sábado, 26 de julho de 2025

Sr Governador Mário Centeno

O Banco de Portugal apresentou as contas de 2024 e, calculem lá, com um prejuízo de 1.142 milhões de euros. PREJUÍZO!
Este PREJUÍZO acrescenta-se às perdas de 1.054 milhões de euros de 2023, certo ?

Isto será culpa de Passos Coelho?

AC

CORES DA NATUREZA

AC

LIDO  POR  AÍ

Li via internet esta "coisa" que, quase de certeza, corresponde à realidade passada cá para fora. Corresponde "ipsis verbis" à cabeça do actual inquilino em Belém.

Relativamente ao PSD, Marcelo Rebelo de Sousa também não escondeu preocupações com os “rumos” que o partido está a levar. Crente de que dentro do PSD sempre houve espaço para sociais-populistas, sociais-cristãos, alguns liberais e sociais-democratas, o chefe de Estado acredita que os populistas encontraram nova casa no Chega, os passistas na IL e que, atualmente, há uma espécie de desorientação interna, em que há uma personalização do PSD apenas em Luís Montenegro. Nesse novo rumo, vaticinou, o “não é não” parece ser uma história antiga.

Muitos jornalistas, que de jornalistas têm mais de pés de microfone que outra coisa, como aliás alguns candidatos a PR, que por aí vegetam inchados sobretudo de ar, insistem em escrever e falar em chefe de Estado.
No Estado Novo havia esta expressão.
No Portugal democrático, na Constituição da República Portuguesa, não há ISTO. Leiam a CRP. Chiça!

Indo a Marcelo, a que propósito é que um Presidente da República tem que marcar a agenda política?

A que propósito um Presidente da República diz coisas como estas? Independentemente da realidade partidária deste ou daquele outro ser de facto confrangedora?

Um Presidente da República, com real categoria, isento, com sentido de Estado, noção das realidades, noção das proporções, noção das responsabilidades, nunca comentaria publicamente ou por recados para a sua jornalista favorita, sobre o estado bom ou mau de qualquer partido político.

Para constitucionalista, para professor de direito, a conclusão que legitimamente se pode tirar é que a idade mental parece continuar a ser a dos tempos em que andava numa caricata bicicleta, juntamente com outros e outras que já na altura se tinham (???) por "importantes" da "linha". Imprescindíveis ao país.
AC

 

AC

Bom dia. Tenham um bom Sábado.
Saúde e boa sorte.
AC
 

26  JULHO  2025
DIA MUNDIAL DOS AVÓS
DIA DE SANTA ANA
> 1811 - D. Diogo de Sousa chega ao Uruguai ocupado pelos espanhóis
> 1894 - Nasce Aldous Huxley
> 1908 - EUA, criado o FBI
> 1945 - Winston Churchill demite-se de PM
> 1952 - Faleceu Eva Perón
> 1953 - Movimento 26 de Julho de Fidel de Castro
> 1964 - Desastre ferroviário na linha Porto-Póvoa do Varzim-Famalicão, causando dezenas de mortes 
> 1973 - Angola, Quibaxe, massacre de cerca de 120 pessoas da responsabilidade da DGS
> 2008 - João Ubaldo Ribeiro galardoado com o Prémio Camões
AC

OS  POLÍTICOS  E  AS  FRALDAS  DEVEM  SER  MUDADOS FREQUENTEMENTE,  E  PELA  MESMA  RAZÃO.

Eça de Queirós.

AC

 

AC

Os AUTARCAS
Estive a reler uma entrevista do último presidente da câmara municipal  de Alcochete filiado no PCP, Luís Franco, concedida há tempos ao jornal "O Setubalense", e reproduzida em baixo.
Admito que nas próximas eleições autárquicas se volte a candidatar-se, ao cargo de presidente da câmara municipal de Alcochete, esgotados que sejam os mandatos do actual presidente, socialista. A azul as perguntas que lhe foram feitas. A vermelho sublinhados meus.

O vereador da CDU e ex-presidente da Câmara acusa o executivo socialista de “péssima gestão”. Aponta o dedo à política de “licenciamento de condomínios de luxo” no concelho e diz que a oposição não tem acesso à revisão do PDM

Luís Miguel Franco vai voltar a sentar-se na bancada da CDU na primeira reunião de câmara do próximo mês, em Alcochete, depois de ter suspendido o mandato de vereador por um ano. Em entrevista a O SETUBALENSE e à Rádio Popular FM, o comunista arrasa o segundo mandato da gestão socialista liderada por Fernando Pinto e reduz os méritos do mandato anterior à herança deixada pela CDU. Diz que a situação financeira da autarquia é “altamente preocupante”, apesar de não haver obra para mostrar. Deixa críticas à estratégia de actuação do PS na Educação e na Habitação, e adianta que ninguém sabe nada sobre a revisão do Plano Director Municipal.


Por que suspendeu o mandato e para quando tem previsto o regresso à bancada da CDU?
Ainda tenho o mandato suspenso por razões académicas, estou a fazer o curso de doutoramento em Direito, mas a suspensão do mandato cessará no dia 31 de Julho e, portanto, penso que na primeira reunião de câmara de Agosto estarei disponível para exercer as minhas funções de vereador.

Não teme que essa paragem possa ter defraudado expectativas entre o eleitorado da CDU?
Não me parece. Em primeiro lugar, porque nas eleições de 2021 o eleitorado de Alcochete foi claro no seu sentido de voto e atribuiu uma maioria muito robusta ao PS; por outro lado, também nós enquanto pessoas vamos criando novos objectivos nas nossas vidas, que temos de prosseguir e concretizar. Facto é que estou de regresso com um pensamento muito claro em relação ao que é benéfico e ao que tem de ser feito em Alcochete, porque neste momento as populações do concelho têm termos de comparação entre o trabalho realizado por gestões de maioria CDU e o trabalho realizado em dois mandatos de maioria do PS. (…) Que se faça a comparação entre o que foi realizado durante os meus mandatos em relação a estes quase dois mandatos completos de gestão destes eleitos do PS para se concluir, e é a minha conclusão, que a diferença é absolutamente abissal.

Conseguiu acompanhar a par e passo neste interregno a actualidade do município? Sente condições para avaliar o trabalho que tem sido desenvolvido neste mandato?
A questão é saber o que efectivamente foi feito neste mandato por esta maioria do PS. Arrisco a dizer que nada foi feito e que a comparação entre o primeiro mandato do PS e o atual mandato é abissal. Por uma razão essencial: é que no mandato de 2017 a 2021 foi realizada muita obra, porque os projectos estavam concluídos, as candidaturas estavam apresentadas e aprovadas. Por herança de trabalho efectuado por mim e por quem me acompanhava na gestão da Câmara Municipal de Alcochete. E houve obras feitas em que só bastava executá-las. E foram muitas, desde escolas, requalificação de equipamentos públicos, de rede viária e com uma situação económica e financeira absolutamente estável. A Câmara teve momentos nesta gestão já do PS com saldos de tesouraria na ordem dos 10 e dos 12 milhões de euros. Entretanto, transitámos para o actual mandato e sem obra feita, com zero de obra feita, a Câmara apresenta saldos de tesouraria de 3 milhões de euros. Para onde está a ser disponibilizado o dinheiro?

Para onde?
Péssima gestão de recursos. Vou dar um exemplo: durante este ano, a Câmara está a gastar cerca de 400 mil euros em contratos de prestação de serviços com entidades exteriores ao município, para a manutenção dos espaços verdes, ao invés de investir no recrutamento de novos trabalhadores que a título permanente possam executar essas tarefas. Por outro lado, a questão das descentralizações financeiras no âmbito da Educação poderá estar a criar problemas.
E depois não se percebe como é que se transita de uma situação tão estável do ponto de vista financeiro para uma situação que começa a assumir contornos de alguma aflição. E essa aflição é denunciada pelo facto de, muito recentemente, o município ter contraído um empréstimo na ordem dos 2 milhões de euros, para executar obras que custarão cerca de 90 ou 100 mil euros. Alcochete está numa situação em que não existe obra para executar, não existe sequer planeamento estratégico, o concelho perdeu visibilidade na Área Metropolitana de Lisboa. A acrescer a estes factores altamente negativos, está numa situação de dependência dos actos de licenciamento relacionados com operações urbanísticas e isso é altamente preocupante.

Isso não acontece em todos os municípios?
Não, não é em todos. O desenvolvimento urbanístico é inevitável, existem pretensões de edificação que devem ser acolhidas e têm de ser acolhidas. O problema é o modelo que se pretende e o que se verifica é que Alcochete criou atractividade. Criou também procura em termos de habitação variada, mas não há oferta para alguns segmentos da população. E provavelmente estaremos a assistir a um contexto em que quem nasceu em Alcochete, quem há muito tempo resolveu residir em Alcochete, quem ainda vive em casa dos pais terá muitas dificuldades em adquirir uma casa própria, porque os valores do mercado em Alcochete são absolutamente desastrosos e impossíveis de sustentar.

Falava há pouco na contratualização externa para a higiene urbana. É recorrente ouvir-se isso da CDU, mas onde é oposição. Onde é poder também recorre a serviços externos. Parece um contrassenso…
Mas nem sequer estou a falar da recolha dos resíduos, estou a falar da higiene e limpeza urbanas e, em particular, da gestão dos espaços verdes. Não sou fundamentalista, concedo que um município recorra a serviços externos para alguma gestão. Mas estamos a falar do concelho de Alcochete, com uma dimensão, quer em termos territoriais quer populacionais, completamente diferente. Para Alcochete, 400 mil euros em 2024 somente para a gestão dos espaços verdes, diria que corresponde a um valor que resvala para algum adjectivo que me abstenho de referenciar. Não me parece sequer adequado.


De zero a 10, que nota atribui a esta gestão liderada por Fernando Pinto?

Recupero o que disse há pouco. Enquanto no primeiro mandato houve, e bem, um aproveitamento dos projectos que tinham transitado do mandato anterior – em que fui presidente da Câmara – e as obras necessárias para o desenvolvimento do concelho foram executadas, neste mandato três anos decorreram sem que nada fosse feito.

Não reconhece nenhuma obra a este executivo?
A única obra de relevo realizada durante este mandato teve a ver com a conclusão da requalificação do acesso nascente a Alcochete, que corresponde à execução de um projecto deixado por mim na Câmara Municipal e com fundos comunitários aprovados em 2017. Quando olhamos para o meu último mandato, em termos de relevância, se compararmos estes mandatos com, por exemplo, uma única obra de requalificação da frente ribeirinha que nós executámos, nem me atrevo a atribuir uma nota quantitativa à gestão desta maioria do PS. Esperava-se muito mais de uma Câmara Municipal que em tempos não muito distantes teve um enorme desafogo financeiro e que neste momento está numa situação preocupante.

A gestão PS acena com a bandeira da área da Educação e aponta 6 milhões de euros de investimento realizado no parque escolar. Isto não lhe parece obra?
Mas os 6 milhões de euros correspondem a que obras?

Por exemplo à requalificação da Escola do Samouco…
Houve uma ampliação, mas provavelmente teria tido uma opção política diferente. Falta muita visão estratégica aos actuais eleitos do Partido Socialista. Havia uma carta educativa que definia as estratégias e as obras a desenvolver. Esse documento foi alterado. Mesmo não discordando das obras de requalificação, o que importa perceber é quantas crianças mais foram acolhidas na Escola do Samouco e depois olhar mais longe para o contexto global do concelho e perguntar: então aquele projecto absolutamente estruturante, que tinha a ver com a construção de mais um centro escolar na freguesia de Alcochete, não foi executado por que razão?

Que leitura faz, ao dia de hoje, da Estratégia Local de Habitação (ELH) de Alcochete?
Não há nada para dizer. Não há concretizações do que quer que seja. Há um objectivo de aquisição de terrenos para a construção de habitação social, penso eu de 50 casas até 2026. A gestão do PS em Alcochete também pode ser criticável, e é criticável, pelo facto de somente apresentar objectivos de concretização, sem que essa concretização algum dia venha a ocorrer.

Mas tem ideia das necessidades do município em termos daquilo que está plasmado na ELH e aquela que é a verdadeira realidade dessas mesmas necessidades, em termos de números?
Em termos de números está desajustado. E temos de ter a percepção clara de que a oferta pública, em Alcochete, se algum dia vier a concretizar-se, e desejo que sim, além de ser insuficiente também tem de ser complementada com políticas públicas de desenvolvimento urbanístico. Porque se o município continuar a dar preferência a condomínios de luxo, que vão pululando, muito dificilmente encontraremos soluções para que, em complemento da oferta pública, as pessoas também possam aceder à oferta privada para comprarem ou arrendarem casas.

Mas nos seus mandatos de presidente da Câmara não aprovou empreendimentos de luxo?
Aprovei um, que permitiu, além dos apartamentos turísticos, a construção de um hotel e assim ampliar a oferta turística hoteleira em Alcochete. Além disso, permitiu requalificar mais um segmento da frente ribeirinha. Se compararmos esse modelo de políticas do município em relação ao outro modelo que foi implementado já durante o primeiro mandato do PS, vamos chegar à conclusão de que não há comparação possível.

O que pode e deve o município fazer para retirar vantagens do futuro aeroporto?
Recordo que Alcochete tem um plano estratégico…

… Todos os municípios têm.
Sim. Importa saber se o plano estratégico está a ser concretizado ou não. Em Junho de 2017, eu ainda como presidente da Câmara, consegui que este plano estratégico, Alcochete 2030, fosse aprovado por unanimidade quer na Câmara, quer na Assembleia Municipal. Na minha opinião, o plano estratégico não está sequer a ser seguido, é um documento que para a actual gestão do PS não tem qualquer utilidade. Mas além do plano estratégico, recordo-me de uma das críticas que me foram formuladas logo nos alvores do primeiro mandato desta gestão do PS: não ter conseguido aprovar e fazer entrar em vigor a revisão do Plano Director Municipal [PDM]. É um facto que decorridos sete anos não existem notícias, informações, o que quer que seja, que permita perceber em que momento o novo PDM entrará em vigor.

Consultou o processo?
O problema é que nem sequer a disponibilização do processo se verificou. O processo, ninguém conhece, eu não conheço, duvido que algum vereador, nomeadamente da CDU, conheça o que está a ser proposto em termos do PDM. E isso, além de alguma opacidade, não é muito adequado no plano democrático. Eu teria disponibilizado a proposta de plano para que os eleitos pudessem também formular as suas propostas. Teria promovido encontros com as populações no sentido de também recolher as suas visões subjectivas. Não se vislumbra em que momento é que o novo PDM possa estar em vigor. E com um problema acrescido: o PDM já integra as necessidades de desenvolvimento que decorrem da construção do novo aeroporto nas proximidades do concelho? Não sabemos.

Tem acompanhado o processo de instituição da Comunidade Intermunicipal Península de Setúbal?
Não.(…) Mesmo no âmbito da região de Setúbal há assimetrias. Portanto, o que não compreendo, e não tenho conhecimento, é de que forma essas assimetrias poderão estar a ser concertadas, avaliadas para a fixação de um critério objectivo [para acesso aos fundos comunitários]. Porque, repare-se, assim como Almada ou Seixal não se comparam com Oeiras, Alcochete não se compara nem com Almada nem com o Seixal. Para os municípios mais pequenos importaria pensar a possibilidade de se construir critérios para que os municípios da região de Setúbal pudessem ser discriminados positivamente. Para que também os pequenos municípios como Alcochete possam ser competitivos, sendo ainda mais discriminados positivamente comparativamente a outros, quer na região de Setúbal quer no todo da Área Metropolitana de Lisboa.

Sempre disse que nunca se candidataria a outra câmara que não a de Alcochete. Mantém essa afirmação?
Mantenho. Vou retomar o meu mandato, vou exercer as funções até ao final do mandato. E neste momento nada mais se perspectiva relativamente ao futuro. E, portanto, em Alcochete sim. Tenho uma paixão, um amor enorme por Alcochete.

Mas mantém-se disponível para voltar a ir a votos em Alcochete, em 2025, se for desafiado pelo PCP?
Não gostaria de dar uma resposta daquelas muito genéricas. Mas haverá um processo de auscultação interna e externa. O partido tomará a decisão de convidar quem muito bem entender. Neste momento, se me perguntarem se eu acho provável o meu regresso, direi que não. Mas, não sei o que acontecerá no futuro. Se o meu partido me apresentar um convite, naturalmente terei de reflectir. Neste momento é muito prematuro estarmos a equacionar o futuro. Será provável? Acho que não. Será impossível? Bom, os impossíveis só o são até deixarem de o ser.

Salvo melhor opinião esta entrevista é um dos primeiros passos para o entrevistado consolidar a sua intenção de se candidatar nas próximas autárquicas de Outubro, ainda que responda com conversa mole e redonda no habitual estilo comunista - não quer dar resposta muito genérica. . . o partido decidirá!

Aguardemos pelos próximos capítulos.
AC

sexta-feira, 25 de julho de 2025

EM  50,  MAIS  QUE  EM  500

Em 50 anos, Angola fez mais do que em 500 anos fez o colonialismo.

Creio que a frase supra retrata quase fielmente o que foi proferido pelo ex-guerrilheiro/ ex-combatente/ ex-ministro da defesa do ex-presidente Santos/ actual presidente de Angola durante a entrevista que concedeu antes de chegar a Portugal, para uma visita de Estado iniciada esta 6ª Feira.

A liberdade de expressão em Portugal está constitucionalmente protegida.

Creio que nos países outrora colónias portuguesas esta liberdade está igual e formalmente protegida.
 
Pessoalmente, em relação a alguns desses novos países, não estou certo do que acontece à liberdade depois de alguns exercícios de liberdade de expressão. 

Voltando à declaração do actual presidente de Angola, e tendo bem gravadas as palavras dele, além da frase já referida, só posso sorrir.

Na entrevista concedida a um conhecido jornalista português referiu várias coisas e designadamente, a construção de muitas escolas, hospitais, estradas etc. FANTÁSTICO.

Começo pelo Portugal de outrora.

Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Timor-Leste, Brasil, Goa Damão e Diu foram sendo descobertos por nós, pelos portugueses de antanho. Portugal apropriou-se desses territórios, como por toda a parte fizeram a França, Espanha, Holanda, Inglaterra, Itália, etc. A chamada epopeia dos Descobrimentos.

D.João II e o seu confrade espanhol/ castelhano tiveram artes de dividir o mundo, o descoberto e o por descobrir.

Obviamente que durante séculos, porventura 200 a 300 anos, pouco mais se desbravou em África do que fracas incursões a partir da costa. Porventura no Brasil se andou mais para dentro. Aliás o ouro creio que confirma isso.

Umas décadas depois da independência do Brasil, Bismarck convocou a famosa Conferência de Berlim. 

Discutiu-se em Berlim, de 15 de Novembro de 1884 a 26 de Fevereiro de 1885, basicamente três meses.

Mas já antes desta conferência, Bélgica e França por exemplo, porventura também o Grã-Bretanha/ Reino Unido, já tinham andado a olhar para os territórios Africanos, e a tratar de certas divisões de territórios.  

Um dos exemplos foi a célebre divisão da grande região do Congo, o Congo - Leopoldville para a Bélgica ou para o seu Leopoldo de então, e o Congo - Brazzaville para França. Portugal continuou com os seus territórios.

Qual o fito da conferência de Berlim?

Formalmente, o ardiloso e hábil Bismarck convenceu vários países a reunirem-se em Berlim para ponderar e regulamentar a liberdade de comércio em África e, muito concretamente, o comércio em certas extraordinárias bacias Africanas como as do Congo e Níger, mas também e sobretudo, para deliberar sobre novas ocupações em África e assim regular o Direito Internacional Colonial.

Claro que outras coisas foram tratadas. 
Como a navegação nos rios internacionais, outras questões de comércio internacional, tráfico de escravos, e muito para definir novas regras quanto a ocupações futuras de territórios Africanos.

No fim desses "concílio" ficou claro o normativo quanto a regras oficiais da colonização.
Acabaram os direitos históricos por exemplo reclamados por Portugal mas não só pelo nosso país.
Ficou definida a questão do território e, portanto, da necessidade de efectiva ocupação territorial. Ocupação do interior e já não apenas o bordejar das costas.

De Berlim resultaram várias coisas: reconhecimento/ confirmação da posse de vários territórios já existentes/ detidos por Estados Europeus, elaboração de muitos tratados de países Europeus / colonizadores relativamente a África, a Alemanha passando a administradora dos então Sudoeste Africano, Tanganica, Camarões e Togo, a Grã-Bretanha/ Reino Unido administradora da África Austral/ África do Sul como também de grande parte da África Oriental, a Bélgica e a França administradores das suas possessões, e o império Otomano vendo as suas possessões a começar a ir por água abaixo, 

Um dos resultados da conferência, apontando ao tratar depois de ocupar território, foi também Portugal apresentar o famoso mapa cor-de-rosa, que viria a ter o desfecho conhecido. A ligação Angola Moçambique finou-se.
A Grã-Bretanha queria (nunca conseguiu) fazer coisa idêntica em África, mas no sentido Norte-Sul. O seu grande explorador Cecil tinha isso em mente.
 
Voltando ao presidente Angolano e às suas frases já citadas, parece-me indiscutível que até finais dos anos 50 do século XX as nossas colónias viviam num estado deprimente, quanto a desenvolvimento e justiça social. A este propósito, recordo o que se passou na minha família.

Os meus pais, partiram para Luanda comigo em Março de 1948, tinha eu cerca de três meses. O meu infelizmente já falecido irmão e mais novo que eu, nasceu em Luanda. 
Estupidamente, embora eu tenha percebido mais tarde as razões, a minha mãe destruiu o documento de identificação dele, onde estava bem identificado - branco de segunda!

Continuando.
É sobretudo no início de 1960 que se começa a olhar mais seriamente para os territórios em África. E veio a guerra.

Creio indesmentível que em 1974 Luanda, Lourenço Marques e outras cidades em Angola Moçambique e Cabo Verde nada deviam aos tempos de 1950. E os interiores também não.
Mas subsistia muito por desenvolver, Angola e Moçambique sobretudo são territórios imensos.

Em síntese, e porventura com algum lapso mas procurando ser isento, durante séculos pouco ou nada fizemos como aliás outros colonizadores, mas a situação alterou-se muito nos últimos 30/35 anos antes do 25 de Abril de 1974. 
TARDE. 
JÁ ERA MUITO TARDE. 
E A CASMURRICE DE SALAZAR E CAETANO PIORARAM TUDO AINDA MAIS.

O sr presidente de Angola, no seu estilo aparente de sereno estadista mas não conseguindo esconder a sua arrogância, podia ter sido mais rigoroso.

Podia por exemplo ter dito que muito se foi fazendo em Angola de 2000 até ao presente.
Que construíram pouco desde a independência em 1975 até 2000, apesar da imensa e intensa ajuda por parte de Cuba, URSS e China.

E podia, sobretudo, ter decoro e lembrar-se que há muitos portugueses que viajam constantemente para Luanda, e têm a noção rigorosa do que hoje é Luanda a partir de pouco depois do centro finório das elites e da redoma onde vive enclausurado, tal como vivia o seu antecessor dos Santos. 
Um pouco de decoro e de menor arrogância não lhe ficavam mal.

António Cabral (AC)

 

AC

NATUREZA,  PURO  e  DURO
AC

POUR  ÉPATER  LES  BOURGOIS ou
PARA  ENGANAR  INCAUTOS

Andam por aí alegrias enormes com a dita venda do Novo Banco.
E vegetam sempre nos mesmos círculos de amizades certas criaturas que têm a habilidade de passar a vida como "segundos" proeminentes.

Vegetam em sítios vários, como por exemplo aos Domingos de manhã num conhecido poiso na Praça de Londres em Lisboa. 
E vegetam com outros "facilitadores" amicíssimos de rosáceos com e sem cartão militante, do grupo dos que reclamam a devolução integral dos tais 3200 milhões que dos nossos bolsos foram enterrados no Novo banco.

O actual secretário-geral do PS não faz a coisa por menos, quer de volta o "cacau" todo!

É sempre estimulante ler as entrevistas de certos "segundos"! 

Algumas coisas que me saltaram à vista:
- serão os franceses a ficar com o negócio, ganharam aos espanhóis.

- os franceses terão prometido várias coisas! Tem de se acreditar, NÉ?

- o preço acordado parece ter sido bom.

- é sempre estimulante, curioso, analisar ao detalhe certas declarações e as "nuances" singelamente nelas contidas, como por exemplo, aferir certas expressões e depois …… SORRIR. 
Veja-se por exemplo:

- dá mais confiança de que, “a médio/longo prazo, o Estado será reembolsado de tudo aquilo” que injectou no Novo Banco.

- Pagar mais cedo… pode acontecer. Mas isto terá de ser avaliado porque, sejamos realistas, a situação líquida do Fundo de Resolução 

- confere a certeza de que o Fundo de Resolução vai reembolsar os créditos que obteve. 

verifica-se aquela ideia que a longo prazo, ou a médio e longo prazo, isto é neutro do ponto de vista do Estado. Ou seja, o Estado será reembolsado de tudo aquilo que desembolsou.

AC

 CULTURA

ai a política . . . . 
AC

"A  VERDADE,  O  GRANDE  OXIGÉNIO  DOS ESPÍRITOS  LIVRES

Bom dia, tenham uma boa 6ª Feira. Bom início de fim de semana.

Saúde e boa sorte. E muita paciência.

AC

 A  RODA

AC

GOVERNADOR

Mário Centeno estava no Banco de Portugal (BdP) onde, consta, o então governador não lhe acharia muita piada.

Foi autor depois de uns estudos para o PS de António Costa, e passou mais tarde para ministro das Finanças.

Das Finanças passou para governador do BdP. O seu mandato terminou no passado fim de semana.

Mas vai continuar até Setembro por força da legislação em vigor que atira para Setembro próximo a posse do sucessor, hoje divulgado, o professor e ex-ministro e actual economista chefe da OCDE, Álvaro Santos Pereira.

Os do costume já saltaram com unhas e dentes. Álvaro será político, não é independente, esteve com o Passos!

Não tenho competências e conhecimentos para ajuizar com rigor tudo isto.

Mas se estou bem recordado, creio que Centeno governador nem sempre foi "doce" para a governação de António Costa. Nem para Luís Montenegro.

Por outro lado, Centeno não escondeu anseios políticos, e nomeadamente a de Primeiro-Ministro, que Costa não conseguiu concretizar junto de Marcelo. 

Finalmente, os do costume, tipo esquerdalhada arrogante e sempre assanhada porque sim, ou Mariana Vieira da Silva, inflamarem-se por causa de Álvaro Santos Pereira, e denegrindo-o, que vai ser político e não independente como o cargo exige, só merece um democrático sorriso de desdém.

AC

25  JULHO 2025
> 1139 - Batalha de Ourique
> 1415 - Largou do Tejo uma esquadra com cerca de 20 000 homens embarcados com destino a Ceuta
> 1581 - Batalha da Salga
> 1581 - Filipe I entra em Lisboa
> 1582 - Açores, batalha naval de Vila Franca
> 1909 - Louis Blériot voa de Calais a Dover
> 1978 - Nasce o primeiro bebé proveta
> 2000 - Avião Concorde despenha-se depois de levantar voo de Paris, acidente que obrigou a parar toda a frota de Concorde
AC

quinta-feira, 24 de julho de 2025

OS  QUE  BEBEM  DO  FINO

Há os que bebem do fino, SEMPRE, toda a vida.
Por razões diversas e, concretamente, por pertencerem a certas famílias (em Portugal ou no estrangeiro) da alta finança, ou que sempre foram financeiramente robustos, por heranças etc.

Há os que bebem do fino e são pessoas pacatas, reservadas, educadas, não querem andar nas revistas cor de rosa.

Há os que bebem do fino e são exuberantes, para dizer o mínimo.

Há os que ingressaram em certas carreiras e, por essa via, conhecem / conheceram mundo, e em várias ocasiões beberam do fino, sendo que muitos, tinham formação e já sabiam beber do fino. Destes, há os reservados e os exuberantes.

Dos exuberantes, e/ ou aqueles que dão muitas e frequentes indicações do mundo que conhecem, caem muitas vezes na lamentável situação  de imaginarem que só eles e os seus do meio finório conhece mundo, bebe muitas vezes do fino, come com talheres de prata, Christofle, etc.

Quando leio certas criaturas, ou os ouço, como certos pedantes, como certos candidatos que andam para aí inchados (suspeito que sobretudo de vento), limito-me a sorrir, e recordo-me sempre de uma grande máxima que é, quer do domínio protocolar, quer da boa educação, e que é esta:"those who care don´t count; those who count don´t care"!
António Cabral (AC)

Os da BOLHA LISBOETA 

Os da BOLHA LISBOETA, QUE SEMPRE BEBERAM DO FINO, ANDAM AZEDOS. 

SOFREM DESFEITAS CONTÍNUAS.

JÁ NEM AO SEU QUERIDO CENTENO O MANTÊM NO POLEIRO. 

AINDA POR CIMA ATIÇARAM-LHE A IGF, MALVADOS, COMO SE NÃO FOSSE HABITUAL EM PORTUGAL, HÁ DÉCADAS, DECIDIR COISAS MUITO IMPORTANTES E COM GRANDES REFLEXOS FINANCEIROS, EM FIM DE MANDATO.

AZARES DA VIDA. 

AZARES DA VIDA QUE ACONTECEM NA VIDA DE TODOS. 

ACONTECEM AOS DE DIREITA (PARA OS DA BOLHA É SEMPRE BOM E BEM FEITO), E ACONTECEM AOS DE ESQUERDA (PARA OS DA BOLHA É SEMPRE INJUSTO, É SEMPRE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA).

DEMOCRATICAMENTE DEVEMOS RESPEITAR ESTES QUERIDOS. E MANDAR-LHES UM ABRAÇO DE AMPARO.

Ah, E UM SORRISO!

AC