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sábado, 7 de fevereiro de 2026

INFORMALIDADE, SECTARISMO, FINGIMENTO
António José Seguro - Aconteceu a tragédia a partir de 28 de Janeiro p.p. Seguro praticante deixou de fazer a campanha clássica, começou a aparecer pouco, aqui e ali, sem convocação esmagadora da comunicação social, mas obviamente a comunicação social sabia, estava avisada e, provavelmente, solicitada para que que fossem poucos. Além disso, Seguro passou a andar quase sem "Entourage".
Fez muito bem, na minha opinião.

Luís Montenegro - Penso que não imaginou a dimensão da tragédia. Não sei se minimizou as coisas ou não. Ele, conselheiros, assessores, ministros e secretários de Estado. 
A sensação que tenho é que se demorou na reação. 
Depois, Montenegro apareceu em dois ou três locais, apercebeu-se da dimensão da tragédia, presumo que pelo menos ele sobrevoou muitas das zonas alagadas, sobrevoou Leiria, Montemor-o-Velho, Alcácer do Sal, etc.
Pelo que me apercebi, Montenegro fez nas últimas horas pelo menos uma visita surpresa isto é, sem convocar imensa comunicação social, deve ter avisado em cima da hora.

André Ventura - Comparativamente, ainda aumentou mais os números. Não vale a pena perder tempo.

Marcelo Rebelo de Sousa - com aquele seu ar compungido que não duvido seja verdadeiro e sentido, tem andado por zonas da destruição. Ao princípio dando facadas no governo, nas últimas parece que manifestando satisfação por medidas anunciadas pelo governo.

EU - sou apenas um comum e simples concidadão reformadíssimo.
Na minha qualidade de avô já não tenho grandes possibilidades para aventuras de solidariedade para ir para zonas atingidas tentar ajudar, pois a idade já recomenda cuidados com o frio as chuvadas etc. 
É a realidade da vida, respeitar as condições de vida, ter atenção às minhas possibilidades físicas. 
Em espírito sofro com o que vejo pelas TV. No espírito estou um bom bocado macerado.

Olho para o que acontece e olho para estas 4 pessoas acima. 
Em regra quase não vejo TV. 
Infelizmente a mãe natureza levou-me a ver alguma TV desde 28 de Janeiro, a gastar tempo relevante a ouvir e ver trágicas notícias. 
E a ouvir barbaridades e vacuidades, e a assistir ao desespero e angústias de concidadãos. Corta fortemente o coração.

Admitindo como sempre que posso estar a ver tudo mal, que posso estar a ser injusto,  considero que Seguro, legitimamente, continuou a fazer campanha, mas alterou o formato, fazendo rodear-se de quase zero "Entourage", e pouca comunicação social.
Do meu ponto de visto, decentemente, e considero que fez bem, e não tem andado pelos sítios mais devastados, pois terá tempo para isso como Presidente da República.

André Ventura, como digo acima, prosseguiu na mesma senda. Passo à frente.

Luís Montenegro, legitimamente, como PM, andou nas últimas horas a visitar um ou outro local, sem aparato de séquito, o que fez bem. Nestas coisas, em Portugal como em qualquer outro país no chamado mundo Ocidental, o poder aparece sempre, passeia muito, é a política do século XX em diante. Nuns casos há exageros, em outros não tanto. Cá e lá fora.

Isto dito, para a esquerda caviar dos salões e dos corredores do poder, o que refiro sobre a alteração que Seguro promoveu e bem após 28 de Janeiro é louvável e nenhum jornalista andou atrás dele.

Estas chamadas visitas surpresa de Luís Montenegro porque foi referida por alguma comunicação social isso já leva uma canelada com comentários do tipo - jornalismo amigo ou feliz.

Claro que em tudo isto não há sectarismo algum, NÉ ?

AC

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

PRESIDENCIAIS JANEIRO 2026
Como já aqui confessei não tenciono perder tempo a ver os debates televisivos entre candidatos à cadeira em Belém.

Um amigo sugeriu-me que usasse a tecnologia e fosse ver pelo menos algumas partes do debate entre Seguro e Ventura em que, segundo o meu amigo, Seguro se saiu muito bem.

Fui ver mas fui saltando, coisa maravilhosa que a tecnologia permite.
Fiquei com uma noção razoável daquilo.

Concordo com o que o meu amigo me disse, Seguro esteve geralmente bem, aguentou-se bem perante o execrável (opinião pessoal naturalmente) Ventura.

Democraticamente admito alguma razão a Ventura, creio que Seguro e Mendes têm sempre mais ou menos o discurso de sempre do grande centrão, querem mudar várias moscas, mas duvido que isso seja suficiente para ajudar a transformar Portugal e tentar levar a que a sociedade portuguesa abra os olhos. 

Estou a ficar com a sensação de que Ventura irá perder votos ao persistir na conversa ordinária que habitualmente usa. E na insuportável gritaria.

Não gosto do cinzentismo de Mendes e outros mas um candidato a Presidente com a postura de Ventura é para mim insuportável.

Estou absolutamente convencido que Cotrim, como Melo e Mendes e Seguro querem passar à segunda volta mas com Ventura, pois automaticamente ficam PR. 

Digo isto por estar convencido que Ventura terá na segunda volta uma brutal (oxalá não esteja enganado) rejeição por parte do eleitorado.

AC

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

AINDA A PROPÓSITO DOS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2016
Após qualquer combate eleitoral é normal que muitos fiquem satisfeitos, que muitos fiquem desiludidos. Acontece por cá e lá por fora.
Pode até acontecer que alguns percam um bocadinho as estribeiras com os maus resultados dos "" seus "". Mas creio que deve existir alguma contenção, diria até manter a boa educação.
Mas, acima de tudo, o que para mim é inaceitável, é esta continuada mania de que o povo é uma besta porque não elegeu alguém dito de esquerda.
Esta continuada e lamentável postura da desgraça porque Sampaio da Nóvoa não foi eleito presidente.
Uma coisa é para mim certa.
O povo escolheu, ponto final. Foi assim com Mário Soares, com Jorge Sampaio, com Cavaco Silva, para só falar de presidentes.
O povo tem pouca formação, ainda existe muita gente que não sabe sequer o que é a CRP, etc. É verdade, certamente.
Mas deixem-se de moralismos, de donos da verdade. Enquanto isto for assim, Portugal não é de facto uma democracia madura.
Para que fique claro, embora para os que me conhecem há anos não precisasse de o reafirmar, Cavaco Silva fora de Belém para mim é um descanso. Mas não foi tudo mau nos 10 anos de mandato.
Quanto ao novo presidente, aguardemos. Como já disse, aguardemos, para ver como está o OVO por dentro. Uma coisa é clara, seguiu os passos todos na faculdade, cá dentro!!!! Como diria o outro -limpinho!!!!
AC
AINDA OS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2016
Um comentário adicional que me faltou no post anterior.
O estudo dos resultados, com rigor, e sem malabarismos facciosos, será feito por especialistas, de que salientaria Marina Costa Lobo e Pedro Magalhães. Pessoas que me continuam a merecer muito respeito. Quanto ás atoardas de Sampaio da Nóvoa sobre o seu resultado, a sua independência, a sua cidadania, já fiz um comentário no post anterior. Acrescento que Sampaio da Nóvoa poderá, também, não ter tido bom resultado por, aos olhos dos votantes parecer precipitado em certas afirmações, designadamente quanto a ser novidade nisto e naquilo. E a dose de vacuidade. O que não admira, olhando a certos mandatários e conselheiros. Ah, e achei piada à lágrima no canto do olho e a confissão feita a custo, da mãe de António Costa. Adiante.
AC
 ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2016. ATRIBUIÇÃO DE PRÉMIOS IGNÓBIL
A idade ás vezes resolve lembrar-nos que estamos menos novos.
As minhas "" S "" para o fim da noite de ontem e durante boa parte do dia de hoje entenderam provocar as nada simpáticas dores nas chamadas cruzes. Adiante.
A coisa neste momento está menos dolorosa, e posso acabar a sequência que me propunha efectuar ontem e ficou a meio.
Segui durante bastante tempo os canais principais  de TV.
Na sequência do anteriormente aduzido nos curtos posts, acrescento o que me pareceu mais interessante, gostando ou não:
- Marisa Matias referenciando que há uma onda de esperança a crescer; está a inspirar-se no Syriza Grego?
- o PS pronunciou-se através de uma militante de primeira; o Secretário-Geral resguardou-se na posição de primeiro ministro mas pronunciou-se como ministro da administração interna. ESCLARECEDOR e, claro, a terceira derrota nada tem a ver com isto. Mas, bem vistas as coisas, e contrariamente a muitos comentadores, o novo messias está mais que satisfeito, e tudo fez no passado recente para não ter de tomar posições, e deixou assim que "os seus" se estrafegassem!!!
- a rapaziada do PCP, a começar pelo ex-padre, e na deselegância costumeira, não cumprimentaram nem os outros candidatos nem o futuro presidente. Depois, na vida real, muitos actuam para com os seus concidadãos com a mesma exacta boa educação e respeito que observam neste dinossauros. O costume.
- Ana Gomes disse que o PS não tem andado bem. Que descoberta.
- o candidato do PCP e ex-padre, ganhou na Madeira, isto é, ali teve o seu menos mau resultado. Ficou, ficaram, mais uma vez, com os seus valores, com os seus projectos, e cada voto obtido tem um sentido de intervenção histórica. Pois. Os cidadãos portugueses são de facto uns ingratos. Uns brutos.
- Jerónimo de Sousa, com o seu ar patibular amarelado e as graçolas foleiras, e impróprias quanto ao género, só faltou dizer que o povo foi enganado. Qual crise no PCP, qual quê!!! Até com o resultado em Beja estão contentes ?
- a Coordenadora/ mandatária Canavilhas, no seu estilo inconfundível, afirmou que Cavaco é que é o culpado pelos resultados, pois os partidos não tiveram tempo de se preparar. Patético.
- Sampaio da Nóvoa, lá reafirmou que é cidadão independente, só lhe faltou dizer que era o único independente e o único cidadão. Nesta parte, roçou o patético.
Mas, a meu ver, fez um discurso de derrota, limpo, decente, directo, assertivo, civilizado, não arranjou muitas desculpas. E mostrou ser uma pessoa educada, cumprimentando oponentes políticos e o futuro presidente. Agradeceu a todos os colaboradores, disse que a coisa acabou ontem, mas talvez deva reflectir sobre algumas companhias que se lhe colaram, civis e alguns militares.
- Quanto ao presidente eleito, como antes referi, vamos esperar para ver como é o "ovo" por dentro. Mas estou razoavelmente satisfeito, pois creio que com a sua eleição, algum juízo e equilíbrio haverá no nosso futuro próximo. Quem sou eu para o dizer, mas  creio que fez um discurso de vitória muito bom.
- Quanto ao seu discurso, lá veio Pacheco Pereira com as suas atoardas. Primeiro não ouviu bem o discurso de Marcelo, ao ponto de Jorge Coelho o ter de corrigir.
Pacheco Pereira está como aqueles jornalistas das revistas de automóveis, que quando estão a apreciar um novo automóvel e quase não lhe encontrando defeitos, atiram com aquela famosa defesa - os espelhos retrovisores exteriores são pequenos! Que pachorra que é necessária para aturar este antigo PCP-ML (salvo erro).
Ainda sobre a vitória de Marcelo, muito interessante que o mapa de Portugal, por distritos, tenha uma só cor. Sintomático. 
Assim, prémios IGNÓBIL para Canavilhas, Pacheco Pereira, Edgar Silva, Jerónimo de Sousa, António Costa.
AC

domingo, 24 de janeiro de 2016

DOMINGO. ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2016. ATRIBUIÇÃO DO PRÉMIO IGNÓBIL
Acabo de ouvir uma Rita Rato do PCP. fala de candidato da área democrática
Portanto, digo eu, a senhora (???) tem por democrata apenas....quem?????
4º prémio IGNÓBIL para Rita Rato. Claro que ainda não estão apurados os resultados definitivos. Não aprendem. Nem olhando para os resultados em Beja!!!
AC
DOMINGO. ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2016. ATRIBUIÇÃO DO PRÉMIO IGNÓBIL
Acabo de ouvir uma Mortágua. Diz a gémea, a coerência em Marisa Matias deu-lhe a votação que se prevê!!!! 
Portanto, digo eu, para Sampaio da Nóvoa e  para Marcelo, (um pequeno detalhe), que têm bastantes mais votos que Marisa.................
3º prémio IGNÓBIL para Mortágua a falar na CMTV.
AC
DOMINGO. ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2016. ATRIBUIÇÃO DO PRÉMIO IGNÓBIL
Acabo de ouvir o soarista empedernido Vitor Ramalho. Perguntado sobre se tudo configura uma derrota para o PS - vamos lá a ver, houve muitos constrangimentos!!!!
3º prémio IGNÓBIL para Vitor Ramalho.
AC
DOMINGO. ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2016. ATRIBUIÇÃO DO PRÉMIO IGNÓBIL
Acabo de ler ""online"" os comentários de Pacheco Pereira na Sábado, considerações sobre Sampaio da Nóvoa e Marcelo. Na perspectiva de PP Sampaio foi o candidato mais perseguido (palavreado meu). Respeito a opinião mas discordo. Creio bem que houve 9 contra um. PP diz que nenhuma candidatura teve mais contra si do que Sampaio da Nóvoa. Pois, ela apareceu por acaso, PP quer convencer que foi como Jorge Sampaio, esse sim, teve ""TINTINS"" e disse estou aqui. Entalou Guterres e companhia, e muitos outros em outras áreas.
Entrego o 2º prémio IGNÓBIL para PP. No meu relógio são 1907 horas.
AC
O que gostava na Presidência da República
O futuro inquilino em Belém, seja Sampaio da Nóvoa ou Marcelo Rebelo de Sousa, vai ser como o ovo. Só depois de aberto se vê se tem salmonela, embrião de pinto, ou está fresco. São duas pessoas muito diferentes, com qualidades e defeitos. A cada um a opinião sobre a proporção. 
Pela minha parte, e embora com aspectos que não me descansam, creio menos danoso para o País a eleição do jurista.Mas que gostava eu acontecesse depois de 9 de Março, data salvo erro da tomada de posse?Que use os seus poderes constitucionais, designadamente o de endereçar à AR mensagens escritas.Que acabe com a mania de décadas de criticar governo e AR em ocasiões cíclicas, por exemplo 25 de Abril. Que acompanhe, de facto, a governação, e que nas conversas privadas com o PM (este ou outro qualquer) lhe dê educadamente nas orelhas, mas com assertividade. Que o avise, quando for caso disso.Que pondere sobre o regime em que vivemos, que não é mau. Que faça de forma prudente e recatada, com o presidente da AR e com o PM em primeiro lugar, e gradualmente em colaboração activa com os partidos, uma progressiva reflexão pública sobre o regime e o estado a que isto chegou. Designadamente na justiça.
Que ensine a CRP, que incentive constantemente o combate à abstenção e ao laxismo.
Que incentive e porventura lidere, com prudência, a reflexão sobre as funções do Estado. Que pondere a defesa nacional na qual, as forças armadas são apenas um dos pilares, o pilar militar.
Que se abstenha de comentários patetas, que seja equilibrado. 
Equilibrado enquanto pessoa, equilibrado enquanto fonte de despesas, equilibrado nas nomeações que lhe cabem efectuar, equilibrado nas deslocações dentro e fora de portas, equilibrado no séquito que desde Mário Soares se tornou uma lamentável marca da presidência. 
Em suma, que seja prudente, assertivo, directo, intelectualmente honesto, que decida sem pensar em segundo mandato, que não se deixe amarrar nem por civis nem por militares, que visite tudo o que de bom e mau existe no País. 
Que seja português, e não um estrangeirado.AC

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

NO ÚLTIMO DIA. PRESIDENCIAIS 2016.
A campanha, que hoje termina foi confrangedora? A opinião que sim deve ser esmagadora, independentemente dos quadrantes coloridos.
Uma das novidades desta campanha foi a intervenção do Tribunal Constitucional.
Se a opinião, não desbocada, é legítima venha de quem vier, digo que me parece muito estranho que o TC mostre a sua decisão sobre as subvenções a poucos dias antes de 24 de Janeiro. Esteve meses e meses como é costume a ponderar (cansativo que deve ser) e ZÁS, tomem lá agora.
Elevação na campanha é coisa que me parece esteve arredada.
Claro que para muita gentinha elevação é quase como o ""respeitinho"" do antigamente. Não é.
Mas vá lá explicar estas coisas a gentinha do tipo "PODEMOS", em que por exemplo, em El Ferrol, o presidente da câmara recebeu os comandantes de navios das marinhas de guerra inglesa e alemã, que vinham com uniforme adequado à cerimónia, em mangas de camisa, desabotoada, para fora das calças. Uma categoria.
Voltando ás presidenciais, acho sempre interessante algumas pessoas, sobretudo algumas da moda e que se levam ao colo de si próprias, preocupadas com a pouca elevação da campanha e interrogarem-se se, quem for eleito, "souber e puder" retomar a importância da função, tão importante no nosso sistema constitucional.
Para lá de tudo o resto, não deixa de ser interessante, também, que o candidato que gostavam de lá colocar, com tanta causa e tanta vacuidade afinal, mostrou também muito pouca elevação.
Só novidade para os frenéticos a aplaudir na primeira fila e para os que se gabam de almoçar aqui e ali com este e mais aquele.
AC

domingo, 17 de janeiro de 2016

AINDA as PRESIDENCIAIS 2016.
Entre as várias curiosidades, a acontecerem nas ""cenas"" de todos os candidatos, Sampaio da Nóvoa recusou-se, aparentemente, a comentar os ataques de Manuel Alegre e Vera Jardim.
Pudera, é óbvio para toda a gente que não seja tola, que a máquina PS está toda com ele apesar do novo messias ter anunciado que o PS não apoiava nenhum candidato. Só um cego não vê os ministros do actual governo que fazem campanha por Nóvoa.
Só um cego é que não vê os apoios que estão por trás dos candidatos, TODOS.
Mas Nóvoa, o tal do tempo NOVO, segue com as práticas velhas. Elucidativo.
Mas também eloquente a guerra entre escritórios, aventais, arrufos antigos, famílias.
Eloquente ver os tubarões por trás de Maria de Belém e os tubarões por trás de Nóvoa, juristas do mesmo escritório divididos pelas duas candidaturas, elementos da mesma família também. Eloquente.
AC
Ainda a propósito das presidenciais 2016
No meu "zapping" matinal pelos ""online"" vejo sempre curiosidades engraçadas. Algumas já as conhecia.
É o caso do que o DN tem sobre certos apoiantes de Sampaio da Nóvoa. Como antes já referi, cada um escolhe as companhias que entende. Na vida, por vezes, para certas figuras, e muitas vezes para certos figurões, deseja-se ardentemente compor o ramalhete com flores exóticas e, em outras alturas com o percurso traçado é complicado afastar certas companhias. Como de costume muitos se reclamam dos valores de Abril. Para mim, um deles, é a coerência e a dignidade, de procedimentos, de princípios, de conduta ao longo da vida.
Como em tudo na vida, a conduta tem algumas vezes alguns ziguezagues. Na estrada acontece por vezes o mesmo, mas desde que não se bata nos outros ou nos separadores não existe mal especial.
A questão está em depois afirmar que não se derrapou, quando todos os outros reparam nos riscos e amolgadelas no carro.
A curiosidade que hoje relembro citada pelo DN respeita a três ex-chefes militares.
Segundo o DN, Melo Gomes, Luís Araújo e Pinto Ramalho apresentam no seu currículo factos e afirmações elucidativas. Pessoalmente já as ouvira, e nunca me espantaram.
O engraçado é o DN não mencionar outros episódios curiosos, também andando por aí. Sobretudo não se atrever a uma pequena provocação respeitante à possibilidade de marcação cerrada por parte do ex-chefe do Exército designadamente a Melo Gomes.
Curiosidades. 
Assim vai Sampaio da Nóvoa satisfeito com certas colagens. O tal que se ufana da CRP, aparentemente, como refere o DN, não se incomoda de ter por companhia quem na sua vida e ainda quanto ao DN sempre tiveram curiosas leituras sobre as leis e designadamente a lei mãe do País. !!!!!
AC

do DN:

Vasco Lourenço, coordenador do Movimento dos Capitães, disse ao DN que "a esmagadora maioria dos militares de Abril apoia" o ex-reitor: "Vemos em Sampaio da Nóvoa alguém com capacidade para recuperar os valores de Abril", desde logo "mais liberdade e mais justiça social", adiantou. A confiança é tal que as viúvas de alguns dos principais militares de Abril - Salgueiro Maia, Vítor Alves, Vítor Crespo e Marques Júnior - "também apoiam Sampaio da Nóvoa".
Quanto à Associação 25 de Abril, a que preside, "quer ser independente político-partidariamente e entendeu" não tomar posição sobre qualquer candidatura às presidenciais. Note-se que dois destacados capitães de Abril, general Garcia dos Santos e coronel Mário Tomé, apoiam outros candidatos - em rigor, candidatas: o primeiro está com Maria de Belém Roseira e o segundo com Marisa Matias. .............. Sampaio da Nóvoa aproveitou para reforçar um elemento central da sua candidatura - "defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa", na qual os cidadãos são todos iguais. Com a "certeza de que, na nossa República, qualquer soldado raso pode chegar a general", o candidato já tinha prometido: "Serei o presidente da Constituição. É um compromisso, definitivo, que assumo perante os portugueses". Mais: "É este o presidente que eu serei, o guardião e o promotor dos valores da nossa Constituição." Curiosamente, três oficiais generais que o apoiam e foram chefes militares neste século têm um registo histórico de desconhecimento da Constituição e da lei: o almirante Melo Gomes (Marinha) e os generais Pinto Ramalho (Exército) e Luís Araújo (Força Aérea). "Li uma vez a Constituição e foi de través", disse o mais graduado na comissão parlamentar de Defesa. Luís Araújo, ex-chefe do Estado-Maior-General (2011-2014), rejeita a autoridade das forças de segurança sobre as FA em território nacional fora do estado de sítio - imposta pela Constituição. Também pediu a passagem à reforma sem a Força Aérea o declarar previamente - como diz o Estatuto dos Militares (EMFAR). Reformado, ficou mais de um mês em funções, apesar de isso ser expressamente vedado pelo mesmo diploma.Pinto Ramalho (2006-2011) disse que o ramo "nunca aplicou a lei" (da proteção social dos trabalhadores em funções públicas). Depois pediu a passagem à reforma e a seguir o regresso à reserva, quando o estatuto de reformado já tinha sido publicado em Diário da República - e o EMFAR não permite. O Exército usou uma figura jurídica inexistente - pré-reforma - para justificar a aceitação desse pedido.Melo Gomes (2005-2010) tem dito que os militares exercem autoridade em território nacional (neste caso no mar) porque isso não foi declarado inconstitucional. No Parlamento, assumiu que "a lei não interessa aqui. Vários presidentes da República e governos conviveram com ela nestes anos e não suscitaram dúvidas".

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A propósito da campanha para as presidenciais 2016
As Nações de menor poder perante as grandes potências
"Em presença do desacordo manifestado irredutivamente na Sociedade das Nações em matéria de desarmamento, houve a ideia………..mas que provocou manifestos descontentamentos e desconfianças nas outras nações, principalmente naquelas que frequentemente se designam por nações menores.
Por mais que juridicamente se proclame nas relações internacionais a igualdade das nações, na realidade assim não é, e do mesmo modo que na vida social há hierarquias, também as há, e bem acentuadas, entre as nações, quando grandes interesses ou fortes divergências políticas estão em jogo.
É que no quadro internacional, as nações pesam mais ou menos conforme o seu poder combativo e valor unitário, população, extensão territorial, intensidade de vida de relação, cultura política, científica, artística, literária e filosófica, padrão de vida, riqueza nas suas diversas modalidades, extensão dos negócios e seu volume, e, de um modo geral, proporcionalmente ao grau em que participam na marcha evolutiva do mundo".
(Política Internacional e Política Naval, página 17, C.M.G. Fernando Augusto Pereira da Silva, edição da Liga dos Combatentes G. Guerra, 1934, Lisboa)

Em vez das causas e de outras coisas, gostava era de ouvir os comentários dos dez candidatos mas sobretudo de três, acerca destas considerações que, sendo embora datadas, continuam as realidades enunciadas exactamente como sempre. Existem por parte de todos os países, estão sempre em cima da mesa, designadamente os seus interesses e objectivos, as ameaças que podem pender sobre cada um (ameaça é tudo aquilo que faz perigar o alcançar o objectivo definido), os riscos (que mais não são que o grau de exposição ás ameaças) o respectivo poder nacional.

Esta questão não pode deixar de ser olhada a partir da Constituição da República Portuguesa (CRP). Embora eu não tenha seguido os debates televisivos, e não perca o meu tempo com entrevistas, creio ter com uma noção razoável sobre o que se vai passando no tema em apreço dado que "vasculho" diariamente "online" de várias tendências. Nas considerações que teci acerca dos 3 candidatos que creio terão mais votos, MRS, SN, MB, podendo ter sido injusto em alguns aspectos, creio que corresponde em grande parte à verdade que os candidatos andam a fingir-se de mortos, ainda que só um seja disso acusado (com razão). Pareceu-me até ao presente, que não têm bem a noção do cargo a que se candidatam, e não se centram, nos seus poderes constitucionais. MRS menos.

Portanto, quanto à CRP.
De 1900 a 25 de Abril de 1974, decorreu um período mau da nossa história, sobretudo os últimos 64 anos (não sou monárquico). A revolução, a ânsia de liberdade, desmandos vários nos anos iniciais, tudo aconteceu; a CRP teve várias revisões. O texto constitucional é extenso e tem, porventura, normativos em excesso. Mas, para mim e creio para muitas pessoas, o texto actual não impede qualquer governação. Este parece-me um aspecto essencial. 

Depois, a qualquer candidato a presidente, a meu ver naturalmente, cabe "martelar" constantemente que Portugal é uma República, um Estado de direito democrático assente nomeadamente na separação de poderes mas também na sua interdependência, e que a validade das leis e demais actos do estado, das regiões autónomas, do poder local e todas as outras entidades públicas depende da sua conformidade com a CRP. Além disso, devia ser frequentemente lembrado, que Portugal tem um território historicamente definido no Continente e os arquipélagos dos Açores e Madeira. E devia estar sempre presente em palavreado concreto, as tarefas fundamentais do estado, descritas no Artº 9º da CRP.

E depois, os candidatos deviam estar centrados na realidade constitucional em que o PR é, o garante da unidade do Estado e do regular funcionamento das instituições e, por inerência, o comandante supremo das Forças Armadas.
Além disso, penso que numa campanha como esta, os candidatos deviam pronunciar-se quanto:
> intenção de dirigir ou não mensagens à AR e às Assembleias Legislativas das regiões autónomas, 
> a espaços presidir ao Conselho de Ministros (alínea i) Artº 133º),
> de que modo serão exercidas as suas funções de comandante supremo,
> que debate com a AR e os governos entende necessários para definir de uma vez por todas as FAs,
> que matérias de interesse nacional entende serem passíveis de referendo,
> que medidas tomar para, com a AR e os governos, definir as áreas que doravante devem ficar fora da luta partidária. Como se vê em outros países.

Serão asneiras? 
Terei que admitir, mas o que se vislumbra andar pelo País fora é que me parece ser pouco mais do que zero. O PR não governa, não legisla. 
Os candidatos e o futuro PR deviam meter na cabeça dos cidadãos que Portugal está envelhecido, sempre teve um baixo padrão de vida, tem fracos recursos, tem que gerir melhor, e tem que abandonar os facilitismos na educação, na formação, nas relações sociais. E não creio que se respeitem as pessoas estando sempre a trocar tudo, a cancelar quase tudo, a reinventar, a aldrabar estatísticas, a mentir na praça pública, e a criar continuamente ilusões. 
E não creio que esta maneira de entender o nosso presente seja exemplo de pessimismo.
António Cabral (AC)
A PROPÓSITO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2016.
A candidata Maria de Belém Roseira (MB)
Depois dos candidato Sampaio da Nóvoa e Marcelo rebelo de Sousa, hoje ocupo-me de MB.
A mulher que foi presidente do PS, que presidiu à comissão parlamentar da saúde, que creio foi ao mesmo tempo consultora privada nessa área. E que fica muito irritada por se lhe apontar esta coisinha!!!
Mas, principalmente, a mulher da - a minha ética é a minha ética. Creio que foi esta a expressão recente dada a conhecer aos portugueses.
Como todos os restantes candidatos, MB, naturalmente, tem direito a ideias novas, a não será pecado querer dá-las a conhecer.
Mas, como os restantes candidatos, anda com um programa de governo debaixo do braço. Menos extenso que o de Sampaio da Nóvoa.
Nela, como aliás todos os outros sem excepção, a insistência na visitação dos desvalidos.
Mas uma das cerejas em cima do bolinho, é esta ideia de levar a jantar fora os dignatários seus comparsas internacionais. Estou a imaginar o presidente da França na MITRA, ou num dos lares mais humildes do interior do País. Seria engraçado.
Minha senhora, e meus senhores, os idosos têm o direito a ter no final da vida momentos descansados e não servem para entreter os humores dos políticos.
Adicionalmente, se a candidata pretende dizer que se devem reduzir substancialmente os gastos da Presidência, estou completamente de acordo. Mas pode começar por sugerir uma remodelação na casa civil do PR e, principalmente, acabar com as pornográficas viagens com mais de uma centena de pessoas à conta de todos nós. Acabar com os séquitos, tão comuns no tempo da monarquia.
Como para MRS e SN, interrogo-me, o que a recomenda para PR? Ser mulher?
Também defende causas, eu sei, algumas de elogiar. Mas compreenderá a sério a função para que se candidata?
Tem opiniões, não as deve calar. Mas será uma PR prudente, equilibrada? Tem a noção exacta dos seus poderes? É que também esta candidata não os enuncia, discute, realça.
Haja também paciência para esta candidata.
AC

PS: ditas umas palavras sobre cada um dos três candidatos que, para mim, serão os mais votados, em post separado farei adicionais considerações sobre estas eleições.
Nenhum dos 3 candidatos me inspira confiança. Estou cheio de dúvidas, embora ande mais inquieto com o transportador de desassossegos.
A PROPÓSITO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2016.
O candidato Marcelo rebelo de Sousa (MRS)
O homem na comunicação social pelo menos desde 1973.
Depois do candidato Sampaio da Nóvoa, hoje ocupo-me de MRS.
Queixam-se vários de que o candidato que hoje refiro, à boa maneira de insigne jurista tem, para cada tema, no mínimo duas posições antagónicas, e que ao longo de décadas não teve contraditório na comunicação social. Dizem também alguns, em particular alguns dos que gostam de se levar no próprio colo, que os comentadores se agacham perante MRS.
Estamos, creio bem, muito no campo do "façamos um suponhamos, prontos".
MRS, pessoalmente, creio que o candidato é um analista muito acima da média. Aliás, se o não fosse e não ajudasse a subir audiências, as TV tinham-no posto de lado.
Creio que tem muito talento na área em apreço, muito superior a Santana Lopes, Sócrates, Pacheco Pereira, Sarmento, Portas, Marques Mendes, António Costa, Jorge Coelho. E atrevo-me a imaginar o fastidioso que seria ter como comentadores semanais Ferro Rodrigues, Sampaio da Nóvoa, Maria de Belém e etc. Penso que o programa semanal deles não duraria muito.
Pessoalmente, estou muito convencido que determinante para a carreira de comentador foram as audiências. Claro que ele não é anjinho, e passou estes anos a tirar bom proveito. Manhoso, enguia, escorregadio, saltitão.
Mas, quanto a este candidato, tal como me perguntei acerca de Sampaio da Nóvoa, o que o recomenda para PR?
Sinceramente, também presumo que tem algumas causas. Mas...........
Dada a sua formação jurídica, a sua experiência, o ter sido "constituinte", presumo que compreende a função para que se candidata.
Outra coisa é como a vai desempenhar. Mas quanto a isso, para qualquer um dos três candidatos, tal como o ovo, se saberá apenas quando se partir e deitar na frigideira.
Quanto a ovos, cá em casa, de há anos que não é usado nenhum ser ser primeiro vertido para um recipiente branco para ser inspecionado. Posso garantir que ao longo dos anos vários ovos foram deitados fora.
Com um PR eleito é uma maçada, depois de estar "na frigideira" não há nada a fazer.
MRS tem opiniões, creio que não as calará, mas julgo que será um PR relativamente prudente. À Mário Soares no primeiro mandato. E estou certo que tem bem a noção da separação de poderes.
Mas também este candidato não esmiuça os seus poderes, não fala sobre eles. Tal como os outros candidatos, que andam com programas de governo debaixo do braço. Embora este me pareça andar com um programa mais genérico.
Haja paciência, também para este candidato.
AC
A propósito das eleições presidenciais 2016.
O HOMEM DAS CAUSAS
Nos meus zappings pelos OnLine, vou dando de caras com “notícias” para mim “curiosas”.
Concretamente, quanto ás presidenciais. Designadamente, quanto a Sampaio da Nóvoa (SN), Marcelo RSousa (MRS), e Maria de Belém (MB). Hoje começo com SN. Não ligando eu aos debates televisivos para as presidenciais, observo notícias e declarações dos três candidatos (menos me interessam os outros sete), e observei escritos acerca de uma recente discursara do candidato SN. O homem das causas. O novo tempo, o novo presidente! Muitos mandatários. Naturalmente, apesar de ele se dizer fora do sistema, quase se diz fora dos partidos, aqueles nomes todos fazem-me lembrar que não vai haver almoços grátis.  Basta atentar em alguns dos nomes, desde os bem sentados na primeira fila a aplaudir o messias então candidato a PM, a outros com percursos diferentes, como os percursos “socráticos”. 

Muitas, mas muitas causas. Várias das pessoas dadas a conhecer ao cidadão comum, são para mim desconhecidas. Isso não é relevante. Têm certamente méritos nas profissões respectivas.  E são, certamente, todos fora do “sistema”! Ah, e quanto aos nomes de peso, os 3 anteriores PR, tão diferentes quanto cardos e rosas.
Quanto ás causas, “as 20 poucochinhas", pois anunciadas que podiam ser centenas ou milhares, devo então deduzir que não esqueceu nenhum dos milhões de problemas que afligem sistematicamente os cidadãos portugueses.

Vejamos:
Temos, presidente da comissão de honra - Jorge Miranda (mas, coitadinho, sem par feminino !?!), coordenadores das causas - Carvalho da Silva, Gabriela Canavilhas, mandatários nacionais - Correia de Campos, Teresa Salgueiro. Cinco nobres criaturas a encimar a estrutura "causal"!!!
Quanto aos mandatários das causas:
25 de Abril e das liberdades - Maria Antónia Palla, Vasco Lourenço, Assuntos constitucionais - Gomes Canotilho, Isabel Moreira, cidadania sénior - Rosário Gama, António Betâmio de Almeida, Cultura - Maria do Céu Guerra, Rui Néry, Desporto - Carlos Lopes, Rosa Mota, Língua Portuguesa - Eduardo Lourenço e Lídia Jorge, Juventude - Sandra Barata Belo, Miguel Gonçalves Mendes, Combate à Pobreza e Exclusão Social - Alfredo Bruto da Costa, Isabel Guerra. Segurança e Defesa - almirante Melo Gomes, Helena Carreiras, União Europeia - Ana Gomes, Rui Tavares, Movimentos Sociais e Cidadania- Pilar del Rio, António Pedro Vasconcelos, Ambiente e Alterações Climáticas - Júlia Seixas e Filipe Duarte, Cidades e Desenvolvimento Territorial - Maria do Céu Albuquerque, João Ferrão, Conhecimento - Sofia Alboim, Miguel Castanho, Diáspora - Ana Maria Faria, Hermano Sanches Ruivo, Economia e Inovação - Inês Santos Silva, Fortunato Oliveira Frederico, Igualdade e Combate às Discriminações - Elza Pais, Miguel Vale de Almeida, Mar - Vanda Nunes, Mário Ruivo, Serviços Públicos - Ana Maria Bettencourt, António Arnaut, Trabalho - Guadalupe Simões, Sérgio Monte.

Alguns nomes são conhecidos politicamente, mas sobre a maioria gostava de conhecer o percurso académico, de cidadania, político.
Cada um escolhe as companhias de que gosta. Das companhias escolhidas e anunciadas, registo alguns dos que se revoltaram com o estado a que isto chegou de há cinco anos para cá, mas não se revoltaram com a génese (de anos) do estado a que isto chegou. Elucidativo. Portanto, causas para todos os dias da campanha. Tendo dito que podiam ser centenas as causas, pensou em tudo. Ainda assim, curioso não estarem BEM explícitos e individualizados, a CPLP, a corrupção, a justiça. Curioso, também, estar explícito a cidadania sénior e depois mais cidadania misturada com movimentos!!!

Perguntava-me a há dias a mim próprio, o que recomenda cada um dos candidatos a PR?
Agora já sei, Sampaio da Nóvoa defende causas. 
Poderei presumir que, como PR, a cada mês, remeterá à AR uma mensagem a propósito de cada causa? Porque se de facto um PR tem de se bater por causas, e ter sempre presente as paridades, os activistas, os coordenadores, os presidentes de comissões, o escol das personalidades (só de esquerda?), a união das vontades, a auscultação das pessoas, a igualdade dos géneros, não vislumbro como possa passar sem usar mensalmente o seu poder presidencial de remeter mensagens à AR.

Compreenderá, a sério, a função para que se candidata? Está convencido que com evocações de outros, desabafos, vai resolver os nossos problemas? Desassossegado já eu ando há muito tempo. Desde o monta tartarugas, ao lacrimoso, ao eucalipto, para me vir agora este senhor denominando-se um transportador de desassossegos. 
Não quero ser mal educado, mas parece-me haver por esta banda muita hipocrisia. Depois, mostra-se avesso a várias coisas, "muito insuportáveis", parecendo-me a mim insuportável esta coisa de disfarçar as suas origens, e sobretudo não dizer claramente a que pensamento político está ligado.
Um PR pode e deve ter opiniões políticas, e não deve calá-las. 
Mas deve abrir a boca com ponderação, tendo sempre presente a separação de poderes e os poderes que a CRP lhe confere.
Por fim, SN  exibe sempre o apoio dos ex-PR. Como todos nós, três homens com qualidades e defeitos.
Mas, olhando apenas a factos, e não a estados de alma e simpatias, e ao estado concreto a que isto chegou, eles não têm responsabilidade nenhuma nisto? 
Ou a desgraça de Portugal começou só no 2º curto mandato de Sócrates e, sobretudo, no de Passos Coelho?
Haja paciência, também para este candidato.
AC