31 JANEIRO, CULTURA
Sábado, fim de dia cultural, concerto pela Banda Filarmónica da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898, de Alcochete, pelo seu 128º aniversário. Muito bom.
ACSe tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
A APROVEITAREM-SE, ou NÃO . . . . .
Coloca-se mais uma vez a questão de saber, perceber, se SIM ou Não há uns quantos a aproveitarem-se da tragédia alheia.
Olhemos a factos transmitidos pelas TV, reparemos em atitudes e declarações, de governantes, de militares, de autarcas, de gente diversa.
Temos um candidato a PR transportando garrafas de água. Patético.
Temos justas e duras críticas de autarcas a atitudes como a acima referida.
Temos um candidato a acusar tudo e todos sobre o que nunca aconteceria na sua 4ª República!
Temos elites a manifestar o seu apoio a Seguro.
Temos elites a convidar Seguro para ir ouvir a declaração de apoio.
Temos um candidato a PR a ter postura razoável ao visitar locais atingidos pela tragédia, com poucos jornalistas atrás (não é muitos é alguns) vincando que não está a fazer política, nem campanha, apenas a cumprir a sua obrigação de cidadão! Estou por isso certo que se não fosse candidato a PR também teria vindo das Caldas da Rainha logo na primeira hora e comparecer em Leiria e outros locais para cumprir a sua obrigação de cidadão.
Temos . . . . . não passamos disto!
Desgraçados de nós cidadãos comuns. Desgraçado Portugal com esta gentalha!
AC
DEMOCRACIA
Como SEMPRE admito estar a ver mal as coisas.
Mas para mim, e estas eleições presidenciais só o têm reconfirmado, continua muito claro que para imensos dos que por aí vegetam, a democracia é assim como tem andado, com eles todos.
Mas não, a democracia não é isso; tenho a certeza que a democracia não é governo de notáveis, não é ausência de verdadeiro serviço público.
AC
POLÍTICA. ELEIÇÕES
O MOMENTO POLÍTICO, E PARTICULARMENTE POR CAUSA DOS QUE ME MENTEM A SÉRIO, NÃO ME TIRA DA CABEÇA ESTA DE ANTÓNIO ALEIXO.
EXACTAMENTE
. . . . . . . . "lamento as putas intelectuais que proliferam na vida pública. Eu sempre li as putas e os patrões dessas putas, tentando não ficar tão provinciano como eles". . . . .
(Jorge de Sena)
AC
Um amigo enviou-me este pitoresco e já com algum tempo momento do humor de Herman José.
Salvo melhor opinião, Herman José é um excelente criador, humorista. Creio que é um magnífico autor e actor. Recordo com saudade as brincadeiras humorísticas dele com o saudoso Nicolau Breyner, e os seus diversos programas humorísticos ao longo dos anos.
Havia apenas uma coisa que em relação a Herman José há anos me estava aqui atrás da orelha. Sempre desconfiei que ele era um grande fasssssistaaaaaa.
E não é que agora confirmei as minhas suspeitas?
Um amigo indicou-me que Herman José se terá revoltado um pouco (creio que no Facebook, não tenho nem essa nem outras ditas redes sociais) contra esta coisa que por aí grassa e que é, a desconfiança com que os como eu ele são olhados por não quererem de forma alguma votar Ventura mas que têm dúvidas sobre as características de Seguro (um homem decente) para PR.
Sempre me pareceu que o Herman era fassssistaaaaa, como eu aliás!
Ainda vamos para a fogueira!
FRASES . . . . . curiosas,
- política do empadão
- conversa de chacha
Frases, tiradas, vacuidades, proclamações, não passamos disto, mas os portugueses continuam a viver mal. A empobrecer com barulho como sempre chamou à atenção Medina Carreira.
E tenho as maiores dúvidas que as coisas se modifiquem profundamente com sensato ou com vigarista em Belém.
Mário Soares disse um dia que já não havia estadistas.
E assim continuamos. Sem eles, mas com muitos políticos de todos os quadrantes entregues aos negóciozinhos (canabis, imobiliário, CEO de negócios de empresas chinesas como a EDP, etc.), com o Komentariado residente das TV vendido aos patrõezinhos, com o Art. 9º da CRP muito bonito no papel mas a realidade é bem outra.
Ontem, indicaram-me para ir espreitar a SIC notícias. E lá vi uma personagem intelectual e culturalmente brilhante, a confessar algumas desilusões, e a confessar que andava há muito afastado da política e estava totalmente entregue à sua vida profissional.
Podia ter dito com clareza, "há muito que só ando nos negócios e aceitei excepcionalmente ser por uns tempos conselheiro de Estado".
Mas não era a mesma coisa pois não?
Eu sempre aplaudi a clareza e o rigor. É isso que continuo a fazer, a corrigir quando me engano. Como sempre fez Bento de Jesus Caraça.
E, contrariamente à repulsa que a esquerdalhada incoerente e inconsequente tem por patrões e empresas, considero que sem empresas fortes Portugal não sairá da lama e do continuado resvalar para a pobreza.
Não é com turismo de massas apenas que vamos sair do lamaçal pobretanas. Nem com TVDE.
Mas sempre me chateia estas falas de eruditos que durante uns tempos estiveram na política, foram bons tribunos, mas rapidamente se passaram para a exploração de milhões.
É que estão no topo, mas tratar de pagar decentemente aos trabalhadores. . . . depois clamam por imigração às toneladas.
Admitindo como SEMPRE que posso estar a ver mal as coisas, considero que persistindo,
- sem alterar profundamente os alicerces da economia,
- a brincar com a ferrovia e bitola Ibérica,
- a brincar com a TAP,
- a não preparar o país para os fenómenos climáticos extremos,
- em desprezar as responsabilidades que temos na jurisdição dos oceanos,
- com vigaristas lá fora que nada fizeram para alterar profundamente o nosso tecido económico e social e num inglês macarrónico a aplaudir os acordos Mercosul e com a Índia, e nem sequer ter a decência de recordar que é português em primeiro lugar e orgulhoso depois sim referir que os pais tinham raízes em Goa,
- com as poucas vergonhas com os PDM na maioria das câmaras municipais,
- na construção de toneladas de edifícios para escritórios internacionais,
- com salários miseráveis a mais de 2/ 3 milhões de portugueses,
não iremos a bom porto. Iremos esbarrar inexoravelmente no MURO do fim da cauda da Europa. Estamos já muito perto.
Não é com o vigarista Ventura em Belém ou em S.Bento que saímos daqui. Nem com pactozinhos.
Uma coisa concedo a Ventura: não se altera a sociedade portuguesa, com conversa de chacha, a DELE, a de Marcelo, a de Seguro, a do PSD, a do PS, a do Chega, a do CDS, a do PAN, a do BE, a do PCP, a do Livre, a da IL, a do Komentariado residente nos OCS.
Solução? Deixar de mentir e aldrabar.
Bastará SERVIR em vez de se SERVIREM dos CARGOS.
Quando se quer . . . . . Mas admito, como sempre, estar a ver tudo mal.
Tenham uma boa 5ª Feira.
Saúde e boa sorte.
António Cabral (AC)
"est modus in rebus"
"há um limite nas coisas"
Porque raio me terei lembrado disto?
AC