sábado, 12 de novembro de 2016

A PROPÓSITO DE TRUMP
A eleição de TRUMP não pode deixar descansado nenhum ser humano com decência, que pense pela sua cabeça, que se preocupa com o estado do planeta, que se preocupe com a auto-mutilação da Europa, que respeite enfim o seu igual para lá da fé, credo, origem social, género, cor da pele.
E uma pessoa decente respeita impõe-se ao respeito e exige ser respeitada, sabendo perfeitamente que só esta bovinidade do politicamente correcto que floresce por aí finge que somos todos da mesma fôrma. 
Não somos todos da mesma fôrma mas o que nunca deve ser esquecido é que sendo diferentes SOMOS TODOS DO MESMO BARRO.
Uma pessoa decente, com coluna vertebral, creio que não se deixará iludir pela "esquerdalhice", pela "direitice", pelo politicamente correcto, pelos media indigentes que se proclamam constantemente prisioneiros dos "direitolas" mas que, vai-se a ver, estão presos por esses mas idem por muitos "esquerdolas". 
Muitos dos actores parecem-me sobretudo "esquerdolas" e outros percebe-se bem que se vendem por pouca coisa. 
Jornalistas com coluna vertical há mas são poucos. 
A maioria parecem-me pés de microfone o que é uma chatice, pois democracia sem "media" forte e o mais independente possível é democracia doente.
Adiante.
O meu ponto aqui é, por hoje, para coisas simples e insignificantes comparativamente com as questões sérias que nos devem preocupar.
Por exemplo, uma das vozes sempre encostada a certos sectores TUGAS detentores da superioridade moral e encostada a certas outras coisas que se sabe, estará muito incomodado porque, parece, e deve corresponder à verdade, o vice-presidente eleito tratará de dirigir a equipa TRUMPTISTA no processo de transição e, provavelmente, e em parte pode compreender-se digo eu, a maioria de quem trabalha na Casa Branca e em toda a máquina do estado nos EUA irá mudar de trabalho depois de 20 Janeiro próximo. 
Não tem sido sempre assim?
Obama não fez o mesmo? E os anteriores?
Mas toca de criar um alarido brutal arregimentando as gentinhas do costume.
E por cá?
Não fazem infelizmente todos o mesmo?
Não há Portas a fotocopiar centenas de documentos, que mais tarde quando são precisos consultar não se encontram?
Não há direitolas a fazer estas coisas?
Não há esquerdolas a fazer o mesmo?
Haja pachorra para esta..........como é que parece dizia o rei D. Carlos...........ah.........................CHOLDRA.
É o que temos, mas nem todos o merecemos.
AC
Massacre de Santa Cruz em Timor-Leste
Aconteceu em 12 de Novembro. Passaram 25 anos.
Uma tragédia subsequente ás manifestações, sobretudo de jovens, contra as autoridades ocupantes, da Indonésia, em que foram assassinadas muitas pessoas, a tiro e não só.
Depois de conseguida a independência, muito sofrida, 12 de Novembro passou a ser feriado.
AC
VINHO do PORTO
Há dias, num almoço com vários homens do mesmo ofício, todos reformados, no fim do repasto para se fazer um brinde serviram um cálice de "vinho do Porto" (?!?) que, de facto, como bem notou quem estava ao meu lado direito e que muito prezo, de vinho do Porto tinha ..... o nome.
Não foi por mal, certamente.
Bom, mas isto apenas para introdução aos meus fracos conhecimentos sobre Vinho do Porto e concretamente a história. 
Conhecimentos mais consistentemente interiorizados durante um célebre jantar em casa de um amigo e "connaisseur", no Porto. Jantar que foi o tiro de partida para um fim de semana alargado, que meteu comboio, barco, muito Douro, quintas, provas, passeios a pé, muito vinhooooooo, muita comidaaaaaaa, muita alegria e óptima disposição.
Pois o comentário de há dias do meu prezado amigo Fausto levou-me a procurar os apontamentos coligidos nesse já um pouco longínquo programa cultural e gastronómico.
Em termos muito sintéticos:
> Um VINTAGE - 1 só colheita, engarrafado apenas no 2º ou 3º ano após a colheita;
> Um LBV - 1 só colheita, engarrafado entre o 4º e 6º ano após colheita;
>  1 COLHEITA - 1 só colheita, estagia em madeira mais ou menos 7 anos, antes de engarrafado;
> TAWNIES - 10, 20, 30, 40 anos, obtidos de vinhos e colheitas diversas, estagiam em madeira tempos muito variáveis antes de engarrafados;
> 1 RESERVA - vinho de muito boa qualidade obtido por dotação de vinhas de grau de maturação variada; dentro destes há pelo menos Tawny e Ruby, o último é de lote mais jovem;

Dentro desta verdadeira "ciência" há, também, as questões relacionadas com o envelhecimento. Mas fico por aqui.
Aparentemente, 1675 terá sido o ano em que pela 1ª vez surgiu a expressão - Vinho do Porto.
AC

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

11 NOVEMBRO 1975
Faz hoje 45 anos. Dia da independência de Angola.
Não há culpados únicos.
Na minha opinião, os primeiros culpados da "explêndida" descolonização levada a efeito muito pelas mãos de Mário Soares e Almeida Santos e outros civis e militares, foram Salazar e Marcelo Caetano que não quiseram ou não souberam fazer o que devia ter sido feito.
Mas a descolonização feita como foi deu os bons resultados que estão/ continuam à vista.
Para lá dos nomes, o País podia e devia ter feito melhor, pelos portugueses de cá, pelos portugueses de lá, pelos povos que lá continuaram.
Oxalá as nossas ex colónias/ províncias ultramarinas venham um dia a conhecer menos miséria.
AC
WW I
11 Novembro, 1918, terminou uma sangrenta guerra da história da humanidade.
Houve de tudo, incluindo estranhas inovações tecnológicas, incluindo a criminosa utilização de gases venenosos e facas e baionetas com as barbelas de forma a esventrar os adversários ainda de forma mais horrenda.
A participação portuguesa é um tema fabuloso de ser estudado, no plano da incrível política caseira da I República, e no plano militar.
Como vale a pena estudar o que se fez por essa altura em Africa, nomeadamente as Forças de Marinha.
No Portugal contemporâneo, claro, isto e muito mais passam ZERO na comunicação social TUGA e nas cabeças dos políticos.
É o que temos mas nem todos o merecemos.
AC
SEMPRE ACTUAIS
"Não há como o tempo para tornar relativos juízos absolutos" - Miguel Torga

"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente, e pela mesma razão" - Eça de Queiroz

"Não corro como corria,
nem salto como saltava,
mas vejo mais do que via,
e sonho mais que sonhava" - Agostinho da Silva
António Cabral (AC)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

FRAGMENTOS do QUOTIDIANO
Desiludido com a vitória de Trump?
Não certamente. É apenas mais um dos muitos desgraçados que andam por aí, a vasculhar as lamas no Tejo durante as marés vazias. Vá lá saber-se para onde vão as amêijoas que apanham, vá lá perceber-se porque tudo se passa nas barbas das autoridades que nada fazem, as que têm a ver com as águas, com as pescas, com os rios, com os carros a cair de podre onde eles se transportam, com os alugueres de casebres onde eles se acoitam.
Vá lá saber-se porque tudo isto se passa há anos.
AC
DIGNIDADE E HONRA
"NOT 4 SAIL".
Das cervicais ás "S", a minha não é de colagénio.
AC

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

BANQUEIROS
Adivinhem! 
Quanto ganha o presidente e CEO deste banco, de assento e costas pouco.........confortáveis? De pedra!
Conheço-o, e creio que tem pouco mais do que 3 dígitos o que tem ao fim do mês.
AC

PS: atenção, neste caso a imparidade está à vista de todos.

AINDA a PROPÓSITO de TRUMP
Estive um pouco a ver alguns "episódios" jornalísticos caseiros, comentando (??) o que sucedeu nos EUA. Entre eles o jornalista Ricardo Costa, com a simplicidade e humildade que lhe são características.
Este senhor jornalista, a dada altura de uma das suas intervenções  mais ou menos se insurgiu contra todos os que se estão a atirar aos fazedores das sondagens. 
Disse, mais ou menos isto, que o site mais certeiro e consistente desde sempre previa 30% de possibilidades de Trump sair vencedor. Ah e que matematicamente 30 não era zero. 
Brilhante "tudólogo", "politólogo", "opinólogo"!
AC

HILLARY AO RECEBER SONDAGENS FAVORÁVEIS
HILLARY, esta manhã, a lavar os cestos da fraca vindima
AC
CONTINUO A DIZER, NADA ME ESPANTA
Não me espanta a vitória da criatura nos EUA. 
Não me espanta a pouca vergonha do francês que visita as actrizes de motoreta.
Não me espanta a pouca vergonha da telenovela caseira do momento e sobretudo, o atirar dos argumentos jurídicos para a fogueira, na ânsia (e que julgo conseguirão) de queimar e fazer assim desaparecer da vista pública a porcaria de décadas que envolve todos os pantomineiros da nossa desgraça.
Não me espanta que ele tenha morrido como não me espanta o local onde faleceu. Só me admira que não tenha acontecido mais cedo.
Não me espanta, finalmente, ver entrar no meu clube (não é de futebol) um baixinho de barbicha protagonista discutível das maiores pouca vergonhas do nosso sistema. Eu sei e gosto disso, que o meu clube, a 7 dias de perfazer 150 anos, tem tradições e oxalá assim se mantenha, de grande liberdade e respeito pela diferença. Eu sei mas, desculparão, talvez não fosse de exagerar.
Nada me espanta.
AC

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Fragmentos do quotidiano
AC
PADDY COSGRAVE,  LISBOA É A TUA CASA, PÁ
NÃO LEVES A MAL ESTAR TODA F.......ESBURACADA, PÁ, 
NÃO LIGUES ÁS BAGUNÇADAS DOS CARROS EM 2ª OU 3ª FILA PÁ, 
NÃO ANDES DE TÁXI MUITO MENOS DE UBER, PÁ,
LIGA-ME PÁ, QUE EU MANDO-TE BUSCAR PÁ, 
PALAVRA DADA É PALAVRA HONRADA, PÁ.
AC

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

PAULATINO MAS, PARECE, SEGURO REGRESSO AO PREC
A pouco e pouco, com a benção tácita do Partido Socialista, e a pasmaceira dos outros partidos excepto BE e melancias, parece estar a caminhar-se para os tempos do PREC. Um pouco em tudo, mas então no que respeita a fardas, o esquema avança com rigor táctico. De há anos.
Depois de regressados aos quartéis, os militares foram cumprindo as suas obrigações.
Mas, verdade seja dita, ou melhor, o que penso corresponde à verdade, nos últimos 20/ 25 anos mais coisa menos coisa, os militares foram sendo olhados pelos poderes públicos como coisas a deitar fora. 
Além disso, muita "gentinha" sempre quis que se tornassem bem submissos. 
Felizmente que, nas Forças Armadas e apesar de constantes tiros nos pés, ainda vai havendo quem tenha bem a noção precisa do que é submissão e subordinação, e é por esta última palavra que se devem guiar os militares com coluna vertebral. 
Entretanto, ao longo do tempo, aos da GNR passaram também a chamar militares, tendo acabado aquela coisa certamente ofensiva de que eram forças de segurança, forças militarizadas. 
Aos da PSP, mantiveram apenas forças de segurança.
Os tempos foram evoluindo, sempre ao sabor da demagogia, do facilitismo, da incompetência, num quadro de total ausência de valores, de desconhecimento histórico, de desconhecimento de geopolítica, e fingindo não saberem que Portugal é um País pequenino, frágil, com escassos recursos, e com pouco cabimento para muitas forças todas apetrechadas com tudo e mais alguma coisa, e por aí fora.
Os resultados vão estando à vista, nas Forças Armadas, na GNR, na PSP, na Polícia Marítima, no SEF.
Recentemente, veio a público, mansamente, pela mãozinha do PCP, a necessidade de - resolução dos problemas relativos aos direitos dos dirigentes associativos e na criação dos delegados associativos com a consagração do respetivo quadro legal de créditos de horas», aprofundando desta forma os direitos de representação democrática dos profissionais da GNR e das suas associações socioprofissionais junto das unidades e subunidades, consagrando a figura do delegado associativo.......ter direito a «faltas justificadas, que contam, para todos os efeitos legais, como serviço efetivo, salvo quanto à remuneração», bem como o direito a «um crédito de quatro dias remunerados por mês para o exercício das suas funções»
Correias de transmissão,......perdão, Delegados!!!
AC

COISAS DO PORTUGAL "POUCOCHINHO"
Tentaram ligar as luzes do galo. Que galo, não ligaram.
Ah, é preciso pilha no comando.
Como muito bem disse o senhor António Costa, é o símbolo do Portugal moderno!!
AC

PS: umas vezes viram a Bandeira Nacional de pernas para o ar, outras não verificam se está tudo em ordem antes de chegar o VIP (Very Important Potato). E se fossem todos no barco, previsto para levar o galo para Pequim e Xangai, e......... lá ficassem?
FAZER TREMER AS PERNINHAS
Este jovem "turco" do PS lá vai fazendo o seu caminho político, agora protegido da criatura que faz de PM.
É um caminho interessante de observar, até por ser bem demonstrativo da podridão a que chegou o "sistema".
Do tempo de "arrasar" com os alemães, deixando-os a tremer das perninhas, ao actual imponente cargo de secretário junto da AR, AR onde outrora berrava como tantos outros, vai fazendo o seu papel e, como faz o PM, aprendeu depressa o jogo do "disfarça e atira a culpa para outro".
Numa entrevista dada ao DN, entre outras pérolas ao longo da conversa de treta de grande estadista, afirmou sem se rir que "este governo preza obviamente o cumprimento da legislação, da lei e por isso aquela que obriga a apresentação de declaração de rendimentos também, como é óbvio". 
Mais ainda disse - Aprovamos legislação que cria exceções em matéria da aplicação dos estatutos de gestor publico aos administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD), porque nós queríamos ter uma equipa profissional contratada no setor, portanto, uma equipa profissional, qualificada, com experiência mas nós não alteramos a lei que impõe a apresentação da declaração de rendimentos, portanto, este governo preza, como eu dizia, o cumprimento da legislação.
Um querido este secretário. 
Ah, e quando mais apertado - não tenho conhecimento disso e quanto a detalhes (frase agora minha) chutem para o Centeno.
Entre a declaração do PS sobre este questão, as declarações da criatura que faz de PM, as de Centeno, e as deste secretário, é fácil tirar uma conclusão simples. Aliás, de há muito que é conhecida.
Que cambada. Que venais.
Mas estão tantos tão contentinhos com o nosso presente, que não vale a pena maçar-me muito.
AC
CGD: OS DIÁLOGOS A QUE ASSISTIMOS

AC
OS PROBLEMAS NO SNS
Pelo que se vai sabendo, atrasos em pagamentos e outros problemas, vão criando dificuldades acrescidas em vários hospitais. Faltam equipamentos, doentes horas à espera em macas nos corredores, etc.
O que vale é a dedicação dos profissionais, que muitas vezes só assim conseguem  fazer ultrapassar situações quase dramáticas. Com se mostra abaixo.
AC

domingo, 6 de novembro de 2016

Rituais
A vida está cheia de rituais.
Olhe-se ás épocas festivas, que anualmente se celebram.
Vejam-se os rituais e praxes e tradições nas cerimónias rotineiras na AR, por ocasião do 25 de Abril, ou na tomada de posse de um novo PR, ou no início de uma legislatura.
Veja-se o caso da abertura do ano judicial.
Observe-se o ritual da declaração/ informação ao povão de decisões consideradas (??) importantes do Tribunal Constitucional, em que um "corvo" pia e os outros assistem sorumbáticos.
Vejam-se as paradas do 10 de Junho.
Em todas, umas que poderão ser melhor entendidas que outras, se vislumbra de facto um conjunto de rituais, de paramentos e fatiotas.
Mas rituais existem que ás vezes deixam algo a desejar.
Em todas as cerimónias, civis e militares, as coisas devem processar-se com elevação e dignidade, com respeito pela história das instituições.
Na sucessão dos procedimentos, dos actos, dos desfiles, das atitudes respeitadoras, tudo têm uma determinada razão de ser.
Recordo a propósito, que a maioria das pessoas, incluindo muitas que por formação e conhecimento deviam comportar-se decentemente, se ri e escarnece dos protocolos e de quem os serve e serviu, achando-os muitas vezes ridículos.
Conheci bem certos casos e certos farsantes.
Esquecem que o protocolo tem como razão de ser que as cerimónias decorram com ordem e com respeito, pelo cerimonial, pelas precedências protocolares, pelas regras e tradições. Porque tudo tem o seu significado.
Porque todos os detalhes têm em vista uma organização do evento/ cerimónia, onde tudo e todos tem o seu momento, o seu lugar, a sua função.
Para que tudo, enfim, decorra com normalidade, como programado, sem atropelos.
Mas de vez em quando assiste-se a cenas caricatas. 
Como aquela a que assisti, na habitual cerimónia importantíssima de Maio, no ano de 2005 celebrada na ilha de Sta Maria, em que alguns figurantes/ figurões da vida pública se acotovelavam na linha da frente do palanque que fora montado para a cerimónia. 
Creio que tinha falhado uma marca no chão, para um VIP.
No caso que recordo, a maioria dos que lá estavam eram tão somente "Very Important Potatoes". 
Vários continuam hoje a "atazanar" a vida dos cidadãos.
António Cabral