Julgavam que era só para as forças armadas que quase ninguém concorria?
Não, vai acontecendo cada vez mais um pouco por todo o lado, um pouco em muitas profissões e para muitos cargos.
Vem isto a propósito da escolha do ministro Pizarro para o cargo de directora-geral de Saúde.
Vem isto a propósito da escolha do ministro Pizarro para o cargo de directora-geral de Saúde.
Vem a propósito do facto que nos foi noticiado de que a famosa Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP) não arranjou três eventuais candidatos ao lugar.
Candidatos de mérito! Não apareceram.
Vai daí foram buscar a senhora que preencherá o cargo. Não discuto méritos da senhora pois não só não tenho nada com isso como não tenho competência específica para tal mesmo que me atrevesse a ponderar a coisa.
A médica Rita Sá Machado não será nenhuma incompetente. A questão não é esta, para mim naturalmente. Terá aliás as competências mínimas e adequadas para o cargo.
A questão é que, cada vez mais, no Portugal democrático, para as chefias na chamada máquina do Estado crescem as dificuldades de recrutamento.
E neste caso concreto, a CRESAP abriu concurso mais do que uma vez e não arranjou candidatos para apreciar em conjunto e poder propor um para o cargo.
Porquê? Porque se está a passar isto?
Trabalhar para o Estado?
Quanto pagam?
Que estrutura existe?
Que meios disponíveis, humanos, financeiros, materiais?
Que responsabilidades, estão bem definidas?
Legislação, regulamentação?
Reflexos de carreira?
Claro que, como expresso por um conhecido aldrabão político, aquilo que eu sinto que preocupa os portugueses são temas bastante diferentes. Fico por aqui.
AC
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