domingo, 4 de junho de 2017

AMIZADE
Circunstâncias da vida fizeram com que, de entre os meus 3 talvez quatro amigos civis, eu possa contar com o Luís. 
Atrevo-me a presumir que seja um dos raros que não o abandonou depois da vida pessoal, dele a da família, terem tido tão drástica e muito penosa evolução.
O Luís é um homem de cultura, no melhor sentido da palavra.
Muitas décadas atrás, estava-se já perto da chegada de Cavaco Silva a PM, tivemos algumas conversas no barco durante a travessia do Tejo. Lembro-me da azáfama dele, e lembro-me particularmente de um almoço para que ele me convidou, na zona de Belém.
Lembro-me de tanta coisa, da esperança que ele tinha na evolução das coisas em Portugal, para melhor. 
As décadas passaram, vieram os problemas graves de saúde que o afectaram, e que começaram com um grande susto no início dos anos 90 do século passado. E ficou marcado.
Há poucos dias, depois de falar com ele ao telefone (ele está desterrado, longe de onde resido e ele residia também), vi-o na TV a propósito de lamentáveis atentados ao património edificado.
Mesmo à Luís  - .....isto não é nosso, não é...... - retrata bem a qualidade do homem, do ser de cultura, do intelectual conhecedor sábio e ao mesmo tempo simples, do historiador de vistas alargadas, do homem decente e de coluna vertebral.
O Luís está muito envelhecido. 
Espero estar com ele dentro de muito poucos dias. 
Custa-me ver a saúde dele a esmorecer.
Que Deus o proteja.
AC

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