sábado, 11 de novembro de 2023

UMA INDEPENDÊNCIA BEM RETRATADA

Todos os milhões de portugueses intelectualmente honestos, isentos independentemente da sua cor partidária /do seu entendimento de como melhor solucionar os problemas da nossa sociedade, percebeu perfeitamente a politização do Banco de Portugal quando António Costa passou Centeno para governador do Banco de Portugal.

Há não muito tempo, Centeno tomou atitudes impróprias de um governador do Banco de Portugal ao emiscuir-se na vida política nacional.

Mas, admitamos que, para muitos dos portugueses que acima identifico, restassem ainda algumas dúvidas sobre a idoneidade de uma pessoa que estando à frente do Banco de Portugal tinha a responsabilidade de pautar o seu comportamento e acções pela mais estrita independência.

Na sequência da pouca vergonha noticiada desde 3ª Feira passada, ficou a saber-se que Centeno aceitou ser candidato a PM temporário à consideração do inquilino de Belém.

Vou pensar que, tirando os facciosos, já ninguém tem dúvidas sobre a "peça" que se senta no gabinete de governador do Banco de Portugal.

A coisa é de tal monta que, para além de várias recusas por parte de certos quadros do Banco de Portugal em assinarem documentos que Centeno ansiaria que o fizessem, temos agora a notícia de que na próxima 2ª Feira a comissão de ética do Banco de Portugal vai avaliar a conduta de Mário Centeno por ter aceitado o convite de António Costa para liderar o Governo, caso obtivesse a anuência do presidente da República.

Mais palavras para quê? 
Apenas mais estas: estamos perante mais exemplos da seriedade e ética dos aldrabões políticos que afivelam rostos muito sérios e se  apresentam à frente de microfones e câmaras de TV para mostrar o seu espanto, tristeza, surpresa, angústia e etc.

Pantomineiros de alto coturno.
AC

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