Da ALDEIA
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Na rua da minha amada
não se pode namorar:
de dia, velhas ao Sol;
à noite, cães a ladrar.
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A cana do milho grosso
nasceu debaixo do chão.
Os olhos do meu amor
trago-os no meu coração.
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Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
ADMITO, como SEMPRE . . . .
Admito, como sempre, que posso a estar a ver mal as coisas, que posso estar enganado, que posso estar a ser injusto.
Mas, o que em baixo reproduzo tirado dos jornais, não demonstra que isto está cada vez mais patético, que isto é pelo menos caricato, para não usar o adequado vernáculo?
Um septuagenário que, lamentável e deploravelmente, continua a não aceitar que devia ver-se ao espelho em casa, apenas, e não andar a palrar constantemente pronunciando-se sobre tudo e sobre nada, sucessivas vacuidades, para depois ao espelho perguntar - sou ou não sou o rei?
É que se tornou o rei do patético, do insuportável, tornou-se num dos maiores anestesistas da sociedade portuguesa.
Passou de um homem que aproximou (e fez bem) os portugueses das instituições para um dos principais responsáveis pelo adormecimento dos cidadãos, pelo espalhar do vírus da imbecilização.
Tornou permanente o espírito da bovinidade. Lamentável.
Marcelo Rebelo de Sousa optou por não comentar o ‘recado’ de António Costa sobre a necessidade dos “políticos” respeitarem a maioria absoluta do PS que saiu das legislativas antecipadas de 2022 e de não complicarem “a vida dos portugueses”.
“Nunca comento declarações de líder partidários. Portanto, o que me está a dizer é que o líder do PS falava numa reunião do PS e eu não comento”, afirmou o Presidente Marcelo aos jornalistas, à saída da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém.
António Cabral (AC)
A PROPÓSITO DE CUIDADOS DE SAÚDE
Os AMIGOS
Já se sabe há muito, cada cabeça sua sentença. E cada sentença deve ser respeitada, depois de ponderada, concorda-se ou discorda-se.
Vem isto a propósito da vida e dos amigos.
Décadas de vida passadas verifico que muitas pessoas referem ter imensos amigos.
Conheço pessoalmente centenas de pessoas.
Dessas centenas, a muitas pessoas devoto consideração, respeito, e até amizade. E de muitas dessas recebo clara retribuição.
Destas pessoas, com algumas estão crescendo a consideração e a amizade.
Estou a dizer isto porque até ao presente na família me ouvem dizer sempre que amigos a 100% tenho 4 civis e 4 ou 5 militares e, curiosamente, todos da Marinha de Guerra (designação antiga), hoje Marinha, porque não há guerra, eh.... eh.... eh.
E lembrei-me de falar disto, dos amigos, porque soube por portas travessas que, infelizmente (ou felizmente porque julgo que há anos sofria imenso) faleceu um desses amigos civis.
O Luís era um homem com virtudes e defeitos como todos nós. Para alguns terá sido o causador único da destruição familiar, e do afastamento, como se não houvesse culpas repartidas quando tal ocorre.
O Luís fugiu, há anos. Periodicamente falávamos, fui ter com ele à terra natal. A pouco e pouco foi-se afastando, fugiu mesmo para o estrangeiro. De repente nunca mais foi possível o telefone, o mail. O Luís desapareceu.
Homem muitíssimo culto, ansioso pela melhoria do país, orgulhoso das suas origens, orgulhoso da sua terra natal, colheu bons frutos da vida profissional e da vida política, mas sofreu também reveses vários em função da vida política, e muito o magoou um conjunto de safadezas de conterrâneos.
E muito o magoou o desprezo a que foi votado pelos familiares que, apesar do desfazer da família, tinham a obrigação de sangue de não o ter desprezado. Triste e lamentável.
Descansa em paz Luís.
António Cabral
QUE DESASSOSSEGO . . . . .
Vivemos em enorme desassossego. Nacional e internacionalmente.
Uma falta de juízo inacreditável, por todos os lados, chancelarias, palácios, instituições.
Galambices, Costices, Marcelices, Augustices, Venturices, Brilhantices, Socratices, Catarinices, Raimundices, Rochices, Montenegrices, Dioguices, Moedices, Louçãzices, Paixanices, Marinanices, Mendoncices, Abrantices, Medinices, Stilwices, Ricardices, Moreirices, Lourencices, Cavaquices, Césarices, Ramalhices, etc.
Putinices, Ursulices, Bidenices, Zelencices, Xiices, Guterrices, Sunakices, Borrelices, Erdoganices, Blinkenices, Lavrovices, Cavusogluices, etc.
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Este culto da humanidade, com os seus ritos de Liberdade e Igualdade, pareceu-me sempre uma revivescência dos cultos antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses tinham cabeças de animais.
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Não tomando nada a sério, nem considerando que nos fosse dada, por certa, outra realidade que não as nossas sensações, nelas nos abrigamos, e a elas exploramos como a grandes países desconhecidos.
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António CabralSOBERANIA, e CARESTIA de VIDA

SOCIEDADE, CIVISMO, AUTARQUIAS, AUTARCAS
Há dias foi Marcelo que resolveu indicar um dos muitos buracos no passeio mesmo junto a uma esquina do Palácio de Belém.
As TV mostraram quão atentos e pressurosos estão/ estavam os serviços camarários da autarquia Lisboeta, quão atentos estão/ estavam os responsáveis pela autarquia.
Como Marcelo não indicou mais nenhuma zona onde as pedras da calçada estão revoltas, os buracos permaneceram e permanecem.
O que se passa em Lisboa é comum a todas as cidades vilas e aldeias portuguesas.
Em alguns locais, os serviços camarários são menos distraídos ou incompetentes e lá vão periodicamente tratando das mazelas nos passeios.
Imensos passeios destroçados, destroçados por uma cambada de selvagens que abundam na sociedade portuguesa.
No exemplo que mostro a seguir, há anos que eu não observava a reparação de alguns dos estragos na cidade onde vivo. É de admirar.
Nada tendo a ver com isto mas a propósito de autoridades, ontem à vista de todos e de um Passat da GNR que por ele foi ultrapassado, um Alfa Romeo seguiu com fumo preto a sair pelo escape.
Mas preto mesmo, breu, julgam que se mexeram, incomodaram?
Não, não era dia de operação Páscoa ou Natal, etc.
É como estamos.
AC
CULTURA, POESIA, LITERATURA
José Régio, Aquilino Ribeiro, Alves Redol, Camilo castelo Branco, Antero de Quental, Vitorino Nemésio, José Gomes Ferreira, Virgílio Ferreira, Ferreira de Castro, Sophia de Mello-Breyner Andresen, Eugénio de Andrade.
Com textos e versos "destes" me tento esquecer do lamaçal fomentado por gente tão poucochinha!
AC