Foi divulgado agora, repito, agora há mais dizia de dias, a análise do Tribunal de Contas à privatização da ANA.
Repito o AGORA.
Porquê? Porque a Assembleia da República tinha pedido há mais de cinco anos repito CINCO, uma auditoria ao processo dessa privatização.
Ainda quanto a questões de tempo decorrido, se li bem a privatização ocorreu em 2012.
Portugal, as instituições no seu melhor!
No presente uma das consideração do dito tribunal é que o Estado perdeu dinheiro em todo o processo de privatização. Por outras palavras, não foi salvaguardado o interesse público.
No extenso relatório referem-se coisas inacreditáveis, administrativas, contratuais, ausência de procura de defesa de benefícios para o Estado. Não houve, convidar o tribunal, reforço da posição competitiva, do crescimento e da eficiência da ANA, em benefício do setor da aviação civil portuguesa, da economia nacional e dos utilizadores e utentes das estruturas aeroportuárias geridas pela ANA.
Além do mais há críticas fortes à Parpública.
Mas o mais chocante para mim é o seguinte que assim resumo:
- a privatização da ANA levantava imensas dúvidas ao governo constituído por António Costa em 2015. Legitimamente, queriam esclarecimentos sobre o processo.
- Três anos depois, em 2018, pedem ao Tribunal de Contas uma análise ao processo; 3 anos ?
- O Tribunal de Contas é solicitado então a trabalhar. Trabalho complexo, admito sem problemas, imaginando eu, ingénuo, que uma coisa destas pudesse estar concluída num ano ou. no máximo, dois. Mas não, levaram um pouco mais de cinco anos para apresentar resultados do seu insano labor.
Isto resumido, não será legítimo dizer que este rectângulo pode parecer um país mas certamente não é e por vários motivos?
Este caso é apenas um dos muitos exemplos do que é esta coisa à beira-mar plantada, onde as instituições funcionam com a regularidade habitual, sempre sob a mira atenta daquele que, pela Constituição, assegura o regular funcionamento das instituições..
AC
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