Como SEMPRE, admito poder estar enganado mas, no que se refere a eleições, creio que, para além do jogo democrático e do papel dos cidadãos que decorrem das normas Constitucionais, os partidos políticos olham para as eleições e propõem-se a elas concorrer porque, legitimamente, entendem que os seus projectos são os melhores para a sociedade portuguesa.
Os seus projectos e os seus candidatos.
Mas, por muito secundária que a questão seja, existe também o do emprego político e não só, das suas personalidades (???), das suas sumidades, dos seus ideólogos, dos pais fundadores, dos seus gurus, e também de uns quantos presunçosos, vaidosos, e arrogantes que por lá saltitam.
Vem naturalmente isto a propósito de eleições em geral mas em particular das autárquicas, que acontecerão lá mais para o final do ano.
Vem isto a propósito de que há partidos que me parecem estar ainda longe da elaboração de listas e, sobretudo, da indicação de candidatos para presidentes de câmaras municipais.
Dois já se agitaram, o PS e o BE.
Presumo que o Chega andará a ver se há mais algum cleptomaníaco pelas redondezas.
É que creio não ser só eu, a estar farto das viúvas e viúvos do Costa, ou do Passos, ou do Soares, ou do Cunhal, ou do Louçã, e por aí fora.
No BE, presumo eu mas posso estar enganado, andarão várias e vários às voltas a empurrarem-se para ver quem será indicado para as câmaras municipais do Porto e Lisboa.
Mas para darem prova de vida já indicaram um dos seus desempregados (consequência da redução da equipa parlamentar) para Coimbra.
No PS, para Lisboa atiraram com candidata de peso, a Leitão.
No PSD sem grande alarido, parece-me, vão surgindo uns nomes para câmaras pequeninas.
Escrevi acima que, legitimamente, os partidos e porque os consideram o melhor para a sociedade e concretamente para as autarquias que é onde me quero focar, apresentam projectos e protagonistas para desenvolverem esses projectos.
No caso das eleições autárquicas, parecer-me-ia natural que cada partido tenha desenhos diferentes para cada autarquia, pois de comum apenas têm o objectivo central que é o de servir as respectivas comunidades. Lutar pelo bem-estar dos munícipes, pelo desenvolvimento do concelho.
Mas em todos os concelhos há problemas, há dificuldades, e particularmente para Leste da linha Norte a Sul desenhada a 80 Km da costa, os problemas são muito diferentes dos existentes dentro dessa estreita faixa.
E são muito diferentes das "bolhas" em Lisboa, Porto, Coimbra.
O que irão desta vez ponderar os vários partidos para as 308 câmaras municipais?
E irão ponderar os diferentes assuntos e problemas com racionalidade ou, como muitos fazem, recorrer à histeria, irracionalidade, emoções, para debater até temas sem interesse para certas autarquias mas que entendem dever aí também ser brandidas por causa do seu "todo" nacional?
É discutida a imigração com emoção, muita, e com quase nenhuma racionalidade.
Tal como a habitação, que é um tema completamente diferente se falamos por exemplo de, Ponte de Sor, Castelo Branco, Lisboa, Barcelos.
Particularmente o partido dono da superioridade moral de Portugal e do mundo, discute política e tudo o mais quase aos berros, com grande irritação, ignorando na maioria dos casos a razão, a realidade concreta de cada caso.
E agora que estamos numa fase do mundo e do país em que, CREIO, começa a haver um crescente número de cidadãos já farto da mesma conversa dos moralistas da treta enquanto nos reais problemas das pessoas persistem sem ser resolvidos, os partidos e creio que serão todos, ou tomam juízo e engolem urgentemente os comprimidos da decência ou ISTO vai começar a ficar cada vez mais complicado.
É que creio não ser só eu, a estar farto das viúvas e viúvos do Costa, ou do Passos, ou do Soares, ou do Cunhal, ou do Louçã, e por aí fora.
E farto dos "lentes" que estiveram uns tempos na Europa mas tiveram de regressar, e agora se esganiçam na AR.
Nestas eleições autárquicas uma das coisas interessantes de observar porventura mais que nas anteriores eleições, é o tema coligações, formais ou só de boca.
Nestas eleições autárquicas uma das coisas interessantes de observar porventura mais que nas anteriores eleições, é o tema coligações, formais ou só de boca.
Presumo que particularmente nas maiores cidades o tema seja mais premente.
Para lá das coligações há para mim uma outra vertente ainda mais fascinante.
Qual é?
A questão do que fazer com os presidentes de câmara de acabam o 3º e último mandato.
No passado, houve soluções diversas.
Alguns encaixaram-se em outros concelhos.
Exemplo: um muito conhecido do PS fez três mandatos em Idanha-a-Nova e depois . . . . saltou para Castelo Branco e aí fez três mandatos.
Depois andou e anda por vários "empregos à mesa do OE".
Mas coisas parecidas se passaram com outros partidos.
Ainda quanto aos desempregados ou correndo o risco de desemprego, há curiosidades a observar.
Ainda quanto aos desempregados ou correndo o risco de desemprego, há curiosidades a observar.
Imaginem por exemplo um autarca que acabará dentro de meses o 3º mandato. E o partido, acolitado ou não pela distrital, não tem onde o encaixar.
A solução pode passar por colocá-lo como candidato a presidente da Assembleia Municipal do mesmo concelho onde esteve 3 mandatos, e para presidente da câmara arranjarem alguém que, de certa forma, sempre tenha sido reverente e agradecida para com o edil a acabar o seu tempo.
Enfim, tempos interessantes se aproximam.
Interessantes no sentido de observar os jogos dos partidos, SEMPRE em NOME do POVO!
AC
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