselhos técnicos. E ostenta muitas vezes um olímpico desconhecimento das matérias e nunca pondera as possíveis consequências dos dislates que designam por acção política.
Uma outra certeza tenho: vivendo no quadro Europeu, com mais esse regulamento que aí está, presumo que será possível senão mesmo fácil, que os escritórios ajudem com facilidade a quem pode e tem, a colocar onde melhor lhe convier os seus bens. E a pagar impostos onde mais favorável for. E presumo que a escolha de muitos estrangeiros reformados, e não só, para virem viver para Portugal, poderá vir a estagnar consoante a política que por aí se anuncia.
Ah, e claro que tenho outra certeza ainda: Como acabei de pagar o andar, tenho carro e uma pequena casa numa aldeia, vou para o lote dos ricos. 
AC