quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

EXPLICAÇÕES ?

Por razões também profissionais, certos temas sempre me interessaram e sobre eles fui procurando reduzir a minha enorme ignorância, particularmente a partir de 1991: estratégia, geopolítica, relações internacionais, operações psicológicas, serviços secretos, história.

No quotidiano nacional, vejo que teimam em distrair os cidadãos com a extraordinária vitória da equipa nacional de futebol de cinco sagrando-se de novo e com enorme mérito campeã Europeia. Pela gordas dos últimos dias que vasculho na NET, teimam em distrair-nos com, a diferença de pontos entre equipas de futebol, prendas de aniversários dos famosos das revistas rosa, bacoradas de certo actor político (??), o professor Marcelo a dizer que se guarda para o discurso de posse do governo, a suposta angústia do sr Fernandes não saber se volta a ser ministro, a seca, as idas de figurões à Ucrânia e a Moscovo, a OMICRON, os mortos ditos por COVID em que se calhar a maioria faleceu de outra doença tendo também testado positivo ao bicho, arengas diárias sobre as vice-presidências da AR, etc.

Nas relações internacionais está todos os dias nos OCS nacionais e internacionais a tensão na fronteira a Ucrânia com a Rússia. Vai haver invasão, está iminente a invasão, já não vai ser tão cedo depois da visita de Macron. Ah, e certamente também 
porque foi a Kiev um distinto deputado nacional!

Se recuarmos séculos e séculos na história universal, e espero ter visto bem, uma Rússia…... Kiev!?!

O que a história ao longo dos séculos regista tem muito que se lhe diga. Ao longo da história encontram-se precedentes, encontram-se por vezes explicações convenientes para uns, nada para outros. Há história e história e até "estórias".

Sim, sabe-se que antes da II Grande Guerra era "assim", durante ela foi "assado", depois dela "cozido", e de 1989 o assado e o cozido esfriaram. Dias, semanas e meses, e uns pouquinhos anitos depois, e as coisas alteraram-se. Alteraram-se e não bem como uns quantos vaticinavam. Esqueceram antecedentes, sim, mas há mais que antecedentes.

Uns resumem a coisa a Rússia versus NATO. Outros não.

Para mim, ignorante destas coisas mas muito interessado, do que leio há anos, continuo convencido do seguinte:
> a questão Eslava é um factor preponderante,
> a esmagadora maioria dos jornalistas tagarela mas pouco ou nada vai ao fundo das questões, 
> como outros, para mim, esta tensão tal como se passa em todos os outros locais (Corno de África, Médio e Externo Oriente, América do Sul, América central, Pacífico, Índico, Ártico, Antártico, etc.) tudo se resume aos interesses dos países, particularmente de alguns, bem conhecidos; veja-se o caso do Turco Erdogan que, se bem percebo, tem vendido material  de guerra e não só à conta da dita tensão,
> e mais uma vez está aqui presente o anão que é a Europa a colocar-se em bicos de pés………mas continua "descalço".

Do que li e espero ter compreendido bem, 
> Na Ucrânia as coisas não correram mal entre 2000 e 2008,
> a Ucrânia será apetitosa porque,
>>> agricultura é muito relevante, solo fértil,
>>> tem ainda depósitos minerais diversos relevantes,
>>> tem ainda alguma reserva de petróleo e gás, 
>>> maquinaria, produtos industriais relevantes, 

> mas a partir de 2014 tudo se complicou, 
> ficaram no papel os protocolos Minsk I e Minsk II; praticamente nada cumprido, resultados à vista,
>  Donetsk e Luansk, regiões em permanente convulsão há 8 anos pelo menos, havendo militares, mercenários, paramilitares, armamento, pancadaria e instabilidade contínuas. A questão Eslava, e muito mais.

Em Junho de 2021, Biden e Putin comprometeram-se em prosseguir esforços diplomáticos. Resultados à vista.

Que dívidas tem a Ucrânia para com a Rússia?
Que alterações Constitucionais a Ucrânia tenciona (Minsk ??) fazer para satisfazer Putin?
Que ganha realmente Putin em fechar a torneira do gás à Europa e particularmente à Alemanha?
Que papel da Turquia quanto aos diferentes gasodutos?
Que controlo sobre preços da energia está Biden a forçar? E a conseguir?
Que papel militar, Europa? 

É uma equação muito complexa. A única certeza que tenho é que Putin, para lá de outros importantes interesses que quer preservar, não aceita mísseis e tropa à porta. Compreensível. 

Kennedy não aceitou os mísseis em Cuba e preparou-se para a guerra. Ganhou. E agora? Aguardemos.
AC

Ps: alguns mapas, simples, que podem ajudar a tentar perceber este assunto.


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