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domingo, 25 de janeiro de 2026

A E R O P O R T O  -  NAL
O tempo vai passando e nos gabinetes e nos encontros/almoços de negócios as coisas vão sendo alinhavadas. Como de costume, como sempre foi e assim continuará. Tudo legal, tudo normal, tudo democrático, tudo dentro dos conformes como diz o povão, nada de coisas más.

Em tempos li algures isto:

Governo vai controlar desenvolvimento urbanístico na área do novo aeroporto. Objectivo do executivo é “evitar a ocorrência de alterações ao uso do solo que possam comprometer ou tornar mais onerosa a instalação do novo aeroporto”.

Na altura em que sobre isto falei considerei esta posição publicamente anunciada como fortíssima candidata à melhor piada do ano de 2025.

Recordo isto agora e outras coisas pois apercebi-me hoje que, através de uma carta aberta, algumas associações de moradores e juntas de freguesia terão proposto à ANA-Aeroportos de Portugal com cópia para o governo, uma deslocação da implantação das pistas deste planeado aeroporto. 
Uma deslocação de cerca de cinco quilómetros para Oeste fazendo-o coincidir com a localização da actual pista militar existente no chamado campo de tiro de Alcochete.

Do que li, a proposta basear-se-á em determinados estudos encetados por equipas especializadas com ligações às ditas associações locais.
Aparentemente, a aceitação desta proposta levará a uma redução de cerca de 70% do número de residentes afectados pelo ruído aeronáutico, com ganhos directos na saúde pública. 
Outro argumento é o de levar a concentração da infra-estrutura para solo público já afecto a uso aeronáutico militar, com a inerente redução de necessidades de expropriação.

O construção do novo Aeroporto de Lisboa (NAL) na área do Campo de Tiro de Alcochete (que na realidade está quase todo fora do concelho de Alcochete) tem diversas vantagens e inconvenientes, como aconteceria com outra qualquer eventual localização. Claro que há por exemplo impactos ambientais relevantes, como haveria noutra qualquer localização.

Sabe-se, há vários que sabem, há vários que continuam a esconder isso, que uns milhões de anos lá para trás, do Tejo a toda a grande península de Setúbal, dizem até alguns grande parte do actual distrito de Setúbal, era provavelmente um lago (pelo menos uma região que, no Período Terciário, seria um delta, que ligaria o Tejo ao Sado).

Dizem alguns que "hoje", lá por baixo, em toda esta extensa região há bastante mais que um Alqueva, haverá uma reserva de água brutal.

Por outras palavras e pensando em terrenos, sabe-se perfeitamente que no famoso Campo de Tiro de Alcochete, a esmagadora maioria do terreno é arenoso.
Por outras palavras, a penetração no terreno é muito mais fácil do que em outros terrenos.

Há quem tenha explicado que, com base sobretudo num estudo profundo que terá sido realizado em 1992, a construção de pistas de aviação aptas para receber aterragens dos monstros voadores do presente que andam pelas 250 toneladas, é uma coisa muito complicada tecnicamente, e é quase certo que necessidade e uma manutenção especial neste tipo de terrenos muito difíceis será sempre uma constante e caríssima. 

O nível freático é extremamente baixo.
Toda aquela imensa região é, sobretudo, areia e arenitos.
Diz quem sabe que, olhando a profundidades,

1) Aos 14 mts há um caudal de água de 60 m3, ininterruptos!
2) Aos 100  " " " " " " " " 150 m3 !
3) Aos 150  " " " " " " " " 250 m3 !
4) A partir daí, o caudal de água é quase ilimitado !

Construir portanto uma pista num terreno arenoso, para aguentar as tais 250 toneladas, implicará aquilo que tecnicamente se designa por "caixa", e é quase certo que não poderá deixar de ter pelo menos uns 10 metros de profundidade, com um dispositivo para estabilizar a areia constituído por troncos de cone em betão em todo o comprimento e largura da pista, e com os espaços entre eles a terem que ser cheios com brita e "touvenant", e por cima as massas de pavimento !

Como é que se pára um caudal de água que começa a aparecer logo aos 10/ 11 metros de profundidade sendo relevante aos 14??

Apenas uma coisa única na vida não tem solução: todos morreremos um dia.

Tecnicamente, a questão superficialmente abordada tem solução?

Terá certamente mas, mesmo para um leigo como eu que apenas sabe uns pózinhos "bebidos" de quem sabe, é por demais evidente que a construção de pistas naquela zona capazes de suportar operações contínuas dos actuais monstros do ar, será CARÍSSIMA, e que a sua manutenção CONSTANTE CARÍSSIMA SERÁ.

No presente praticamente tudo se resolve tecnicamente, a tecnologia e a engenharia isso permite. Tudo tem os seus custos e isto acima referido não será um drama existencial.

Mas o que acho notável nisto é que nenhum jornalista, nenhum político, nenhum engenheiro, nenhum analista, nenhum comentador, fale destas questões.
É que não se trata de algo poder custar mais 5 000 ou menos 5 000 Euros. É tão só um dado importante na questão geral NAL.

Que a ANA esteja calada que nem uma mula eu percebo, pois queria a extensão / complemento Montijo e, se esta hipótese estiver mesmo definitivamente excluída, como parece estar, quererá "abichar" o "seu" no NAL.

Agora, tudo calado, nem um pio? Fala-se em certas questões e não em outras? Eu acho esquisito, muito esquisito!

Para já juntas de freguesia e associações de moradores estão legitimamente preocupados com as questões de saúde dos residentes na área adjacente ao projectado NAL. 
Podem ficar descansados que o governo, este e os seguintes, garantirão o melhor para os cidadãos. Eles GARANTEM sempre.

Lembrem-se, desde Belém a S.Bento, desde ministérios a entidades outras, desde responsáveis diversos a . . . etc., em Portugal todos GARANTEM! 
Estejam portanto muito descansados!

António Cabral (AC)

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

TRIBUNAL de CONTAS.  INSTITUIÇÕES
Foi divulgado agora, repito, agora há mais dizia de dias, a análise do Tribunal de Contas à privatização da ANA.
Repito o AGORA.
Porquê? Porque a Assembleia da República tinha pedido há mais de cinco anos repito CINCO, uma auditoria ao processo dessa privatização. 
Ainda quanto a questões de tempo decorrido, se li bem a privatização ocorreu em 2012.
Portugal, as instituições no seu melhor!

No presente uma das consideração do dito tribunal é que o Estado  perdeu dinheiro em todo o processo de privatização. Por outras palavras, não foi salvaguardado o interesse público.

No extenso relatório referem-se coisas inacreditáveis, administrativas, contratuais, ausência de procura de defesa de benefícios para o Estado. Não houve, convidar o tribunal, reforço da posição competitiva, do crescimento e da eficiência da ANA, em benefício do setor da aviação civil portuguesa, da economia nacional e dos utilizadores e utentes das estruturas aeroportuárias geridas pela ANA.

Além do mais há críticas fortes à Parpública. 

Mas o mais chocante para mim é o seguinte que assim resumo:
- a privatização da ANA levantava imensas dúvidas ao governo constituído por António Costa em 2015. Legitimamente, queriam esclarecimentos sobre o processo.
- Três anos depois, em 2018, pedem ao Tribunal de Contas uma análise ao processo; 3 anos ?
- O Tribunal de Contas é solicitado então a trabalhar. Trabalho complexo, admito sem problemas, imaginando eu, ingénuo, que uma coisa destas pudesse estar concluída num ano ou. no máximo, dois. Mas não, levaram um pouco mais de cinco anos para apresentar resultados do seu insano labor.

Isto resumido, não será legítimo dizer que este rectângulo pode parecer um país mas certamente não é e por vários motivos?

Este caso é apenas um dos muitos exemplos do que é esta coisa à beira-mar plantada, onde as instituições funcionam com a regularidade habitual, sempre sob a mira atenta daquele que, pela Constituição, assegura o regular funcionamento das instituições.. 
AC 

quinta-feira, 30 de junho de 2022

TELENOVELA   BUFA 

AEROPORTO LISBOA

- Início de operação, 1942.

- 25 de Abril 1974, nova ERA.

- Depois, nada se fez, pouco se pensou, até que ele chegou.

- ELE, quem? José Sócrates, o grande líder e reformista!

- Passou um tempinho…OTA.

- Pais da Pátria, seus testas de ferro, várias luminárias da Tugolândia de partidos e organizações várias desataram a comprar terrenos nas cercanias onde seria o novo aeroporto.

- Ai, chiça, agora falam em Rio Frio, toca de ir a correr, terrenos e casas se as houver, até Palmela.

- Bolas, afinal, pensam em Alcochete, toca de ir a correr, terrenos, casas, pode ser Coruche, Benavente, Alcochete, Montijo, Pegões, sei lá, comprem.

- Troika em cima de nós e toca de fazer negócio com a ANA.

- Ai, agora querem Portela com a Base Aérea nº 6 no Montijo, bolas, tanto terreno já comprado para nada.

- Especulação imobiliária a crescer, sobretudo no Montijo e em Alcochete.

- Seixal, Moita, Barreiro, tudo a protestar, e com base em lei, vetam coisas.

- Nisto, adormecidos que sempre andam, parvamente embevecidos e PIMBA, dão-lhe maioria absoluta, ao Costa.

- O Pedrinho Nuno Santos sempre mantido com um ministério, com trela curta, sempre com a sua pesporrência e as suas atoardas, vigoroso, reformista. 

- Eis que Costa está, MAIS UMA VEZ lá fora, a tentar arranjar emprego e a pedir que não o dêem a Suarez.

- Pedrinho faz das suas, anuncia que segue Portela e Montijo e seguir-se-á Alcochete. Dado a entender que a lei que possibilita vetos das autarquias irá ser alterada a curto prazo, que a avaliação estratégica ambiental é para ser feita pelo ISTécnico cancelando-se o concurso que estava por aí, nada de paleios com outros partidos, e as associações ambientalistas podem ficar a protestar.

- Delicadamente, muito delicadamente, o residente em Belém sugeriu estar muito triste.

- Finalmente, sabe-se hoje, que Costa mesmo lá fora mandou cancelar o despacho do ministério do Pedrinho, mandou dizer que quer conversar muito amigavelmente com o residente em Belém e com o líder (??) do maior partido da oposição.

- Assim, vão saltar durante o dia de hoje e seguintes, todos os tudólogos, todas as comentadeiras, as linhas directas de Belém para certos OCS vão verter indicações, e haverá pratos diferentes para satisfazer todos os gostos. Como sempre, a doutrina divergirá.

Por mim, se o supra vertido corresponder mais ou menos a boa parte da realidade creio que:

1º - Ou a coisa foi feita com prévio acordo de Costa ou nas suas costas.

2º - Se foi com o seu acordo que acho o mais provável, a ânsia de procurar emprego na UE é tanta que apesar de o terem na conta de muito hábil (para mim é um intrujão político sem vergonha na cara), esqueceu várias coisas e uma delas, que o residente em Belém embora não tendo poderes executivos tem algum poder final no processo legislativo.

3º - Portanto, do seu gabinete alertaram-no para a bronca e ele lá mandou desfazer o novelo do Pedrinho. Consequências no governo e no PS? E as relações com Marcelo?

4º - Se o novelo do Pedrinho foi tecido nas costas de Costa, aí a coisa pode ficar com contornos imediatos curiosos e as consequências podem ser ……..o quê?

Demite o Pedrinho?

Demitir o Pedrinho convém a Costa?

Aguardemos.

AC

segunda-feira, 28 de março de 2016

ESTÁS TRAMADO, A MUITO CURTO PRAZO
O presidente da ANA fez recentemente declarações curiosas.
Reproduzo em baixo o que retirei de um jornal, via, NET:
""A ANA defende que o aeroporto complementar no Montijo - conhecido como Portela+1 - é a melhor solução para Lisboa e Portugal. A convicção da empresa foi expressa esta sexta-feira, 18 de Março, pelo presidente do seu conselho de administração.
"De acordo com a convicção da ANA, é a melhor solução para a região de Lisboa e para o país", disse Jorge Ponce de Leão, referindo-se à base aérea do Montijo. "A ANA interpreta o interesse do país e o interesse da região de Lisboa como sendo o aeroporto complementar a solução mais adequada", afirmou.
"Se eu tivesse de tomar a decisão, seria com certeza essa", acrescentou, referindo-se ao Montijo como a solução para as companhias de baixo custo para operar em paralelo com o aeroporto de Lisboa""
.
Eu não tenho a certeza, naturalmente, mas lembrando-me do vozear acerca da dança e contradança de compra e venda de terrenos, desde o início do 1º governo Sócrates nas zonas da OTA e, depois, na margem Sul quando a agulha virou para o chamado aeroporto de Alcochete (embora quase tudo fora do Concelho de Alcochete), palpita-me que esta solução, naturalmente óbvia num País com dificuldades, irrita muitos senhores ou rapaziada ou figurões, como lhe quiserem chamar. E, diz-se por aí, mas naturalmente são só bocas ordinárias, incluindo alguns senadores!!! 
Aguardemos para ver quanto tempo vai permanecer à frente da ANA.
AC