quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A MORTE (1) - Paris
1. Por razões profissionais, eu e uns quantos mais, olhamos para estas coisas do mundo com olhos e mente diferentes da esmagadora maioria dos cidadãos. Diferentes no sentido de olharmos a muitas outras dimensões. Não tem nada de superior, não tem nada de insensibilidade, não tem nada de verdade absoluta, não tem nada de muito especial ou transcendente. Deriva apenas do que se aprendeu, viveu, ponderou. E penso pela minha cabeça.
2. Algumas palavras chave para o que aconteceu em Paris são: barbárie, terrorismo, assassinos, mercado negro, ódio, radicalismo mas, sobretudo, indesculpável, injustificável, sem atenuantes.
3. Naturalmente, digo eu, que sou um seguidor atento destas coisas particularmente desde 1983 mas não sou, politólogo, futurólogo, professor de estratégia, professor de geopolítica, comentador super encartado, editor de política nos OCS, o que ocorreu em Paris como aliás em todos os anteriores actos criminosos levados a cabo por terroristas, não nasceu de um esquema idealizado na semana anterior.
Estas coisas têm dimensões múltiplas, mas a esmagadora maioria dos cidadãos designadamente no chamado mundo mais desenvolvido, não só não procura estudar história dos seus países quanto mais história mundial e, adicionalmente, vive a vidinha sem nunca se interrogar sobre o que possibilita o nosso desenvolvimento e conforto generalizados.
4. Aqui na aldeia, por força destes terríveis acontecimentos e os desenvolvimentos que se têm seguido, e também por força das telenovelas da indecorosa política nacional envolvendo tudo e todos, tenho violentado o meu sossego e prestado alguma atenção mais á blogosfera e ás notícias na rádio e TV. Por isso me apercebo, por exemplo, do que se continua a passar em Paris e noutras paragens.
Meditar por escrito nestes assuntos é tarefa morosa e longa, mas vale a pena.
Por agora, tenho que ir vomitar, pois acabo de descobrir que existe uma criatura que é "chefinho" de uma concelhia do PS. Ah, parece que é deputado!
AC
FERIADOS. Acho que percebi o PCP
Se bem percebi, a questão da reposição dos feriados estaria na cabeça dos deputados do PS, PCP, BE, PEV. Não estaria na cabeça de todos coordenaram-se sobre o que fazer sobre o assunto relativamente aos passos regimentais e administrativos a encetar na AR.
Vai daí, o PCP fintou os outros, que terão ficado surpresos com a posição do PCP.
Mas estes rapazes têm razão, ainda não acabou o período de reflexão pública obrigatória.
A última sessão de esclarecimento e debate está aliás agendada para 28 de Novembro, e a ter lugar em frente ao Palácio de Belém.
A CGTP sempre ao serviço do País. Pois!,,,,
AC

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Andam por aí umas ladainhas
Andam por aí uns senhores com cada ladainha............por exemplo, constitucionalistas e outros que não sei bem o que serão, muito ufanos com o regime, o nosso regime em que, pela CRP, o PR tem um determinado papel e poderes e a AR tem outros. Eu arrisco, uma constituição não perfeita, mas com razoáveis equilíbrios.
Agora que Costa anda em pulgas e, em consequência muitos estão ansiosos e nervosos - qual vai ser o meu cargo?, para onde vou? - é engraçado por um lado mas penoso, assistir aos desvairados com o arrastar do tempo do presidente. Porque agora é o tempo do presidente, até Costa o diz nos OCS. Creio que até agora o PR nada fez que vá contra o que a CRP determina.
Como já escrevi o que penso deste processo, passo adiante. Quem tiver dúvidas sobre os meus sentimentos por este PR e este comandante supremo das Forças Armadas, é porque nunca leu o muito que escrevi neste blogue e mais ainda em blogues anteriores. Em síntese, nunca gostei muito do senhor, e vem do tempo em que foi ministro das finanças.
Mas é engraçado ver o aumentar dos esganiçados. Até já falam na blogosfera em impugnação. Ao que chega o ridículo.
Estão todos bem uns para os outros, Passos Coelho a usar parvamente a CRP como arma de jogo político, outros a apontar inconstitucionalidades, outros em bicos de pés á espera de poderem telefonar á mãe, outros há meses a posicionaram-se para ministros declarando sempre - nada disso!
Um delírio! Com gente desta não precisamos de inimigos!
AC

O colorido dos dias na aldeia.
Na aldeia, o sossego é a marca. O Sol ajuda a abrilhantar o colorido outonal das folhas das árvores, o que entusiasma as caminhadas.
Mas o retiro, o sossego, o doce remanço, pode ser de vez em quando misturado com o colorido que vai por aí, pelo mundo, espiolhando via NET o que se descobre nos OCS nacionais e estrangeiros e na blogosfera.
É para mim, sempre, um gozo observar certas coisas. Por exemplo as inconstitucionalidades apontadas por Sampaio da Nóvoa e o seu continuado discurso repetindo tudo o que ouvi e ouço ao PS. Não há dúvida que a estratégia resulta, pois vai tendo mais apoios dentro dos órgãos do PS.
Outro gozo é observar os almoços de agradecimento que vão acontecendo por aí. Lembra-me aquela célebra frase relativa à certos casamentos - eles juntam-se, felizmente, não se estraga mais que uma família!!!
Na aldeia, vendo as coisas á distância, é de facto um sossego. Ar puro. Só entra poluição quando, de vez em quando, uso o IPAD ou ouço cá em baixo a TV que a minha querida mulher liga para ouvir notícias. Mas a minha mulher ama-me, foi lá acima desligar a TV, pois estava a começar a ouvir-se uma voz inconveniente, em mais uma sessão de convencimento de papalvos.
AC

domingo, 15 de novembro de 2015

16 Novembro
Neste dia, convencionado como "dia nacional do mar", comemora-se a Convenção das Nações Unidas sobre o direito do Mar. A convenção entrou em vigor neste dia, no longínquo 1994.
Portugal, um País em que a parte continental quase parece uma ilha, um País com "poucochinho" mar sob sua jurisdição, ratificou a convenção 3 anos depois!! 3 ANOS!!!
Portugal em mais uma época do seu melhor!
Deve ter sido pelo tempo  e energias entregues á paixão da educação que não deixava tempo para menoridades!!
Mar? Oceanos? Direito do Mar? Marinha? Autoridade Marítima? Economia do Mar? Importância estratégica do Mar para Portugal? ZEE? Plataforma Continental?
Mas isso não foi no tempo das caravelas?
Que horror, que pântano, meus queridos hotéis de 5 estrelas!!!
António Cabral (AC)

sábado, 14 de novembro de 2015

A MORTE
A única verdade irrefutável, a única certeza à superfície terrestre, a morte. Um dia chega, a todos.
Doença súbita ou prolongada, acidente trágico, queda nas escadas ou na rua, sono sossegado que 
de tão velhinho já não se acorda na manhã seguinte, ferimento na guerra.
É uma coisa desagradável de se falar, mas faz parte da vida, de militares e civis.
É aquela coisa que não acontece só aos outros.

Pela minha parte, tenho dois "ficheiros" sobre ela: um civil, outro militar.
A morte, a que presenciei, não é como nos contam nos livros policiais ou em romances, ou nos filmes.
Do "meu ficheiro civil":
> adormeceu, sofrido, mais frágil que um cristal fininho do século XIX, não acordou, o rosto 
continuava de manhã fechado, os lábios entreabertos.
> prostrado, cuidados intensivos, cabeça entrapada, o horrível som entre o rouco e soprado que 
saía dos lábios, estado para lá do vegetal horrível de testemunhar, resistiu pouco mais que 48 horas.
> escanzelado, metendo-lhe para dentro líquidos verde escuro e soros, durou 8 meses e 8 dias.
Guardo bem na memória o que vi.

Do "meu ficheiro militar":
> 2340h, 19 Maio, 1973, rio Cacheu, chegou repentino, por bombordo, vindo da margem, de 
dentro do "tarrafo", causou um pandemónio a bordo, alguns feridos, um ferido muito grave que 
veio a falecer; podiam ter morrido vários homens, eu, o meu amigo e estimado comandante, e 
mais alguns dos que estavam no exterior do navio. Aqui, a morte chegou a um, rondou vários, as 
coisas ficaram assim, porque tinha de ser assim. Neste caso, o morto, um comando africano 
que estava no exterior, gravemente ferido em todo o corpo porque a explosão aconteceu quase 
em cima dele. Faleceu horas depois do sucedido e socorrido pelo enfermeiro, que o deixou 
quase como uma múmia e bem anestesiado, por razões óbvias. Não faleceu como nos filmes.
> 1980, salvo erro, a Sul do Algarve, desembarcámos um sargento falecido subitamente a bordo. 
Um cenário que não se esquece, designadamente a passagem dos restos mortais para fora do navio.
Guardo bem na memória o que vi.

Porque me lembrei disto tudo, da morte de familiares e de militares?

Porque hoje, outra vez, um massacre em Paris.
A confirmação só daqui a várias horas mas, aparentemente, dezenas de mortos, dezenas de 
feridos. Agora não houve provocações cartoonistas.
A realidade é que foram assassinadas dezenas de pessoas.
Para quando, a nível geral, colocar os pés na terra?

António Cabral

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

COMO VAI RESOLVER o PAN estes ATENTADOS à DIGNIDADE dos ANIMAIS ??????
Depois dos caracóis e caracoletas, sugeria que se pensasse nos cogumelos........

 depois nos porcos, borregos, cabras, vacas, galinhas,......
Porque não até no melão, melancia, cereja, laranja, couves, abóbora.. Não, abóbora é dos pensantes....
Já agora, porque não formigas, aparentemente os seres vivos em maior quantidade à superfície do globo e que,  juntamente com baratas e outros insectos constituem fritos deliciosos na Ásia?  Ai......que politicamente incorrecto.
AC
AVES
Quem tem a gentileza de me visitar, poderá ter já confirmado que uma das minhas predileções é a fotografia, particularmente associada a passeios pelo País, sempre que posso, e caminhadas várias.
Considero-me um muito manhoso fotógrafo amador, mas de vez em quando lá consigo umas fotos aceitáveis.
Como alguns saberão, não é nada fácil "caçar" fotograficamente qualquer ave em boas condições físicas.
É que mesmo com objectivas razoáveis quanto a características e marca, a coisa não é fácil.
De qualquer modo, desde que me iniciei neste meu blogue em meados de Dezembro de 2013,  com a ajuda de uma SIGMA 150-500 tenho publicado algumas fotografias de aves.
Espero que o PAN não venha proibir esta prática mas, de qualquer forma, estou-me borrifando para quem quer que eu pague as rações dos gatos domésticos.
Voltando ás aves, já tive o privilégio de ver várias espécies, mas nem de todas as que indico a seguir e que já vi por mais de uma vez, consegui registo digno: rouxinol dos caniços, ganso bravo, piadeira, frisada, gaivota de asa escura, gaivota de patas amarelas, pato real, maçarico das rochas, rola do mar, guincho comum, milherango, pilrito de peito preto, corvo marinho, garça branca pequena, pernilongo, alfaiate, pilrito das praias, garça real, cegonha branca, colhereiro, flamingo, grifo.
Julgo já ter avistado: águia sapeira, águia pesqueira, águia cobreira, galeirão comum.
Uma coisa garanto, andar à "caça" delas, pelo campo, por aldeias, por lugares abandonados, dá muito gozo.
AC

A força 
O actual inquilino de Belém convocou para ser ouvida, também, a CGTP, não porque estivesse nos seus planos (de ouvir tudo o que mexe, para esticar isto o mais possível, o que me parece imprudente) mas, digo, eu, porque estava com as perninhas a tremer de medo, perante o vozeirão de Arménio Carlos. A situação presente do meu desgraçado País, no meio desta tragédia para a vida concreta de todos nós apresenta bons momentos hilariantes.
AC
ESTADO e SOBERANIA
Numa primeira e muito simples abordagem do que é Estado, pode dizer-se que é uma organização de governados e governantes, uma comunidade de cidadãos, em que os elementos ou condições da sua existência são, um povo, um território, um poder político instalado.
O Estado acarreta uma certa complexidade de organização e actuação, uma institucionalização de poder, coercibilidade, autonomização de poder político, e a sedentariedade, em que esta advém do sentido de ligação do poder e da comunidade ao território.
A noção geral é a de que o Estado existe para resolver os problemas da sociedade.

A soberania, também numa muito simples abordagem inicial, é o poder político do Estado moderno do tipo Europeu. Poder de cada Estado se organizar e reger. É uma qualidade do direito, da vontade do Estado considerado como ordem jurídica.

Numa fase da vida nacional, em que desde a nossa, e de outros, integração na CEE/ UE se debate cada vez mais a perda de parte da soberania, a soberania partilhada, não deixa de ser "interessante" observar as diferentes e distintas posturas escritas e intervenções orais de muitos, quando estão cá dentro, ou lá fora.

O espectáculo degradante, na minha opinião naturalmente, que TODOS os que estão lá fora estão a dar não só de si mas a contribuir para que, lá fora, juntem essas "pinceladas" á tela que é o nosso País,  não pode deixar de preocupar.

Para que não fiquem dúvidas refiro-me, em concreto, aos eurodeputados portugueses, todos, e em primeiro lugar os do PCP que iniciaram posturas na minha perspectiva incoerentes com o que cá dentro dizem, para não ficarem isolados, seguiu-se a peixeirada lamentável iniciada por Paulo Rangel em que se envolveu com as criaturas dos outros partidos todos.
Para gáudio e incredulidade, como se notou nas TV, dos estrangeiros que também se sentam em Estrasburgo.
LAMENTÁVEL, mas admito que esteja a ver mal a coisa. Devo ser eu que já não tenho a noção de sentido de Estado.
AC

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

11 de Novembro.
Neste dia, no afastado ano de 1918, foi posto um fim ás atrocidades, ás brutalidades, ás hostilidades, que se verificaram na sangrenta guerra em solo Europeu, a chamada I Grande Guerra. Nesse dia foi assinado o armistício. Convencionou-se o dia 11 de Novembro para vincar nesta data um gesto, uma homenagem, aos milhares e milhares de militares caídos durante essa guerra.
Nos países ligados ao Reino Unido, muitos cidadãos ostentam nesta data nos seus casacos, a simbólica papoila vermelha.
Este símbolo, decorre da realidade da natureza verificada por todo o lado, também, nos campos de batalha, designadamente na Flandres: o anual aparecimento de papoilas e particularmente nos cemitérios, por entre campas onde descansam esses milhares de combatentes.
No meu desgraçado País, tudo o que cheire a militar é esconjurado. Não é agora o momento para enunciar alguns factos relacionados com esta triste realidade.
O que queria salientar, é que a Liga dos Combatentes, celebra sempre este dia.
Ouvi hoje o discurso do Presidente da Liga dos Combatentes. Daquelas palavras se podem retirar várias conclusões sobre a sociedade onde me insiro. Mas fico por aqui.
São portanto 97 anos sobre o armistício.

Mas 11 de Novembro é também a data da independência de Angola. Esta data é, assim, considerada como a que marca o fim da guerra no Ultramar.
Também concordo com muitos dos que, lamentando a descolonização desordenada (para dizer o menos), essa tragédia pode em grande medida ser considerada a outra face da colonização mas, sobretudo, da descolonização que não foi e devia ter sido feita, na mesma senda do que concretizaram outros países Europeus.
Mas o que repudio é a linguagem soft sempre utilizada para desculpar a ligeireza particularmente de dois ou três dos donos disto tudo, civis. Repudio esse branqueamento constante da nossa história recente. Porque o drama que se verificou com os retornados, não pode ser só atribuído ao que, muito estupidamente, não se fez antes do 25 de Abril. As acções, as inações, e as omissões, dos novos senhores de então, muito contribuíram para as tragédias que ocorreram.

11 de Novembro, respeitem-se os combatentes, de todos os lados das trincheiras.
AC


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Mentiras, verdades, "inverdades",  falácias, "inconseguidas"

"Prá mentira ser segura
e atingir profundidade
tem de trazer à mistura
qualquer coisa de verdade"
António Aleixo

António Cabral (AC)
Que fotografia escolher para tentar sintetizar o dia de hoje?
Estas fotografias são curiosas. Todas da mesma zona, na aldeia de Monsanto. Esta primeira, pode sugerir um lago com névoa por cima, entre os dois montes. Puro e terrível engano. Era nevoeiro espesso.
Nesta segunda, a primeira árvore é um sobreiro, as outras não é certo o que são, pois ali na zona há oliveiras e sobreiros misturados. Quem julgar poder concluir com segurança o que lá está, corre sérios riscos de engano.
Nesta, dá a sensação de ser uma fotografia tirada de dentro de avião. Puro engano, foi tirada de um terraço, para registar um fortíssimo e espesso nevoeiro nas "baixas".
 Esta outra semelhante à primeira.
O que se vê de repente, o que se pensa ser, o que está lá mas não se vê, são realidades da vida. Deve viver-se com as realidades, não com o que parece, e ter cuidado com as fantasias, deixar passar o nevoeiro.
AC
Já é dia 10 Novembro. Vai ficar para a história.
Dispondo do meu tempo quase a meu/ nosso belo prazer (quase, porque existem netos, uma senhora de 90, etc), do pouco tempo que gasto a olhar para o televisor, uma parte é consumida a periodicamente seguir sessões no canal da AR.
Nesta agora passada 2ª feira, devia ter estado muito tempo da tarde a observar o primeiro dia de apreciação do programa deste efémero governo, que deve cair na tarde do dia que agora está a começar.
Não foi assim, ouvi mais no rádio do carro do que vi. Eu e não só, boa parte da tarde na rotina semestral de limpeza dentária, outra parte passando ponte para lá ponte para cá, outra ainda à procura de peças para a Hoover e para o LG.
Mas do pouco que vi, do que ouvi, e exactamente antes de jantar do que pesquisei, creio bem que praticamente nada se analisou do programa apresentado.
Penso que houve as arrogâncias do costume, as soberbas do costume, as faltas de educação do costume, a ausência de debate civilizado do costume.
Penso que houve acusações disparatadas, muito das bancadas do PSD e CDS, mas das outras vieram também muitas parvoíces.
Uma tristeza pegada. Desgraçado País.
Entretanto a bolsa já começou a cair. Deve ser, na interpretação de patéticos deputados, por estar a tremer das perninhas.
Uma opinião, um voto. Respeito as outras, oxalá respeitem a minha.
Mas do que vejo, temo que virá aí um tempo de grandes chatices.
Quando se chega a certa fase da vida, é sempre curioso ouvir hoje certa gentinha com quem nos cruzámos no passado em razão da profissão.
Uma dessas criaturas, e claro que não vou referir o nome, goste-se ou não, já era arrogante e por vezes mal educado, ao ponto de em circunstâncias especiais ter desfeito a postura que antes erigira perante mim. Falsa, como naquele dia ficou demonstrado, falsa, como meses depois confirmou.
Hoje como "ontem", mostrou a sua soberba e arrogância em pleno hemiciclo. Condiz 100% com a postura final que lhe conheci. Desgraçado País. Em que se mistura a legitimidade constitucional, com a imoralidade política, com a máscara sombria do poder pessoal.
PSD e CDS fizeram, a meu ver, várias coisas que não deviam ter posto em prática. Depois, não atacaram a sério, rendas, PPP's, fundações e por aí fora. Mas fizeram outras que bem precisados estávamos.
Agora voltam as manifestações junto da AR (acabo de descobrir que vai haver uma também organizada por sectores outros que não CGTP). Repito o que já disse sobre a da CGTP: QUE ESTUPIDEZ.
Estão lá 230 deputados. Portam-se quase todos tristemente, eu sei. Mas foram eles que foram eleitos. São eles que têm o poder constitucional para apreciar programas de governo, aprovar ou rejeitar governos. Até o meu neto de quase 12 anos percebe isto. Chiça!
AC

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

9 OUT 1989.   No dia seguinte mudou a cor - 10 OUT 1989
Data a não esquecer.
António Cabral (AC)
AINDA BEM QUE A POLÍTICA VOLTOU
É uma frase que ouço muito nas últimas semanas.
As "comentadeiras do reino", mais os jornalistas que fazem cobertura de eleições e provas de fogo como a de hoje e de manhã na AR, andam contentinhos - a política voltou!!!! POIS!!!!
A política voltou, o défice continua insuportável, os novos arautos vão decretar tudo e mais alguma coisa, já andam aliás os Nuno Santos e os Galambas a comprar as varinhas mágicas todas.
Globalização? Não ouviram falar?
Pois, é que como essa maldita coisa (estou a falar a sério) está construída em cima de coisas várias e terríveis para milhões de seres humanos, designadamente a NÃO harmonização fiscal entre países, as poucas massas que cá temos (antes do 25 de Abril estavam fracas, depois foi o que se sabe, massa crítica nessa área é confrangedora) vão rapidamente e ainda mais para a Holanda, para o Luxemburgo, offshores, etc. Mas António Costa, então PM, deve culpar a direita, mais os santos, mais o clima, mais o aquecimento global, mais a Merkel, mais o Rajoy, mais os nosso avós todos, etc.
Mas a política voltou.
Vamos ver o que também vai voltar, logo a seguir à soberba e ambição pessoal de poder.
Bancarrotas já tivemos três.
Se a política é aquilo a que se está a assistir esta tarde na AR, desgraçado País.
AC

PS: António Costa furtou-se a abrir a boca, hoje, aliás, salvo erro, até agora, Carlos César também. Nada me surpreende, NADA.
Salvo melhor opinião, e como norma, nenhum grupo parlamentar se deve indignar com quem nas outras bancadas fala ou deixa de falar. Era o que faltava. Ou cada grupo deve passar a indicar quem nas outras bancadas vai perorar? Creio que o regimento não prevê.
Mas, dadas as presentes circunstâncias, pessoalmente, era de enaltecer que o grande líder debatesse directamente com o actual PM. Demolindo-o, na sequência do que vem dizendo, e em alguns aspectos, com ele concordei/ concordo. Mas, pelos vistos, vai botar discurso amanhã, e já não me admira nada que seja numa fase em que quase não possa ser incomodado com questões.
É como digo, confere com o que a criatura é.
Estão a ver o resultado das brincadeiras do acordo (??) ortográfico?

AC
SOL. Que belíssima manhã de 2ª feira.
Levantei-me cedo, bem cedinho, uns minutos antes do despertador tocar (mania de décadas e, também por isso, nunca falhei compromissos particulares, e os de serviço/ profissionais; por exemplo, nunca tive que ser recuperado na baía de Cascais!!!).
Banho e pequeno almoço tomados, pronto para sair, "zappings" nas notícias (nacionais e lá de fora) e certos blogues.
Inultrapassável, a telenovela do presente, o acordo obtido/ concedido ao novo messias, perdão, os acordozinhos que, inequivocamente, o querido líder obteve. Digo bem, obteve?
Parece-me melhor, lá lhos concederam!!!!
O mais interessante de observar nisto tudo, é a lata, a desfaçatez, dele e dos seus seguidores babados - chefezinho, que lugar para mim? Nada que nunca tenha acontecido nas décadas anteriores, com todos, pois a vidinha sempre foi difícil.
Mas nesta opereta, vergonhosa, é observar a argumentação tortuosa. Também nada de muito diferente do anterior, do que sempre foi o sistema.
Mas, no caso presente, o que sobressai, tenho o direito de o afirmar, face aos argumentos sucessivos que ouço, é inequivocamente o plano de ambição desmedida, calcando tudo e todos. Decorou, da nossa história, - antes PM por um dia que líder da oposição.
Inequivocamente, ao novo messias outorgaram, a custo, calculadamente, um esboço de programa - e se te portares bem, talvez te deixemos passar também o orçamento para 2017, depois logo se vê. Claro que, agora, contrariamente aos exemplos que têm ido buscar à "estranja", agora já não vão referir o exemplo do plano estrangeiro, assinado, para vários anos.
Mas digam o que disserem, e a até a TSF nesta manhã o afirmou, INEQUIVOCAMENTE, o messias perdeu sob qualquer perspectiva: perdeu porque não obteve maioria relativa quanto mais absoluta, perdeu se olharmos à sua esquerda porque todos eles subiram, perdeu perante a sua prosápia.
Se o tivessem querido PM, os portugueses teriam dado a este messias da boa imprensa (??) os votos necessários para tal.
Aguardemos agora, até porque tantos na comunicação social dizem que é um político muito hábil, os resultados da sua governação. A habilidade vem só do facto do PR não poder dissolver a AR.
Olhando ao que vai acontecer, pode dizer-se, tudo tem sido uma perda de tempo. Mas a democracia tem regras, normas, e as etapas devem ser respeitadas. RESPEITADAS.
Esperemos, agora, que o PR não se arme em esperto, e se socorra de todos os estratagemas para tentar não indigitar e dar posse a António Costa. Vai ouvir personalidades? Para Quê? Para auscultar as vozes dos mercados?
Esperemos, agora, que António Costa, já descansado por ser PM, não se esqueça que vivemos numa democracia formal, e que se esforce por pensar nos portugueses e não no seu projecto pessoal seguinte, o de vir a ser PR. Esperemos.
Ou vamos esperar sentados?????
AC