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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

OS  JUÍZES
Os juízes têm uma “proposta disruptiva” no papel: a inteligência artificial tem de chegar aos tribunais. (do Expresso)

Antes da artificial, talvez outras coisas mais simples, não?
A inteligência humana, menos corporativismo, menos estranhas promoções para o STJ para logo de imediato de lá saírem com reforma melhorada, terminar com o regresso ao trabalho de juiz após exercício de cargos políticos e desportivos, etc.
AC  

sexta-feira, 16 de abril de 2021

COMPLEXIDADE  SISTEMA  JUSTIÇA.
COMPLEXIDADE,...... sim,....... de facto.
Mas,......... e o cidadão comum ? 
Será assim tão difícil perceber certas coisas?
Consideram a plebe tonta e por isso o regabofe constante.
Continua a verificar-se que uma série de tratantes que empestam a sociedade portuguesa se riem na cara de todos os cidadãos comuns. O presidente do sindicato dos juízes disse mais ou menos a mesma coisa, mas tenho as maiores dúvidas de que ele e os seus queiram mesmo e a fundo alterar este putrefacto estado de coisas. Na bolha dos catedráticos, dos escritórios e das lojas, das elites, dos titulares de órgãos de soberania, dos instalados à mesa do OE, nestes meios escrevem "coisas" e que a "coisa" é muito complexa, dizem até alguns - a justiça é, porventura, o domínio em que todos, como comunidade, mais falhámos - frase que li mais do que uma vez. Notável como envolvem sempre a comunidade, como se a comunidade estivesse por trás da feitura dos códigos e das leis que geram e mantêm a putrefação cada vez mais evidente.

E há até os que, a coberto da sua formação catedrática argumentam com base no sistema, e em parte bem, mas não conseguem disfarçar o comprometido agradecimento por lhes terem dado a oportunidade de desfrutar de uns anos na Europa. Enfim, partem sempre do princípio de que a generalidade do cidadão comum é tola, parva, ignara.

Vem isto a propósito da detestável criatura que uns tantos decidiram designar como animal feroz e do processo que o envolve mas, sobretudo, do que vou vendo por aí depois da arenga do juiz Ivo Rosa na 6ª Feira da semana passada.
Pessoalmente considero uma tolice andar por aí uma petição popular para afastar Ivo Rosa, leio nos jornais que já vai em mais de 150000 assinaturas. Bem podia até estar num milhão ou dois, só revela que a maioria é completamente ignorante das bases do regime e sistema em que felizmente vivemos. 

Não sou jurista, mas sempre me interessei pelo direito, e continuo a considerar que o problema nº 1 de Portugal sempre foi e continua a ser o sistema de justiça. Fiz uma incursão no direito anos atrás, sem que alguma vez tenha tido a intenção de abandonar a minha profissão, de  que tenho imenso orgulho. Essa incursão ajudou-me a melhor compreender a nossa sociedade. Isto dito, anda por aí muita gente que continua a não perceber conceitos básicos, designadamente, a separação de poderes, a independência dos juizes, e a autonomia do MP. E está bem assim.

Continuo a acreditar que Sócrates foi bem detido em 2014, sendo repugnante que alguém (MP, juiz de instrução, oficial de justiça, advogado?) tenha avisado as TV e a coisa se tenha automaticamente transformado naquilo em que nunca devia ter caído.
Neste como em quase todos os processos, sistemáticos e inqualificáveis quebras de segredo de justiça mas, é minha opinião, não acredito que tenham partido sempre do MP.
Acho piada alguns importantes das leis falarem (e bem na minha opinião) sobre o corporativismo das instituições judiciárias mas carregam sobretudo na tecla do MP e do inerente sindicato, como se não existissem outros corporativismos activos e outras pressões/ intervenções incluindo por parte de alguns desavergonhados ex-ministros da justiça.

Outros aspectos que como cidadão comum me chamam a atenção há muitos anos são, a insuportável demora de anos de investigações, as intervenções de certa imprensa, os meios disponíveis no MP e na PJ e nas Finanças para investigarem com as mais diferentes perícias a criminalidade económico-financeira, o colarinho branco, a corrupção, etc. 
Quanto à questão "meios", são repugnantes os discursos - já lhes demos mais meios - vindos designadamente de conhecidas criaturas com uma descarada ausência de vergonha na cara.

Para mim é muito simples: um sistema em que, se demoram anos e anos com processos como o de Sócrates e muitos outros farsolas, em que imensos processos nos tribunais administrativos levam anos e anos a terem um desfecho, é um sistema de justiça que não funciona. E não funciona porque, os políticos, os sucessivos titulares de órgãos de soberania, as elites, os catedráticos das leis, não querem que funcione. Com as super garantias e os sucessivos recursos e alçapões das leis para permitir as vergonhosas manobras dilatórias, assim se protegem as fugas de capitais, a corrupção de políticos, banqueiros, autarcas, variados servidores do estado, etc., e assim as declarações de património são quase sempre incorrectas ou aldrabadas ou rasuradas, e assim as declarações em muitos casos mentirosas fazem o seu caminho. Até aldrabam moradas e depois dizem-se ofendidos e ofendidas e pedem suspensão de funções para defender o bom nome. E não têm vergonha na cara quando dizem estas coisas.
E assim, quem entra remediado e sai com património dificilmente explicável a não ser na Torre do Tombo ri-se de mim e de outros, porque os doutores entendem que ninguém tem de explicar de onde lhe vieram os proventos. A menos que seja cidadão comum, claro! 

Escrevem algumas sumidades que reconhecem a necessidade do sistema dever ser melhorado, sem dúvida, mas como isto é muito complexo........... Que cambada de malandros.

Querem legitimamente vir para o serviço público, candidatar-se por exemplo a deputado, a Presidente da República, a magistrado, a autarca, etc.? Pois é fácil, antes de iniciar funções tem de declarar o seu património todo. Aliás, para certos casos, devia haver audições prévias como nos EUA.
Anos mais tarde, cansados do serviço público, coitadinhos, nova declaração, a ser verificada escrupulosamente e, se detectado algo difícil de explicar, têm de explicar com detalhe.

É isto um Estado polícia? Tenham vergonha na cara e lembrem-se: quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem. SIMPLES.
Confiemos na justiça? Tenham vergonha quando escrevem isto.
Não confio. E quando vejo coisas como a definição do início da contagem do período para eventuais prescrições nomeadamente quanto a corrupção, fica tudo explicado quanto á honestidade intelectual (será só esta?) de quem assim legisla.
Não confio na justiça portuguesa, e não tenho nenhum respeito por titulares de órgãos de soberania que não respeitam os seus concidadãos.
AC

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

SE ISTO FOR EXACTAMENTE ASSIM.....
(dos jornais)
"Ex-presidente do Tribunal da Relação de Lisboa é empresário, apesar de a lei não lho permitir
Firma ligada à arbitragem extrajudicial de conflitos foi criada em Maio de 2018 e facturou 190 mil euros em 2018. Vaz das Neves admite que nunca pediu autorização ao Conselho Superior da Magistratura".

Se isto for exactamente assim, e sabendo-se que o presidente do CSM é exactamente o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, se nada acontecer disciplinarmente a este ex-presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, fica confirmado o que se sabe há muito e que é, a pouca vergonha que impera no sistema de justiça, a impunidade reinante no mundo do sistema de justiça.
Desembargadores que mais parecem reizinhos.
Acima deles, consideram-se imperadores? Será?
AC

domingo, 29 de dezembro de 2019

TEMOS CRP , FELIZMENTE digo eu
A CRP entre muitas outras coisas define o Conselho de Estado.
Outra coisa bem diferente são certos conselheiros, as suas coerências, os seus trajectos de vida, a sua postura. 
Respeito, sempre, as opiniões alheias. 
Mas concordo umas vezes e discordo outras das opiniões alheias. MAS RESPEITO-AS.
No caso de Francisco Louçã a maioria das vezes discordo dele.
A propósito da legítima/ legal/ decisão do Conselho de Estado autorizando António Costa a responder apenas por escrito ao juiz que tem entre mãos o caso TANCOS, Louçã teceu diversos comentários.

Concordo completamente com este ideólogo "Trotskista" quando refere que Carlos Alexandre publicitou que ia pedir para ouvir António Costa. Uma coisa inacreditável e mais que lamentável.
Pergunto, a que título é que isto foi feito?
Não é, no mínimo um disparate imenso, isto para não dizer certas alarvidades e adjectivações ainda que lhe caíssem (ao juiz) que nem luva?
Um juiz, qualquer que seja, deve ser reservado, discreto, e para mais em casos melindrosos, e nunca se esquecer que é titular de um orgão de soberania.
Concordo, ainda, com o "Trotskista" nas considerações acerca de certos detalhes que Carlos Alexandre deu a conhecer publicamente sobre o que queria esclarecer com António Costa. 
Se eu dissesse que era tudo uma idiotia estava a ser muito ligeiro! TUDO ISTO MAIS QUE LAMENTÁVEL.

Agora, como é seu timbre, o "Trotskista" entrou por outros campos e aí tenho algumas discordâncias.
Se compara Carlos Alexandre ao Brasileiro Moro então, como cidadão que observo as pouca vergonhas por cá e lá por fora, sinto-me no legítimo direito de considerar que Louçã enquadra no mesmo estatuto dos "sem vergonha" quer uns quantos Brasileiros quer uns quantos pantomineiros que por aqui se pavoneiam e que aparentemente ele defende. O engraçado é que parece que são quase todos amigos uns dos outros.
Será isto que Louçã queria referir?

Por outro lado, este ideólogo BE parece querer convencer-nos que por felizmente existir a CRP os titulares de orgãos de soberania têm de ser preservados de certas chatices. 
Responder a juizes cara a cara? Era só o que faltava.
Isso é para o Povão, nunca para catedráticos, conselheiros, PM, PR, deputados, enfim elites!
Avança até que é tradição responder por escrito e, como António Costa foi apresentado para testemunha pelo seu grande amigo Azeredo, o pedido do juiz não tem nenhuma justificação.
Não tem justificação?
TRADIÇÃO?????
Quase apetece responder-lhe como Sócrates na AR anos atrás - a tua tia!
O ter poderes próprios e funções próprias bem delimitadas pela Constituição da República Portuguesa, em que é que isso impede um PM de se sentar em frente a um juiz?
Igualdade uma OVA.

O que é cada vez mais tradição nesta podre democracia é o amontoar de casos escandalosos e o aumentar de proteção execrável dos grandes senhores.
Aliás, não é nada por acaso que, décadas atrás, certos senhores  foram tecendo as teias jurídicas que deram no actual "safar da malandragem" e depois vê-los sentados agora no topo da máquina do Estado.
É mais um caso, este do sr Louçã, a manter geralmente que somos todos iguais mas, a espaços, defender que há uns mais iguais que outros.
Lamentável, mas nada de espantar nesta criatura "Trotskista".
O Juiz Carlos Alexandre dá ideia que, de vez em quando, bate com a cabeça na parede, e a seguir só faz disparates.
O sr Louçã, repito, de quem respeito as opiniões mas de que discordo bastante, dá cada vez mais a ideia de que são escassas as vezes em que não bate com a cabeça na parede.
AC

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

UM RESTO de DECÊNCIA
Afinal, parece que por lá ainda existe uma resto de decência, uma certa vergonha na cara. Sinal de alguma esperança no sistema de justiça?
É melhor aguardar para ver. Aguardemos sobretudo pelas decisões do outro.
"Conselho Superior da Magistratura decidiu arquivar o processo disciplinar relativo ao juiz do Tribunal de Instrução Criminal Carlos Alexandre por declarações sobre o sorteio da fase de instrução do processo Operação Marquês".

AC

sexta-feira, 26 de julho de 2019

QUE INTERESSA ISTO?
A juíza conselheira Maria Clara Sottomayor renunciou esta quinta-feira às suas funções no Tribunal Constitucional.
Que interessa isto num clima noticioso tão mau como o nacional onde, uns atacam/referem Boris por supostamente ser um académico, outros noticiam as diatribes do sr Cabrita (desta vez não puxou o microfone), outros não se insurgem por o PS quantificar todas as propostas/ promessas mas não mostrar as contas (é difícil ser mais aldrabão), outros noticiam os incêndios de forma inacreditável ou o sr Pardal Henriques, e sempre superficialmente?
A mim interessa-me.
Desde logo porque, é uma senhora juíza eleita na AR por proposta do PS e muito aplaudida pelo BE.
Desde logo porque, atitudes deste género tomadas por titulares de orgãos de soberania, deviam ser claramente explicadas aos cidadãos a menos que sejam do foro privado familiar, que não creio ser o caso.
Ao não ver nenhum pesar na página do COMENTARIADO nacional, ao não ver nenhuma reação partidária a isto, cheira-me a coisa estranha.
Enfim, com o que eu me preocupo.
Mas tenho a sensação que a maioria dos meus concidadãos está-se borrifando para estas coisas, interessa é se o Fábio Coentrão vai ou não para o Porto, se o Danilo chegará ou não a vias de facto com o treinador, e por aí fora.
Desgraçada sociedade.
É que as Catarinas e outras cantando os amanhãs, titulam os políticos nacionais e estrangeiros mas parecem esquecer que muitos deles, que na minha opinião são de facto inacreditáveis para dizer o mínimo, existem porque as sociedades votam neles.
O que bem define o estado educacional, civilizacional, das sociedades.
AC

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

AI SE O RIDÍCULO MATASSE........
"Governo, PGR e forças de segurança reúnem-se. Agenda: violência doméstica. "Cada vida humana perdida num caso de violência doméstica é uma ofensa profunda à sociedade", disse António Costa, no Parlamento.

Há quantos anos se repete isto? Há quantos anos os magistrados judiciais fazer olhos e ouvidos moucos?
Não foi o próprio Costa a dizer que é sobretudo um problema de mentalidades, cultura?
Com estes juízes não vamos lá de certeza.
AC