segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O Sr Presidente da República, o Comandante Supremo das FA, e a Democracia
Ou devia escrever, Marcelo e algumas das suas teorias?
Vem este atrevimento da minha parte a propósito do discurso que o PR proferiu no passado 5 de Outubro, na CMLisboa, onde entre outras coisas se expressou dizendo que a democracia impõe que se olhe para instituições estruturantes, como é o caso das FA (Forças Armadas).
A expressão concreta foi....."não há verdadeira democracia sem atenção a entidades estruturantes como as Forças Armadas".
Antes, na parte inicial da alocução, disse - ....."tratamento errado das Forças Armadas"......
A propósito, deixem meter aqui uma colherada tipo dano colateral, e que advém de ter ouvido o pequenino comentador de Domingo da SIC dizer coisas acerca de Tancos e do ministro Azeredo Lopes, a quem chamou - "o ministro que não é um ministro qualquer, é o ministro das FA".
Pois é............estamos nisto.......continuamos.............
- O ministro não é das FA, da tropa, como muita gente diz; é o ministro da defesa nacional, embora de facto acabe por não o ser, como aliás todos os seus antecessores. A triste realidade da democracia dá direito a que os Marques Mendes, os Jorge Coelhos, os Mários Soares, os Cavaco Silva, os António Guterres e muitos outros assim considerem a coisa;
- tratamento errado das FA é uma constante da nossa história, basta começar em 1800;
- é uma evidência, e fiquemo-nos por 1800 até hoje, muitos chefes militares trataram da vidinha à custa do País, por violento que considerem esta afirmação;
- nenhum país se desenvolve e progride, sem de facto tratar adequadamente da estrutura do Estado, sem olhar a instituições estruturantes, fundadoras, diria eu; andam sempre a fazer "poucachinhas" coisas;
- afirmar que não há verdadeira democracia sem atenção a entidades estruturantes é para mim completamente verdadeiro; acrescentar as FA, já merece ponderação;
- em Portugal, como em muitos outros países, as FA são efectivamente uma entidade estruturante e, nessa medida, apoucar a instituição militar, não a modernizar na sua estrutura, não a adaptar sem demora aos tempos contemporâneos, não a dotar de meios humanos, materiais e financeiros, é indicador seguro de que alguma coisa não andará muito bem na democracia formal;
- mas países existem que não têm FA; não são verdadeiras democracias, presidente Marcelo?
- Marcelo falou assim no 5 de Outubro, porque o seu irmão gémeo chamado comandante supremo das FA lhe sussurrou ao  ouvido - Tancos foi uma vergonha e continua uma vergonha, muitas coisas mais estão altamente degradadas na instituição militar, como o estado comatoso do hospital das FA, como o desinvestimento ao longo dos anos em material e infra-estruturas - ou Marcelo falou assim apenas para fazer mais uma pressãozita em António Costa, para que rapidamente se corra com Azeredo Lopes e Rovisco Duarte ou, por outras palavras, para sobretudo mudar de varejeiras o mais rápido possível, ficando tudo mais ou menos como dantes com quartel general em Abrantes?
Fica a minha dúvida. AC

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