sábado, 11 de novembro de 2023

Eventuais  FRAUDES  à  CRP
Lê-se por aí que Reis Novais alertou para uma “fraude à Constituição” se Marcelo adiar decreto de demissão. 

Reis Novais defendeu que o decreto de formalização da demissão do primeiro-ministro António Costa terá de remeter para a data de 7 de Novembro, o dia que Novais considera em que o Presidente da República anunciou que aceitava o pedido de demissão. 
Adiantou ainda Novais, que se o decreto for publicado daqui a semanas sem referir essa data, com vista a proteger a conclusão do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024), será então uma “fraude à Constituição”.

Posso estar distraído, mas ia jurar que o PR nem na 3ª nem na 4ª Feiras anunciou publicamente que aceitara o pedido de demissão de António Costa. Se estou enganado peço desculpa.

Eu não sou jurista, menos ainda constitucionalista.

Sempre que ouço este senhor arengar fica desconfiado.
Poderá ter razão neste caso, não sei.

O que sei é que é sempre pressuroso a atacar quem não seja do PS. 
Não sei se isto lhe advém de ter andado anos atrás de Jorge Sampaio.

Dou-lhe pouco crédito, independentemente de algumas vezes me parecer que teve razão no que apontou ou defendeu.

Mas um homem que nada reagiu (ou estive distraído?, se estive, peço desde já desculpa) quando o maior aldrabão político das últimas décadas disse - diga o que disser a CRP - deixa-me com dúvidas quanto a seriedade política e coerência.

Isto dito, e naturalmente correndo o risco de poder estar a escrever asneiras, no dia seguinte a António Costa ter apresentado o seu pedido de demissão ao PR, este devia ter publicado o decreto de exoneração e marcado de imediato eleições, no mais curto prazo constitucional. 
Qual orçamento, qual estabilidade, qual PRR, qual arranjinhos dentro do PSD e dentro do PS. 

Esta coisa de dar meses aos partidos - ai coitadinhos, têm de se organizar - de se levar meses a marcar eleições, de levar meses a constituir governo, de levar imenso tempo para tudo e mais alguma  coisa, é bem revelador do triste país que somos. Tudo mais devagar que no Alentejo.

Mas é o que temos, gente toda muito séria, de uma ponta a outra, bovinidade e mansidão no povinho pois nada disto é do seu interesse, certo?
haja paciência democrática para conseguir conviver com isto.
AC

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