sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

NÃO . . . . 
Não, isto não foi inventado por Marciano, Australopiteco, Furão, Inca, Araucanio, Cafre, Zulu, Bechuano, Papu, Caledonio, Suakin, Brahmane, Mahrata, Japonês, Turco, Vizir, Osmanli, Kirghi, Turcomano, Esquimó, Samoyedo, Lapónio, Circassiano, Georgiano, Russo, Mongol, Ossete, Arménio, Afegão, Curdo, Persa, Druso, Judeu, Árabe, Sírio, Maronita, Copta, Egípcio, Berbére, Grego, Albanês, Magiar, Eslavo, Polaco, Lituano, Alemão, Espanhol, Druida, Franco, Ibero, Celta, Fenício, Gaulês, Flamengo, Frisão, Escandinavo. . .

Não, . . . . foi cá, foi real.
Só para recordar.
AC

POR  AÍ

AC 
EXCLUI - NÃO EXCLUI - EXCLUI - NÃO EXCLUI
Presidenciais: Seguro declarou ficar contente com apoio de Pedro Nuno, disse que não exclui ninguém. Esta frase fica sempre bem.

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo tinha revelado que, numa eventual segunda volta das eleições em que não estivesse, não excluía o apoio a qualquer candidato. Primeiro e passando-lhe qualquer coisa pela cabeça, mencionou Ventura.

Admitindo como sempre poder estar a ver mal as coisas, uma coisa me parecia provável antes de 18JAN, parecia-me que a porcaria que inundava a chamada campanha para a primeira volta, mais o "poucochinho" que na minha opinião eram todos os candidatos, e a  provável chuva nesse Domingo, podiam ter como resultado uma grande abstenção. E, daí, poderiam advir SURPRESAS!

Enganei-me, houve pouca chuva e felizmente maior votação que no passado.

Não tenho bola de cristal e engano-me muitas vezes.
Que acontecerá a 8 de Fevereiro quanto ao nível da abstenção?

Pessoalmente estou convencido que nesta 2ª volta a abstenção será maior. Eu gostava que a votação fosse enorme.

Aguardemos.
Deixo um miminho do passado.
AC

SEMPRE  A  OBSERVAR  COM  ATENÇÃO
O que vejo á minha volta?
Vejo coisas boas, vejo outras que me desgostam.
Mas, contrariamente a muitos, não nego o que vejo.
Pondero.
António Cabral  (AC)
CIVISMO e CIDADANIA de 1ª Qualidade
Palavras para quê?
Os serviços da câmara tinham estado no dia anterior ao desta fotografia a apanhar "monos".
Pois logo depois uns cidadãos conscenciosos (??) logo resolveram espetar com mais isto na rua. 
Não poderiam antes destes despejos ter telefonado para os serviços a alertar que tinham monos que não tinham possibilidade de manter em casa?
Não há serviços camarários que resistam à falta de civismo e de cidadania.

Bom dia, boa 6ª Feira e início de fim de semana.
Saúde e boa sorte. 
AC

Ps: há poucos dias, em sessão/ reunião de câmara onde vivo, na parte final aberta aos munícipes, um deles perguntou para quando a câmara equacionaria substituir estes contentores e os moloks por contentores metálicos enterrados.
Creio também que era bem melhor para a cidade por diversas razões mas à volta da parte superior desses novos equipamentos e que são  bem mais pequenas que estes actuais de plástico, certos imbecis continuariam a acumular tudo o que lhes apetecesse.

IMBECILIDADE E CRETINICE EM CRESCENDO

Quem não vota Seguro não é democrata, dizem alguns

Quem votar em Seguro é traidor à pátria, dizem outros

Pqp a todos!

AC

CULTURA
AC
ESTA  COISA  DE  SER  DEMOCRATA . . . 

Há por aí uns figurões dos "salões" que, 
- lá porque tiveram alguma secundária participação nisto ou naquilo têm a mania de que são donos disto,  
- têm a mania de rotular de não democratas todos os que não sigam a sua rosácea cartilha, 
- têm a mania de que quase só eles conhecem livros, bons vinhos, música erudita, bons locais de descanso e lazer, por cá e no estrangeiro.

Alguns destes irritantes (a que reconheço capacidades, cultura, decência, e educação, e ferozes inimigos de Cavaco Silva porque no passado possa não lhes ter feito as vontadinhas), sem explicitamente o dizerem apontam Cavaco e outros como exemplos de democratas porque irão votar em António José Seguro na 2ª volta.

Sem o dizerem com todas as letras afirmam-no - quem não vota em Seguro que é um homem moderado e razoável (COM o QUE CONCORDO), não é democrata.

Pois elucido esses irritantes que ser democrata inclui pensar pela própria cabeça, não ir em modas, poder errar e estar portanto enganado, ter divergências com o "main stream", por vezes profundas.

Desde 1974 nunca falhei uma eleição.
Raras as vezes em que votei BRANCO, creio que foram duas.
NUNCA destruí um boletim de voto com palavras, riscos etc., nunca portanto o tornei NULO.

Na quase totalidade das eleições ocorridas coloquei a cruz, e andei sempre nas áreas moderadas. 
E continuo a considerar-me um moderado.

E um moderado muito zangado com o PS e com o PSD, pois foram as suas inações incompetência e poucas vergonhas que na minha opinião trouxeram Portugal ao estado actual, quase na cauda da Europa.
Foram as inações e a incompetência do PS e do PSD e é bom frisar as sucessivas bancadas dos seus deputados apoiantes que trouxeram Portugal para o estado actual, com escandalosas desigualdades sociais, com níveis de pobreza e indigência horríveis e intoleráveis, com um despovoamento do território inaceitável, etc.

Tenho o legítimo direito de estar muito zangado, porque sempre votei e porque além disso, na minha vida de adolescente, na minha vida cívica e profissional, e depois como reformado, sempre me pautei pela decência. E como cidadão nunca me conformei e sempre protestei ao meu nível, e sempre procurei ajudar dentro do meu exíguo campo de actuação cívica.

Em síntese, recordo aos irritantes que na segunda volta das eleições presidenciais, como aliás em qualquer votação, se pode votar de diversas maneiras.

Nesta 2ª volta das presidenciais pode votar-se: 

- em Ventura, o que, acredito, não será conveniente para o país, 

- em Seguro que, como escrevi já em outros textos, considero uma pessoa decente mas . . . . 

- lamentavelmente, tornando NULO o boletim de voto,

- legítima mas na minha opinião lamentavelmente, não indo votar,

- em BRANCO

Pergunto aos irritantes qual das cinco possibilidades não é democrática?

Não vou conseguir saber a opinião das Exmas Excelências, mas a minha é de que todas as cinco possibilidades são DEMOCRÁTICAS.

Resumo:

- muitos o têm feito ao longo dos anos, mas considero lamentável, muito lamentável, criarem votos NULOS;

- é legítimo mas discordo que se fique em casa e não se vá votar; sempre critiquei o meu falecido sogro que barafustava furiosamente contra os políticos e o estado do país mas nunca se dignou votar;

- tenho as maiores dúvidas que seja bom para Portugal ter Ventura em Belém, bem como eventualmente um dia PM;

- face ao seu passado demasiado cinzento e sempre ao lado de certas personagens, embora nele aprecie a decência e a serenidade por exemplo, tenho algumas dúvidas sobre as capacidades de Seguro para Belém; 

- como cidadão muito desconsolado com Portugal quase na cauda da Europa, desta vez quero democraticamente manifestar o meu veemente  protesto, coisa tão legítima e tão democrática como os entendimentos dos irritantes que pensam o que pensam e legitimamente o defendem, mas que me parece persistirem numa postura de que julgam que só eles e os predestinados como eles sabem comportar-se nas urnas, ou à mesa a comer com talheres de prata, Christofle e outra palamenta.

Quero protestar e fácil é ver a materialização desse protesto. Ir ao local de votação, dobrar com cuidado o boletim de voto em quatro e depositar na urna.
Naturalmente que faltam uns dias até 8 de Fevereiro.

Uma coisa me martela a cabeça: Seguro em Belém deixará a palhaçada á Marcelo, de andar sempre na rua ou passará a exercer a sua magistratura de influência longe dos jornalistas, e dentro dos corredores dos vários poderes e, portanto, a não comentar diariamente tudo e mais alguma coisa incluindo coisas verdadeiramente patéticas, mas a exercer pressão?

Por isso escrevi num outro texto que considerava importante até ao dia da votação ouvir nomeadamente de Seguro como se relacionaria na sua magistratura de influência com, a Assembleia da República, Governo, os vários tribunais superiores, Procurador-Geral da República.

Passem bem.
AC  

IRÃO

Enviaram-me este boneco que presumo circulou nas ditas redes sociais.

Não faço ideia se o autor do boneco queria significar que o aiatolá devia ir-se embora, ele e todos os outros, ou se queria significar que o aiatolá e os outros clérigos estão receosos e podem estar a preparar-se para se pirarem.

É um profundo exagero (opinião pessoal naturalmente) imaginar que algo ocorrerá agora semelhante ao acontecido aquando da fuga do Xá da então Pérsia. 

Nessa altura, particularmente nos últimos 2/ 3 anos de poder de Pahlevi, as mesquitas fervilhavam de conspiração, os clérigos organizavam-se apesar de perseguições da polícia política. 

E Khomeini lá regressou do seu exílio dourado Parisiense.

A propósito, relembrar que a França sempre fascinou facínoras e ditadores nomeadamente asiáticos e africanos, e como a França sempre os tratou bem. Não deve ter tido nada a ver com o depositar em bancos franceses das "pequeninas poupanças" desses ditadores, Bokassas e quejandos.

Creio que não haverá mudança de regime no Irão.

Embora muito pouco se consiga saber daquele "antro de liberdades" é legitimamente admissível que já foram massacradas milhares de pessoas. E continuará a ser assim, é a minha opinião. Mais mortes em contenção de manifestantes, muitas prisões, julgamentos (???) de muitos e eliminação física seja por enforcamento ou por morte morrida.

Coisa que me parece incomodar muito pouco o mundo, e nomeadamente os países grandes fornecedores de centrais nucleares, como me parece nada incomodar às defensoras histéricas por esse mundo fora os "tantos de polé" a que são submetidas as mulheres no Irão.

Enfim, basicamente o costume.

AC

23  JANEIRO  2026
> 1368 - China, início da dinastia Ming
> 1556 - China, terramoto terrível na província de Shanxi, terão morrido centenas de milhares de pessoas
> 1898 - Nasce Sergei Eisenstein
> 1905 - Faleceu Rafael Bordalo Pinheiro
> 1915 - Governo ditatorial do general Pimenta de Castro
> 1942 - Estreia do filme Pátio das Cantigas
> 1943 - Tropas Britânicas capturam Tripoli
> 1944 - Faleceu o pintor Eduard Munch
> 1995 - Jacques Santer assume a presidência da Comissão Europeia
> 2011 - Eleições presidenciais, vence Cavaco Silva
> 2020 - China, cidade de Wuhan entra em quarentena
AC

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS 2026
"Carlos César e Marques Mendes e Inês Sousa Real são outros que dão apoio a Seguro".

Carlos César, um dos maiores Costistas, anunciou o apoio a Seguro.
Todos apoiam ao mesmo tempo que esgotam n farmácias as pastilhas "Rennie".

AC
40  ANOS  de  EUROPA
Intervenção do Presidente da República na Sessão Comemorativa dos 40 anos da Adesão de Portugal e Espanha às Comunidades Europeias

Senhora Presidente do Parlamento Europeu, Ilustre amiga,
Bem-haja por este honroso convite pelos quarenta anos da adesão de Portugal e da Espanha às Comunidades Europeias.

Majestade Rei das Espanhas, Felipe VI, ilustre e muito querido amigo,
Senhor Presidente do Conselho Europeu, ilustre e velho amigo,
Senhoras Deputadas, Senhores Deputados,

Excelências,
En primer lugar, quería transmitir a Su Majestad el Rey Felipe y al pueblo de España mi solidaridad tras la tragedia del pasado domingo, que se cobró tantas vidas inocentes.

O Reino de Portugal nasceu em 1143, vai para nove séculos, e viu a independência reconhecida, em 1179.
Nasceu na Europa e nasceu de linhagens europeias.
Nasceu na Europa, na Costa banhada pelo Oceano Atlântico.
O nosso primeiro Rei tinha por Mãe uma filha do Rei de Leão, um dos Reinos que, séculos mais tarde, formaria o Reino de Espanha.
Tinha por Pai um irmão do Duque de Borgonha, um ducado que, séculos mais tarde, ajudaria a formar o Reino de França.

Mas nasceu também de linhagens vindas de outras Europas, do Norte, do Sul, do Oeste e do Leste. E de África e das Ásias. Mais tarde das Américas e das Oceanias. Num caldo de etnias, culturas e religiões.
Somos europeus desde as raízes.
E essas raízes mesclaram-se, logo à partida, com as de outros continentes, de outros universos.
Por isso não há portugueses puros, há portugueses diversos, na sua riqueza cultural.
Somos europeus, na língua, na cultura, na História, e, porque europeus, universais.

A nossa vida foi, do século XV aos séculos XIX e XX, uma saga constante na Europa Continental e fora dela – porque desde o século XV atravessámos oceanos e tocámos ilhas e continentes.
Uma saga em que deixámos uma diáspora por todo o mundo.
E fomos, muitas vezes, mais felizes a navegar pelo mundo do que nas guerras europeias.
Com os vizinhos, que eram nossos parentes, conquistámos independência, guerreámos para a mantermos, perdemo-la e recuperámo-la.

Até ao século XVII foi um desassossego constante. Como o foram as guerras continentais em que nos envolvemos.
De tal modo que, no século XIX, a nossa independência teve de ser garantida, com a capital do Império no Brasil.
Éramos europeus, mas a Europa, que nos iluminava, não foi sempre portadora de boas notícias.

Excelências,
O que há de verdadeiramente diferente e notável é que a integração europeia do século XX, que culminou na adesão há quarenta anos, no mesmo dia da Espanha, com papel cimeiro de Mário Soares e Felipe Gonzalez, veio mudar a História.

Mudou a História europeia. Mudou a História nas relações com o nosso único vizinho por terra. Mudou a nossa História. Mudou para a Liberdade, mudou para a Democracia, mudou para o Estado de Direito, mudou para o Desenvolvimento, mudou para a Justiça Social.

E, depois de séculos de independência baseada nos Oceanos e do inevitável, mas tardio, fim do Império, com a formação da multicontinental e multioceânica Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Portugal e a Europa, Portugal e a Espanha, Portugal e os Estados de sucessivos alargamentos europeus, começaram uma nova História. Que dura há quase cinquenta anos e que não teria sido possível sem a Europa, à margem da Europa, contra a Europa.

Exemplo singular desta mudança é a fraternidade entre Portugal e Espanha, a Espanha e Portugal, aqui eloquentemente testemunhada pelos dois Chefes de Estado unidos, em representação das respetivas Pátrias e dos respetivos Povos.

Excelências,
É, hoje, moda do momento, esquecer, minimizar, diminuir a Europa e o seu papel no mundo.
Não percamos um segundo a hesitar, a duvidar, a autoflagelarmo-nos. Temos mais Liberdade, Democracia e Estado de Direito do que tantos outros. Muitos de nós estão em lugar cimeiro do Desenvolvimento Humano e dos padrões de igualdade social. Temos um mercado dos maiores do mundo. Garantimos condições de vida comparativamente superiores à generalidade dos Estados. Somos um destino sonhado por tantos, de todos os continentes. Mas sabemos que tudo isto não basta e que perdemos, por vezes, tempo e que temos de fazer mais e melhor.

Precisamos de mais juventude, de mais conhecimento, de mais ciência, de mais tecnologia, de mais segurança comum, de mais crescimento, de mais justiça, de mais capacidade de mudança dos nossos sistemas políticos, económicos e sociais, precisamos de mais unidade, precisamos de mais futuro.

Precisamos.
Mas então tratemos disso. Com prioridade e com urgência. Contemos, antes do mais, connosco. Nós próprios, que temos de acreditar na Europa Livre, Igualitária e Democrática.
Reconstruamos a Europa. Sem medos. Sem inibições. Sem complexos.

Temos aliados? Temos. Para além da União Europeia, Portugal tem o Reino Unido, há quase 650 anos, e preferiríamos que estivesse ainda mais com a União Europeia do muito que já está.
Temos os Estados Unidos da América, cuja independência Portugal foi o primeiro Estado europeu, salvo a França, portanto o primeiro Estado neutral, a reconhecer, mas preferiríamos que fossemos sempre aliados a cem por cento e não com hiatos, intermitências ou estados de alma.
E, num e noutro, temos Comunidades fortes, históricas, jovens e pujantes.

Mas isso não é o essencial.
Nós, Portugueses, nós Portugal, já éramos Pátria independente há muitos séculos, ainda não existia a maioria dos Estados do Mundo, nem dos mais poderosos de hoje.
Fomos assim, somos assim. Sempre na Europa. Nos últimos 40 anos, mais na Europa e com a Europa. E, por isso, no universo e com o universo.

Reconhecidos às Comunidades Europeias. Reconhecidos à União Europeia. Tudo o que se possa dizer das Comunidades Europeias, hoje União Europeia, de crítico, de falível, de errado, de insuficiente, e há muito, é nada comparado com aquilo que lhes devemos.
Europeus sempre. Transatlânticos sempre. Universais sempre.

Avancemos, pois, recriemo-nos no que for necessário, que os aliados e os parceiros, que desejamos, virão, como sempre vieram, quando perceberem que não há senhores únicos no globo, que não há poderes eternos. E que as nossas alianças e parcerias valem mais do que a espuma, mesmo espetacular, mesmo sedutora de cada dia.

Digo-vos mais. Não há quem consiga hoje refazer pela força a divisão do mundo em hemisférios como no passado e sonhar controlar o seu hemisfério, ou resolver problemas do mundo sozinho. Falhará quem o tente no século XXI, como falharam outros no século XX.
E não se invoque o biliteralismo, que, verdadeiramente, é unilateralismo, que é uma forma de enfraquecer o multilateralismo e as instituições internacionais, sem que, quem deseja exercer essa hegemonia, esse controlo, tenha condições para o fazer como sonha ou afirma.
E não há como fazê-lo ignorando a Europa, o seu papel nos valores, o seu papel na justiça social, o seu papel na economia mundial. Porque a Europa ainda é e será sempre berço da Democracia, ainda é e será sempre farol de Liberdade, ainda é e será sempre esteio de Estado de Direito, ainda é e será sempre referência de Estado Social.
Foi assim no passado. Será assim no futuro.

Por isso, nós portugueses, por isso, nós europeus nunca, mas nunca mesmo, desistiremos do nosso papel fundamental no universo.
Porque desistir do seu papel universal seria, para a Europa, desistir dos seus valores, desistir de si própria, desistir de todos os que lhe dão vida.
Por isso, nós portugueses, nunca, mas nunca mesmo, desistiremos da Europa. Porque desistir da Europa seria, para Portugal, desistir de uma parte essencial e insubstituível de Portugal.
Neste dia de 40 anos de adesão da Espanha e Portugal, de Portugal e da Espanha, à Europa, viva Portugal, viva a Espanha, viva a Europa
!

Para quem tem a gentileza de me seguir sabe que procuro ser rigoroso e isento e, quando me engano ou erro e disso me apercebo depois por mim próprio ou porque outrem teve a gentileza de educadamente isso me apontar, dou a mão à palmatória, emendo, retrato-me, faço sempre como o grande matemático Bento de Jesus Caraça, que por esta mesma postura não temia ás vezes errar.

Para quem tem a gentileza de me seguir neste modesto blogue, que continua a ser a minha única rede social, sabe o que venho há anos dizendo do comentador sem contraditório Marcelo Rebelo de Sousa, há quase dez anos inquilino em Belém. 

Para quem tem a gentileza de me seguir sabe que sou forte crítico do Presidente Marcelo, sabe das minhas opiniões, sabe do que eu escrevi várias vezes sobre o que de muito positivo Marcelo trouxe à política e á Presidência da República durante pouco mais de três anos do seu primeiro mandato, e como depois consistentemente apalhaçou a Presidência da República.

Para quem tem a gentileza de me seguir, sabe que aplaudi sempre que Marcelo teve na minha opinião um bom desempenho como Presidente da República. Infelizmente, na minha opinião, foram poucas as vezes.

Isto referido, esta intervenção do Presidente da República Portuguesa (representando Portugal, representando os portugueses, e não apenas parte como diz o inarrável Ventura) no Parlamento Europeu é, para mim naturalmente, uma das suas melhores prestações.
Marcelo confirmou aqui as suas capacidades que infelizmente nem sempre colocou ao serviço da sociedade portuguesa. Confirmou como consegue ser brilhante quando quer, e representou-me/ representou-nos de forma excelente.

Como está já muito longo o texto, e como quero tecer mais algumas considerações sobre o que Marcelo afirmou a espaços, fico por aqui e farei outro postal.

António Cabral (AC)
THE  BOSS
AC
. . . . . 
Um aluno que dá erros, neste momento, é possivelmente um dos melhores alunos da turma. Não porque erra mais, mas porque ainda se autoriza a pensar. Porque ainda arrisca uma resposta que não é garantida, ainda se expõe à possibilidade de falhar, embora com o peso de sentir que não sabe tudo ou que não é capaz. É aquele que ainda resiste ao facilitismo, à inteligência artificial, que é honesto e que se esforça, que pensa, que arrisca e que resiste à ideia de que aprender é sinónimo de acertar.
. . . . . (Filipa Chasqueira)

Absolutamente de acordo

AC

PRÉMIO  ANEDOTA  da  SEMANA

Vencedor - o autor da frase - gostam muito de mim na Gronelândia


Bom dia, tenham uma boa 5ª Feira
Saúde e boa sorte

AC

CULTURA
AC 

ÁRVORE, . . . TORTA, . . . . SEM FOLHAS . . . 

Faz-me lembrar qualquer coisa . . . . 

AC

ELEIÇÕES  PRESIDENCIAIS  2026
Um bom amigo lembrou-me um facto curioso e que tanto ele como eu ainda não vimos nenhum pé de microfone chamar à atenção para isso.

Na 2ª volta, em 8 de Fevereiro próximo, vai muito provavelmente acontecer o mesmo que na 1ª volta.

Refiro-me à sondagem à boca das urnas: em 1º lugar ficará o vencedor, e em 2º o que ficar a seguir ao 1º.
AC

O  VOTO  É  SECRETO . . . . tem dias !

A esmagadora maioria dos meus concidadãos são tratados como imbecis, como crianças, como embrutecidos, a quem tem de se explicar tudo e, particularmente, como devem votar. 

Por quem são assim tratados?

Na minha opinião é por exemplo o caso de certos ex-ortodoxos convertidos aos encantos dos salões e às alcatifas dos corredores dos vários poderes e de várias instituições, é o caso de dirigentes de diversas agremiações a recomendar enraivecidos como se deve votar na 2ª volta das eleições presidenciais, é o caso de múltiplas Komentadeiras e pés de microfone, é o caso de mandatários e outras personagens dos candidatos falecidos na 1ª volta, é o caso de esquerdas caviar com participações secundárias em processos políticos ou amigos de SUV do passado, é o caso de ex e actuais titulares de órgãos de soberania. Todos a recomendar Seguro.

Eu gostava era de ver uma campanha entre Seguro e Ventura que fosse, empolgante, decente, civilizada, esclarecedora, em que argumentassem com elevação (creio que isso é difícil em Ventura), que referissem sempre e em detalhe os três tipos de competências que a CRP estabelece para o Presidente da República.

E como nesse quadro tencionam comportar-se a partir de Belém.

E que claramente dissessem, que liderariam pelo exemplo, que serviriam a sociedade portuguesa mas que não se serviriam do cargo, nomeadamente para fomentar alterações constitucionais inaceitáveis face aos valores e princípios da nossa CRP.

E que claramente dissessem que a partir de Belém não iam tentar fortalecer a oposição ao governo que estivesse.

Que claramente dissessem como tencionam dialogar com a Assembleia da República, com  o Primeiro-ministro, com os Presidentes dos Tribunais (STJ, TC, STA, TContas) e com o Procurador-Geral da República. Como tencionam exercer o seu legítimo magistério de influência.

Uma campanha em que nenhum dirigente partidário, seja de primeira segunda ou terceira linha, abrisse a boca sobre o que quer que fosse.

TODOS CALADINHOS, sem recomendação alguma. CALADOS.

Uma campanha dinamizadora, para incitar e convencer a esmagadora maioria dos portugueses que andam fartos das palhaçadas de Ventura e outros e das inações dos moderados, com Seguro e Ventura nas ruas, e um série de debates nas TV entre os dois, mas sem as perguntas tontas que creio existiram por parte dos moderadores (???) durante a 1ª volta. Com Seguro a lutar sem tibiezas, sem poucochinho, com assertividade.

Finalmente, um no dia 6 outro no dia 7 de Fevereiro, o PR e o PM a dirigirem-se aos portugueses pela televisão com uma mensagem muito clara e curta: portugueses, é importantíssimo que no Domingo vão votar.

Depois, esperar pelo resultado. Isto, para mim é democracia pura e dura em eleições.

Era pedir demais não era? 

Isto seria próprio de um país maduro, organizado, democraticamente saudável, não seria?

Mas não, temos e teremos o Portugalinho do costume, mansinho, subserviente, pobrezinho, rasteirinho, inculto, onde existem uns doutos sapientes que nos têm de tudo indicar e chamar-nos à atenção que se não pensarmos como eles não somos democratas. 

Obrigadinhos meus senhores, por tão bem cuidarem de mim e me ensinarem!

Enfim mas, como sempre, admito poder estar a ver tudo mal.

Quanto aos doutos, fiquem descansados, não seguirei as vossas recomendações, de Cavaco Silva a Carneiro, de Catarina a Raimundo, de Montenegro a Rui Rio, de João Jardim a Rui Moreira, de Miguel Júdice a Tavares ou a Inês e tantos mais.

Metam as recomendações onde mais vos aprover. 

Há quatro hipóteses de voto, eu sei qual é a que quero, e não é nenhuma das que o Komentariado fala.

Não quero ser prisioneiro, mesmo numa prisão sem grades!

A 8 de Fevereiro lá estarei se Deus quiser. 

AC

ESTE MELÃO NÃO É DE ALMEIRIM,
PELO TAMANHO PARECE MAIS DO ENTRONCAMENTO
AC
22  JANEIRO  2026
> 1462 - Diogo Gomes descobre a ilha de S.Vicente, Cabo Verde
> 1506 - Criada a Guarda Suíça, corpo de guarda responsável pela segurança do Papa e Vaticano
> 1808 - Família Real portuguesa chega ao Brasil depois de fugir às tropas napoleónicas invasoras de Portugal
> 1901 - Reino Unido, faleceu a rainha Vitória
> 1905 - São Petersburgo, Domingo sangrento, manifestação pacífica em frente ao Palácio de Inverno do czar Nicolau II é massacrada pela guarda do czar, matando centenas de pessoas
> 1961 - Paquete Santa Maria é sequestrado por exilados políticos portugueses e espanhóis comandados por Henrique Galvão, sendo um deles Camilo Mortágua, pai das manas do BE; houve feridos e um morto
> 1970 - Primeiro voo comercial do Boeing 747, de Nova Iorque a Londres
> 1972 - Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Irlanda assinam o Tratado de Bruxelas e entram para a CEE
AC

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Presidente da República no Parlamento Europeu

A convite da Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, o Presidente da República discursará amanhã no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, juntamente com o Rei Felipe VI, para assinalar o 40.º aniversário da adesão de Portugal e de Espanha às Comunidades Europeias, hoje União Europeia.

Estão também previstos encontros com os eurodeputados portugueses e com a Provedora de Justiça da União Europeia, bem como com o Secretário-Geral do Conselho da Europa.

Então, também se vai encontrar com Costa e Úrsula, certo?

AC

A Cartada do Frentismo
(Eduardo Dâmaso, 21 Janeiro 2026) 
Ventura está a tentar jogar uma cartada ao estilo de Soares mas com nenhum êxito. 
Mário Soares, que partiu de 8% nas sondagens, em 1986, construiu um frentismo de centro-esquerda para poder ganhar a Freitas do Amaral, que já chegara aos 46,33%. 
Em 1986 isso fazia sentido, num País fortemente dividido pela velha clivagem entre a direita e a esquerda. Soares dramatizou na segunda volta, dizendo que vinha aí a reação. 
Do lado de Freitas, alguns apoiantes diabolizavam a esquerda, dizendo que, se Soares ganhasse, os comunistas tirariam as reformas aos mais velhos e coisas do género. 
Doze anos depois do fim da ditadura, Portugal era muito diferente de hoje. 

O frentismo de hoje é outro. 
Há uma direita com mais de dois terços dos votos, ainda que fragmentada, e uma esquerda em acelerada perda de influência social e eleitoral. 
O socialismo de que fala Ventura, como construtor dos ’50 anos disto’, é a social-democracia europeia e não uma mimetização soviética. 
Por isso se percebe que não goste quando vê vozes da direita com Seguro. Este propõe, afinal, um frentismo entre os que preferem a democracia e tudo o que ela comporta, tolerância, diálogo, inclusão, ‘versus’ o radicalismo e a exclusão. E isso diz muito mais a um liberal, a um democrata-cristão ou a um conservador do que a gritaria populista e xenófoba. 
Que já nem Meloni pratica.

Exactamente, absolutamente de acordo.
AC
MORTE de um PORTUGUÊS em MOÇAMBIQUE

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) de Moçambique confirmou, esta terça-feira, que o cidadão português Pedro Ferraz Correia dos Reis se suicidou numa unidade hoteleira em Maputo, contrariando a primeira versão da polícia, de homicídio. “Não houve dúvidas, do trabalho feito pela equipa técnica do Sernic, em coordenação com a medicina legal do Hospital Central de Maputo, onde também estiveram presentes os magistrados do Ministério Público, de que não havia dúvidas nenhumas, até ao presente momento, de tratar-se de um caso de suicídio, não homicídio, conforme tem-se propalado”, disse Hilário Lole, porta-voz do Sernic.

Contrariamente ao que é costume ainda não vi (até às 0850 horas de hoje) no afamado "sítio" de Belém nenhuma menção ao sucedido, e endereçar pêsames á família deste concidadão. Curioso!
AC
NESPREIRA
AC
QUANTO  MAIS  VAMOS RECEBER ?
Quanta mais demagogia?

Quanta mais demagogia dos dois lados da barricada, quanto mais politicamente correcto, quanto mais discurso inclusivo iremos receber,  quanta mais gritaria iremos ter de Ventura:
- de 27 JAN a 8 FEV
- de 8 FEV a 9 MAR
- de 9 MARÇO em diante

AC 
O seguro morreu de velho, mas Seguro é morte lenta
O grande argumento a favor do choninhas Seguro parece ser o facto de ser um choninhas. Eu cá acho que ao Presidente dos afectos era bom para Portugal não suceder o Presidente dos cuidados paliativos.(Tiago Dores)

Oxalá Seguro Presidente da República não o venha a ser, choninhas e PR dos cuidados paliativos.
AC
Parte inicial do excelente e longo discurso de Mark Carney, PM do Canadá, na reunião deste ano do World Economic Forum em  Davos. Sublinhados da minha responsabilidade

Thank you, Larry. It is both a pleasure, and a duty, to be with you tonight in this pivotal moment that Canada and the world going through.

Today I will talk about a rupture in the world order, the end of a pleasant fiction and the beginning of a harsh reality, where geopolitics, where the large, main power, geopolitics, is submitted to no limits, no constraints.

On the other hand, I would like to tell you that the other countries, especially intermediate powers like Canada, are not powerless. They have the capacity to build a new order that encompasses our values, such as respect for human rights, sustainable development, solidarity, sovereignty and territorial integrity of the various states.

The power of the less power starts with honesty.

It seems that every day we're reminded that we live in an era of great power rivalry, that the rules based order is fading, that the strong can do what they can, and the weak must suffer what they must.

And this aphorism of Thucydides is presented as inevitable, as the natural logic of international relations reasserting itself.

And faced with this logic, there is a strong tendency for countries to go along to get along, to accommodate, to avoid trouble, to hope that compliance will buy safety.

Well, it won't.

So, what are our options?

In 1978, the Czech dissident Václav Havel, later president, wrote an essay called The Power of the Powerless, and in it, he asked a simple question: how did the communist system sustain itself?

And his answer began with a greengrocer.
. . . . . .

Bom dia.
Saúde e boa sorte.
AC
ANTES  de . . . 
Depois de . . . 
AC
21 JAN 1950 - Faleceu George Orwell
AC 
ELEIÇÕES  PRESIDENCIAIS  2026
Lamentável que os meus concidadãos não tenham votado de maneira diferente.
Hoje podíamos estar assim, por exemplo . . . . 

AC 

ELEIÇÕES  PRESIDENCIAIS  2026

3ª Parte

A  MATEMÁTICA  e a  2ª  VOLTA 

Para a 2ª volta vamos ter de certeza mais circo.
Mas começo por reproduzir um texto que me remeteram  e circula por aí que creio é falso, FALSO, e falsamente atribuído a Miguel Esteves Cardoso

Apesar de falso e como o considero curioso aqui fica com sublinhados da minha responsabilidade e breves comentários a AZUL)

Opinião sobre André Ventura

"Não concordo (também não) com André Ventura em muitos aspectos concretos.
Discordo (também) de algumas propostas, de alguns enquadramentos e de algumas partes da sua visão do Estado
.
Mas, olhando para esta corrida presidencial, há algo que não consigo ignorar: André Ventura é a pessoa mais verdadeira que está a concorrer. (na minha opinião aponta questões muito relevantes diz coisas acertadas, mas mente muito, aldraba) 

E isso, hoje, é muito raro. (a prevalência de pessoas verdadeiras, integras é verdade que me parece uma raridade, concordo, mas quanto a Ventura . . . .)
Ventura não é um homem artificialmente polido, nem confortável, nem feito para tranquilizar consciências.
Mostra aquilo que é. Não esconde pulsões, não disfarça indignações, não finge uma elevação moral para caber no molde institucional.

É precisamente por isso que o pântano político e mediático português se sente tão profundamente incomodado com ele. (SIM, nisto tendo a concordar)

Ventura introduz no espaço público aquilo que foi expulso durante décadas: conflito real, fricção social, perguntas insolentes, temas proibidos. (o politicamente correcto; mas tudo o que é exacerbado, estimulado para a violência sectária deve ser combatido)
Não porque seja um tecnocrata refinado ou um intelectual de salão, mas porque é extremamente inteligente e possui um instinto político alinhado com o do português comum. (isto parece-me verdade)

A sua inteligência não é abstracta nem ornamental. É inteligência de leitura humana, de percepção de injustiça, de identificação rápida do ponto onde o sistema mente e onde as pessoas sentem essa mentira no corpo antes de a conseguirem formular em palavras(há décadas que em Portugal se mente e vigariza as pessoas)

Ter uma figura como Ventura num cargo que, em Portugal, tem sido sobretudo decorativo, teria o efeito imediato de quebrar a harmonia artificial do sistema, algo para o qual o país ainda não fez o seu luto institucional.
Aquela harmonia viscosa, confortável, onde todos discordam de nada em público e concordam em tudo nos bastidores(creio haver aqui muito de verdade)

E é aqui que os contrastes se tornam evidentes.

Há Luís Marques Mendes, onde não há mistério nenhum: é o sistema a votar em si próprio. Anos de televisão sem contraditório, tal como Marcelo, sempre em modo comentador respeitável, sem risco, sem ruptura, sem custo pessoal. Apoiou Montenegro, agora é apoiado por ele. O círculo fecha-se com uma elegância quase cínica. Não veio mudar nada. (não iria mudar nada) Veio garantir que tudo fica exactamente igual, com ar sério, institucional e aceitável.

Surge também Henrique Gouveia e Melo, um produto do tempo do medo. Nasceu politicamente quando se proibiu, se impôs e se mandou calar, tudo em nome da “saúde”. Transformaram um gestor de ordens num salvador nacional, como se a logística fosse uma virtude moral. Autoridade sem política. Disciplina sem liberdade. Hierarquia sem representação. Não é um presidente para cidadãos. É um comandante para súbditos. 

E há ainda António José Seguro, o Partido Socialista a fingir que mudou (como de costume). Nunca rompeu com Guterres, nunca se afastou de Sócrates quando devia, nunca assumiu qualquer corte real com o passado que trouxe o país até aqui. Serve para branquear, não para transformar. Seguro no nome, seguro para o sistema(exactamente)

Por fim, João Cotrim de Figueiredo: arrumado, limpo, inofensivo. Acredita na forma, não no conflito. Reformador de pose, risco zero, perfeitamente integrado no circuito respeitável, ao ponto de apoiar Ursula von der Leyen. Num país saudável, talvez bastasse. No país real, é irrelevante(irrelevante é ser simpático)

André Ventura tem (imensas) falhas? Naturalmente.
Concordo com ele em tudo? Nem por sombras. 
(NEM POR SOMBRAS)

Mas é o único que não veio para manter a música ambiente. (SIM)

Não escrevo isto para converter ninguém, nem tenho ilusões quanto ao peso da minha opinião. COMO EU
Cada um vota como entende, com a consciência e a informação que tiver.
Para bem ou para mal, é isso a democracia.

Independentemente do resultado, Ventura já fez aquilo que os outros evitam: obrigou o sistema a mostrar-se. (PARECE EVIDENTE)

Ignorar isto não é virtude.
É recusa em ver.

*******************************************
Passada este mini novela, convinha olhar para coisas de facto importantes, tendo sempre presente como salientei diversas vezes que um PR não legisla, não governa, não define políticas, mas também não é um corta-fitas e tem certas competências constitucionais. Deve servir e liderar pelo exemplo, e não passar a vida a passear de Falcon e a apalhaçar o órgão de soberania PR.

Penso que na 2ª volta as coisas não decorrerão tão mal como ocorreu na 1ª volta. Mas duvido que quer um quer outro se centrem com rigor nas competências constitucionais que a CRP estabelece para o PR. Vai haver muitas promessas, creio que sobretudo de Seguro, para agradar à extrema esquerda, à esquerda, ao centro, à direita moderada, decente.  O costume.

Como referi várias vezes há uma competência explicita que a CRP estabelece para o PR - enviar mensagens à AR
Creio que deveria ser bastante usada, em vez de andar diariamente a sorrir e debitar vacuidades para os pés de microfone como Marcelo sempre fez, e outras patetices como promulgar com discordâncias.
Não são pactos, é escrever à AR o seu entendimento. Porventura tentar alguma prévia harmonização verbal em reuniões de 5ª Feira com o PM.
Portanto e por exemplo, pois a lista é imensa:

Que lugar, é o de Portugal no mundo de hoje? Qual deveria ser?
É que D.João II, Tordesilhas, a pimenta, a seda, o ouro brasileiro, a Diamang, o café de África, as colónias, isso está tudo na história e não me coloca o pão à mesa, nem me ajuda no hospital, nem a pagar a brutal mensalidade do lar da minha muito idosa mãe, facto que me vai estrangulando a vida. 

Qual o tecido social de Portugal? Que problemas? 
O que realmente  nos trouxe até aqui?

Quais os reais problemas no nosso sistema de saúde (SNS, privados, cooperativos)? É que não são bem a gritaria da FNAM, ou da ordem dos médicos, ou dos que ganham rios de dinheiro com a incompetência de décadas de ministros (PS e PSD) e de gestores e administradores hospitalares.

Que questões reais a enfrentar nos sectores da, economia, indústria, emprego, parque habitacional, infra-estruturas, florestas, ordenamento territorial, despovoamento da maior parte do país?

Como assegurar fiscalização eficaz dos nossos interesses nas enormes ZEE sobre as quais temos jurisdição?

Como inverter o despovoamento de grande parte de Portugal Continental?

Como se inverte de facto a complicada situação no domínio da habitação?

Quando se ordena adequadamente o território, acabando de vez com as enormidades de termos um sem número de freguesias com muito mais população residente que muitas "chamadas" cidades?

ETC. ETC. ETC. ETC.

Neste vazio, neste vazio de políticas particularmente desde 1991, neste pântano lamacento criado pelo PSD e PS mas sobretudo com mais culpas deste último pois é quem mais tempo esteve no poder (e então os magníficos 8 anos e semanas), foi deste vazio e deste estado deplorável a que chegámos que nasceu o inarrável Chega, foi dele que germinou Ventura (mediaticamente eficaz), que passa o tempo a apontar culpas (tem infelizmente razão em várias coisas) mas soluções concretas e exequíveis é que não são mostradas.

Como vai ser a 2ª Volta?
Já basicamente o escrevi e creio que infelizmente não me vou enganar, circo e gritaria de Ventura, e o ar Guterriano e mole de Seguro que, repito o que antes escrevi, considero uma pessoa decente. Mas só isso, sendo importantíssimo, creio poucochinho para o caso vertente.

Salvo melhor opinião a democracia portuguesa continua doente. E não é só porque surgiu o Chega, cresceu o Chega, apareceu Ventura. Da esquerda à direita continuam a não querer perceber que muita gente está farta da pouca vergonha lamacenta.

Ventura e outros, confundem exposição mediática com capital político.
Ventura e outros creio que se enganam quanto às reais preocupações dos portugueses, porventura mais ainda PSD, PS e esquerdalhada (a ortodoxa e a incoerente e inconsequente).

Continuo a pensar que Portugal não é o país trágico anunciado à esquerda do PSD, não é o país a singrar bem como diz o PSD, e se em Portugal há cerca de 2 milhões a viver na pobreza a culpa é obviamente dos sucessivos governos do PSD e PS e dos deputados que sempre os apoiaram. 

Estes dois partidos continuam (na minha perspectiva mas como sempre admito poder estar a ver mal as coisas) a não perceber nada do que se passa. O Portugal real não é o que mostram os estúdios de TV, não é o das sondagens, não é bem o que a espaços mostre a macroeconomia.
Além destes PSD e PS, os representantes/ candidatos do PCP e esquerdalhada que, salvo erro tiveram menos votos que o tal de João Vieira, continuam a não perceber nada, a não aprender nada.

Como dizem os cidadãos simples, isto não vai lá com, políticas erradas para o mundo laboral, erradas no plano social, erradas no âmbito da saúde, erradas ou ausentes no plano do parque habitacional (Costa anunciou mundos e fundos e duas vezes a construção de "n" fogos; viu-se, maior aldrabão não há), mais que discutíveis no que parece quererem agora fazer quanto a Forças Armadas, e um longuíssimo. etc.

Como dizem os cidadãos simples, isto não vai lá com, xenofobia, racismo, crispação, descontrolo quase absoluto sobre o que se passa dentro de portas quanto a imigração MAS TAMBÉM quanto a criminalidade violenta, nazi e outras, isto não vai lá com indisciplina mas também lá não vai com agressões e arruaças e manifestações estranhas.

Numa coisa Seguro tem toda a razão: se a política não serve para falar dos problemas reais das pessoas, se a política não serve para melhorar de facto e em concreto a vida das pessoas, então não serve para nada (creio que corresponde quase na íntegra ao seu discurso de vitória da 1ª volta).

Mas meu caro concidadão António (como eu) José Seguro, e quase certo futuro PR, só agora descobriu isso?
Quando andou anos com Guterres e com Sócrates isso não lhe ocorreu?
Não deixou passar já muitos anos? Podia ter descoberto antes e agido diferente.
Como disse acima, tenho-o na conta de pessoa decente.
Mas só isso parece-me insuficiente. 
Vasco Pulido Valente no artigo que já aqui no blogue recordei definiu-o bem, certeiramente. 
Respeitosamente, mas é a minha opinião, é de facto "poucachinho".

Como sabe o voto é secreto, e apesar de continuar em vigor uma das mais estúpidas leis nacionais, posso dizer-lhe algo sobre 8 de Fevereiro.
Há quatro hipóteses para esse dia. 
Duas possibilidades são colocar uma cruz no quadrado perto da sua cara ou no quadrado junto da cara de Ventura.
Está a adivinhar bem, em nenhum será.
Posso ainda acrescentar, nunca desde 1974 deixei de votar, e nunca  inutilizei um boletim de voto.

Vai ganhar, folgadamente, é a minha a convicção, pois o Portugalinho  gosta de continuar como de costume, até aqui. 
Já dizia o Queirosiano brigadeiro - Portugal é pequenino mas um torrãozinho de açúcar.
A minha curiosidade vai para qual será a sua votação concreta e a de Ventura. Creio que haverá mais abstenção.

Passe bem senhor futuro PR.

António Cabral (AC)

21  JANEIRO  2026

DIA MUNDIAL DO PUZZLE
> 1482 - Início da construção da fortaleza de S.Jorge da Mina
> 1908 - Lisboa, tentativa revolucionária Republicana
> 1909 - Nasce Saúl Fernandes de Aguilar, viria a ser o ilusionista Conde d'Aguilar
> 1924 - Faleceu Vladimir Lenine
> 1937 - Uma portaria dissolve formalmente o Grémio Literário
> 1950 - Faleceu George Orwell 
> 1976 - Avião Concorde inicia voos comerciais, ligando Paris ao Rio de Janeiro com escala em Dakar
AC

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

A  PROPÓSITO  DE  VACUIDADES
Joaquim Miranda Sarmento afirmou esta terça-feira que esperava que Mário Centeno fosse eleito vice-presidente do BCE, mas que a falta de apoios fez o "Governo sair da corrida".

Esta é das melhores!
AC 
NÃO  VI,   NÃO  IREI  VER
Um amigo disse-me que ontem na RTP1 houve um "show" com representantes dos partidos que estiveram na 1ª volta destas inarráveis eleições presidenciais 2026.

Não vi, nem irei recorrer à tecnologia para andar para trás e ir ver.

Quem me deu esta informação disse que aquilo teve tanto de relevante  como de deplorável, jornalista moderador (???) incluído.

Continuamos, portanto, com os fluxos torrenciais das actualidades (???), sempre com moderadores mais que parciais, e a garantir o politicamente correcto e a moda do momento.

Continuamos com uma série de aparvalhados, de ignorantes, de serventuários, sempre mostrando-se aterrados com as terríveis ameaças, com os terríveis perigos, sempre assim disponíveis para aumentar a bovinidade.

E o dramático nem é isto, o trágico é a eficácia no aumentar da bovinidade.
Mas claro, programas como o da RTP2 sobre sexo e outras coisas, (acabei de fazer um zaping pelo canais noticiosos, são 1342 horas deste 20 de Janeiro do corrente ano) são certamente indispensáveis aos cidadãos, particularmente aos jovens.

É como estamos, com actualidades, pornografia soft a horas diurnas, servidão e imbecilidade extremas, narrativas mediáticas inacreditáveis, um jorrar de inanidades sem fim.

Tudo ordinária conversa de chacha, conversa rude de café, nada se pondera com seriedade, lérias e ordinarices em catadupa.

É como estamos e continuamos, sempre decididos a quererem anestesiar-nos para sempre. 
NUNCA!

AC
REPUBLICANDO
(sublinhados da minha responsabilidade)

O Estado e o mundo rural

• Henrique Pereira dos Santos • 31 Dezembro 2019

Um destes dias, a propósito da gestão de uma propriedade, falavam-me no controlo de matos sem gradagem, sem mobilização do solo, só com corta mato. Naturalmente, perguntei as razões para não se usarem ovelhas, que fariam o mesmo serviço, estrumavam o solo, nas gastariam energias fósseis e talvez ainda dessem rendimento.

A primeira parte da resposta é um clássico: não há pessoal. Na verdade, o que esta resposta quer verdadeiramente dizer é que o rendimento da criação de ovelhas não é tão atractivo que permita pagar melhor, o que torna o trabalho de pastor menos competitivo face às alternativas
A segunda parte da resposta é a que me interessa para esta crónica: é muito fácil roubar gado miúdo, a probabilidade de tal acontecer é altíssima. Não foi a primeira vez em que me falaram de roubos no mundo rural.

São os produtores de pinhão que se queixam das quebras por causa das doenças, mas também dos roubos de pinha, são os produtores de cortiça que vêem as pilhas diminuir, são os empreiteiros florestais que não podem deixar as máquinas no monte sem ficarem sem gasóleo, são os produtores de regadio que vêem ser roubados os metais dos sistemas de rega, são os produtores de cereja a começar a vedar e fiscalizar as áreas de produção, são os produtores de azeitona a queixar-se de um dia acordarem sem a azeitona no olival, são as castanhas que se evaporam, a juntar aos já citados roubos de gado e muitos outros.

No outro dia, à procura de uma estrada, passo pelo posto da GNR de uma grande aldeia, e resolvo pedir indicações. O posto estava fechado, bati à porta, apareceu um agente a quem pedi indicações debalde: “não sou de cá, amigo, não faço ideia de onde será essa estrada, com a falta de pessoal, aos fins-de-semana mandam para aqui pessoal de fora só para o posto não estar fechado, de maneira que eu não conheço esta zona”.

Bem me explicava outro proprietário que às duas da manhã tinha visto umas luzes no outro lado da albufeira, e tinha ligado para a GNR, mas com a falta de pessoal, só conseguiram ir ver o que se passava três horas depois, inutilmente, claro.

E, no entanto, este é o Estado que passa a vida a falar na valorização do interior – Portugal deve ser o único país do mundo em que o interior começa a uns vinte quilómetros da costa – tem até umas secretarias de Estado catitas espalhadas por aqui e ali, fala dos milhões que os contribuintes europeus despejam nessas tais regiões da convergência territorial.

O problema é grande parte do dinheiro chegar através de autarquias que pagam festas de Verão, piscinas, auditórios vazios, empresas inviáveis, pensando que estão a resolver os problemas do interior.

É o mesmo Estado que tinha uma missão para a valorização do interior – depois passou a secretaria de estado, vai agora num ministério da coesão territorial – que apresentou umas dezenas largas de medidas para valorizar o interior e de que cito apenas uma: “Projeto de difusão de espetáculos produzidos e coproduzidos pelo Teatro D. Maria II visando alcançar territórios onde a oferta teatral é ocasional ou irregular”.

A sensação com que fico é a de que todos estes milhões, organismos, estudos, planos e afins, são como um fogo-de-artifício com que se tapa o essencial: na sua missão básica de garantir a segurança de pessoas e bens, o Estado tem recuado muito para lá do aceitável, deixando ao abandono as pessoas que continuam empenhadas em criar riqueza nas suas regiões.

E, para juntar insulto à injúria, o Estado usa os escassos recursos da GNR para perseguir os malandros que não cumprem as leis iníquas e absurdas de defesa da floresta contra incêndios, em vez de se empenhar em, primeiro, assegurar a segurança de pessoas e bens, depois, estar lá quando as pessoas precisam para as conhecer, apoiar e ajudar nas vidas difíceis que levam.

Se o Estado se preocupasse mais com as pessoas, e menos em garantir o gigantismo de autarquias, que muitas vezes são o principal agente social e económico de cada concelho, absorvendo grande parte dos recursos em actividades muito pouco eficientes, cumpriria bem melhor a sua missão.

O mundo rural agradeceria, de bom grado, melhor e maior segurança para as suas actividades quotidianas, pagamento da gestão de serviços de ecossistema e racionalidade na gestão do fogo. Estou convencido de que facilmente abdicaria dos milhões gastos em ideias geniais e nas acções e projectos simbólicos que visam assinalar o amor acrisolado do Estado pelo mundo rural, para ter um módico de decência no relacionamento do Estado com os agentes económicos e sociais do mundo rural.