quinta-feira, 9 de novembro de 2023

DIGNIDADE
Dignidade - qualidade moral que infunde respeito; modo digno de proceder; respeitabilidade; . . . . .

Há quem a tenha. 
Há quem na vida proceda sempre com dignidade.
Há, também, quem bate muito no peito exacerbando a sua dignidade e os seus valores de grande ética em todas as suas acções e procedimentos e etc., e ciente de que 99% dos meus concidadãos não têm ou têm fraca memória, julga que os 0,1% dos meus concidadãos e eu próprio não temos boa memória e não temos registos. 
Além do mais, na NET encontram-se testemunhos sobre as vigarices praticadas no passado.

Vem isto a propósito do ar com que António Costa nos anunciou a sua demissão mas, sobretudo, pelos vários testemunhos que vieram a público enaltecendo aos píncaros a dignidade com que António Costa anunciou a demissão.

Como sempre, admito poder estar a ver mal o assunto ou, até, a ser injusto.

Mas, e estou a recordar por exemplo a carinha com que Alexandra Leitão falou disso, não se apercebem que ao enaltecer de tal modo como o vêm fazendo, dão legitimidade a que se pense que temiam um discurso trauliteiro, ordinário e arrogante, para não dizer mais?

Não é evidente que uma pessoa que seja decente confrontada com circunstâncias adversas, deve pautar as suas palavras por pelo menos, sobriedade, educação, prudência, simplicidade, honestidade intelectual?

Repito, podendo estar a ver mal as coisas, estes teatros que se seguiram à demissão, este terramoto como vi já qualificar, da parte de direitolas e esquerdolas afigura-se-me no mínimo caricato. 
Elogios de plástico, mas plástico chinês!

A dignidade no exercício de um cargo é capaz de passar também pela qualidade política e técnica de quem se escolhe, de quem se rodeia. 
Ou não?

Aguardemos pelo que aí virá, lembrando-me sempre da cantiga - para pior já basta assim.
AC

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