MOMENTOS DE TERNURA
Momentos de ternura, que vão rareando.
AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
O BE ADORA SER RÃ
Dois altos quadros da área administrativa e informática do ministério da Saúde (Luís Goes Pinheiro e Manuel Fonseca); uma adjunta (Ana Monteiro) da ministra-adjunta, Ana Catarina Mendes; outra da sua tutela (Sónia Pereira); e um ex-diretor nacional adjunto do SEF, que saiu antes do final da comissão de serviço sem justificação pública (José Moreira).
Estes são as cinco escolhas do Governo para integrar, com mandatos de cinco anos, o Conselho Diretivo da nova Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que vai substituir o SEF nas suas funções administrativas de concessão de vistos de residência e asilo a estrangeiros.
Os nomes foram anunciados nesta segunda-feira, quando faltam cerca de três meses para a extinção do SEF e as suas competências ficarem repartidas por sete entidades diferentes: as administrativas na APIMA e no Instituto de Registos e Notariado; as policiais no Sistema de Segurança Interna, na PJ, na PSP, na GNR e na Autoridade Tributária.
Luís Goes Pinheiro, que era até há cerca de três meses presidente do Conselho de Administração da Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, será o presidente da AIMA, entidade equiparada a empresa pública, uma decisão que levantou controvérsia.
Goes Pinheiro foi também secretário de Estado Adjunto e da Modernização Administrativa (2018-2019), responsável pelo Programa Simplex. É formado em Direito e passou por vários organismos do Governo, como a secretaria-geral do ministério da Administração Interna e o Instituto de Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ). No seu currículo oficial não consta nenhuma formação, experiência ou cargo na área das migrações e asilo.
Esta omissão causa estranheza ao líder parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), o único partido que acompanhou o PS na votação favorável ao diploma que preparou a extinção do SEF, em 2021.
O BE adora ser rã durante anos, transporta constantemente o lacrau, mas depois admira-se que o lacrau lhe dê ferroadas.
AC
DIÁLOGO IMPROVÁVEL ? Hum . . . .
. . . . . . . . .
- Oh Sr Presidente, então marca o Conselho de Estado sem falar comigo?
- Essa agora Sr PM . . . . é prerrogativa minha, . . . .
- Oh Sr Presidente, desculpe, não me entenda mal, eu sei que é competência sua, Constitucional, nunca esqueço, não é isso que está em causa, mas marcou no mesmo dia em que vai haver o jogo da selecção feminina de futebol . . . .
- Oh diabo, . . . . ninguém me informou disso, que bronca, que chatice, já não posso ir assistir . . . .
- Mas Sr Presidente, o pior é que de certeza não vai dar para eu estar até ao fim . . . . . eu não posso faltar, o governo tem de estar representado . . . .
- Claro, claro, . . . .
- Sr Presidente, veja bem, se eu não fosse, a bronca que não seria, a esquerdalhada a cair-me em cima porque vou à bola ver jogos masculinos, e não fui a este do mulherio . . . . mulherio . . .
- . . . . fale baixo, pode alguém estar a filmar de longe . . . .
- Sim, sim, . . .
- Bom, Sr PM, não pode faltar, assegure-se que os tipos da Força Aérea têm todos os Falcon preparados, não vá o programado para a viagem empanar, . . . .
- Claro, claro, . . . mas vou ficar com a comunicação social e os comentadores a saltar-me em cima porque vou a abandonar a reunião, lá vão dizer que não levo a sério O Conselho de Estado, que não respeito as instituições, etc. . . . .
- Não se preocupe, eu faço um comunicado final mais ou menos como de costume, para "inglês ver", mas desta vez pior ainda, nada direi sobre a sua saída, e a Casa Civil fará circular que em Setembro voltamos a conversar, ou seja, você a levar na cabeça outra vez . . . eh . . . eh . . .
- Sr Presidente, eu respeito as instituições como bem sabe, ainda que ciente de que os portugueses não ligam nenhuma a isto, eles preocupam-se é com outras coisas.
AC