sexta-feira, 25 de junho de 2021

25  JUNHO  2021

Dia Internacional do Marinheiro (homem do mar)

> 1766 - Portugal, publicada lei limitadora do direito de testar, assim  protegendo herdeiros legítimos

> 1876 - EUA, general Custer morto em combate contra os índios

> 1948 - Faleceu Bento de Jesus Caraça

> 1951 - EUA, início da TV a cores

> 1958 - Rádio Renascença transmite "A Invasão dos Marcianos" repetindo a graça de Orson Welles

> 1975 - Samora Machel declara a independência de Moçambique

> 1991 - Croácia e Eslovénia declaram a independência da então Jugoslávia

> 1997 - Faleceu Jacques Cousteau

AC

quinta-feira, 24 de junho de 2021

LÁ  AO  FUNDO

Esta fotografia de Alfredo Cunha, salvo erro, é uma das que mais gosto daquele belo dia. Lá ao fundo vê-se a fragata que, formalmente, era comandada pelo pai do padreca.

AC

CULTURA.  MUSEUS.
Museus, peças fundamentais no âmbito da cultura. E da história. Uma face do país.
Com regular assiduidade vou a museus, por todo o país. Com a porca pandemia há 16 meses que a minha vida neste aspecto também ficou muito alterada. Ainda assim, no final de Maio passado, o último que visitei foi em Condeixa, o pequeno mas muito interessante PO.RO.S. 
E quis também voltar a visitar, em Coimbra, Sta Clara - a - Velha; não se podia.
Nos últimos tempos várias notícias são preocupantes, desde o caso do novo Museu dos Coches com salas fechadas por razões diversas nada abonatórias, a outras denúncias relativas a outros museus sobre faltas de recursos humanos e, obviamente, financeiros também. Sem estes não se consegue contratar ninguém. Sem recursos financeiros não se pode acorrer a obras. E prioridades? 
Talvez durante um "drink" de fim de tarde pudessem olhar mais demoradamente para estes aspectos.
AC

ESTAVA................ ÓPTIMO

AC

Ah……..PRAIA

AC

24  JUNHO  2021

Dia de S. João

Feriado municipal em, Alcochete, Alcácer do Sal, Almada, Almodovar, Arronches, Braga, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Guimarães, Lousã, Mértola, Moura, Movimenta da Beira, Ponte da Barca, Porto, S.João da Pesqueira

> 1128 - A mãe apanha do filho isto é, Batalha de S. Mamede

> 1622 - Novo ataque Holandês a Macau

> 1911 - Nasce Juan Manuel Fangio

> 1916 - I GG, exército Britânico contra ataca a frente Alemã, batalha do Somme

> 1948 - URSS inicia o bloqueio a Berlim

> 1950 - Início da guerra da Coreia

> 1991 - Porto, inauguração da ponte de S.João

AC


quarta-feira, 23 de junho de 2021

NO INTERVALO DO PORTUGAL - FRANÇA
Para passar o tempo dos 15 minutos e, confesso, eu que não sou muito dado a futebol mas vejo quase sempre a selecção, estando muito irritado porque mais uma vez um parvo de um defesa nosso fez falta dentro da área, peguei no telemóvel e ao mesmo tempo que bebia uns goles do vaso-dilatador fiz um "zaping" pelas gordas, coisa que hoje ainda não tinha tido tempo para cumprir esta rotina.

Sabido por quem me segue que tenho em má conta os nossos jornalistas e os OCS em geral, dei com notícia de rapto de criança de 13 anos e disparos e etc. Vi logo que se tratava de algo com a etnia cigana. Li a notícia até ao fim, e a palavra cigano nunca apareceu!

Não é admissível discriminar os ciganos. 
Como não é admissível discriminar os chineses das várias lojas que pululam por cá. 
Mas que raio, porque se há-de continuar a tolerar isto? E isto é, por exemplo, esta história dos casamentos à margem da lei nacional, ou continuar a fingir que não há qualquer coisa estranha com os chineses isto é, quando morrem há funeral? Porque ninguém questiona o que se passa? Evaporam-se? 

As designadas minorias têm costumes de séculos. Certo. Mas as leis do país onde vivem? Não há ilegalidade nenhuma? 

Porque é que os jornais e as TV omitem a palavra cigano, omitem esta coisa dos casamentos com menores? 
Ou importante é só as cores do arco-íris?

Bom e lá empatámos à conta de santo Ronaldo.
AC

INTERVALO 

PORTUGAL 1 - FRANÇA - 1

Ao intervalo podíamos estar a ganhar? Podíamos mas, como tem acontecido muitas vezes, os nossos defesas gostam de provocar faltas dentro da grande área. Aguardemos.

AC

E  É  ISTO !

Como será hoje?

AC

A "CITY" em 1956

AC

LIDO  POR  AÍ
(sublinhados da minha responsabilidade)
(Público, 19JUN2021, São José Almeida)
"Mas não deixa de ser estranho que o assunto seja enterrado, sob o argumento presidencial de que queria “todos focados” no jogo da selecção de futebol contra a Hungria, com que Portugal se iniciou no Euro 2020, na terça-feira.

O Presidente a armar, como fez domingo, ao visitar a Feira da Agricultura em Santarém, sobre o estado de emergência: “Já não voltamos para trás. Não é o problema de saber se pode ser, deve ser ou não. Não vai haver. Não vai haver. Comigo, não vai haver. Naquilo que depender do Presidente da República, não se volta atrás.”

Mas há uma dimensão nas declarações do Presidente, no domingo, que causa perplexidade e que impõe uma pergunta: terá Marcelo Rebelo de Sousa adquirido um alvará de irresponsabilidade?

Recordemos as palavras do Presidente: questionado ainda sobre a necessidade de novos confinamentos e perante os argumentos dos especialistas, respondeu: “É bom que os especialistas digam o que têm a dizer. Agora o país não é governado pelos especialistas, o país é governado por quem foi eleito para governar.” E, sem freio nas palavras, armou: “Os especialistas têm o seu dever e eu respeito, que é chamar a atenção para o juízo que as pessoas devem ter. O não voltar atrás exige das pessoas viverem à medida disso. Querem que não volte atrás, têm de ter bom senso no respeito das regras sanitárias. É função dos especialistas dizerem: ‘Não se esqueçam, não se esqueçam, não se esqueçam.’ E, de alguma maneira, pregar um certo susto.”

É verdade que os especialistas em Saúde Pública não são políticos e que quem governa em democracia são os eleitos. Mas os especialistas são cientistas e o seu conselho é necessário. Por isso se realizaram as reuniões do Infarmed. Não existem para meter medo, como se fossem bruxos.

Quanto aos cientistas não existirem para meter medo……
A jornalista devia saber, também, que ele tem esse e outros alvarás. 
E quanto ao juízo, bem……é melhor eu ficar por aqui.
AC

23  JUNHO  2021

> 1732 - Início da construção da Torre dos Clérigos

> 1828 - D. Miguel aclamado rei de Portugal

> 1868 - EUA, patenteada a primeira máquina de escrever

> 1921 - Diário de Notícias promove o primeiro concurso de beleza

> 1940 - Lisboa, Praça do Império, inauguração da exposição Mundo Português

> 1960 - Martin Luther King discute direitos civis com John Kennedy

> 1971 - Almada, Lisnave, inaugurada a doca seca Alfredo da Silva

AC

LIDO  POR  AÍ

Uma espécie de democracia
(Nuno Gonçalo Poças, 22 jun 2021)
"Imagine o leitor um país. Nesse país, os juízes do Tribunal Constitucional são nomeados pelos partidos, podendo sair directamente desse Tribunal para o Governo. O ministro da Justiça toma posse, enquanto ministro, como juiz do Supremo Tribunal de Justiça, e na qualidade de ministro toma decisões sobre, por exemplo, os salários dos juízes do Supremo Tribunal de Justiça.

Nesse país, um adjunto do ministro da Justiça pode sair do gabinete do Governo para ir directamente para o seu lugar de procurador e investigar, por exemplo, membros do Governo a que pertenceu por suspeitas de prática de crimes económicos. Outro adjunto pode também ser procurador e juiz e até ter sido condenado por pressionar outros procuradores para forçar o arquivamento de um processo judicial que investigava um primeiro-ministro, que veio a ser acusado de “mercadejar” a sua função, por causa de um projecto imobiliário. Um outro procurador, que trabalhou com este adjunto numa instituição internacional, foi nomeado, depois de uns “lapsos” no currículo, para uma outra entidade internacional pelo ministro da Justiça, que confirmou uma decisão de um Conselho Superior, onde já se tinha sentado o seu Secretário de Estado, depois de aquela entidade internacional ter decidido que havia outro candidato ao lugar que reunia melhores condições para ocupar o cargo. Este procurador nomeado era irmão de um antigo presidente de um instituto público que aprovou o tal projecto imobiliário que acabou investigado por suspeitas de corrupção do tal Primeiro-ministro acusado de “mercadejar” a sua função. E era ainda irmão de um outro procurador que era considerado influenciável pelo actual Primeiro-ministro para evitar a prisão de um membro do partido a que pertence este Primeiro-ministro.

A procuradora escolhida pela entidade internacional e preterida no seu país estava, por sua vez, a investigar um processo judicial em que eram arguidos um antigo secretário de Estado, um antigo presidente da Protecção Civil e um antigo adjunto de um secretário de Estado, que antes de ser membro de um gabinete governamental era padeiro e dirigente do partido na sua terra. Nesse país, este secretário de Estado que chefiava o ex-padeiro torna-se Ministro, tutelando um organismo que viu, sob a sua alçada, ser assassinado um cidadão estrangeiro. Para resolver este problema, foi demitido o director desse organismo, nomeado pelo partido incumbente, e para o seu lugar foi nomeado novo director, antigo membro do gabinete de quem o nomeou e também dirigente do partido incumbente.

Este secretário de Estado, feito ministro, era, por sua vez, casado com uma outra ministra, que depois foi nomeada pelos colegas do Governo a que pertenceu para dirigir uma nova entidade, criada para regular, de forma independente, um sector de actividade.

Nesse país, o tal procurador que passou a adjunto do ministro da Justiça pode ser casado com uma antiga assessora de um membro de um antigo Governo do mesmo partido, depois feita presidente de uma fundação pública e condecorada por um Presidente da República da mesma cor partidária. Essa mulher do adjunto do ministro da Justiça pode, enquanto presidente da fundação pública a que passou a presidir por indicação partidária, adjudicar serviços ao cônjuge do ministro da Justiça para o qual o seu marido, por sua vez, trabalha. O cônjuge do ministro pode também ser nomeado para exercer funções públicas pelo cônjuge do outro ministro, que também foi ministro e agora foi nomeado pelos seus antigos colegas de Governo para liderar uma entidade reguladora independente.

Nesse país, um Ministro das Finanças pode abandonar o Governo e passar directamente para o lugar de governador do banco central, fiscalizando a actividade exercida pelo anterior Ministro das Finanças, que por acaso é ele próprio, de forma independente. Nesse país, o Procurador-Geral da República e o Presidente do Tribunal de Contas são afastados apesar de todos reconhecerem o seu trabalho – porque, sendo o trabalho muito bom, talvez não fosse oportuno que ele continuasse a ser feito.

Nesse país, há imigrantes maltratados e alojados à força num complexo turístico aprovado em área protegida a uma entidade privada composta por membros de empresas posteriormente arguidas em processos de corrupção ou a familiares de pessoas posteriormente acusadas do mesmo crime, sob beneplácito de um Secretário de Estado de um Governo chefiado pelo tal “mercadejador” de função. Este Secretário de Estado, nesse país, pode depois tornar-se presidente de uma câmara municipal responsável por fornecer dados pessoais de cidadãos estrangeiros por se terem manifestado contra o regime do seu país de origem, sem que veja nisso qualquer sinal de responsabilidade política. Além disso, pode também ser comentador político de si próprio numa estação de televisão que já viu programas perseguidos politicamente.

Nesse país, é possível nomear para a liderança de uma direcção-geral alguém cuja carreira foi feita em gabinetes governamentais e em lugares de nomeação partidária. Nesse país, o topo da Segurança Social pode ser sempre composto por pessoas do partido incumbente – que, por acaso, nos últimos 25 anos tem sido sempre o mesmo, salvo casos de falência do país – como antigos chefes do gabinete de ministros, antigos Secretários de Estado, antigos assessores de membros do Governo e filhos de antigos chefes do gabinete de outros membros do Governo. Nesse país, as direcções regionais, institutos públicos, administrações hospitalares e demais administração pública são também chefiados por comissários nomeados pelos partidos incumbentes, uma vez que o concurso público é uma bizarria e excentricidade de outras terras.

Nesse país, um antigo presidente do partido incumbente pode ter a família toda colocada em lugares públicos, o presidente da Assembleia da República pode ter ficado conhecido por afirmar estar a cagar-se para o segredo de justiça, um antigo ministro pode ter afirmado sem pudor que quem se mete com o seu partido leva e um outro antigo ministro pode ter afirmado que os fundos comunitários são do partido de que faz parte.

Esse país está prestes a celebrar 50 anos de democracia e, para a aprofundar, decidiu não tomar qualquer decisão que a melhorasse, mas antes nomear um comissário político, conhecido por defender publicamente, e de forma menos pública, o tal antigo Primeiro-ministro hoje acusado de “mercadejar” a sua função, por comentar todo o tipo de assuntos em várias televisões, jornais e rádios, e agora também por se comentar a si próprio na estação de televisão do Estado.

Felizmente, esse país não é Portugal. Se fosse, ainda nos acusavam de viver numa espécie de democracia, num tipo de democracia meramente eleitoral ou algo semelhante, e nós não saberíamos como conviver com tamanha afronta, sobretudo numa fase em que estamos todos preocupados em celebrar a robustez do nosso sistema democrático e em combater aqueles que o querem destruir"
.

António Cabral

terça-feira, 22 de junho de 2021

ANTES  DO  JOGO  COM  A  FRANÇA

Destes, escolham um para selecionador, dois para o meio campo e um para defesa direito. Ah, e substituam a baliza por uma de hóquei em patins.

António Cabral (AC)

EXCELENTE

Copiado, com a devida vénia. 

Se Lisboa se chamasse Odemira, ou Seixal, ou Vila Nova de Mil Fontes, há mais de duas semanas que havia uma cerca sanitária bem forte.

AC

AUTORIDADE DO ESTADO, 

CADA VEZ MAIS VISÍVEL !

"Polícias estão em frente ao Parlamento. Manifestação já dura há mais de dez horas. O protesto, sem hora para acabar, juntou logo de manhã pelo menos 300 agentes das forças de segurança ou elementos solidários com eles. Marcaram presença sob a mesma bandeira sem responsáveis, sem ligações a um sindicato e sem rosto: o Movimento Zero. Começaram frente ao Parlamento, marcharam para o Marquês de Pombal para depois regressarem a São Bento, pedindo a demissão do ministro Eduardo Cabrita".
Não questiono, minimamente, as razões de queixa (muitas) de PSP e GNR, como não questiono as da Polícia Marítima, do SEF, e dos militares das Forças Armadas.
O que questiono, é este completo desrespeito de regras. 
E neste caso concreto, como me parece evidente, pode estar aqui a criar-se um cenário complicado. E se eles tiverem planeado fazer a coisa por turnos e a manifestação prolongar-se pelo dia de amanhã, sempre com 200 ou 300 elementos? Nesta eventualidade, o senhor Cabrita ou mesmo o senhor Costa, mandarão intervir a PSP e GNR com as suas forças musculadas?
Hum…… Aguardemos por 3ª feira, é capaz de ser um dia interessante.
A pouco e pouco, devagarinho, o senhor Costa e os seus muchachos estão a levar o país para um belo sítio. 
A rir, creio que estão o Chega, o PCP, o IL, o BE, a CGTP. 
Enfim, devagarinho isto vai ficando lindo.
AC


MEIO MARINHO: PROTECÇÃO, PRESERVAÇÃO

Deve ser com a lancha nova da GNR construída na Holanda que isto vai ser assegurado

AC

REAÇÃO ao BATE BOCA entre PR e PM 

O velhote não consegue parar de rir com tanta parvoíce
AC

22  JUNHO  2021 

> 1622 - Ataque Holandês a Macau

> 1898 - Nasce Erich Marie Remarque

> 1911 - Reino Unido, coroação de George V

> 1916 - "Milagre de Tancos", em poucos meses preparação de milhares de homens destinados a combater na I GG

> 1926 - Portugal, a ditadura militar impõe a censura prévia à imprensa

> 1940 - II GG, França capitula perante a Alemanha

> 1941 - Hitler invade a Rússia

> 1963 - Porto, inaugurada a ponte da Arrábida

> 1972 - Nova lei orgânica do Ultramar 

> 1987 - Faleceu Fred Astaire

AC 

segunda-feira, 21 de junho de 2021

"BITAITES" e a ARTE de NADA DIZER

ou o "copy paste" de palavras do, Ministro da Defesa Nacional (MDN), Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) e do presidente da República (PR) 

Nesta "história" da reforma dita "Cravinho" que o senhor imagina que seja a reforma das reformas no âmbito da Defesa Nacional (DN), houve muito burburinho no âmbito militar (oficiais reformados e entre eles alguns antigos chefes militares), alguns deputados, vários jornalistas e comentadores, e até muita bílis de quem saiu de mal com a sua instituição. Ah, e houve algumas reações do antigo presidente da República Ramalho Eanes, umas recomendações suaves do actual Presidente da República na sequência de reuniões importantes quase protocolares no Palácio de Belém, silêncio do PM, e reações diversas do ministro Cravinho relativamente ao qual, dado o que recentemente se passou durante as audições dos actuais chefes militares na Assembleia da República, a conclusão que legitimamente se tira é de que algumas das suas afirmações públicas não correspondem à verdade dos factos. A minha velhinha vizinha lá na aldeia costuma chamar a este tipo de pessoas "uns grandes aldrabões"!

Eu, simples cidadão que destas coisas muito pouco ou quase nada percebo, atrevi-me no passado a escrever alguns pequenos textos no âmbito destas matérias. Mas o meu melhor amigo militar que sempre escuto com muita atenção e que sabe alguma coisa destes assuntos e particularmente desde 1989 que os estuda e sobre eles tem escrito enquanto muitos se calam, diz-me que o que se passa neste âmbito - Defesa Nacional e Forças Armadas - é apenas mais um dos grandes exemplos do que é este desgraçado país.

Este artigo supra é mais um daqueles que o meu amigo descreve como "para encher chouriços", um cheiro a favorzeco ao governo que está, a que estes jornal e outros se prestam. 

Eu creio que, relativamente à afirmação deste deputado de que há três décadas se debatem alterações à estrutura de comando das FA, ele tem uma certa razão ou mesmo toda, pois foi a partir do 2º mandato de Cavaco Silva com maioria absoluta e Fernando Nogueira como MDN, que esta e outras matérias começaram a ser olhadas com profundidade. E começou a retração do que existia do tempo Africano, como não podia deixar de ser.

O meu amigo apontou-me legislação diversa do passado, propostas de lei que não foram avante, textos de muitos militares e civis ao longo dos anos como o general Loureiro dos Santos. Dá para perceber porque estamos como estamos. Do que vi, por exemplo em 2002, 7 de Fevereiro, ficou pronta em conselho de ministros uma proposta de lei para uma revisão profunda das competências do CEMGFA, ao ponto de aí estar desenhado que, por exemplo, ele ficasse com três subordinados concretos, o Comandante Naval, o Comandante Operacional das Forças Terrestres e o Comandante Operacional da Força Aérea. Nada avançou por demissão do então PM (António Guterres do PS) e subsequentes eleições legislativas. 

Não admira portanto que o actual e principal inspirador do ministro Cravinho tenha pegado nessa e em outras propostas  para ver se a consegue obter. Aguardemos pelos trabalhos em comissão na AR e, depois, o que fará ou dirá Marcelo Rebelo de Sousa.

António Cabral