terça-feira, 22 de abril de 2025

22  ABRIL  2025
DIA MUNDIAL DA TERRA
> 1500 - Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil
> 1529 - Tratado de Saragoça
> 1640 - Nasce Mariana Alcoforado
> 1834 - Quadrupla Aliança, D. Pedro, Inglaterra, França, Espanha, dando assim força a D. Pedro para combater D. Miguel
> 1870 - Nasce Lenine
> 1898 - Nasce a nova CUF, resultante da fusão da Companhia Aliança Fabril de Alfredo da Silva com a CUF do Visconde da Junqueira
> 1924 - Nasce Carmen Dolores
AC
FERROVIA . . . . à Portuguesa
Agora que andamos em período eleitoral, em campanha eleitoral (estamos sempre em campanhas eleitorais diga a lei o que disser, que ninguém cumpre), leio declarações dos políticos do PS e do PSD e particularmente do inarrável Pedrinho.

Lembro-me que este senhor (Pedrinho) pertenceu a uns governos com e sem geringonça, que na prática foi sempre o mesmo durante um pouco mais de oito anos com exaltante e superior direcção de António Costa, de cognomes, "o habilidoso", "o virador de páginas", o "promessas".

Pessoalmente, considero esse dirigente o maior aldrabão político das últimas décadas.

Mas o meu ponto é a ferrovia e Pedrinho.

Posso estar distraído, além de que ainda não vi senão um debate e apenas vou lendo as gordas via NET, não tenho assinaturas. E há muito  que não compro jornais.
Um bom amigo remete-me de vez em quando alguns artigos.

Isto dito, uma das minhas curiosidades era ouvir Pedrinho sobre a ferrovia.
Porquê?

Porque creio que ao longo desses oitos anos se posicionou como o inovador, como o fazedor da ferrovia nacional.
Não houve atrasos nas obras das linhas das Beiras que o tivesse perturbado. António Barreto qualifica-o bem, um fazedor de sarilhos.

Do pouco que sei, mas tenho seguido este tema com alguma atenção, creio que há mais de 20 anos que se sucedem planos sobre planos.

Quando refiro 20 anos quero concretamente referir o inicio da governação socialista, de Sócrates, que teve como herança no plano da ferrovia as pouca vergonhas, as incompetências, as inações, dos governos anteriores do seu partido (PS) e dos do PSD.

Mas, em 2005 abria-se uma época nova!
2005-2009 + 2009-2011 e . . . Zás, bancarrota, embora estejam por aí certas criaturas que afirmam - não senhor, nada de bancarrota, havia dinheiro para pagar vencimentos e pensões ainda por muito tempo!!!!!!
O ministro das finanças de Sócrates é que tinha enlouquecido!

Claro que em 2011, ao entrar a Troika, ficou quase tudo congelado. Avanços na ferrovia também.
Mas, alto, que depois de Passos Coelho ter livrado o país da Troika em finais de 2014, nas eleições de 2015 António Costa, de forma natural, LEGITIMAMENTE, CONSTITUCIONALMENTE, arranjou apoio parlamentar, e formou governo.
António Costa governou (???) formalmente durante um pouco mais de oito anos.

O que aconteceu, por exemplo com a ferrovia?
Bem, repetindo-me, a seguir aos erros do PSD e do PS antes de 2005, a seguir ao desvario de Sócrates, a seguir ao estrangulamento da Troika em que basicamente nada se podia fazer, Costa teve um pouco mais de oito anos para meter comboios nas linhas. Para começar a finalmente por a ferrovia em marcha. Ele e Pedrinho!

 Planos não faltaram diz-se até que o papel aguenta tudo, os comboios é que não saem do papel.

Dos mais recentes e conhecidos planos temos, PETI 3+, Ferrovia 2020, PNI 2030, PFN e, se já não bastassem, agora com a arrogância conhecida ouço esta gente PSD falar em «novas rotas» do Minho ao Algarve, talvez até serviços da CP até à Corunha e a Salamanca. 

Ou seja, Costa e Pedrinho gastaram o tempo a virar páginas mas ferrovia a sério é que não.
Em cima desse descalabro, este PSD arrota mais planos.
E comboios?
Tirando os eléctricos dos meus netos . . . . 
Material circulante novo para a CP . . . . pois!
Mandem construir na SOREFAME!
Hum . . . . ah, estão aqui a segredar-me que essa empresa não existe!

E o curioso se recordo bem, é que houve um concurso em 2021 para aquisição de 117 comboios para a CP.
Claro que a culpa não é, NUNCA, dos governos nem dos cadernos de encargos por eles elaborados, é sempre dos litigantes, SÓ!

Ah, e naturalmente, sempre muitos estudos e mais planos e mais consultorias, e mais assessorias, e mais . . . tempo que passa!
E mais engordam os consultores, os assessores, os do costume!

O costume!
Pedrinho não apresentará nenhum novo plano alternativo à desfaçatez do PSD?
Aguardemos.
AC

 

Tenham um bom dia. Saúde e boa sorte

AC

segunda-feira, 21 de abril de 2025

 2ª Feira, caminhada matinal

AC

A NOTÍCIA DO "PERDÓCIO"

Mário Nogueira. O mais antigo líder da Fenprof já não regressa à escola.
Controverso. Duro. Preparado. Os ministros sucediam-se, ele perdurava. O histórico da Fenprof sai de cena ao fim de 18 anos. Ao PÚBLICO recorda as maiores guerras. Quem com ele negociou, também
.

O PERDÓCIO é impagável.
Escreveram - já não regressa à escola 😂😂😂😂😂.

Mesmo para lá dos 18 anos de dirigente principal da Fenprof quantas aulas, durante quantos anos, e a que disciplinas deu aulas?
Serviço público seria explicar isso. Ou não?

Depois admiram-se, e vem a seguir a Susana Peralta perguntar - já comprou o jornal?

Bom dia, saúde, boa sorte, boa semana.
AC
Administração Trump planeia encerrar consulado dos EUA em Ponta Delgada
Casa Branca vai propôr ao Congresso uma redução em 48% do orçamento do Departamento de Estado. Presença diplomática norte-americana na Europa passa a ser menor que a da China
.

Esta notícia suscita-me o seguinte:
1. Há pelo menos 20 anos que ouço falar na questão do encerramento do consulado americano em Ponta Delgada. Um consulado que, salvo melhor opinião, é bastante pindérico, como pindérico era o cônsul (??) que conheci no período (2004/ 2006) em que por razões profissionais estive nos Açores, com base em Ponta Delgada.

2. Creio que, legitimamente, com esta notícia ficamos mais descansados pois indicia que, afinal, o oxigenado não quer comprar os Açores.

3. Admito, como SEMPRE, estar a ver mal as coisas mas, esta e outras pequenas coisas que se vão sabendo tendem a confirmar que os EUA atravessam claramente um problema de algum modo semelhante ao que outros países enfrentaram, só que não chamam a "Troika"! 

4. Por outras palavras, balança comercial, dívida externa, crise social, crise cultural, balança de pagamentos, desindustrialização, deslocalização de empresas, investimento estrangeiro, retrocesso tecnológico, imigração ilegal, (falta de) respeito pelas instituições, "fendas" no sistema democrático, etc.

Aguardemos então, tal como pacientemente aguarda o Xi; ele não está lá há 12 anos apenas por acaso e por isso, também, anda em périplos pela Ásia; tal como o miserável Putin, não está lá por mero acaso).
AC

AC
 

DEMOCRACIA
Em Democracia é importante, senão mesmo decisivo, aceitar,
- o valor inultrapassável que é a liberdade,
- as não unanimidades,
- pluralidade de ideias, 
- divergência de pontos de vista,
- o imprescindível que é, ter respeito pelos outros.

- NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM LIBERDADE
- NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM PARTIDOS POLÍTICOS.
- NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM ELEIÇÕES PERIÓDICAS
- NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM LIBERDADE DE EXPRESSÃO
- NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM LIBERDADE DE OPINIÃO
- NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM SEPARAÇÃO DE PODERES
- NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM SISTEMA DE JUSTIÇA INDEPENDENTE, CÉLERE, SEM FAVORECIMENTO DOS PODEROSOS

Em Democracia, todos os titulares de órgãos de soberania devem ter bem interiorizado que o são temporariamente e, assim, devem cumprir escrupulosamente a Constituição da República Portuguesa, e ter sempre presente os seus valores e, assim, SERVIREM a sociedade e os seus concidadãos que os elegeram e não, SERVIREM-SE dos cargos.

Alguém que lhes explique. 
Alguém que lhes explique que já estão muito atrasados para "emendar a mão".

Bom dia, saúde e boa sorte

António Cabral
21  ABRIL  2025 
> 1577 - Faleceu o navegador Diogo Rodrigues
> 1870 - Com a decisiva intervenção do presidente americano Ulysses Grant e da comissão internacional que integrava, a ilha de Bolama é definitivamente considerada portuguesa
> 1910 - Faleceu Mark Twain
> 1918 - I GG, morreu em combate o "Barão Vermelho"
> 1926 - Hidroavião "Infante de Sagres" tripulado por oficiais de Marinha levanta do Tejo para a viagem Lisboa-Madeira-Açores-Lisboa
> 1960 - Brasil, inauguração de Brasília, que se torna a capital do país
> 1985 - Estoril, corrida de Fórmula 1, vence Ayrton Senna
> 2025 - Faleceu o Papa Francisco
AC

domingo, 20 de abril de 2025

 QUE SE PASSOU de 1997 a 2025 ?

Este livro é de 1997. Nesta altura este ideólogo, este influente homem na política externa americana escrevia isto que mostro em baixo.


Que se passou de 1997 a 2025, que se alterou na visão que em 1997 a China deveria ser um aliado natural dado o que nesta página o autor explica, e aquilo que aparentemente vigora agora nos EUA relativamente à China?

Eis um tema muito interessante de se estudar com profundidade, para lá dos vómitos do Trump.

AC

LIBERDADES, de OPINIÃO e EXPRESSÃO

Respeito, SEMPRE, as opiniões de outrem.

Vem isto a propósito do "Perdócio", que é guia espiritual de certas esquerdas!

Há anos que não compro esse jornal, que comprei desde o seu início com Vicente Jorge Silva.

Mantenho as razões para continuar a não o comprar. Um bom amigo envia-me de vez em quando artigos desse OCS

Mas se tivesse dúvidas, bastava Susana Peralta para continuar a não comprar. Uma senhora que há tempos no final de um seu artigo perguntava: já comprou hoje o jornal?

Safa!

AC

 

AC

OPTIMISMO
O optimismo é a coragem dos inteligentes.

Tenham um bom Domingo de Páscoa.

Saúde, boa sorte.
AC

DOMINGO
20 de Abril de 2025, Domingo de Páscoa
AC
20  ABRIL  2025
> 571 - Nasce Maomé
> 1233 - Papa Gregório IX através de várias Bulas dá reinício à Inquisição
> 1709 - Terreiro do Paço, Bartolomeu de Gusmão ensaia o seu aeróstato/ balão de ar quente
> 1824 - Abrilada de D. Miguel
> 1846 - Nasce Serpa Pinto
> 1889 - Nasce Adolf Hitler
> 1893 - Nasce Joan Miró i Ferrà
> 1911 - Portugal, lei de separação da igreja e do Estado
> 1922 - Diocese de Vila Real criada por Bula de Pio XI 
> 1974 - Comissão política do movimento tem pronta a última versão do Programa do MFA
AC
PASSAM  OS  ANOS . . . 
. . . . . . . 
É verdade que os valores de "pátria", "patriotismo", "sentimento nacional", pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda
É um erro funesto. 
Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.
(Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade)

Passam os anos e não tomam atenção a esta realidade.
Depois queixam-se.

António Cabral
FOTOGRAFIA
Como aqui confessei muitas vezes sou um bocado maluquinho da fotografia. Um manhoso fotógrafo amador. 

Comecei a fotografar em 1969, com a minha Canon Canonet 19. 
Com esta máquina, tirei muitas fotografias a preto e branco e muitos slides coloridos. Usei também a do meu há muito falecido pai, Canon, Canonet 17.

Naturalmente, no plano das técnicas de fotografia, em 99% dos casos essas muitas fotografias e slides são verdadeiras porcarias, mas com o maravilhoso aspecto de registar momentos bons da minha vida.

Os anos foram passando e a fotografia tornou-se um passatempo mais constante particularmente a partir de 1991 quando adquiri a Nikon analógica (F 801 S, salvo erro era esta a sigla). Para trás ficaram as várias máquinas Fuji e Yashica.

Em 2000, a fotografia começou a ser para mim um passatempo ainda mais importante e sempre ou quase sempre associada a caminhadas.
Em 2006 foi possível passar para a digital Nikon D 90, que continua a ser a "minha companheira" nas caminhadas e nas divagações fotográficas.

Sendo embora suspeito, de vez em quando consigo obter algumas fotografias bem razoáveis quando apreciadas no plano da técnica fotográfica.

Como certamente toda a gente, fotografo o que me apetece: coisas que considero interessantes ou, às vezes até, nem por isso, natureza, ambiente, fragmentos do quotidiano, animais, pessoas, objectos, árvores e plantas e flores, viaturas, barcos, regatas, atletismo, alimentação, castelos, faróis, etc. 

Tenho fotografias do tempo da guerra em África, na então nossa Guiné (1971/ 1973), algumas curiosas, em Bissau, e duas ou três bem feias por retratarem realidades dos horrores daquele tempo.

Vem este arrazoado a propósito de fotografia, naturalmente, mas particularmente de fotografias da "World Press Photo" (WPP).

Quando olho para muitas das fotografias que anualmente se conhecem a propósito da WPP, como manhoso fotógrafo amador que sou sinto-me uma verdadeira formiga, daquelas muito pequeninas, que quase não se conseguem ver.
Para ser uma formiga grande, gorda, daquelas pretas com grandes tenazes e que se encontram em carreiros nos campos, falta um bocado. Mas continuarei.

Quer nas fotografias do WPP, ou nas de Gajeiro, Alfredo Cunha, etc., e para o meu gosto e sensibilidade naturalmente, há fotografias que considero espectaculares.
Estou por exemplo a recordar aquela da WPP de há anos retratando o rosto da miúda da Ásia com uns olhos lindos, verdadeiros faróis, e que tinha sido uma desgraçada.

Mas, para mim, naturalmente, na WPP encontro fotografias que, no plano da técnica serão fabulosas mas que, para o meu gosto e sensibilidade não aprecio.
Sempre me repugnou o aproveitamento excessivo de horrores. 
Sei que existem, a natureza humana tem facetas horríveis.

A fotografia da WPP, mostrando um menino palestiniano horrivelmente estropiado na sequência da barbárie que prossegue na Faixa de Gaza e em todo o Médio Oriente é, certamente, uma magnífica fotografia no plano da técnica. É, certamente um eloquente testemunho dos horrores que referi.
Mas, por mim, é um prémio lamentável.

Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem mas, para mim, os horrores naquela região não são muito diferentes dos que se passam por exemplo no Sudão e no Darfur, ou as atrocidades sobre mulheres e crianças no Afeganistão, embora estes horrores não tenham (creio) a intervenção de Israel e do Irão.

Por mim, os horrores por esse mundo fora, perpetrados no Afeganistão e em outras partes da Ásia (por exemplo minorias na China), em África, nas Américas do Sul e Central, nos Médio e Extremo Oriente, na Ucrânia, devem continuar a ser desmascarados.

As fotografias de, aldeias, vilas e cidades arrasadas sem por quem for, devem ser mostradas. Como mostradas devem ser as filas de quilómetros de gente a fugir das guerras.

Como foram mostradas as fotografias de Nagasaki e Hiroshima mas, sobre estas, sempre me repugnou que mostrassem em plano grande uma criança ou um adulto que de humano já nada tinham, tão selvaticamente estropiados.
Fotografias desse massacre sim, mas sem expor em tão grande plano a cara de uma pessoa tão horrivelmente martirizada.

Pessoalmente tenho as maiores dúvidas quanto a fotografias que excessivamente mostrem horrores como o do menino palestiniano.
Que mais não seja por respeito para com esse ser humano que nunca mais terá uma vida digna. É a minha opinião.

Como sempre, admito não estar a ver bem as coisas.

António Cabral (AC)

LIDO  POR  AÍ

A propósito do falecimento de João Cravinho, li que um figurão referiu e, por mim, muito justamente, que Cravinho era um homem de grandes ideias” e focado “nos problemas concretos” de Portugal, e que teve sempre uma grande e concreta ligação aos problemas do país”.

Li que foi dito -  não há muitos como o João Cravinho.

Estas muito justas referências proferidas sobre João Cravinho podiam fazer reflectir quem as profere, olhar para trás. Tenho quase a certeza que isso não acontecerá!

Que eu saiba, João Cravinho sempre procurou servir o país, e creio que não se serviu dos cargos que exerceu.
E, que se saiba, sempre procurou combater o flagelo da corrupção, sempre procurou que se implementassem medidas concretas para essa luta.

Quem agora o elogia que trabalho tem nesse tema?
AC

sábado, 19 de abril de 2025

CHAPÉUS HÁ MUITOS, e BARRETES TAMBÉM

Barretes enfia quem quiser. Depois queixem-se.

Neste chapéu, fotografado em Novembro de 2011, em Ilhéus (terra dos coronéis), Brasil, e em Vasco Santana, me inspirei para o nome do meu blogue.
António Cabral

 UMA  ROTA

Rotas pelas chamadas aldeias históricas, 12.
Aldeia de Monsanto, Idanha-a-Velha, Castelo Novo, Piodão, Belmonte, Sortelha, Linhares da Beira, Trancoso, Marialva, Castelo Rodrigo, Almeida, Castelo Mendo.

Bom Sábado, saúde, boa disposição e muita paciência. Boa sorte.
António Cabral