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domingo, 1 de maio de 2022

As CONDECORAÇÕES ao KG

Admito estar a ver mal mas, na página 36 do caderno principal do Expresso de 29 Abril 2022, não está uma valente bofetada de luva branca?

Aguardo os próximos capítulos mas, entre outras coisas, não me devo enganar muito ao dizer que ele e outros vão fazer-se de mortos.

AC

quarta-feira, 27 de abril de 2022

25   de   ABRIL

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do Tempo

(Sophia de Mello Breyner Andressen, O nome das coisas, "Assírio&Alvin")

Celebro o 25 de Abril de 1974. 

Mas não esqueço o que se passou para ter conseguido a realização da eleição para a Assembleia Constituinte em 25 de Abril de 1975 e não esqueço, particularmente, que mais sete meses tiveram que passar até que finalmente as coisas sossegaram.

E na 2ª Feira passada, mais uma vez, andei por Lisboa com a Nikon na mão, a observar e a registar certas coisas e certos aspectos.

António Cabral

terça-feira, 26 de abril de 2022

24 ABRIL 1974 . 25 ABRL 1974. 25 ABRIL 1975. 25 ABRIL 2022

É dos "livros". 
O que se verificou há dois dias na cerimónia de celebração do 25 de Abril de 1974 na Assembleia da República (AR) confirmou o que se sabe de há muito. 

LIVRE, PAN, BE, PCP, IL, CHEGA, PSD, PS, puxaram a brasa à sua sardinha, que o mesmo é dizer, falaram do que ideologicamente lhes convinha, e calaram o que ideologicamente não lhes convinha.

Praticamente todos, esquecendo muitas realidades concretas da sociedade portuguesa no presente, como por exemplo: 
> o que em diferentes sectores muito se avançou desde 25 de Abril de 1974, repito, o que muito se avançou,
> os vários problemas e situações que continuam a ser escamoteados, 
> o muito que há por fazer na estrutura do Estado, na lei eleitoral, no sistema de justiça, no desenvolvimento industrial, no ordenamento do território, no combate sério ás injustiças e desigualdades, no SNS, na educação, nos recursos hídricos, nos recursos energéticos, quanto à natalidade, quanto á exclusão e pobreza sociais, na integração de pessoas,
> a ultrapassagem sucessiva de Portugal por países da "ex - cortina de ferro", 
> o brutal e asfixiante montante da dívida do país.

Todos esquecendo que o 25 de Abril de 1974 não foi executado para aquilo que agora vários referem de positivo e de negativo e se queixam. 

O 25ABR74 foi concretizado porque existia a guerra colonial. 
Porque vários oficiais dos quadros permanentes das Forças Armadas (FA), por si próprios, se consciencializaram que a solução para a guerra em África tinha que ser política e não militar. 
É a minha opinião.
Para essa consciencialização foi importante a convivência com oficiais milicianos que também bateram com os costados em África. 

Penso que o livro de António de Spínola ajudou um pouco para essa  consciencialização. 
Nunca saberemos, mas é legítimo interrogarmo-nos se, sem esse livro, a revolta militar não demoraria mais um pouco a eclodir.

O que vários oficias das FA concretizaram no 25 de Abril de 1974 foi o decisivo abrir de horizontes para que a sociedade por si própria pudesse mudar de vida
Foi o abrir de portas e janelas.
Foi mudar de regime. Foi uma viragem histórica. 
Estava tudo por fazer a partir desse dia inteiro e limpo que Sophia referiu.

Com a revolta militar, em que a guerra em África foi questão fulcral, foram formalmente restituídos aos portugueses os direitos e as liberdades fundamentais, e foi assim estabelecida a base para assegurar dali em diante a vigência de um Estado de direito democrático, e assim  instaurar a democracia. A partir daí, em liberdade formal, era preciso trabalhar muito e com seriedade.

Voltando aos discursos na AR, o novo presidente da AR fez um laudatório à diáspora. Não creio deslocado, bem pelo contrário. Mas assim também evitou falar de outros temas.

Quanto ao Presidente da República (PR), centrou as coisas na Pátria e nas FA. 
Parece que falou e falou e falou, mas de uma certa perspectiva afinal nada falou. 
Não sei se por não saber sobre o estado das FA, se por saber mas não querer dizer, ou porque não lhe disseram, ou se por não saberem e assim não lhe puderam dizer.

Abordarei esse discurso/ tema em texto separado.
António Cabral (AC)

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Em LISBOA

AC

DIA  da  LIBERDADE

Tem que ser todos os dias.

Deixar a bovinidade crescer, entusiasmarem-se com "selfies",  beijinhos, tiradas ocas e parvoíces várias, leva a pouco repararem: 

> nos aumentos (no supermercado, na farmácia, na gasolina, na praça municipal), 

> na falta do médico de família prometida há anos, 

> no tamanho da dívida em valor absoluto, que está como estava em 2011 quando o aldrabão foi obrigado a chamar a "troika", 

> no controlo de vários órgãos de comunicação social pelo poder económico e pelo poder político,

> na captura de imensas organizações pelo poder político, etc.

Liberdade tem que ser todos os dias.

AC

48  ANOS

António Cabral