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segunda-feira, 9 de março de 2026

DIPLOMACIA

A diplomacia emerge como o meio mais normal e basicamente pacífico para executar acções de política externa. Uma verdadeira arte da negociação para conduzir as relações entre Estados.

Costumava ser assim.

Ainda será?

AC 

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

REINO  UNIDO,  ALIANÇAS,  AMIGOS de PENICHE

No início, Inglaterra e Portugal forjaram um tratado.
Fundamentalmente mais no interesse de Inglaterra, creio, face a "questiúnculas" com Castela. Foi assinado, creio, a 10 Julho de 1372, numa localidade do Norte, Tagilde.
Daí para cá temos, que eu saiba, além de 1372 temos 1373 quando o tratado foi ratificado. 
Temos o casamento de D. João I com Filipa de Lencastre que cimentou a aliança.
Em 1386 o tratado de Windsor. 
Em 1642 novo tratado, liberdade comercial total para os ingleses. 
Em 1661 assinado novo tratado de Paz e Aliança.
Provavelmente insuficientes os tratados anteriores, sai em 1703 o muito benéfico para Portugal o tratado de Methuen, com alargada liberdade comercial e tarifária, com abertura ao Brasil, etc.
Mais tarde e sempre na senda de genuína amizade, surgiram uns "problemazitos "em África, nada relevante, mesmo incluindo a célebre "questiúncula" sobre o "mapa cor de rosa" e o ultimato!
Século XX entrado, a questão da I GG onde começámos por apresar a pedido Britânico todos os navios alemães nos nossos portos.
Mais tarde, as facilidades concedidas por Portugal nos Açores e mais tarde ainda a grande ajuda Britânica no nosso relacionamento com a Índia de Nehru!
Mais perto do final do século XX tivemos outra vez os Açores abertos aos Britânicos durante a guerra deles com a Argentina.
Recentemente, Costa e Boris rabiscaram mais qualquer coisa!
E assim vai a mais antiga aliança do mundo. (*)
António Cabral
(*) não sei se Marcelo explicou tudo isto a Carlos III

quarta-feira, 22 de junho de 2022

CLARINHO  COMO  ÁGUA
…… "To sum up: The strategy of any nation in the state system is - or should be - to oppose any state that seeks predominance since this  would constitute a threat to its security and national independence"….

Por brutal que possa ser, é a realidade prosseguida. 
Naturalmente, a todos os que se movem apenas por modas, comoções, emoções e moralismos isto, eventualmente, choca. 
Mas passa-se no planeta Terra, não em Marte ou Plutão. 
Integra doutrina, política externa, neste caso dos EUA.
Mas, Rússia, China, Brasil, Índia, Turquia, Israel, por exemplo, aplicam o mesmo. TODOS. De país para país, as diferenças assentam no poder militar.
AC

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

CONFERÊNCIA  de  BERLIM

Há um "desconchavo" no Afeganistão. Há um outro na Síria. Lá pelos Iémen a coisa não anda bem. Eritreia e vizinhanças.......Iraque e Irão, o que se conhece. Ex-Sudão. Líbano.........Bem..........E que dizer do Qatar que agora é charneira, antes albergou Talibãs e se calhar não só? E que dizer da Arábia Saudita, e de outros, que financiam "estes e aqueles"?

A propósito de tudo isto estive a recordar alguns aspectos da Conferência de Berlim. Este evento internacional iniciou-se a 15 de Fevereiro de 1884 e terminou com a assinatura da Convenção de Berlim em 28 de Fevereiro de 1885. Portugal esteve representado por Luciano Cordeiro, Serpa Pimentel e o Marquês de Penafiel. Ficou com Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

Dos princípios da Conferência de Berlim surgiu a rápida partilha de África. A Inglaterra, a França, a Alemanha, a Itália, foram os países que abocanharam as grandes partes de leão. A Espanha, em sociedade com a França estabeleceu o protectorado de Marrocos.

Alemanha - Sudoeste Africano, Togo, Camarões, África Oriental Alemã.

França - Tunísia, África Equatorial, Sudão, Dahomé, Madagáscar.

Inglaterra - protectorado no Egipto, Sudão Oriental, abarca grande parte da África Oriental, estende-se até ao cabo da Boa Esperança.

Itália - Etiópia, Eritreia.

E, de realçar, trataram de definir fronteiras, grande parte das quais a régua e esquadro. Com excelentes resultados.

Isto veio a ter consequências? É ver a história, é ver o que se seguiu.

AC

terça-feira, 16 de julho de 2019

UMA ALHADA  ???
É conhecido, de há décadas, que anda e muitas vezes desanda. 
Um quadro humorístico de anos atrás, de Ricardo Araújo Pereira, retratava bem esta característica do actual inquilino do palácio de Belém.
Vem isto a propósito de ver aparecerem rumores sobre uma possível vinda do inacreditável Trump a Portugal, em visita oficial.
Pelos vistos, Marcelo já recordou que o convidou em Novembro passado.
Presumo que Augusto Santos Silva e António Costa foram disso logo informados, verbalmente, pelo PR.
Agora, nas chancelarias e na casa civil da Presidência, que troca de correspondência formal existe sobre o assunto, desde logo a seguir a Novembro passado?
Se a coisa está a ser preparada, mexe com quase tudo no País, desde as Excelências todas, aos militares, às forças de segurança, aos serviços de informações, a Lisboa, etc.
Depois e "a anterirori", como se enquadra esta visita na política externa?
Naturalmente existe, as Lajes, o apoio de anos, a NATO, os interesses variados (Trump tem interesse em vir cá, ou é uma cena à Marcelo?) mas temos também de ver as coisas no quadro actual da UE. Que ganhamos com esta visita?
Temos uma alhada em cima da mesa?
AC

terça-feira, 25 de setembro de 2018

POLÍTICA EXTERNA. RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Como cidadão, regozijo-me por, aparentemente, as relações com Angola estarem a melhorar.
Quero acreditar que houve importante trabalho por baixo da mesa por parte da Presidência da República e do Governo.
À parte a questão do traje à chegada a Luanda, uma palhaçada inaceitável, surgiram uns quantos a tratar apenas do tema do traje piroso do PM e outros, quais mastins, na defesa apenas porque sim  e gritando LOAS pela notável visita a Luanda.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Piroseira à parte, só imbecis desprezarão a visita em causa, e o seu significado real. O trabalho de António Costa e outros não deve ser desprezado.
A anunciada visita a Lisboa, em Novembro, por parte do presidente Angolano, creio que ajudará a perceber melhor como estão de facto as coisas.
Agora, mais uma vez e infelizmente, exagera-se e de que maneira.
Por exemplo:
> 11 acordos bilaterais - sim, assinados, é positivo, mas as coisas não se alteram no terreno por toque de varinha mágica; vai decorrer muito tempo, até que as dificuldades para as empresas Portuguesas comecem a diminuir; quase todas a quem Angola deve imenso,
> regularização de dívidas Angolanas a empresas Portuguesas - é um caso concreto, e não será por varinha mágica que Angola de repente acumule divisas estrangeiras, o que foi um factor decisivo para os constrangimentos que subsistem, para os não pagamentos, para a impossibilidade de efectuar transferências; 
> fim da dupla tributação nas transações comerciais - óptimo sinal de mudança, mas vai demorar um pouco a completar a legislação, a burocracia, dos dois lados,
> aumento de voos Luanda - Lisboa - aguardemos, para observar a realidade TAP e da companhia Angolana.
Em síntese, passo decisivo, mas calma, aguardemos.
AC

terça-feira, 14 de novembro de 2017

A PROPÓSITO de INTERESSES, que SEMPRE HOUVE e SEMPRE  EXISTIRÃO no MUNDO
" Porque os interesses dos Estados, nas suas relações uns com os outros, nem sempre se harmonizam facilmente e com frequência divergem até ao ponto de colisão violenta, as forças armadas são, nessas circunstâncias, um último recurso a utilizar pelos detentores do poder político, se outras acções não tiverem produzido os efeitos desejados" (do livro branco da defesa nacional, MDN, 1986).
Realidade? Idílico? 
E se pensassem de uma vez por todas que já vai muito tarde definir que FA deve este pequeno País ter, antes de andarem em bicos de pés sem saberem o que deve ser decidido quanto a cooperações lá fora?
Que ridículas criaturas a darem-se ares de estadistas!
Neles e em outros como eles se deve malhar!
AC


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Política externa,......a propósito do Irão
A política externa é uma das coisas que sempre me fascinou observar. Cá e lá fora.
Não sei se é por ser uma coisa a não deixar só a cargo dos diplomatas que a nossa vem sendo o que é. Ou será ao contrário, dirão alguns outros, é demasiado importante para ser deixada apenas nas mãos dos sucessivos governos e governantes.
O meu ponto não é este, mas apenas que ao longo da história, alguns países sempre trataram dos seus interesses, enquanto outros, ao longo dos séculos, não cuidaram internamente de arranjar forças (ânimo, indústria, comércio aguerrido, tecnologia, etc) para não passarem os séculos a baixar a cabeça ou mesmo por-se a jeito, muito ajoelhados, de rabo alçado.
Isto a propósito do acordo que terá sido alcançado com o Irão. Claro que há por aí os do costume, desde jornalistas a comentadores, a senhores jubilados que se gostam de levar ás costas deles próprios, que felicitam Obama, batem palmas, etc.
Eu, que não percebo nada destas coisas, sempre ouvi falar em acordos, e tratados, sendo que entre eles existem diferenças abissais. É que com um acordo mais facilmente se limpa o ..........!
Mas, como é evidente, sou tolo, e não vejo que os rapazes lá no Irão vão comportar-se lindamente, até porque querem e precisam de exportar petróleo, e vão enriquecer, mas nunca o urânio maroto.
E sucessivos governos naquele país, cumprirão o acordo à risca!!! (só ninguém definiu onde está a risca, a linha). Já não vão construir a bomba!!!
Além de que, convém recordar, os iranianos não têm nada a ver com os vários pólos de balbúrdia por esse mundo fora!!
Gosto de ouvir e ler que - foi uma grande vitória da diplomacia.
Onde é que já ouvi isto?
AC