domingo, 5 de setembro de 2021

COITADOS
Todos têm direito à vida. Expressão conhecida de há muito. 
A minha velhota vizinha na aldeia o repete de vez em quando, por entre os desabafos acerca de como vai a vida. Que vai pior, embora os da propaganda sem vergonha digam o contrário.
Os coitados podem ser de espécies diversas.
A maioria dão pena, metem mesmo dó, como se usava dizer.
Uma grande parte nem se dá conta do que são, uns coitados.
Uns, verdadeiros desgraçados da vida, sem sustento, dormindo na rua como há dias vi em Lisboa, na rua da "Cintura do porto". Esses sim, uns desgraçados, a que a propaganda não acorre.
Outros, sem problema algum de sustento, até porque têm passado a vida a sustentar-se e à família e aos amigos à mesa do Orçamento do Estado, não dormem na rua, até aldrabam as moradas para receberem mais uns subsídios, e passeiam muito, e pouco ou nada trabalham.
Agora, pelas autárquicas, mais uma vez, ouvem-se vários coitados, ouvem-se mais do que fora dos períodos eleitorais!
Mas, na realidade, coitados é dos cidadãos comuns, que sofrem as consequências das incompetências e da desfaçatez e das promiscuidades destas criaturas. Coitados dos cidadãos comuns que meditam seriamente antes de colocar o boletim de voto nas urnas.
AC 

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