Que curioso!
nas Ordenações Filipinas (liv. 1, tít. 66) reafirmaram-se, genericamente, as anteriores atribuições dos vereadores...............Mas surge uma inovação que visa moralizar, como se diria hoje, o despesismo público. Se os vereadores se deslocassem para fora da vila para "fazer cousas" que pertencessem aos seus ofícios não podiam gastar, em cada dia, mais do que 400 reais. Contudo, se a renda da vila não passasse de 40 000 reais, não poderiam gastar em todo o ano mais do que 2000 reais e, se gastassem mais ou fosse necessário ir mais vezes fora, estipulou-se que devia ser à sua custa "porque de outra maneira os Concelhos ficariam muito danificados"
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
terça-feira, 11 de março de 2014
A porcaria que por aí vai, cá dentro e lá fora.
Escrevi isto em 11 de Março p.p., regressado a casa depois de retemperar o espírito e o físico, durante larga temporada, que os 66 anos e os amigos permitem para periodicamente fugir à envolvente nauseabunda.
Vai por aí muita porcaria. Fico pela que vou agora vasculhando cá dentro. De facto, como já vi escrito, e parece acertado, se qualquer manuscrito, manifesto, trapo, ou rolo de cozinha escrito por uns quantos e uma quantas, pode afectar os humores dos que contribuem para estabelecer os juros com que nos sugam, então isto cá dentro continua de facto uma mentirona. Aliás, sempre disse, e designadamente no final de 1991 junto à lareira de um cidadão que então presumia meu amigo e que estava gozando dos favores familiares por via uterina, o eucalipto estava a dar cabo de tudo. Como se foi vendo ao longo dos anos, com a prestimosa ajuda de filósofos de todas as outras cores e salafrários das mesmas todas as cores.
Se um espirro pelo nariz, ou um espirro "mais abaixo", vindo de personalidades como dizem alguns, todas de dentro do sistema ainda que se fazendo parecer diferentes, abana as estacas palafíticas em que continuamos assentes, estamos mal, corrijo, continuamos essencialmente na mesma. Em todos os aspectos.
Saída limpa, pouco limpa, cautelar, suja? Tenho a certeza absoluta que caminhar para a velhice vai ser cada vez mais penoso para mim e maioria dos meus concidadãos. Com excepção de uns quantos e umas quantas, que agora fazem parecer que nunca exerceram o poder, que nunca esfrangalharam equiparações salariais entre funcionários públicos e outros servidores do Estado, que nunca se borrifaram para o mar e para os fiscais das finanças (importantíssimos) e para as forças armadas e para as forças de segurança, que fingem nunca terem sido coléricos e ofensivos para colaboradores directos, que fingem nada ter sabido sobre as fundações e os casos tipo BPN, e um etc que é um nunca mais acabar.
Um nojo. Como pérola em cimo deste bolo podre, nada me espantou que perante as prescrições recentes os sindicalistas viessem agora com alguma timidez dizer pouco mais que a irmã do Solnado.
Tenham todos vergonha. Portugal é um País tão pequenino para se roubar tanto.
Boa sorte e boa noite.
AC
Escrevi isto em 11 de Março p.p., regressado a casa depois de retemperar o espírito e o físico, durante larga temporada, que os 66 anos e os amigos permitem para periodicamente fugir à envolvente nauseabunda.
Vai por aí muita porcaria. Fico pela que vou agora vasculhando cá dentro. De facto, como já vi escrito, e parece acertado, se qualquer manuscrito, manifesto, trapo, ou rolo de cozinha escrito por uns quantos e uma quantas, pode afectar os humores dos que contribuem para estabelecer os juros com que nos sugam, então isto cá dentro continua de facto uma mentirona. Aliás, sempre disse, e designadamente no final de 1991 junto à lareira de um cidadão que então presumia meu amigo e que estava gozando dos favores familiares por via uterina, o eucalipto estava a dar cabo de tudo. Como se foi vendo ao longo dos anos, com a prestimosa ajuda de filósofos de todas as outras cores e salafrários das mesmas todas as cores.
Se um espirro pelo nariz, ou um espirro "mais abaixo", vindo de personalidades como dizem alguns, todas de dentro do sistema ainda que se fazendo parecer diferentes, abana as estacas palafíticas em que continuamos assentes, estamos mal, corrijo, continuamos essencialmente na mesma. Em todos os aspectos.
Saída limpa, pouco limpa, cautelar, suja? Tenho a certeza absoluta que caminhar para a velhice vai ser cada vez mais penoso para mim e maioria dos meus concidadãos. Com excepção de uns quantos e umas quantas, que agora fazem parecer que nunca exerceram o poder, que nunca esfrangalharam equiparações salariais entre funcionários públicos e outros servidores do Estado, que nunca se borrifaram para o mar e para os fiscais das finanças (importantíssimos) e para as forças armadas e para as forças de segurança, que fingem nunca terem sido coléricos e ofensivos para colaboradores directos, que fingem nada ter sabido sobre as fundações e os casos tipo BPN, e um etc que é um nunca mais acabar.
Um nojo. Como pérola em cimo deste bolo podre, nada me espantou que perante as prescrições recentes os sindicalistas viessem agora com alguma timidez dizer pouco mais que a irmã do Solnado.
Tenham todos vergonha. Portugal é um País tão pequenino para se roubar tanto.
Boa sorte e boa noite.
AC
Abençoada lareira e outros mimos do interior profundo. Nada como restaurar a mente e o corpo que estar dias e dias sem computador, sem TV, sem jornais, (ligar ás vezes o rádio do carro), afastado de propósito. Falar com filhos e netos, ar puro, caminhadas, umas muito boas garrafas para acompanhar refeições sadias e bem portuguesas, fotografia, amigos, os muito idosos da aldeia.
Começo agora a verificar os detalhes da porcaria que por aí vai, cá dentro e lá fora.
Boa sorte e bom dia.
AC
Começo agora a verificar os detalhes da porcaria que por aí vai, cá dentro e lá fora.
Boa sorte e bom dia.
AC
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Retirado da agenda desportiva ou informador popular, 1954.
1. Hospitais em Lisboa:
Alemão, Amoreiras, Arroios, Benfica, Capuchos, Colonial, Cuf, Curry Cabral, Desterro, Escolar de Santa Marta, Estefânia, Francês, Inglês, Instituto Oftalmológico, Jesus, Júlio de Matos, Marinha, Militar, Miguel Bombarda, Maternidade Bensaúde, Maternidade Dr Alfredo da Costa, Maternidade Magalhães Coutinho, Nossa Senhora da Saúde, Nossa Senhora da Vitória, Ordem Terceira de S.Francisco da Cidade, Ordem Terceira de S.Francisco a Jesus, Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, S.José.
*************************
2. A mais aprazível e a mais poderosa de todas as artes é a música, que foi inventada pelo homem para fazer sentir tudo quanto a linguagem articulada não pode exprimir.
AC
1. Hospitais em Lisboa:
Alemão, Amoreiras, Arroios, Benfica, Capuchos, Colonial, Cuf, Curry Cabral, Desterro, Escolar de Santa Marta, Estefânia, Francês, Inglês, Instituto Oftalmológico, Jesus, Júlio de Matos, Marinha, Militar, Miguel Bombarda, Maternidade Bensaúde, Maternidade Dr Alfredo da Costa, Maternidade Magalhães Coutinho, Nossa Senhora da Saúde, Nossa Senhora da Vitória, Ordem Terceira de S.Francisco da Cidade, Ordem Terceira de S.Francisco a Jesus, Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, S.José.
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2. A mais aprazível e a mais poderosa de todas as artes é a música, que foi inventada pelo homem para fazer sentir tudo quanto a linguagem articulada não pode exprimir.
AC
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Concordo inteiramente.
“Há uma diferença entre o tempo das estatísticas macro e a forma e o momento em que cada português e a sua família o sente na sua casa”.
Comecemos pelo famoso frango: um come o frango enquanto o outro assiste; a estatística refere que já há quem coma frango; cada tuga está já a comer meio frango.
No caso da idosa viúva a caminho dos 89 que, muito surda e com escassa visão ainda se mexe bem e puxa o carrinho das compras de três rodas que lhe comprei (o sobe escadas), e a quem eu felizmente ainda consigo dar algum amparo, os seus fabulosos quase 363 euros de pensão permitem comprar de vez em quando 1/2 frango. Claro que não dá para sucessivas viagens de avião entre ilhas e Continente, refeições pagas com cartão de crédito dourado ou platina, etc.
Mas não tem que pagar taxas moderadoras. Sortuda!
É sempre muito bem atendida (ínteiramente verdade) naquela unidade que eu, na conversa familiar continuo e continuarei a chamar centro de saúde, sabendo que tem outro nome, que sei qual é.
Mas o pior é que para consultas com alguma urgência, que não uma emergência muito grave, a demora numa especialidade pode vir a ser comunicada estar marcada mas sem data concreta, meses portanto. Tenho a sorte de poder ter tratado das coisas de outra maneira. Ou estaria inválida a esta hora.
Mas se for uma emergência, como aconteceu várias vezes com o outro idoso já falecido, e que contribuiu para eu andar neste mundo, aí deve ser dito de forma cristalina, e sei bem do que falo: o aparecimento da ambulância do INEM (que me lembre nunca demorou mais que 15 minutos), o cuidado e extremo carinho do pessoal da ambulância, o tratamento que ele recebeu em vários hospitais, foi tudo MUITÍSSIMO BOM. Para que fique registado. Também estava isento de taxas moderadoras. Claro que não há milagres. Fará em Julho 3 anos que faleceu.
A estatística no meu desgraçado País vai melhorando, mas.........! Só é pena o INE não publicar os índices semestrais da pouca vergonha, da canalhice e da corrupção.
AC
“Há uma diferença entre o tempo das estatísticas macro e a forma e o momento em que cada português e a sua família o sente na sua casa”.
Comecemos pelo famoso frango: um come o frango enquanto o outro assiste; a estatística refere que já há quem coma frango; cada tuga está já a comer meio frango.
No caso da idosa viúva a caminho dos 89 que, muito surda e com escassa visão ainda se mexe bem e puxa o carrinho das compras de três rodas que lhe comprei (o sobe escadas), e a quem eu felizmente ainda consigo dar algum amparo, os seus fabulosos quase 363 euros de pensão permitem comprar de vez em quando 1/2 frango. Claro que não dá para sucessivas viagens de avião entre ilhas e Continente, refeições pagas com cartão de crédito dourado ou platina, etc.
Mas não tem que pagar taxas moderadoras. Sortuda!
É sempre muito bem atendida (ínteiramente verdade) naquela unidade que eu, na conversa familiar continuo e continuarei a chamar centro de saúde, sabendo que tem outro nome, que sei qual é.
Mas o pior é que para consultas com alguma urgência, que não uma emergência muito grave, a demora numa especialidade pode vir a ser comunicada estar marcada mas sem data concreta, meses portanto. Tenho a sorte de poder ter tratado das coisas de outra maneira. Ou estaria inválida a esta hora.
Mas se for uma emergência, como aconteceu várias vezes com o outro idoso já falecido, e que contribuiu para eu andar neste mundo, aí deve ser dito de forma cristalina, e sei bem do que falo: o aparecimento da ambulância do INEM (que me lembre nunca demorou mais que 15 minutos), o cuidado e extremo carinho do pessoal da ambulância, o tratamento que ele recebeu em vários hospitais, foi tudo MUITÍSSIMO BOM. Para que fique registado. Também estava isento de taxas moderadoras. Claro que não há milagres. Fará em Julho 3 anos que faleceu.
A estatística no meu desgraçado País vai melhorando, mas.........! Só é pena o INE não publicar os índices semestrais da pouca vergonha, da canalhice e da corrupção.
AC
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Proposta da Assembleia da República: Grande parada militar para comemorar Abril
1. Acabo de ler na comunicação social (pela NET) que estará no ar, vinda de sectores da Assembleia da República (AR), uma proposta para se realizar uma grande parada militar para comemorar o 25 de Abril de 1974. Surgem no meu espírito duas perguntas:
a. porquê uma parada militar? claro que se pode argumentar, porque não?
b. a encaminhar-se para uma concretização, porquê uma GRANDE parada militar? Porque não, apenas, uma parada militar sem espalhafato, com a dignidade da presença de um número reduzido de militares, representando os 3 Ramos das Forças Armadas (FA)
2. Desconheço os fundamentos explícitos da proposta. Como sempre devia acontecer na vida, uma ideia carece de ponderação, “brain storming” e, sobretudo, passar o teste AEA (Adequabilidade, Exequibilidade, Aceitabilidade). Caso contrário, a ideia pode acabar em desastre, seja no plano financeiro (aqui a questão da aceitabilidade), seja na ausência de proporcionalidade, seja mesmo no cobrir-se de ridículo e ser um tiro ao lado do que se pretendia. Nesta última hipótese e neste caso, o ridículo acabaria por passar das cabeças da Presidente e deputados da AR, para os militares, se para tanto se puserem a jeito. Em Portugal, e olhando agora apenas à recente história contemporânea, raras foram as vezes em que as acções dos políticos olharam ao teste AEA. Com os resultados conhecidos.
3. Quanto a paradas militares pelas mais diferenciadas ocasiões, de 25 Abril 74 para cá lembro-me de vários episódios, vários, caricatos do meu ponto de vista, ou pelo menos discutíveis. Por exemplo, e salvo erro no tempo do Ministro da Defesa Nacional (MDN) Fernando Nogueira, houve uma GRANDE parada militar na área do Porto, onde o Exército por exemplo se passeou com carros de combate. É recordar o resultado da passagem das lagartas pelas diversas ruas. Não custou nada, só houve que arranjar os pavimentos danificados!!!!. Não custou nada a deslocação para o Norte ou para o Sul, de navios de guerra, de aviões, de infindáveis veículos militares para participar em desfiles militares.!!!. Não custou nada!!!!!.
4. O actual Presidente da República (PR), e comandante supremo das FA (saberá?), os governantes, e muitos militares, acabam sempre por exaltar o seu habitual e desmedido “ego”, embarcando neste tipo de festividades sempre bastante dispendiosas. Julgo que nunca foram pagas por verbas extra pelo sucessivos governos, mas pelo orçamentos das FA. Mas os militares ao longo dos anos parece que gostam assim, queixam-se das restriçoes orçamentais, mas estão sempre a embarcar nas festas próprias e nas determinadas pelos políticos, que depois, os descredibilizam sucessiva e constantemente, como se assiste no presente. Este Presidente, e estou a recordar-me de paradas do 10 de Junho por exemplo, aparece sempre a chegar ao local das cerimónias envolto num aparato/ cortejo militar de viaturas e pessoal super armado, que sempre me pareceu despropositado. Admito naturalmente estar errado.
5. Face o que antecede, sem ter pensado quase nada no assunto porque escrevo na sequência do que há pouco li, creio que o grupo de militares que planeou e concretizou o 25 ABR 74, merece ser recordado no próximo mês de Abril. Na fase em que está o País, e sobretudo os portugueses, discordo liminarmente de toda e qualquer cerimónia dispendiosa. Creio que seria um insulto aos que sofrem mais.
Muito dinheiro se gastaria com um GRANDE desfile militar, que depois envolveria muitas passagens de aviões, vários navios de guerra no Mar da Palha e se calhar em vários portos do Continente, muito combustivel para carros de combate, etc. E tem ainda que se contabilizar ainda e pelo menos, mais o custo de toda a complicada logística que tudo isto envolve, mais as horas extraordinárias a pagar ás forças de segurança (é feriado) etc etc.
6. Provavelmente, em vez de se desperdiçar dinheiro com GRANDES PARADAS, a AR bem podia:
a. patrocinar a abertura de todos os museus do País, a estarem abertos gratuitamente para o público todo o dia 25 de Abril;
b. realizar uma sessão solene, sem as habituais agressões entre partidos e orgãos de soberania, durante a qual, e de forma muito destacada, se homenagearia todos os militares que levaram a efeito o 25 de Abril de 1974; nessa cerimónia deveria, também, explicitamente, ser feita uma referência de homenagem à instituição militar, e particularmente aos mortos em combate ao longo dos anos;
c. promover um desfile militar simples, sem viaturas, com a excepção de uma velha “Chaimite” como símbolo; desfile a ser iniciado com a banda militar mais antiga, seguida apenas de um batalhão por Ramo das FA;
d. nada de veículos militares, nada de equipamentos esquisitos de tropas especiais, nada de aviões a sobrevoar, nada de navios espalhados, nos portos; não mais que três helicópteros a passar devagar na AV da Liberdade, e a Sagres apenas, algures no Mar da Palha;
e. Unidades militares e museus militares abertos ao público todo o dia; AR aberta ao público da parte da tarde; Palácio de Belém aberto ao público todo o dia.
7. Mas se calhar, tudo isto que me vem agora à cabeça, não passa de um conjunto de ideias tolas, sem sentido de Estado, e que inviabilizaria o passeio das dezenas e dezenas de automóveis Mercedes, BMW e AUDI; inviabilizaria a montagem de muitas tribunas para albergar o PR, os governantes, os deputados, os autarcas, as chefias militares e das forças de segurança, o clero, as chefias das polícias e secretas, os juízes, os magistrados do Ministério Público, os bastonários das ordens todas, os directores-gerais e todo e mais algum lado, os embaixadores estrangeiros, os presidentes de fundações, os diplomatas portugueses, os representantes da Troika, os adidos militares estrangeiros, e muito mais gente que aqui falta e não perde uma, e se atira ao croquete com denodo, e ainda…..ainda…...etc; e, ainda, …..obvia e finalmente, ………….as senhoras de todos eles, e os senhores de todas elas. UFF!!
AC
A propósito do mar, divagações.
"O tempo dirá tudo à posteridade. É um falador. Fala mesmo quando nada se pergunta". (Eurípedes)
Vivemos numa sociedade em que, estou em crer, a maioria acredita no que vê na TV ou lê em jornais e revistas. Esquece a questão da cor da vida. Tal como no mar que, quando o olhamos, ora parece verde, azul, ou cinzento, há muito colorido nas coisas da vida, por sombria que esteja. A cor do mar também depende da profundidade, dos fundos, das algas. Na vida, a cor depende também da profundidade com que olhamos as coisas, e das "algas" que nos tolhem.
A doutrina do "politicamente correcto" sustenta a ideia de que é perfeitamente possível pegar num pedaço de bosta pelo lado limpo. Não é.Tal como não é possível que o mar seja sempre belo e manso. Que não agrave a erosão costeira, que não vire barcos "maltrapilhos". Há sempre quem não respeite o mar, quem não se prepare antes de se fazer ao largo. A falta de respeito traz sempre consequências trágicas, porque o mar aguarda sempre a conjugação de mais que uma imprudência para mostrar o seu poder. Também na sociedade, a falta de respeito pelas pessoas é o detonador de descontentamento colectivo. Há quem sempre ignore estas coisas básicas da vida. Depois surgem as tragédias. E os OCS retransmitem muitas vezes coisas erradas, não estudadas, não aprofundadas, deturpadas, e muitas vezes como favores a quem lhes paga. Total desrespeito pelo cidadão.
Como o mar, sempre presente, malfeitores e delinquentes de natureza vária continuam por aí. Há imensa gentinha que devia, de facto, ser julgada pelas consequências das suas negligências, irresponsabilidades, malfeitorias, inações, roubos, fraudes, amoralidade com que exerceram cargos públicos. Mas só possível se estivessemos num País a sério. Designadamente porque, a titularidade de cargos públicos deve pautar-se pela excepcionalidade do discurso, pela coerência das acções à luz de projectos anunciados e sufragados, e deve ter em conta a responsabilidade assumida para com os seus concidadãos os quais, têm quer o dever como o direito inalienáveis de exercer, desde o primeiro dia, escrutínio constante relativamente à legitimidade de exercício desses cargos. O que não acontece por cá. E a amoralidade verificada no desempenho de cargos públicos têm décadas, por muito que os OCS digam o contrário, e apesar de agora se assistir a sucessivos e grotescos episódios de branqueamento dos passados.
O mar recua e avança. Tal como o mar sempre lembra, convinha não esquecer aquela outra gentinha que devia ser igualmente responsabilizada pelos desmandos e patifarias que também anteriormente promoveram, e pela situação a que nos conduziram, pelo respectivo descalabro na sua legitimidade (??) de exercício. E dar-lhes até a oportunidade democrática para explicarem cristalinamente, como foi possível estarem agora tão financeiramente ricos, comparativamente com a sua situação pessoal à data dos anos 1970. Isto para os "meninos" actuais, e os de idades várias que estão para trás. Alguns dos que estão para trás, têm alguma razão em partes do que dizem hoje (creio), mas querem passar pelos pingos da chuva. E vão passar, pois a maioria dos meus concidadãos isso promove, e amnesicamente aplaude. Dessas criaturas, muitos têm a mania que são os donos de todos nós, que são os puros, os éticos, os honestos. Enriqueceram muito laicamente.
Mar, marés, rebentação das ondas, água salgada que esteve está e estará lá, sempre. Um vai e vem. A propósito, é aliás exercício curioso verificar o trajecto da esmagadora maioria dos figurões da política, dos negócios, dos escritórios, das lojas, das corporações, dos OCS, e os saltos que em décadas têm dado, mudando de poleiros, mas sempre dentro do sistema, incluindo cargos no estrangeiro. O vai e vem destas marés que nos ensopam. Como se adivinha para as Europeias. Lindo como sempre. AC
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Da série tempo perdido.
O MAR
O mar é tema recorrente. Nas últimas décadas tem tido "dias". O saudoso professor Ernani Lopes muito batalhou pel' "O cluster do mar". Falava da economia do mar. Os políticos nada lhe ligaram. À criação em 2003 da Comissão Estratégica dos Oceanos, os políticos nada ou pouco ligaram. Tema rapidamente na gaveta do grasnar polítiqueiro. Mais recentemente, luminárias grasnam - o mar, o mar!. Repare-se na lata de um dos maiores responsáveis pela política (???) nacional no "pós 25 de Abril” que, aparentemente e por exemplo, pouco ou nada se incomodou com a progressiva destruição de estaleiros navais, com o quase desaparecimentos da frota de pesca, etc.
Repescam as águas sob jurisdição nacional. Que esforços efectivos, na cena internacional para que, por exemplo, se consiga de facto alargar a plataforma continental? É processo de anos, certo, e sei que muita negociação tem que ser reservada. Mas também sei, os silêncios em Portugal muito servem para esconder a incompetência, o compadrio, a negligência.
Depois admiram-se das birras dos vizinhos, cheios de problemas em casa, e que por isso recorrem á velha prática do desviar as atenções para a cena internacional, apontando o dedo para nós. Aliás, parece que gostam de apontar o dedo para tudo o que é "rochedo".
No passado, de outro alto responsável pelo estado a que chegámos, até se ouviu - "Nação euro-atlântica, com vastíssima zona económica exclusiva a defender e um território descontinuado, separado pelo mar………………...salta à vista que Portugal precisa de dispor de um aparelho militar altamente profissionalizado,……………..valorizar a dimensão atlântica de Portugal, com o objectivo de favorecer uma posição autónoma do País no espaço europeu ocidental, constitui tema obrigatório para reflexão e acção políticas sobre o nosso futuro colectivo. Ocupar o mar, nos planos científico, geo-estratégico e económico, constitui certamente um dos vectores fundamentais do grande desafio da modernidade com que Portugal está hoje confrontado". Pelo labor conhecido dessa criatura, vê-se quanto se têm esforçado as luminárias para deixar o papaguear e passar à acção. Inconsequentes e irresponsáveis, como de costume.
Vem-me á cabeça a célebre frase sempre na boca dos polítiqueiros - "reformas do estado". Como se faz hoje, uma coisa que devia ter sido iniciada pelo menos em 1982, e que nenhum senador, palhaço, mandante, tiranete, ou delfim, deseja seriamente levar a efeito?
Nesta questão do cluster/ economia do mar, talvez fosse interessante aprofundar nas áreas portuárias, de uma vez por todas, a questão dos sindicatos, as questões patrimoniais, as actividades subsidiárias e as acessórias, que tipo de equilíbrio nessas matérias entre os portos nacionais, as servidões, as concessões de serviço público, as actividades das entidades diversas que actuam nas áreas portuárias (estiva, reparação naval, acostagem, agentes de navegação, reboque, água, pilotagem, recolha de produtos, etc.). Porque há muita coisa envolvida.
A competitividade dos nossos portos, as exportações, passam provavelmente também por apreciar questões como, as tarifas de uso dos portos, taxas de pilotagem, gestão de resíduos, problemas relativos a armazenagem, gestão e movimentação de contentores, tarifas dominiais, etc.
Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar? Qual a saúde da Estratégia Nacional para o Mar? Como estamos noutras áreas da economia do mar, por exemplo, com a pesca e tudo o que lhe está associado? E a degradação do ambiente marinho? Quem, politicamente, quer de facto equilibrar estas decisivas áreas? As questões relativas ao mar, o MAR, não devia ser um dos temas fora do combate partidário?
Passam os anos e palavras voaram, mas temo que pouco de concreto esteja solidamente feito, e equilibrado no conjunto nacional. Mas posso estar enganado.
Creio acertar se disser que passam os governos mas, quanto a autoridade………..continua arredia. Precisavam de ter interiorizado coisas "simples" como, acção legítima, poder e autoridade, capacidade, vontade, estratégia, serviço público, etc. Mas isso cansava muito, sobretudo depois das constantes almoçaradas e passeatas pelo País pagas por todos nós.
Em tudo, deveria estar presente o dever de serviço público, o bem comum, sem prejuízo do legítimo lucro inerente ás actividades, dentro de normativos prudentes. Presumo que seja possível conciliar isto tudo com a diminuição de custos, sem prejuízo dos serviços prestados.
A terminar, recordo um exemplo que conheço. Se uma determinada empresa estrangeira se instalou em Lisboa há bem poucos anos, e recentemente em Sines, não deve estar a perder dinheiro. E certamente que, actuando no mar, em ambiente as mais das vezes adverso, se preparou bem nos quadros logístico, ambiental, tecnológico, operacional, de pessoal.
Portanto, parece-me possível ajudar no plano estrutural e formal, para que a economia do mar se desenvolva. E, por favor, não me falem da epopeia dos descobrimentos, que tem lugar ímpar no nosso passado, mas que nada resolve hoje, nem me coloca nada na mesa, nem na CGA.
Repescam as águas sob jurisdição nacional. Que esforços efectivos, na cena internacional para que, por exemplo, se consiga de facto alargar a plataforma continental? É processo de anos, certo, e sei que muita negociação tem que ser reservada. Mas também sei, os silêncios em Portugal muito servem para esconder a incompetência, o compadrio, a negligência.
Depois admiram-se das birras dos vizinhos, cheios de problemas em casa, e que por isso recorrem á velha prática do desviar as atenções para a cena internacional, apontando o dedo para nós. Aliás, parece que gostam de apontar o dedo para tudo o que é "rochedo".
No passado, de outro alto responsável pelo estado a que chegámos, até se ouviu - "Nação euro-atlântica, com vastíssima zona económica exclusiva a defender e um território descontinuado, separado pelo mar………………...salta à vista que Portugal precisa de dispor de um aparelho militar altamente profissionalizado,……………..valorizar a dimensão atlântica de Portugal, com o objectivo de favorecer uma posição autónoma do País no espaço europeu ocidental, constitui tema obrigatório para reflexão e acção políticas sobre o nosso futuro colectivo. Ocupar o mar, nos planos científico, geo-estratégico e económico, constitui certamente um dos vectores fundamentais do grande desafio da modernidade com que Portugal está hoje confrontado". Pelo labor conhecido dessa criatura, vê-se quanto se têm esforçado as luminárias para deixar o papaguear e passar à acção. Inconsequentes e irresponsáveis, como de costume.
Vem-me á cabeça a célebre frase sempre na boca dos polítiqueiros - "reformas do estado". Como se faz hoje, uma coisa que devia ter sido iniciada pelo menos em 1982, e que nenhum senador, palhaço, mandante, tiranete, ou delfim, deseja seriamente levar a efeito?
Nesta questão do cluster/ economia do mar, talvez fosse interessante aprofundar nas áreas portuárias, de uma vez por todas, a questão dos sindicatos, as questões patrimoniais, as actividades subsidiárias e as acessórias, que tipo de equilíbrio nessas matérias entre os portos nacionais, as servidões, as concessões de serviço público, as actividades das entidades diversas que actuam nas áreas portuárias (estiva, reparação naval, acostagem, agentes de navegação, reboque, água, pilotagem, recolha de produtos, etc.). Porque há muita coisa envolvida.
A competitividade dos nossos portos, as exportações, passam provavelmente também por apreciar questões como, as tarifas de uso dos portos, taxas de pilotagem, gestão de resíduos, problemas relativos a armazenagem, gestão e movimentação de contentores, tarifas dominiais, etc.
Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar? Qual a saúde da Estratégia Nacional para o Mar? Como estamos noutras áreas da economia do mar, por exemplo, com a pesca e tudo o que lhe está associado? E a degradação do ambiente marinho? Quem, politicamente, quer de facto equilibrar estas decisivas áreas? As questões relativas ao mar, o MAR, não devia ser um dos temas fora do combate partidário?
Passam os anos e palavras voaram, mas temo que pouco de concreto esteja solidamente feito, e equilibrado no conjunto nacional. Mas posso estar enganado.
Creio acertar se disser que passam os governos mas, quanto a autoridade………..continua arredia. Precisavam de ter interiorizado coisas "simples" como, acção legítima, poder e autoridade, capacidade, vontade, estratégia, serviço público, etc. Mas isso cansava muito, sobretudo depois das constantes almoçaradas e passeatas pelo País pagas por todos nós.
Em tudo, deveria estar presente o dever de serviço público, o bem comum, sem prejuízo do legítimo lucro inerente ás actividades, dentro de normativos prudentes. Presumo que seja possível conciliar isto tudo com a diminuição de custos, sem prejuízo dos serviços prestados.
A terminar, recordo um exemplo que conheço. Se uma determinada empresa estrangeira se instalou em Lisboa há bem poucos anos, e recentemente em Sines, não deve estar a perder dinheiro. E certamente que, actuando no mar, em ambiente as mais das vezes adverso, se preparou bem nos quadros logístico, ambiental, tecnológico, operacional, de pessoal.
Portanto, parece-me possível ajudar no plano estrutural e formal, para que a economia do mar se desenvolva. E, por favor, não me falem da epopeia dos descobrimentos, que tem lugar ímpar no nosso passado, mas que nada resolve hoje, nem me coloca nada na mesa, nem na CGA.
AC
As pontes.
Todos sabem o que são. Servem para se poder passar por cima de rios, estuários, desfiladeiros etc.
Usa-se em política, como desejo de aproximação, para ultrapassar desavenças antigas, dentro de partidos, fora deles.
Hoje, ao olhar para muita "papelada" retratando coisas dos últimos 40 anos, e recordando muitas peripécias, pus-me a tentar contar quantas destas pontes virtuais foram construídas mas, sobretudo, quantas dessas não ruíram. Entretém que continuo.
AC
Todos sabem o que são. Servem para se poder passar por cima de rios, estuários, desfiladeiros etc.
Usa-se em política, como desejo de aproximação, para ultrapassar desavenças antigas, dentro de partidos, fora deles.
Hoje, ao olhar para muita "papelada" retratando coisas dos últimos 40 anos, e recordando muitas peripécias, pus-me a tentar contar quantas destas pontes virtuais foram construídas mas, sobretudo, quantas dessas não ruíram. Entretém que continuo.
AC
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